Entrando de vez na campanha que busca a realização do segundo turno para governador do estado do Rio, o ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD) voltou a questionar a eleição que terminou com a vitória de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno.
Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (4), Paes acusou a campanha adversária de promover uma série de irregularidades para confundir eleitores e interferir no resultado da votação. Entre as denúncias, citou a distribuição de panfletos que associavam seu nome aos números 13, do PT, e 22, do PL.
Acusação de fraudes eleitorais
Eduardo Paes, que voltou a se manifestar nesta semana contra a decisão que anulou os votos do candidato Anthony Garotinho (Republicanos), disse que não foi apenas a candidatura do ex-governador que, em suas palavras, a campanha de Ruas teria utilizado como fraude eleitoral.
O ex-prefeito afirmou que a equipe do então candidato do PL teria encomendado 100 mil panfletos, em setembro, com informações que, segundo ele, eram falsas sobre suas posições em relação a temas como aborto, drogas e valores cristãos.
“Eu já falei sobre isso aqui. Tudo mentira, e eles sabiam que era mentira, né? Mas eles escolheram mentir sobre a minha fé pra enganar quem tem fé”, relatou.
A principal acusação de Paes envolve materiais impressos que associavam Paes ao número 13 — o que ele chamou de “golpe de malandrinho”. O ex-prefeito afirma que foram impressos, dois dias antes da votação, outros 500 mil panfletos com a falsa associação. Ele afirma que, somadas as duas tiragens, foram produzidos 1,1 milhão de exemplares na mesma gráfica e com o mesmo CNPJ da campanha de Douglas Ruas.
Na avaliação de Paes, a estratégia teria sido direcionada principalmente aos eleitores menos informados, já que o número 13 aparecia nos materiais impressos, mas não nos anúncios da campanha na internet. O candidato do PSD disputou a eleição com o número 55.
“Qual foi o resultado? 204 mil pessoas digitaram 13 pra governador e perderam o voto, porque nenhum candidato a governador tinha esse número. O segundo número mais inválido teve 16 mil votos. Isso não acontece por acaso”, disse Eduardo Paes nas redes sociais.
Caso esses eleitores tivessem votado em candidatos válidos, Douglas Ruas teria ficado ainda mais distante da maioria absoluta necessária para vencer no primeiro turno.
Paes também voltou a denunciar a circulação de santinhos com sua fotografia e o número 22, utilizado por Douglas Ruas, no dia da votação. Ele e o seu partido já haviam protocolado denúncias durante o primeiro turno. O material não apresentava CNPJ nem identificação da gráfica responsável e foi apreendido por fiscais do próprio Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ).





















































