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Política

09/08/2026 19:00
  • Redação Redação

Maioria feminina, perfil maduro e voto concentrado: o retrato dos 12,8 milhões de eleitores do Rio

Eleitores correm ao Tribunal Regional Eleitoral: maioria feminina, perfil etário maduro e desequilíbrio regional

Eleitores correm ao Tribunal Regional Eleitoral: maioria feminina, perfil etário maduro e desequilíbrio regional - Foto: Reprodução das redes sociais

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Se a urna eletrônica é sabidamente uma caixinha de surpresas, quem manda nela não é. O Estado do Rio de Janeiro chegou a 12.857.388 eleitores aptos em 17 de julho de 2026. Distribuído por 92 municípios, esse contingente apresenta três características centrais: é majoritariamente feminino, tem um perfil etário maduro e está fortemente concentrado em grandes cidades da Região Metropolitana.

As mulheres somam 6.946.548 eleitoras, o equivalente a 54% do cadastro estadual. São 1.043.460 mulheres a mais que os 5.903.088 homens, que representam 45,9% do eleitorado.

Ao mesmo tempo, 6.863.822 eleitores têm 45 anos ou mais, correspondendo a 53,4% do total. Isso significa que mais da metade das pessoas aptas a votar no Rio já ultrapassou os 45 anos. O maior grupo etário isolado é o de 45 a 59 anos, formado por 3.249.402 eleitores, ou 25,3% de todo o cadastro.

A geografia do voto é igualmente concentrada. A capital tem 4.950.545 eleitores, reunindo sozinha 38,5% do eleitorado fluminense. Quando somados Rio de Janeiro, São Gonçalo, Duque de Caxias e Nova Iguaçu, os quatro maiores colégios eleitorais chegam a 6.854.535 pessoas, ou 53,3% do total estadual.

Em outras palavras, mais da metade dos eleitores do Rio está concentrada em apenas quatro dos 92 municípios.

Capital reúne quase quatro em cada dez eleitores

A cidade do Rio de Janeiro ocupa uma posição desproporcional na estrutura eleitoral do estado. Seus 4,95 milhões de eleitores representam quase quatro em cada dez pessoas aptas a votar.

O segundo maior colégio eleitoral é São Gonçalo, com 653.502 eleitores, equivalente a 5,1% do estado. Na sequência aparecem Duque de Caxias, com 635.094, Nova Iguaçu, com 615.394, e Niterói, com 411.412.

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Os cinco maiores municípios somam 7.265.947 eleitores, aproximadamente 56,5% do total estadual. Já os dez maiores colégios eleitorais concentram 68,3% do cadastro.

A Região Metropolitana está no centro de qualquer estratégia eleitoral

Entre os cinco maiores municípios, todos estão inseridos no espaço metropolitano.

A capital tem o maior peso individual, mas a soma dos demais municípios continua decisiva: 61,5% dos eleitores fluminenses vivem fora da cidade do Rio. Isso significa que uma vantagem na capital pode ser neutralizada ou ampliada pelo desempenho na Baixada Fluminense, no Leste Metropolitano, nas regiões Norte e Sul e nas cidades do interior.

Duque de Caxias e Nova Iguaçu, por exemplo, reúnem juntos 1.250.488 eleitores. São Gonçalo, sozinho, possui mais eleitores que cada um desses municípios individualmente.

Os números não indicam preferência eleitoral, mas mostram onde está concentrado o maior potencial de votos.

Campo Grande é o maior bairro eleitoral da capital

Dentro da cidade do Rio, a distribuição do eleitorado também é desigual. Campo Grande é o maior bairro eleitoral da capital, com 298.924 eleitores.

O bairro tem 130.439 eleitores a mais que Santa Cruz, segundo colocado, que reúne 168.485 pessoas aptas a votar. Campo Grande concentra aproximadamente 6% de todo o eleitorado carioca.

Depois de Campo Grande e Santa Cruz, aparecem Tijuca, Realengo, Copacabana e Bangu.

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Dos dez maiores bairros eleitorais, sete ficam nas zonas Oeste ou Sudoeste: Campo Grande, Santa Cruz, Realengo, Bangu, Barra da Tijuca, Taquara e Paciência.

