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Rio

04/02/26 14:59
  • Redação Redação

Prefeitura de Niterói autoriza início de obras na Alameda São Boaventura; reforma vai custar R$ 172,4 milhões

Imagem aérea da Alameda São Boaventura

Previsão é de que via no bairro Fonseca seja reformada em até 24 meses - Foto: Leonardo Simplício/Prefeitura de Niterói

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A Prefeitura de Niterói autorizou, nesta terça-feira (03), o início das obras de revitalização da Alameda São Boaventura, via de quase 3 km que liga a Zona Norte do município ao Centro e à Ponte Rio-Niterói. As obras vão custar R$ 172,4 milhões e têm prazo de dois anos.

A reforma inclui a requalificação das calçadas e do corredor para ônibus que cruza a via, além da implantação de uma ciclovia ao longo da Alameda e obras de drenagem para combater alagamentos. Os cruzamentos da via também vão passar por uma remodelação e, por isso, toda a sinalização da via será trocada para atender às mudanças.

Uma das metas do projeto é aterrar a fiação de telefonia e internet da via, que fica no bairro Fonseca. Segundo o prefeito Rodrigo Neves (PDT), o objetivo é diminuir a poluição visual no bairro. Fios de alta tensão não serão aterrados.

Projeto prevê nova praça e corredor de árvores na Alameda

Outra mudança prevista pelo projeto assinado pela prefeitura inclui a implantação de um “corredor verde” ao longo da via. Nos arredores do corredor viário, a prefeitura pretende plantar dezenas de novas espécies de árvores.

Por fim, no final da Alameda, o projeto prevê a criação de uma nova praça, na altura do Ponto Cem Réis, embaixo do viaduto de acesso à Ponte Rio-Niterói. O espaço vai contar com quadra poliesportiva e equipamentos de recreação.

Reforma chegou a ser anunciada durante gestão anterior, mas precisou de novos estudos

A reforma da Alameda São Boaventura é estudada pela prefeitura há alguns anos e chegou a ser anunciada para ser feita até 2024, ano em que a cidade completou 450 anos. Na época, o projeto tinha orçamento previsto em R$ 136 milhões.

Segundo a gestão do então prefeito Axel Grael (PDT), o orçamento apresentado pela concessionária de energia Enel para fazer a recolocação de postes ultrapassou o previsto e novos estudos precisaram ser feitos para reforma.

Projeto gráfico do Alameda São Boaventura após reformas
Reforma prevê ciclovia, aterramento de fiação e ‘corredor verde’- Foto: Divulgação/Prefeitura de Niterói

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Comentários 30

  1. Gilberto Queiroz Guimarães says:
    há 9 meses

    Com a ciclovia vai estrangular mais o fluxo na Alameda, devido ao crescimento econômico de Maricá. O ideal é construir um elevado desde a ponte Rio Niterói até o Caramujo, criando condições de trânsito melhor para os ônibus, sob o viaduto, e áreas de estacionamento para dinamizar o comércio na via.

    Responder
    • Guilherme says:
      há 9 meses

      Ta maluco? Que mané elevado. É Necessário que o gov do estado faça a parte dele e crie um metrô/trem passando pelo coelho/jockey. Um Elevado vai matar o bairro e a cidade não precisa ser corredor pra outras cidades

      Responder
      • Fernando Lourenço Filho says:
        há 9 meses

        Porque não se fas uma via de duas mãos, direto do getulinho até aponte, entre as duas alamedas. Essa via seria só direto p. Ponte.
        Da pra fazer

        Responder
    • Brilho says:
      há 9 meses

      Tem que ter um elevado mesmo, quem for tratar de algum assunto perto da alameda , que passe embaixo do elevado, o bairro já é feio mesmo , o trânsito ficaria melhor para tanto para quem mora ali na região da alameda quanto para quem está so de passagem, por que temos que passar pela alameda? se nao temos nada para fazer por ali

      Responder
    • Bob says:
      há 9 meses

      O viaduto só desvaloriza qualquer bairro, o exemplo é o viaduto Paulo de Frontin no Rio Comprido, acabou com o bairro….que se faça viaduto sobre a Avenida Contorno.

      Responder
  2. Nilton says:
    há 9 meses

    A construção do elevado resolveria muitos problemas. E é projeto do início dos anos 70, estava no pacote de melhorias do trânsito previsto após a inauguração da ponte Rio Niteroi. Não foi feito mas pelo menos, do conjunto, fizeram a Niterói Manilha e duplicaram a estrada do contorno e a Av. Jansen de Melo.

