A guerra de versões após a prisão de Verônica Costa, acusada de torturar o ex-marido, Márcio Costa, continua diária nas redes sociais desde que ela foi recolhida ao presídio de Benfica. Na noite de domingo (27), mais um vídeo surgiu na conta da ex-vereadora. Na postagem, ela aparece se defendendo das acusações e dizendo-se vítima de seguidos abusos e violências por parte do então companheiro. Verônica, que pegou dez anos e oito meses de prisão, deixou vídeos gravados. O de algumas horas atrás não foi o primeiro.
“Eu tô sangrando pela cidade. A história da ‘Mãe Loira’ é igual à de muitas mulheres. Violência doméstica que eu vivia. História que muito me envergonhava. Eu era agredida, minha casa quebrada, meus vizinhos acompanhando, meus amigos, a família me aconselhando. Eu tenho fotos, eu tenho tudo. Antes disso tudo acontecer, ele botava uma arma na minha cabeça. E eu queria ficar em silêncio. Eu queria. Mesmo com vergonha de sofrer agressões, fui à polícia pedir ajuda. Mas o pedido de medida protetiva contra o agressor foi negado”, disse Verônica, que teve a prisão mantida em audiência de custódia no sábado.
‘Aqui se encontra uma guerreira que vai marchar até o último dia’
A ex-vereadora, que foi presa em Petrópolis depois de ser procurada em vários endereços, também questiona detalhes do processo:
“Os laudos, que é onde o meu marido acusa que tinha sangue na minha casa, deram inconclusivos. Imagine a dor de gritar e não ser ouvida. Eu peço a você que você possa de alguma maneira ficar antenado nas provas técnicas. Esse é o choro de mais uma mulher abandonada pelo sistema. Eu peço a você que você olhe e você preste atenção. E eu quero agradecer de verdade a todas as pessoas que conhecem a Verônica. Orem por mim. Quando o Estado erra com uma mulher, erra com todas. Eu vou lutar até a última instância, até o infinito, pra falar da minha inocência. A luta de uma mulher é a luta de todas. Aqui se encontra uma guerreira que vai marchar até o último dia. Eu vou marchar. Compartilhe. Nós não vamos nos calar”.
História de traições, acusações e sedução depois de beber vinho
As acusações de tortura de Márcio contra Verônica e quatro parentes dela surgiram em 2011. Na época, eles eram casados. A ex-vereadora e seus familiares sempre negaram. O casal ficou junto no início dos anos 2000. Márcio é sobrinho de Rômulo Costa, dono da Furacão 2000. Na época, o empresário disse ter sido traído na própria cama. Verônica negou, mas depois apareceu casada com Márcio e, no ano passado, disse que seduziu o rapaz depois de beber vinho, logo após ter descoberto que Rômulo a traía com Priscila Nocetti, então musa da Furacão 2000.
‘Eu esperei 15 anos’, diz o ex que foi torturado
Na guerra de versões também não falta a participação de Márcio. Nas redes sociais, ele posta todos os dias material relacionado à prisão de Verônica Costa. Também vai aos sites de jornais e páginas no Instagram para contar seu lado da história.
“Sou Márcio Costa, vítima do processo que resultou na condenação de Verônica Costa por tortura. Não é comemoração, é alívio. Esperei muitos anos por esse momento. Esperei muitos anos por esse momento. Nos últimos dias, diante da repercussão da prisão, novas denúncias começaram a ser publicadas contra mim. Eu nego essas denúncias. Respeito o direito de qualquer pessoa apresentar sua defesa. Mas não posso aceitar que uma versão apresentada agora seja tratada como se apagasse todo o processo judicial que atravessou tantos anos. Não se trata simplesmente da minha palavra contra a dela. Houve investigação. Houve processo judicial, julgamento e recursos. A condenação foi analisada pela Justiça e chegou a dez anos e oito meses de prisão. Após o trânsito em julgado, foi determinado o cumprimento da pena. Quando se afirma publicamente que houve uma condenação ‘sem provas’, considero importante lembra que quem avaliou o processo foram os órgãos competentes da Justiça ao longo de anos. Também não considero correto tentar transformar a vítima em culpada para desviar o foco daquilo que efetivamente foi julgado. Minha história já está registrada no processo e foi submetida ao Judiciário. Eu esperei 15 anos”.





























