A concentração evidencia o peso eleitoral da região, mas não significa que esses bairros formem um bloco político homogêneo. São territórios com perfis sociais, econômicos e urbanos diferentes, mesmo quando localizados na mesma área da cidade.

Mulheres são maioria e somam mais de um milhão de votos a mais

As mulheres constituem a maioria absoluta do eleitorado fluminense. São 6.946.548 eleitoras, contra 5.903.088 homens. A diferença, de 1.043.460 pessoas, é maior que todo o eleitorado individual de qualquer município do estado, com exceção da capital.

Em termos proporcionais, as mulheres representam 54% dos eleitores. Isso significa que, a cada grupo de 100 pessoas aptas a votar no Rio, aproximadamente 54 são mulheres e 46 são homens.

A predominância feminina é ainda maior em alguns dos principais colégios eleitorais. Em Niterói, as mulheres correspondem a 55,6% do cadastro municipal. Na cidade do Rio, representam 54,8%.

O peso numérico torna impossível tratar o eleitorado feminino como um segmento secundário. Em uma disputa estadual, políticas e discursos relacionados a saúde, segurança, emprego, renda, mobilidade, cuidado, educação e combate à violência alcançam diretamente a maioria dos eleitores.

Os dados, no entanto, não autorizam concluir que as mulheres votam de maneira uniforme. O eleitorado feminino é atravessado por diferenças de idade, renda, escolaridade, território e condições sociais que não estão completamente representadas nesta base.

Mais da metade do eleitorado tem 45 anos ou mais

O perfil etário mostra um eleitorado predominantemente maduro. Das quase 12,9 milhões de pessoas aptas a votar, 6.863.822 têm 45 anos ou mais, correspondendo a 53,4%.

O grupo de 45 a 59 anos reúne 3.249.402 pessoas, sendo a maior faixa etária isolada do estado. Sozinho, representa mais de um quarto do cadastro, com 25,3%.

O eleitorado com 60 anos ou mais soma 3.614.420 pessoas, ou 28,1% do total. Isso significa que mais de um em cada quatro eleitores fluminenses já chegou aos 60 anos. Entre eles, 1.807.165 têm 70 anos ou mais, o equivalente a 14,1% de todo o eleitorado estadual.

Na outra ponta, os jovens de 15 a 17 anos somam 90.162 eleitores, representando apenas 0,7% do cadastro. Para esse grupo, o voto é facultativo.

A diferença entre os extremos é expressiva. Para cada eleitor de 15 a 17 anos, existem aproximadamente 40 eleitores com 60 anos ou mais.

O dado não reduz a importância política da juventude, mas mostra que seu peso direto nas urnas é muito menor que o dos grupos mais velhos.

Essa estrutura etária tende a colocar no centro do debate eleitoral questões relacionadas a saúde, previdência, emprego, renda, segurança, mobilidade, custo de vida e cuidado com familiares. Isso não significa que os eleitores mais velhos tenham comportamento político semelhante, mas indica que propostas voltadas às necessidades dessa população alcançam uma parcela numericamente ampla do cadastro.

Capital tem quase um terço de eleitores idosos

A proporção de eleitores com 60 anos ou mais varia significativamente entre os municípios.

Valença apresenta a maior participação entre as cidades destacadas: 33,2% de seu eleitorado possui pelo menos 60 anos. Em seguida aparecem Italva e Miguel Pereira, ambas com 32,1%, Itaocara, com 32%, e a cidade do Rio de Janeiro, com 31%.

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Na capital, praticamente um em cada três eleitores tem 60 anos ou mais. Como o município possui quase 5 milhões de eleitores, o percentual representa um contingente absoluto especialmente relevante.

Macaé, Porto Real, Queimados, Japeri e Rio das Ostras aparecem entre os municípios com menor proporção de idosos. A base disponível, porém, não informa os percentuais exatos de cada um, impedindo uma comparação numérica completa com as cidades de perfil mais envelhecido.

Também não é possível afirmar que o eleitorado esteja envelhecendo. Para isso, seriam necessários dados de anos anteriores produzidos com a mesma metodologia.

Apenas 9,5% do eleitorado declararam ter ensino superior completo

A escolaridade declarada no cadastro eleitoral revela uma das maiores assimetrias sociais da base.