    Responder
    • Adriano says:
      há 9 meses

      Mais uma obra de péssima qualidade que será entregue pela prefeitura que odeia o Niteroienses

      Responder
    • Marina Santos Saud says:
      há 9 meses

      Olá boa tarde! Ano passado enviei um e-mail para a Prefeitura de Niterói questionando se com essas obras na Alameda São Boaventura no Fonseca, as antigas árvores seriam sacrificadas! Na época me responderam que não! Espero que a Prefeitura mantenha a sua palavra de não sacrificar essas lindas árvores! Muitas já foram mortas quando construíram as baías dos ônibus!

      Responder
  3. LUIZ CARLOS JUNIOR ASSIS says:
    há 9 meses

    O trânsito em Niterói só tem uma solução, Alameda e Roberto Silveira precisam tirar os semáforos e botar passarelas. Aqui passam praticamente 3 cidades (Itaboraí, Maricá e são Gonçalo) e como tem muito semáforo sobrecarregam demais.

    Responder
    • Alex Carino says:
      há 9 meses

      Tirar os sinais e como faz com os carros nas ruas transversais a essas?

      Responder
      • Henrique says:
        há 9 meses

        Um elevado desvalorizaram mais ainda os imóveis.Q por sinal n temos mais o marajoara,e neste pedaço já existem imóveis vazios.Imaginem com elevado

        Responder
  4. Leonardo says:
    há 9 meses

    Vão gastar rios de dinheiro só para deixar mais bonita e não vai resolver o problema do trânsito caótico. A alameda é uma via que recebe uma rodovia estadual e desagua trânsito de Itaboraí, Maricá e são Gonçalo, tem que se ter mais vias inclusive uma exclusiva para acesso à ponte.

    Responder
  5. José Luciano says:
    há 9 meses

    Quando fizeram a primeira obra de remodelação da alameda a prefeitura a época garantiu que os engarrafamentos acabariam e haveria fluxo constante com a tal da onda verde, semáforos inteligente que resolveriam o problema. O que aconteceu após o término dos trabalhos. Menos verdes, tiraram quase todas as árvores centenária, o rio alameda antigo conseguia desaguar bem as enchentes, havia poucos sinais. O viaduto saindo do ponto de cem Reis com mão dupla. Absorveria o trânsito da ponte e descendo dos vários municípios que passam pela alameda. Políticos adoram contar estórias. Moro 72 anos no fonseca. Adoram prometer. Eleições aproximando. Hoje é uma bagunça só. Qualquer batida na ponte ou na alameda param o trânsito em niterói. A solução é simples. Nunca ouviram os moradores. Fazem projetos mirabolantes que só funcionam no papel. Rodrigo é um excelente prefeito mas está mal, muito mal assessorado.

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    • Adriano says:
      há 9 meses

      Rodrigo é um péssimo prefeito e odeia o Niteroienses, não é a toa que distribui cargos comissionados pra um número suficiente de pessoas pra sempre ser eleito

      Responder
      • Merimilia Amado says:
        há 9 meses

        Já foi comprovado que colocar os ônibus para circular no centro da via nao resolveu nada, pelo contrário, só piorou tudo, pq os ônibus saem do meio e ocupam uma faixa da via. Além dos pedestres precisar atravessar a via, isso é muito ruim
        Tem que voltar com as vias do canto, próximos das calçadas para os ônibus, assim como é na rua da Conceição.

        Responder
        • PATRIC DO NASCIMENTO LIMA says:
          há 9 meses

          Mobilidade não se resolve com tinta no asfalto.
          Se resolve com engenharia.

          Responder
    • Fernando Lourenço Filho says:
      há 9 meses

      Porque não se fas uma via de duas mãos, direto do getulinho até aponte, entre as duas alamedas. Essa via seria só direto p. Ponte.
      Da pra fazer

      Responder
  6. Fábio Abreu says:
    há 9 meses

    Só quero ver como eles vão escoar este trânsito quando estiver em obras . Devem jogar em Tenente Jardim mais antes eles teriam que preparar o bairro para receber este trânsito .

    Responder
  7. Lenio Aguiar says:
    há 9 meses

    Viaduto. Loucura.Vejam o que aconteceu no Rio Comprido. Com o viaduto da Paulo de Frontin,total desvalorização do bairro,barulho infernal no moradores dos prédios próximos. Poluição causando doenças nos moradores caos total. Creio que com o terminal do Caramujo o fluxo de ônibus reduza consideravelmente. Tem um morro que ladeira Alameda,será que não seria viável um estudo para construção se uma via.

    Responder
  8. eduardo brandao says:
    há 9 meses

    Deveria ter uma parceria entre os municípios que são atendidos pela alameda e a sim, realizar um projeto de grande vulto com a construção de um elevado saindo do caramujo e indo até a ponte rio Niterói, desafogando as vias de acesso e transversais que cortam a alameda.
    Solução tem, basta vontade política pra resolver de vez e não obra de maquiagem.
    .

