A Secretaria Municipal de Infraestrutura oficializou, no último dia 10, a assinatura do contrato para a realização de obras no entorno da icônica Escadaria Selarón, na Lapa. A intervenção conta com um investimento de R$ 1.733.596,10 e prazo de execução estipulado em 180 dias.
A empresa contratada para assumir o projeto é a Elvima Construções Ltda. Contudo, apesar do anúncio trazer otimismo para o turismo local, a homologação do contrato acende um sinal de alerta entre comerciantes e moradores da região central devido ao histórico recente da empreiteira.
O fantasma da Rua da Cerveja ronda a Escadaria Selarón
A grande preocupação que paira sobre o novo canteiro de obras da Lapa é o risco de atrasos e paralisações semelhantes aos que já acontecem na vizinha Rua da Cerveja (Rua da Carioca), também no Centro. A Elvima Construções, agora responsável pela Selarón, é uma das integrantes do Consórcio Rua da Cerveja.
Em auditorias e vistorias realizadas recentemente pela própria Secretaria de Infraestrutura, o consórcio foi alvo de duras notificações e de um memorando de advertência após a fiscalização identificar a paralisação das obras e baixa produtividade; número insuficiente de trabalhadores no local; falhas técnicas graves, como acabamentos defeituosos e pedras portuguesas deixadas soltas na via pública; e a ausência de responsável técnico, visto que o engenheiro titular se afastou sem deixar um substituto formal.
Histórico complexo de parceiros
A situação ganha contornos ainda mais delicados quando analisada a parceira da Elvima na Rua da Cerveja, a Construtora Lytorânea S/A. Esta última encontra-se em processo de recuperação judicial e acumula um histórico de sanções por abandonar frentes de trabalho e apresentar condições precárias de higiene e segurança na Zona Oeste (como nas obras da Estrada do Monteiro e das avenidas Cesário de Melo e Joaquim Magalhães, em Campo Grande).
Embora na reforma da Lapa a Elvima atue sozinha e fora do consórcio, a sua capacidade operacional e de cumprimento de prazos simultâneos será posta à prova. A expectativa é que a Prefeitura do Rio exerça uma fiscalização rigorosa desde o primeiro dia para garantir que a Escadaria Selarón — um dos cartões-postais mais visitados e fotografados do país — não se transforme em mais um cenário de tapumes arrastados e promessas adiadas no coração da cidade.
COM FÁBIO MARTINS



É impressionante o preço,queria saber de onde eles tiram esses valores exorbitantes para revitalizar uma escadaria, qualquer coisinha eles só pronuncia milhões,um absurdo,está certo em reformar,com esses valor da para construir várias casas,mas se tratando de Rio de janeiro e Brasil,a população que não cobra transparência deve achar normal
1,7 milhão? Escada rolante?
Essa galera gasta dinheiro assim fácil.