No conjunto do estado, 25,4% dos eleitores declaram ter ensino médio completo. Outros 23,1% possuem ensino médio incompleto, enquanto 22,3% informam ensino fundamental incompleto.

Apenas 9,5% declaram ensino superior completo, enquanto 1,8% aparecem como analfabetos.

Cerca de 60% do eleitorado não consta no cadastro com ensino médio completo, o que corresponde, de forma aproximada, a 7,7 milhões de pessoas*.

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As diferenças entre os municípios são profundas.

Em Niterói, 28% dos eleitores declaram possuir ensino superior completo. O percentual é quase três vezes a média estadual de 9,5%. Depois de Niterói aparecem Rio das Ostras, com 13,9%, Rio de Janeiro e Vassouras, ambas com 12,9%, e Bom Jesus do Itabapoana, com 12,3%.

Na outra extremidade, Japeri registra apenas 1,8% de eleitores com ensino superior completo. Belford Roxo tem 2,1%, Tanguá, 2,7%, São Francisco de Itabapoana, 2,9%, e Itaboraí, 3,3%.

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A proporção de eleitores com ensino superior completo em Niterói é aproximadamente 15,6 vezes maior que a registrada em Japeri. A comparação entre os dois municípios é um dos retratos mais claros da desigualdade social presente no cadastro eleitoral fluminense.

Essas diferenças podem influenciar a forma como informações políticas e eleitorais circulam, mas a base não permite estabelecer uma relação direta entre escolaridade e preferência de voto.

Também é necessário considerar que a escolaridade é declarada no cadastro eleitoral e pode estar desatualizada. O indicador não substitui informações do Censo Demográfico ou de pesquisas educacionais específicas.

Quase uma em cada cinco seções tem mais de 400 eleitores

A realização das eleições no estado depende de uma estrutura formada por 5.054 locais de votação e 38.742 seções eleitorais. Na média, cada seção possui 332 eleitores, enquanto cada local reúne 2.544 pessoas aptas a votar.

A média, porém, esconde uma concentração significativa. Das 38.742 seções, 7.568 possuem mais de 400 eleitores cadastrados. Esse conjunto representa 19,5% das seções existentes. Na prática, quase uma em cada cinco seções ultrapassa a marca de 400 eleitores.

A maior seção do estado tem 528 pessoas cadastradas

O número de eleitores aptos não corresponde necessariamente ao comparecimento, porque parte das pessoas pode se abster. Ainda assim, seções mais numerosas podem exigir atenção especial em horários de pico.

A distribuição dos eleitores pelos locais de votação também varia bastante.

São Gonçalo apresenta a maior média entre os municípios destacados, com 4.244 eleitores por local de votação. Maricá aparece em segundo lugar, com 3.948; seguida pela capital, com 3.414; Niterói, com 3.141;, e Volta Redonda, com 3 mil.

Santa Maria Madalena tem a menor densidade: 634 eleitores por local.  A média de São Gonçalo é aproximadamente 6,7 vezes maior que a de Santa Maria Madalena.

Isso não comprova que São Gonçalo tenha mais filas ou problemas operacionais. A capacidade de atendimento depende do número de seções em cada imóvel, da estrutura física, da distribuição do comparecimento e da organização eleitoral.

O indicador, contudo, mostra onde existe maior concentração de pessoas e onde a operação pode exigir planejamento mais complexo.

Maiores locais superam 11 mil eleitores

O maior local de votação do Estado do Rio é a unidade da Suam/Luso Carioca, em Bonsucesso, na capital, com 13.078 eleitores*.

O segundo é o CEPT Leonel Brizola, em Maricá, com 12.545. Na sequência aparecem a Uerj no Maracanã, com 11.208; o Colégio Salesiano Santa Rosa, em Niterói, com 11.140; e a Uerj Patronato, em São Gonçalo, com 11.108.

Estado tem 141 mil eleitores com deficiência registrados

A base registra 141.435 eleitores com deficiência, equivalentes a 1,1% do cadastro estadual.

A cidade do Rio concentra o maior contingente absoluto, com 52.988 pessoas. Niterói aparece em segundo lugar, com 9.527; seguida por  Caxias, com 8.434; São João de Meriti, com 6.009; e São Gonçalo, com 5.310.