    Responder
  9. Carlos Henrique says:
    há 9 meses

    O ideal para alameda é passar as Baias dos ônibus para a direita, concretar todo o valão como fizeram, retirar todas as árvores e com isso fazer mais uma pista de rolamento de ida e outra de volta, com isso seriam 4 pistas para cada sentido. Duplicar a subida e a descida da ponte. Duplicar a subida e a descida da Caixa d’água. Mudar o trânsito que atravessa a alameda, fazer algumas passarelas para pedestre e com isso diminuir o número de semáforos.
    Obs: A cada árvore retirada, plantar 3, poderia ser no Horto.

    Responder
  10. RAPHAEL TAVARES says:
    há 9 meses

    Alameda precisa voltar com as faixas de ônibus para a direita (reduz drasticamente a quantidade de sinais e desenvolve o comércio). Precisa de faixas reversíveis de acordo com o fluxo, mais faixas de manhã sentido rio, e sentido são Gonçalo à tarde (separadas por cones). E sobre as árvores q precisarão ser cortadas, que haja uma grande contrapartida na forma de novos plantios, porém em outro local, pois estão pensando no meio ambiente, mas não pensam em quanta poluição os engarrafamentos provocam. Árvore dá p plantar em outro lugar.

    Responder
  11. Michel Peçanha says:
    há 9 meses

    Mais uma obra que não vai adiantar muita coisa. Há décadas toda população do bairro espera o viaduto, pois ele sim seria a obra que requalificaria o trânsito do bairro. O que a prefeitura vai fazer é a famosa “obra de fachada”, vai tentar deixar algumas coisas bonitas, mas sem nenhum impacto prático pros moradores. Até mesmo o aterramento da fiação foi flexibilizado. Quando o projeto foi divulgado, toda a fiação seria aterrada. Agora apenas telefonia e internet. Considerando que 70% da distribuição de energia em Niterói é oriunda de furto de energia, Rodrigo Neves não quer pagar o preço político de deixar uma boa parcela de seus eleitores sem energia.

    Responder
  12. Bernardo Meneses says:
    há 9 meses

    Rio de Janeiro derrubando todos os elevados, acertadamente, e transformando em túneis e o pessoal pedindo um elevado como solução para a alameda. Projeto dos anos 70 podem ser revisados sem problema nenhum.

    Responder
  13. Gilmar Monteiro says:
    há 9 meses

    Um elevado do fim da Alameda ligando a ponte resolveria o problema, não é preciso se inteligência pra fazer a obra, acordem políticos, o projeto atual da prefeitura é mt bonito, mais não resolveria em nada. Ouçam o povo que são moradores e usuários da Alameda , vcs políticos estáo mt preocupados com o bolso de vcs.

    Responder
  14. Vizagor says:
    há 9 meses

    Se for fazer elevado em Niterói, não pode ser só na alameda, tem que fazer da Jansen de Melo até a Roberto Silveira e no contorno também, mas tudo isso é em vão, de nada vai adiantar pra o “trânsito. Somente uma 2° ponte Rio Niterói vai dar certo, além do mais a nossa ponte já tem 50 anos e é muito usada, mais pelos vizinhos do que por nós mesmos, a melhor solução seria uma ponte Rio-São Gonçalo forçando quem é de São Gonçalo, Maricá, Itaboraí, manilha entre outros a ir por lá, a região oceânica de Niterói cresceu muito e vai continuar a crescer, fora novos apartamentos e prédios no centro, e vão levantar muito mais prédios, São Gonçalo está crescendo muito também, Itaboraí nem se fala, e esses veículos vão pra onde, até muitos moradores do RJ estão vindo morar aqui, podem se preocupar que esse dinheiro e 2 anos de mais engarrafamento diário não vai solucionar nada, lembrando que engarrafamento só é bom pra taxista, fora isso é perda de tempo e de vida !!!!

    Responder
  15. Gustavo says:
    há 9 meses

    O povo está ainda na era de elevado. Elevado destrói o bairro e não melhora nada, mas um túnel seria uma boa, como está acontecendo no Rio.

    Responder
  16. Ligia Maccacchero says:
    há 9 meses

    Por que as autoridades só pensam em rodovias? As cidades precisam de metrô, não de ciclovias somente! Aliás Niteroi precisa de ORDEM! Chega de bikes e MOTOS em CALÇADAS!! Mais FISCALIZAÇÃO sr. Prefeito!!!

    Responder
  17. Glaucir Passos says:
    há 9 meses

    É hora de pensar no futuro. A alameda já não suporta mais o número de veículos que nela trafega. Realmente fazer viaduto em toda a extensão não é uma boa ideia, pois vai ofuscar a estética do bairro. Assim, não vejo outra solução, além do projeto de redução de linhas de ônibus e implantação dos modelos com maior capacidade, de se ganhar mais espaço com a desapropriação de imóveis ao longo da via e construção de passarelas para melhorar o fluxo dos veículos e facilitar as mobilidades dos pedestres.

