O deputado estadual Flávio Serafini (PSOL) protocolou nesta terça-feira (29) duas ações contra o também deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) na Justiça Eleitoral após a confusão ocorrida no dia anterior, em frente ao comitê de Serafini, na Praça Saens Peña, na Tijuca, Zona Norte do Rio.
Serafini apresentou uma notícia-crime, destinada ao Ministério Público Eleitoral (MPE), e uma petição cível com pedido de tutela de urgência, apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ).
No segundo documento, Maria de Lourdes do Carmo, candidata a suplente ao Senado conhecida como Maria dos Camelôs, também aparece como requerente.
Ameaça com arma de fogo
As ações acusam Knoploch de ter usado gás de pimenta contra pessoas que estavam no local e de ter as ameaçado com uma arma de fogo durante a discussão. A cena, registrada em vídeo mostra o deputado com uma pistola presa à cintura e, em determinado momento, levando a mão à região em que ela se encontra.
Segundo o relato apresentado à Justiça, Knoploch teria ido até o comitê de Serafini para reclamar do volume de uma música que estava sendo tocada pela equipe do candidato.
A discussão teria aumentado após a aproximação de militantes. De acordo com os denunciantes, o deputado disparou spray de pimenta contra pessoas que estavam no local e, depois, levantou a blusa para mostrar a arma presa à cintura, em um gesto interpretado como ameaça.
As ações também relatam que assessores que acompanhavam Knoploch teriam feito ofensas de caráter machista contra Maria dos Camelôs. As petições afirmam ainda que o deputado deixou o local mesmo após uma ordem policial para aguardar a chegada de reforços.
Serafini pede à Justiça que Knoploch fique a pelo menos 200 metros longe de seu comitê
Na esfera criminal, a notícia-crime pede que o MPE solicite a abertura de inquérito policial para investigar possíveis crimes de lesão corporal, ameaça, violência política contra a mulher, injúria eleitoral e desobediência.
Os advogados também pedem a apreensão da arma e do spray de pimenta utilizados no episódio, além da suspensão do porte de arma de Knoploch.
Já a ação cível busca impedir novos confrontos durante os últimos dias da campanha. Entre as medidas solicitadas estão a determinação para que Knoploch mantenha distância mínima de 200 metros do comitê de Serafini, não tenha contato com as pessoas envolvidas no episódio e não porte armas ou spray de pimenta em eventos de campanha.
A ação prevê multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento e pede a remoção de um vídeo em que Knoploch admite ter usado spray de pimenta e diz recorrer ao equipamento contra quem tenta agredi-lo.
Entenda o episódio envolvendo os dois deputados estaduais
A confusão ocorreu nesta segunda (28), quando Knoploch fazia campanha na Tijuca e passou em frente ao comitê de Serafini. Segundo a versão apresentada pelo deputado do PL, ele foi questionado por uma mulher sobre uma música com termos de baixo calão que era reproduzida pela equipe do candidato do PSOL.
Knoploch afirmou que, depois de responder que a música seria ilegal, integrantes do comitê se aproximaram e o ameaçaram. O candidato disse ter registrado a ocorrência e afirmou que também pretende denunciar Serafini à Justiça Eleitoral pelo conteúdo da música.
A versão do deputado não nega o uso do spray de pimenta. Nas imagens divulgadas após o episódio, ele aparece armado diante de integrantes da campanha e leva a mão à região da pistola presa à cintura.
A campanha de Serafini afirmou que vai entregar às autoridades os vídeos e demais registros da confusão.



























































COM FÁBIO MARTINS