Um estado eleitoralmente desigual

O conjunto dos dados mostra que o eleitorado fluminense está longe de ser homogêneo.

A capital concentra 38,5% dos eleitores, enquanto quatro municípios reúnem mais da metade do cadastro. As mulheres formam a maioria e superam os homens em mais de 1 milhão de pessoas.

Mais da metade do eleitorado tem 45 anos ou mais, e 28,1% já alcançaram os 60 anos. Ao mesmo tempo, os jovens de 15 a 17 anos representam menos de 1% das pessoas aptas a votar.

Na escolaridade, a proporção de eleitores com ensino superior completo varia de 28% em Niterói a 1,8% em Japeri. Na estrutura eleitoral, a média de eleitores por local vai de 4.244 em São Gonçalo a 634 em Santa Maria Madalena.

Essas diferenças ajudam a dimensionar os desafios políticos, comunicacionais e logísticos de uma eleição estadual.

Os números não antecipam resultados e não revelam em quem cada grupo pretende votar. Eles mostram, porém, onde estão os eleitores e quais segmentos possuem maior peso numérico.

Nota metodológica

A análise utiliza exclusivamente dados extraídos da base do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 17 de julho de 2026. Os dados representam uma fotografia estática. Sem informações comparáveis de anos anteriores, não é possível afirmar que o eleitorado cresceu, diminuiu ou envelheceu.

Em 18 casos, números de zonas eleitorais são compartilhados por dois municípios e aparecem agregados nos arquivos demográficos por zona. Isso exige cautela em análises municipais construídas exclusivamente a partir desse recorte.

O arquivo de eleitores com deficiência por seção contém 30.697 registros, diante de um total de 38.742 seções. A diferença indica que seções sem registros provavelmente foram omitidas, em vez de apresentadas com valor zero.

As categorias de deficiência podem se sobrepor, e a escolaridade é declarada no cadastro eleitoral, podendo apresentar defasagem em relação à situação atual do eleitor.

Por fim, eleitorado apto não equivale a comparecimento ou votos válidos. Abstenções, justificativas, votos brancos e nulos alteram o universo efetivamente contabilizado em uma eleição.

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Coligação de Douglas Ruas aciona TRE-RJ e acusa Paes de descumprir ordem para retirar do ar propaganda com acusações sobre ligação com o crime organizado

07/09/2026 20:44

Sem transparência, sem emenda: TCE-RJ impõe ‘padrão STF’ a estado e prefeituras para liberar recursos parlamentares

07/09/2026 19:00

Mais notícias

Política

Coligação de Douglas Ruas aciona TRE-RJ e acusa Paes de descumprir ordem para retirar do ar propaganda com acusações sobre ligação com o crime organizado

Foto de Redação
Redação

07/09/2026 20:44

A coligação “Rio Real”, do candidato ao governo do estado Douglas Ruas (PL), protocolou uma petição no Tribunal Regional Eleitoral  (TRE-RJ) denunciando que a campanha do adversário Eduardo Paes (PSD) descumpriu decisão judicial — e, mesmo após o fim do prazo de 24 horas estipulado pela medida cautelar, inserções com acusações sem provas mantiveram-se no ar no programa eleitoral de Paes na televisão e no rádio.

Conforme a petição assinada pelo advogado Tiago Santos nesta segunda-feira (7), as veiculações proibidas continuaram sendo transmitidas nos dias 5, 6 e 7 de setembro. Na manhã de segunda-feira, a campanha registrou e anexou ao processo horários de exibição das peças contestadas em emissoras como SBT e Band.

Diante do cenário, a defesa de Douglas Ruas solicitou à relatora do processo, desembargadora Ane Cristine Scheele Santos, a aplicação da multa diária de R$ 10 mil, prevista na decisão liminar, a contar do término do prazo inicial concedido para o cumprimento;

A intimação direta das emissoras de rádio e televisão para que interrompam imediatamente a veiculação dos materiais ou conteúdos semelhantes, evitando dependência da iniciativa dos requeridos.