    Responder
  18. Luciana says:
    há 8 meses

    Um viaduto seria o último prego no caixão do Fonseca. A solução está no subsolo, seja com um túnel ou uma linha de metrô ligando o getulinho com as barcas e eventualmente o centro do Rio.

    Responder

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Política

Ilha em Angra: secretaria de Patrimônio da União apura rapidez na transferência de imóvel disputado por Richarlison para Willer Tomaz

Foto de Redação
Redação

04/11/2026 19:25

A Secretaria de Patrimônio da União (SPU) abriu uma apuração sobre a transferência dos direitos de ocupação de uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, para uma empresa do advogado Willer Tomaz.

O órgão identificou circunstâncias que considera merecedoras de atenção no procedimento realizado em julho de 2022, especialmente a rapidez da tramitação e a emissão manual da certidão que autorizou a transferência.

Aprovação menos de duas horas após o pedido

O pedido foi apresentado pela empresa que detinha os direitos sobre o imóvel em 11 de julho de 2022, às 11h33. Uma hora e 40 minutos depois, a autorização já havia sido concedida pela secretaria.

O documento, obtido pelo RJ2, registra que a interessada solicitou a emissão manual da certidão, alegando impossibilidade de concluir o procedimento pelo sistema eletrônico.

Em documento analisado pela atual gestão da SPU, a secretaria destacou que a celeridade do processo e a utilização de um procedimento excepcional para emitir a certidão, diante de uma suposta falha no sistema, justificam uma análise adicional da transferência para a WT Administração de Imóveis e Bens S/A, ligada a Willer Tomaz.

A apuração é feita durante uma disputa judicial e administrativa entre o advogado e o jogador de futebol Richarlison pelos direitos sobre a mansão. O jogador afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões na aquisição do imóvel em 2020, em sociedade com outros empresários, e sustenta que perdeu a propriedade depois de se recusar a vendê-la ao senador Flávio Bolsonaro (PL), amigo de Willer.

Processos tiveram tramitação diferente na SPU

Um dos pontos que chamaram a atenção da atual gestão da secretaria foi a diferença entre os procedimentos apresentados pelos dois lados da disputa. A empresa Sport 70, ligada a Richarlison, protocolou um pedido de regularização da ocupação do imóvel em 20 de setembro de 2021, em que o processo tenha sido concluído.

Já o procedimento relacionado à empresa que posteriormente transferiu os direitos para Willer Tomaz teve andamento acelerado. Além da rapidez na emissão da certidão, a SPU identificou que a autorização concedida à empresa do advogado estava respaldada em uma decisão judicial que não foi integralmente anexada ao processo administrativo.

A secretaria encaminhou ofícios à Controladoria-Geral da União (CGU) e à Polícia Federal para avaliar as providências cabíveis. O Ibama também foi acionado para apurar denúncias de possíveis crimes ambientais na ilha. O caso chegou ao órgão federal por meio de uma representação do deputado federal Rogério Correia (PT-MG).

Jogador comprou imóvel de ocupantes; Willer Tomaz afirma que comprou dos verdadeiros proprietários

Richarlison afirma que comprou o imóvel de antigos ocupantes que viviam na região havia décadas e que, além do valor desembolsado na aquisição, investiu em reformas e na manutenção da propriedade.

O atacante sustenta que procurou a SPU para regularizar a ocupação, mas não recebeu resposta sobre o pedido apresentado por sua empresa.

Willer Tomaz, por sua vez, afirma que os antigos moradores não eram proprietários legais do imóvel e que adquiriu os direitos de uma empresa que já tinha o registro reconhecido pela União. A empresa do advogado passou a constar como responsável pelos direitos de ocupação após a transferência autorizada pela SPU, em julho de 2022.

Com informações da TV Globo.

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Política

Empresas que praticarem assédio eleitoral podem perder contratos e benefícios no estado do Rio

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Redação

04/11/2026 19:25

Empresas em que dirigentes ou representantes praticarem assédio eleitoral ou discriminação política contra empregados e prestadores de serviços poderão ficar impedidas de fechar contratos com o Governo do Estado. A medida está prevista no projeto de lei apresentado pela deputada estadual Renata Souza (PSOL) e publicado no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (04).

A proposta também quer impossibilitar a concessão e a utilização de incentivos e benefícios fiscais do Estado por essas empresas e prevê a aplicação das restrições mediante comprovação da conduta, por meio de decisões judiciais, descumprimento de termos de ajustamento de conduta (TACs) ou decisões administrativas definitivas.