Propaganda vincula Douglas Ruas ao Comando Vermelho e a esquemas de corrupção

O programa de Paes exibiu um vídeo no qual tentava vincular o candidato do PL ao Comando Vermelho, além de atribuir ao adversário supostos esquemas de corrupção, nepotismo e outras irregularidades administrativas.

Os advogados de Douglas Ruas recorrera à Justiça e ganharam uma liminar. A desembargadora determinou a retirada das peças no prazo de 24 horas por entender que o conteúdo ultrapassava os limites da crítica política.

A magistrada considerou as inserções ofensivas à honra e sem amparo probatório. O PL também ingressou com ação pedindo a cassação do registro de candidatura de Eduardo Paes e de sua vice, Jane Reis (MDB).

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Transparência

Sem transparência, sem emenda: TCE-RJ impõe ‘padrão STF’ a estado e prefeituras para liberar recursos parlamentares

Foto de Bruno Quintella
Bruno Quintella

07/09/2026 19:00

A régua subiu. O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) decidiu endurecer a fiscalização sobre a execução de emendas parlamentares impositivas destinadas ao governo do estado e aos municípios sob sua jurisdição.

Em decisão aprovada pelo plenário, a Corte transformou a transparência e a rastreabilidade desses recursos em critério permanente para análise das prestações de contas anuais dos gestores públicos.

Na prática, a medida alinha os mecanismos de controle do estado às determinações estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da ADPF 854, que criou uma série de exigências para dar publicidade e permitir o rastreamento completo das verbas indicadas por parlamentares.

A nova regra vale para recursos oriundos de emendas apresentadas por deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e repassadas a órgãos estaduais e prefeituras do interior e da Baixada Fluminense. A capital fica fora do alcance da medida por estar submetida à fiscalização do Tribunal de Contas do Município (TCMRio).

Transparência passa a ser condição para gastar

Pelas novas diretrizes, órgãos estaduais e prefeituras só poderão executar integralmente os recursos das emendas se comprovarem que possuem mecanismos capazes de rastrear toda a movimentação financeira.

Caso não disponham da estrutura necessária, terão de apresentar um plano formal de adequação para garantir o cumprimento das exigências.

O objetivo é permitir que qualquer cidadão ou órgão de controle consiga acompanhar o caminho do dinheiro público desde a indicação parlamentar até a execução final do serviço, obra ou aquisição financiada pela emenda.

Entre as informações que deverão estar disponíveis nos portais de transparência estão:

* Nome do parlamentar responsável pela indicação da emenda;
* Órgão, entidade ou município beneficiado;
* Conta bancária utilizada para movimentação dos recursos;
* Empenhos, liquidações, pagamentos e contratos vinculados;
* Notas fiscais e documentos comprobatórios;
* Plano de trabalho e cronograma físico-financeiro dos projetos financiados.

A exigência segue o modelo de controle defendido pelo STF para garantir maior transparência na aplicação das chamadas emendas impositivas.

Risco para governadores e prefeitos

O principal efeito da decisão é que eventuais falhas na divulgação ou no rastreamento dos recursos poderão deixar de ser tratadas apenas como impropriedades administrativas.

A partir de agora, a falta de transparência poderá influenciar diretamente o julgamento das Contas de Governo dos prefeitos e do governador.

As equipes técnicas do TCE-RJ também passarão a verificar se os recursos das emendas estão sendo corretamente registrados nos demonstrativos fiscais e na Receita Corrente Líquida (RCL), o que amplia o alcance da fiscalização sobre a execução orçamentária.

Dependendo da gravidade das falhas encontradas, a Corte poderá recomendar a rejeição das contas do gestor responsável.

Decisão amplia controle sobre bilhões em recursos

A medida representa mais um capítulo do movimento nacional de fortalecimento dos mecanismos de controle sobre as emendas parlamentares, que passaram a concentrar volumes cada vez maiores de recursos públicos nos últimos anos.

Ao incorporar a análise dessas verbas ao exame anual das contas de governo, o TCE-RJ sinaliza que a transparência das emendas deixará de ser apenas uma obrigação burocrática para se tornar um dos principais critérios de avaliação da gestão fiscal de estados e municípios.

COM FÁBIO MARTINS

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Rio de Janeiro

Suderj Informa: sai filho, entra mãe na Secretaria da Família do Rio

Foto de Redação
Redação

07/09/2026 18:30

A Secretaria Especial de Cidadania e Família do Rio levou o nome da pasta quase ao pé da letra: nomeou a mãe para substituir o filho num mesmo cargo comissionado.

Em portaria da Prefeitura do Rio, Mizael da Silva Gomes foi exonerado do cargo de Gerente de Processo III, símbolo DAS-06, no último dia 1° de setembro. Em portaria imediatamente anterior, foi nomeada para o mesmo cargo, com o mesmo símbolo e o mesmo código, Elizabeth Rosa da Silva Gomes — que, segundo os documentos apresentados ao poder público, é mãe de Mizael.

Ou seja, na Secretaria de Cidadania e Família, o cargo passa de filho para mãe.

COM FÁBIO MARTINS.

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Blog

Eduardo Paes passa 7 de setembro em hospital veterinário na Zona Norte e em Cavalgada da Independência em Xerém

Foto de Redação
Redação

07/09/2026 17:40

O candidato a governador Eduardo Paes (PSD) passou o feriado de 7 de setembro em atos de campanha na Zona Norte do Rio e na Baixada. O ex-prefeito do Rio começou o dia visitando o Hospital Veterinário São Francisco de Assis, em Irajá, e, em seguida, participou de uma cavalgada em homenagem ao Dia da Independência em Xerém, Duque de Caxias, na tarde desta segunda-feira (07).

Durante a manhã, Paes anunciou propostas para expandir políticas de proteção animal e falou em instalar um hospital veterinário em cada uma das sete regiões fluminenses caso seja eleito. Ele também prometeu a criação de núcleos de combate aos maus-tratos vinculados às delegacias especializadas.

“Vamos enfrentar a questão dos maus-tratos dos animais com a criação de núcleos dentro das Delegacias do Meio Ambiente e espalhá-los pelas sete regiões do estado. E também iremos fazer sete hospitais como esse, com a oferta de cirurgias, exames de imagem e atendimento, em cada uma das sete regiões”, disse.

Mais tarde, ele seguiu em direção a Caxias, onde participou da Cavalgada da Independência ao lado do prefeito de Duque de Caxias, Netinho Reis (MDB), e de outros integrantes da família Reis.

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Política

Após desfile no Rio, Douglas Ruas vai a São Paulo e emenda live com Flávio Bolsonaro e ato do 7 de Setembro na Paulista

Foto de Lívia Mendonça
Lívia Mendonça

07/09/2026 17:26

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e candidato do PL ao governo do estado, Douglas Ruas, dividiu o 7 de setembro entre os dois maiores centros políticos do Sudeste. Pela manhã, participou do desfile cívico no Centro do Rio. Depois, seguiu para São Paulo, onde participou de uma live ao lado do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e, mais tarde, esteve no ato do PL na Avenida Paulista.

Durante a transmissão no YouTube, Ruas voltou a defender uma das pautas que já tinha abordado em outros eventos de campanha: ampliar para 200 o número de escolas cívico-militares no estado do Rio.

“Teremos militares da reserva, que não vão substituir os profissionais da educação, mas atuarão na construção de um ambiente mais organizado, com disciplina e respeito aos professores”, afirmou.

Douglas Ruas sobe ao palanque dom lideranças do PL

Ao seguir para a Avenida Paulista, o candidato ao governo do estado acompanhou o ato ao lado de lideranças do PL e de nomes ligados ao bolsonarismo. Entre os presentes estavam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Rep), o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), o deputado Guilherme Derrite (PP), o senador Sergio Moro (PL), o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, além do pastor Silas Malafaia, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o também deputado federal Gustavo Gayer (PL)

Também participaram Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques e Fernanda Bolsonaro, mulher do senador.

O ato foi marcado por críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) — que recentemente teve seu nome associado ao escândalo do caso Master.

Nas redes, Douglas Ruas postou fotos no evento e um vídeo ao lado de Tarcísio.