Segundo a autora, o objetivo do projeto é proteger a liberdade política e a dignidade dos trabalhadores, impedindo que recursos públicos favoreçam empresas responsáveis por práticas de coerção e discriminação política.

“O salário de um trabalhador não dá ao empregador o direito de controlar seu voto ou suas convicções políticas. Ameaçar, constranger ou discriminar alguém por sua escolha eleitoral é uma violência que precisa ser enfrentada.”, afirma Renata Souza.

O projeto foi encaminhado às comissões de Constituição e Justiça; de Trabalho; de Economia, Indústria e Comércio; de Tributação e de Orçamento. Após passar pelas comissões será enviado para votação no plenário da Alerj e caso aprovado seguirá para sanção ou veto do governador.

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Política

Em busca do segundo turno, Paes acusa campanha de Ruas de fraude eleitoral e cita ‘golpe de malandrinho’

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João Pedro Lima

04/11/2026 18:30

Entrando de vez na campanha que busca a realização do segundo turno para governador do estado do Rio, o ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD) voltou a questionar a eleição que terminou com a vitória de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno.

Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (4), Paes acusou a campanha adversária de promover uma série de irregularidades para confundir eleitores e interferir no resultado da votação. Entre as denúncias, citou a distribuição de panfletos que associavam seu nome aos números 13, do PT, e 22, do PL.

Acusação de fraudes eleitorais

Eduardo Paes, que voltou a se manifestar nesta semana contra a decisão que anulou os votos do candidato Anthony Garotinho (Republicanos), disse que não foi apenas a candidatura do ex-governador que, em suas palavras, a campanha de Ruas teria utilizado como fraude eleitoral.

O ex-prefeito afirmou que a equipe do então candidato do PL teria encomendado 100 mil panfletos, em setembro, com informações que, segundo ele, eram falsas sobre suas posições em relação a temas como aborto, drogas e valores cristãos.

“Eu já falei sobre isso aqui. Tudo mentira, e eles sabiam que era mentira, né? Mas eles escolheram mentir sobre a minha fé pra enganar quem tem fé”, relatou.

A principal acusação de Paes envolve materiais impressos que associavam Paes ao número 13 — o que ele chamou de “golpe de malandrinho”. O ex-prefeito afirma que foram impressos, dois dias antes da votação, outros 500 mil panfletos com a falsa associação. Ele afirma que, somadas as duas tiragens, foram produzidos 1,1 milhão de exemplares na mesma gráfica e com o mesmo CNPJ da campanha de Douglas Ruas.

Na avaliação de Paes, a estratégia teria sido direcionada principalmente aos eleitores menos informados, já que o número 13 aparecia nos materiais impressos, mas não nos anúncios da campanha na internet. O candidato do PSD disputou a eleição com o número 55.

“Qual foi o resultado? 204 mil pessoas digitaram 13 pra governador e perderam o voto, porque nenhum candidato a governador tinha esse número. O segundo número mais inválido teve 16 mil votos. Isso não acontece por acaso”, disse Eduardo Paes nas redes sociais.

Caso esses eleitores tivessem votado em candidatos válidos, Douglas Ruas teria ficado ainda mais distante da maioria absoluta necessária para vencer no primeiro turno.

Paes também voltou a denunciar a circulação de santinhos com sua fotografia e o número 22, utilizado por Douglas Ruas, no dia da votação. Ele e o seu partido já haviam protocolado denúncias durante o primeiro turno. O material não apresentava CNPJ nem identificação da gráfica responsável e foi apreendido por fiscais do próprio Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ).

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Rio

Rua é interditada na Tijuca após queda de muro de escola

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Redação

04/11/2026 17:56

A queda de um muro do Colégio Estadual Antônio Prado Júnior interditou uma rua na Tijuca, na tarde desta quarta-feira (04). A escola fica localizada na esquina das ruas Mariz e Barros e Felisberto de Menezes, que teve seu acesso bloqueado.

Ainda não há informações sobre a causa do desabamento e sobre possíveis feridos no local. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura do Rio foram acionadas para atuar na ocorrência.

Aulas não serão suspensas

Segundo o Diário do Rio, o muro já estava isolado antes do desabamento. Em nota ao veículo, a Secretaria de Estado de Educação informou que não houve feridos e que a área não oferecia riscos aos alunos e funcionários da instituição.

Além disso, a secretaria disse que a Empresa de Obras Públicas (Emop) foi acionada para iniciar a construção de um novo muro já nesta quinta-feira (05), além de realizar a instalação de tapumes no local para o isolamento da área.

A pasta também afirmou à reportagem que não há necessidade de suspensão das aulas e que a portaria atingida já estava interditada.

Trânsito na Tijuca foi impactado

O trânsito da região sofreu impactos e apresentou lentidão nas ruas do entorno do local da queda do muro.