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Transparência

Conta não fecha: coronel da PM tenta barrar cobrança de R$ 2,5 milhões por irregularidades de 2014, mas TCE nega pedido

Foto de Redação
Redação

07/09/2026 17:12

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) negou um pedido do coronel da Polícia Militar Carlos Mendes Gomes de Oliveira para suspender a cobrança de um débito de R$ 2.580.758,63. A decisão monocrática é da conselheira substituta Andrea Siqueira Martins e mantém válidos os efeitos da condenação imposta ao oficial por irregularidades identificadas em compras de insumos para hospitais da corporação realizadas em 2014.

O valor é cobrado de forma solidária com outros envolvidos no processo relacionado à chamada adesão nº 25/13. Em decisão anterior, o TCE apontou uma série de problemas nas aquisições, entre eles pagamento por produtos não entregues, recebimento de materiais diferentes dos descritos nas notas fiscais, compras em quantidades superiores às necessárias, falhas nos registros patrimoniais e armazenamento inadequado de insumos hospitalares.

Irregularidades em compras hospitalares

A investigação teve origem em uma auditoria que foi transformada em uma Tomada de Contas Ex-Officio — procedimento aberto pelo próprio tribunal para apurar responsabilidades e possíveis prejuízos aos cofres públicos — sobre a gestão das compras nos hospitais da Polícia Militar.

No recurso apresentado ao tribunal, Carlos Mendes Gomes de Oliveira alegou que uma decisão da Justiça Militar, proferida em maio de 2025, afastaria a ocorrência dos fatos que fundamentaram a condenação. O coronel também argumentou que corria o risco de sofrer prejuízos patrimoniais com a inscrição do débito em dívida ativa e eventual execução judicial.

A relatora porém, rejeitou o pedido porque o recurso de revisão não possui efeito suspensivo por previsão legal e regimental. Ela observou ainda que o recorrente não anexou aos autos o acórdão da Justiça Militar citado em sua defesa, o que impede a análise sobre eventual impacto da decisão no caso examinado pelo tribunal.

A conselheira também destacou que as instâncias administrativa, civil e penal são independentes e que decisões da Justiça Militar só têm potencial para afastar condenações do TCE em situações excepcionais, como a comprovação inequívoca da inexistência do fato ou da negativa de autoria.

Na decisão, a relatora afirmou ainda que a inscrição do débito em dívida ativa e a adoção de medidas para cobrança representam o exercício regular do direito do Estado de buscar o ressarcimento ao erário. Segundo ela, suspender a cobrança poderia, inclusive, criar risco de prejuízo aos cofres públicos e de prescrição da pretensão ressarcitória.

Com o indeferimento da tutela provisória, permanecem válidos e exequíveis os efeitos da condenação fixada pelo acórdão nº 125393/2022. O recurso seguirá agora para a Coordenadoria de Análise de Consultas e Recursos (CAR) e, posteriormente, do Ministério Público de Contas, antes do julgamento do mérito.

COM FÁBIO MARTINS

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Rio de Janeiro

Homem perde dedo ao tentar pular grade para invadir o Rock in Rio

Foto de Redação
Redação

07/09/2026 16:22

Um streamer teve um dos dedos amputado ao tentar pular uma grade para invadir o Rock in Rio, no Parque Olímpico, Zona Sudoeste do Rio, na madrugada de sábado (05). Adalton Rodrigues, de 31 anos, conhecido nas redes como Lodk, afirmou através de um vídeo publicado nas redes sociais que pretendia testar possíveis falhas no esquema de segurança do evento.

Após o acidente, ele foi levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. De acordo com a direção da unidade, o streamer passou por uma cirurgia e recebeu alta. O dedo perdido foi o anelar da mão direita.

“Para quem não sabe, está rolando um vídeo de um cara que perdeu o dedo na grade. Esse cara sou eu. Para quem acha que não é verdade, tá aí o resultado: perdi o meu dedinho”, disse Lodk.

O streamer estava acompanhado por um amigo, que ficou do lado de fora do evento enquanto segurava o celular que gravava a live, transmitida ao vivo pela plataforma Twitch (onde Lodk tem 17,9 mil seguidores). O vídeo foi apagado por Lodk para não perder o canal, já que as imagens fortes poderiam punir sua conta, explica.

Com 10 mil seguidores no Instagram, a postagem mostrando a mão com o dedo amputado já alcalçou 378 mil visualizações em 12 horas.