Com informações do G1 e do portal Diário do Rio.

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Política

Sindicato denuncia demissões de médicos com carteira assinada para contratação de profissionais via PJ na rede pública de saúde

Foto de João Pedro Lima
João Pedro Lima

04/11/2026 17:28

ATUALIZAÇÃO às 19h30 com posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde. Leia na íntegra abaixo.

Profissionais da rede municipal de saúde do Rio denunciam a substituição de contratos com carteira assinada, feitos pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), por vínculos de pessoa jurídica (PJ) nas unidades municipais.

De acordo com o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed-RJ), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) autorizou as Organizações Sociais (OSs) a substituição dos vínculos. Segundo a entidade, o próprio secretário Rodrigo Prado confirmou a autorização durante reunião com representantes do sindicato.

Nesta quarta-feira (4), a vereadora Maíra do MST (PT) enviou um ofício ao secretário cobrando explicações sobre o avanço da “pejotização” na rede municipal de saúde.

Demissões e novas contratações via PJ atingem unidades municipais

Uma das unidades em que foi constatada a substituição de médicos contratados pelo regime CLT por profissionais PJ é o Centro de Emergência Regional (CER) do Leblon, na Zona Sul. De acordo com Alexandre Telles, presidente do SinMed-RJ, a medida levou à saída de médicos que tinham mais de dez anos de vínculo com a unidade.

Na Maternidade Municipal Maria Amélia Buarque de Hollanda, no Centro, a SPDM, organização social responsável pela gestão, começou a anunciar vagas para profissionais PJ em meio à greve de obstetras e pediatras e às negociações com os trabalhadores.

Segundo o sindicato, a mudança ocorreu sem aviso prévio e com aval da Secretaria Municipal de Saúde, embora os vínculos na unidade fossem, até então, exclusivamente pelo regime CLT. A mesma movimentação também foi identificada na Maternidade Municipal Alexander Fleming, em Marechal Hermes.

Vereadora cobra explicações sobre três unidades

Maíra do MST informou que seu gabinete tem recebido diversas reclamações de trabalhadores da saúde, relatando mudanças nos modelos de contratação, demissões de equipes e mobilizações contra a “pejotização”.

No documento encaminhado à SMS, a vereadora questiona as justificativas para a alteração dos vínculos e afirma que a medida pode precarizar as relações de trabalho e comprometer a qualidade do atendimento à população.

Entre os casos destacados está justamente o da Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, onde obstetras e pediatras estão em greve há mais de três meses. As profissionais reivindicam reajustes salariais e denunciam que a SPDM realizou dezenas de contratações emergenciais com remunerações até 70% superiores às pagas às médicas que já trabalhavam na unidade.

A contratação de profissionais em caráter emergencial pela organização social também está no centro das reclamações das equipes, que questionam a diferença entre os valores oferecidos aos novos médicos e os salários dos profissionais em greve.

Outro caso citado é o da Maternidade Municipal Alexander Fleming, administrada pelo Instituto de Gestão e Desenvolvimento Social (IGEDES). Segundo o ofício, os profissionais da unidade questionam a transição dos modelos de contratação e apontam possíveis prejuízos às condições de trabalho, além de indícios de tentativas indiretas de implantação do regime de pessoa jurídica.

A terceira situação envolve a CER do Leblon, administrada pelo Centro de Estudos e Pesquisas Científicas Francisco Antônio de Salles (FAS). Na unidade, médicos intensivistas teriam recebido determinação de demissão para dar lugar a profissionais que atuem exclusivamente como pessoas jurídicas.

Além de cobrar explicações sobre os casos, Maíra pede que a Secretaria Municipal de Saúde informe quais razões jurídicas justificam a substituição dos vínculos celetistas por contratos de pessoa jurídica nas três unidades.

Sindicato alerta para impacto na assistência

Para Alexandre Telles, a “pejotização” representa não apenas a retirada de direitos trabalhistas dos médicos, mas também um risco à continuidade e à qualidade do atendimento prestado à população. O presidente do SinMed-RJ destaca que os profissionais da rede estão sem reajuste salarial desde 2018 e avalia que a substituição dos vínculos pode provocar maior rotatividade nas equipes.

Segundo o dirigente, a contratação de médicos sem vínculo direto com as unidades pode levar à troca constante de profissionais e prejudicar a continuidade da assistência.

O que diz a Secretaria Municipal de Saúde

Em nota enviada ao Tempo Real na última semana, sobre o caso da maternidade Maria Amélia, a SMS informou que está em negociação com os profissionais e que a contratação via PJ “visa suprir vagas que estão abertas e não substituir a força de trabalho atual”.

Ainda segundo a pasta, “o custo da contratação como PJ é equivalente ao do profissional admitido pelo regime CLT, que tem todos os direitos e benefícios trabalhistas assegurados, além dos encargos sociais que são pagos pela gestão”.

A reportagem entrou em contato novamente com a Secretaria Municipal de Saúde sobre as denúncias de demissões dos médicos CLT para contratação via PJ em outras unidades. Em resposta, a pasta informou que as contratações PJ são feitas para suprir vagas em aberto. Leia na íntegra o posicionamento enviado nesta quarta (04):

“Contratações na modalidade PJ são realizadas para suprir vagas em aberto que não foram preenchidas pelo regime CLT, de forma complementar às equipes existentes. A medida visa garantir a cobertura das escalas médicas e atender a demanda assistencial.”

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Rio

Projeto analisado pela Câmara do Rio prevê que cariocas possam ‘adotar quarteirões’ para cuidar de ruas e praças

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Redação

04/11/2026 17:01

A Câmara do Rio aprovou nesta quarta (04), em primeira discussão, um projeto de lei que permite a organização voluntária de moradores, comerciantes e empresas da cidade com o objetivo de cuidar de ruas, calçadas, praças e outros espaços públicos de seus bairros. O programa foi batizado de ‘Adote um Quarteirão’ e ainda precisa ser votado em segunda discussão para ir à análise da prefeitura.

Na prática, o texto permite que comerciantes de uma mesma rua, associações de moradores e grupos comunitários possam assumir voluntariamente ações de manutenção de determinados quarteirões. Entre as atividades previstas estão limpeza, pintura de bancos e outros equipamentos públicos, jardinagem, conservação de canteiros, instalação de lixeiras e pequenos reparos autorizados pela prefeitura.

Caso o projeto seja aprovado, a participação será voluntária e vai poder ocorrer por meio da execução direta dos serviços ou do financiamento das melhorias. A prefeitura ficaria responsável por definir as áreas participantes, autorizar as intervenções e fiscalizar os trabalhos, com prioridade para regiões mais vulneráveis ou que apresentem maior degradação urbana.

O projeto também estabelece limites: os participantes não poderão realizar obras estruturais sem autorização nem transformar os espaços adotados em áreas privadas. A responsabilidade pelos serviços públicos continuará sendo do município.

“Quero que o morador tenha a oportunidade de cuidar do lugar onde vive, que o comerciante possa ajudar a conservar a rua onde trabalha e que a comunidade participe da recuperação dos espaços públicos. Essa ideia já funciona em cidades dos Estados Unidos e queremos trazer esse modelo para o Rio.”, afirma a vereadora Alana Passos (PL), autora do projeto.

O texto da proposta foi aprovado em primeira votação na Câmara do Rio e passará por uma nova discussão antes de seguir para sanção ou veto do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD).

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Política

Com aprovação da PEC da Segurança Pública no Congresso, saiba o que muda no combate às facções e milícias

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Redação

04/11/2026 15:50

O Senado Federal aprovou, na terça-feira (03), a PEC 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública. Apresentada pelo governo Lula no ano passado e aprovada pela Câmara dos Deputados em março, a proposta recebeu 73 votos favoráveis no primeiro turno e 75 no segundo, sem votos contrários.

A principal mudança é a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição, com regras para a integração entre União, estados e municípios. A proposta amplia a coordenação nacional das políticas de segurança, prevê operações conjuntas e facilita o compartilhamento de informações e sistemas de inteligência entre as forças policiais.

Com a conclusão da votação nas duas Casas, o texto segue para promulgação pelo Congresso Nacional.

Texto inclui restrições à progressão de regime

Um dos pontos centrais da PEC é o estabelecimento de regras mais rigorosas para integrantes e dirigentes de organizações criminosas, facções, milícias privadas e grupos paramilitares. O texto prevê tratamento diferenciado conforme a posição ocupada na estrutura criminosa, cumprimento de penas em unidades de segurança máxima, restrições à progressão de regime e a benefícios penais, além de mecanismos de confisco de patrimônio ligado às atividades ilícitas.

PEC da Segurança Pública amplia atuação da PRF e autoriza polícia municipais

A proposta também autoriza a criação de polícias municipais de natureza civil, voltadas ao policiamento ostensivo e comunitário, desde que sejam atendidos requisitos de formação, fiscalização e capacidade financeira.

A Polícia Federal terá sua competência expressamente ampliada para investigar organizações criminosas e milícias com repercussão interestadual ou internacional, sem eliminar as atribuições das polícias estaduais.

A Polícia Rodoviária Federal vai atuar também em ferrovias e hidrovias federais.

No financiamento, a PEC da Segurança Pública fortalece o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional, estabelecendo regras de distribuição de recursos e proteção contra desvios de finalidade. O texto também prevê a destinação de 10% do superávit financeiro do Fundo Social para a segurança pública, observadas as condições e etapas de implementação previstas no texto.

Senador do Rio aprovou emenda sobre ressarcimento em ações da GLO

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) conseguiu aprovar uma emenda que permite o ressarcimento às Forças Armadas, com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, por despesas em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). A emenda foi acolhida mediante acordo no Plenário do Senado.

Para o Rio, onde o enfrentamento às facções e milícias constitui um dos principais desafios de segurança pública, as mudanças poderão ampliar as possibilidades jurídicas e institucionais de cooperação entre as polícias estaduais, a Polícia Federal e outras forças de segurança. A efetividade dessas medidas dependerá da regulamentação, dos recursos disponíveis e da implementação pelos entes federativos.

Mudança na maioridade penal ficou de fora

A redução da maioridade penal não foi aprovada. Por 38 votos a 36, os senadores decidiram separar duas emendas sobre o tema da PEC principal. As propostas passarão a tramitar autonomamente, preservando, por enquanto, a idade de 18 anos para responsabilização penal de adultos.

A PEC da Segurança Pública, agora, precisa da promulgação para passar a integrar formalmente a Constituição Federal.

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Rio

Lojas Americanas da Praça Saens Peña, na Tijuca, vai se tornar unidade da Torra, varejista de vestuário

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Redação

04/11/2026 15:31

A unidade das Lojas Americanas na Rua Conde de Bonfim, de frente para a Praça Saens Peña, na Tijuca, vai dar lugar a outra varejista. O espaço vai passar a abrigar, em breve, uma unidade da Torra, loja de roupa fundada em São Paulo que expandiu a atividade para o Rio nos últimos anos.

O fundo imobiliário Antilhas, que faz parte da mesma holding que administra, é o responsável pela mudança. Foi o fundo que comprou dois imóveis nas ruas Conde de Bonfim e Santo Afonso no âmbito da recuperação judicial das Lojas Americanas.

A compra dos imóveis custou R$ 35 milhões. Com a instalação da nova unidade, a loja Torre chega à sua quinta unidade no Rio; ela já tem lojas em Campo Grande, Niterói e nos shoppings Pavuna e NorteShopping.

Com informações da coluna Capital, do jornal “O Globo”.

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Rio

Rio tem quatro das dez cidades com maior risco de deslizamento no Brasil, segundo MapBiomas

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Redação

04/11/2026 14:46

O estado do Rio concentra quatro das dez cidades com o maior risco de deslizamento do país, segundo estudo realizado pelo MapBiomas e divulgado nesta quarta-feira (04). Três delas estão localizadas na região Serrana e uma na Costa Verde.

Entre as cidades fluminenses presentes no ‘top 10’ de risco de desmoronamento estão Angra dos Reis, Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis. As três primeiras ficaram em 2º, 3º e 4º lugares, respectivamente. Já Teresópolis ocupou a 7ª colocação do ranking.

Comunidades em risco

De acordo com o levantamento do MapBiomas, rede multi-institucional que produz mapeamentos anuais de cobertura e uso da terra no Brasil, o estado do Rio concentra 781 hectares de comunidades em áreas consideradas de risco. Isso representa a maior área de favelas do país sob risco de deslizamentos de terra.

No país, a área urbanizada nas favelas passou de 60,2 mil hectares em 1985 para 151,7 mil hectares em 2025, um crescimento de 150%. No total, cerca de 77,6% das comunidades brasileiras perderam ao menos 10% da cobertura vegetal nos últimos 40 anos.

Além disso, no mesmo período, as áreas urbanas em todo o país passaram de 1,9 milhão para 4,4 milhões de hectares, apresentando um aumento de 132%. Esse crescimento sem planejamento vem acompanhado da diminuição das áreas verdes, considerado um dos fatores de risco para eventos climáticos como inundações e deslizamentos.

Com informações do G1.

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Política

Vício em bets: Câmara do Rio avança em projeto que prevê diretrizes para combate à ludopatia

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Felipe Galeno

04/11/2026 14:43

A Câmara do Rio aprovou, em primeira discussão, a criação de um programa para prevenção aos impactos causados pelo vício em bets. O projeto de lei foi discutido na sessão extraordinária desta quarta (04) e ainda vai voltar para segunda discussão antes de seguir para a análise da prefeitura.

A iniciativa prevê um programa com diretrizes para enfrentar a ludopatia, dependência provocada por bets, jogos de azar e plataformas de aposta em geral. O foco deve ser em implementar ações preventivas e de tratamento, além de mecanismos para combater o endividamento excessivo de famílias por conta de apostas

De autoria do vereador Vitor Hugo (MDB), o texto também abre margem para que a Prefeitura firme parcerias e convênios para viabilizar o programa. A Câmara do Rio deve voltar a discutir a iniciativa em breve.

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