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Política

Filha de Daniel Silveira desiste de candidatura e devolve R$ 500 mil ao PL

Foto de Redação
Redação

07/09/2026 15:22

Apesar de constar como candidata a deputada federal na plataforma da Justiça Eleitoral, Prisciane Silveira, filha do ex-deputado Daniel Silveira, não vai mais disputar as eleições. O PL informou que ela desistiu da candidatura por motivos pessoais.

A jovem consta, no sistema do TSE, como autora de uma doação de R$ 500 mil à campanha de Douglas Ruas, candidato do partido a governador. Ela tinha recebido a mesma quantia para sua campanha. Segundo o partido, o dinheiro foi, na verdade, devolvido por Prisciane Silveira após a desistência, uma vez que ela não vai mais disputar nas urnas.

O pedido de renúncia da candidatura já foi enviado à Justiça Eleitoral. A situação da ex-candidata no sistema Divulgacand deve ser atualizada em breve.

Ex-esposa de Daniel Silveira também é candidata, mas por outro partido

Com a desistência da filha, o outro nome ligado a Daniel Silveira na disputa eleitoral é o de sua ex-esposa, Paola Daniel (PRD). Ela e o ex-deputado se separaram em 2024; dois anos antes, quando ainda estava em um relacionamento com o político, ela também foi candidata a deputada federal, mas terminou na suplência.

Daniel Silveira cumpre pena em regime aberto, após a condenação pelo STF em 2022 por atos contra o Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo, com idas e vindas judiciais que envolveram o descumprimento de medidas e a revogação do perdão presidencial concedido na época.

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Cultura

Samba, memória e resistência dão o tom de projeto de pesquisadores do Rio sobre espaço urbano

Foto de Gabriel Gontijo
Gabriel Gontijo

07/09/2026 15:00

Uma cidade tem muitas vozes, mas nem sempre todas são ouvidas. Foi pensando nesse dilema do cotidiano social que um grupo de pesquisadores lançou a coletânea “A Cidade Fala – Memórias, Linguagens e Resistências”.

A obra é organizada por Bruno Coutinho, Branca Falabella Fabrício e Adriana Carvalho Lopes, todos com experiência no trabalho em temas como linguística, sociologia, antropologia, geografia e pedagogia, a coletânea.

De acordo com Coutinho, o livro parte de uma provocação: a cidade contemporânea é um espaço em disputa, “falado” por múltiplas vozes de classe, raça, gênero, credo e orientação sexual. Todas elas travam entre si a produção e a ocupação do território urbano.

Natural de Bangu, na Zona Oeste, e cientista social dedicado há anos às periferias do Rio, ele assina o capítulo “Memória e ancestralidade na performance musical insurgente de uma artista negra de periferia”, em que investiga a música como espaço de resistência e de produção de conhecimento nas periferias urbanas. 

Em conversa com o TEMPO REAL RJ, o pesquisador detalha sobre um dos temas que aborda no capítulo que assina: a valorização da história contada antes dela se tornar um documento materializado.

“Antes de toda história escrita, há uma história oral que foi contada, de maneira verbal e corporal. Toda oralidade é performática e se manifesta na materialidade dos corpos históricos. São histórias sobre como o passado, o presente e o futuro estão entrelaçados na imaginação das pessoas que dão vida às histórias analisadas na obra: quando falam da moradia nos bairros do subúrbio carioca, quando afirmam que o racismo permanece como dispositivo de opressão e discriminação social, quando se posicionam politicamente nos saraus culturais das cidades, quando contam como mobilizam os moradores das favelas, por meio das redes sociais, para que se protejam da necropolítica do Estado. Assim, a história oral é o meio pelo qual, não só a memória se torna registro de um acontecimento, mas se revela como reminiscência”, explica.

Samba continua sendo um grito de resistência

Coutinho pontua que o samba segue como o gênero musical usado como resistência social. Embora reconheça que o ritmo passou por um processo de redescoberta até ser “apropriado pelas classes médias brancas da Zona Sul do Rio de Janeiro em meados dos anos 1950″, Coutinho cita um exemplo de sambista que segue fiel às origens sociais do gênero. A artista Nilze Benedicto, nascida em São Gonçalo.

“Nilze, artista negra e moradora de São Gonçalo, faz do samba seu instrumento de ressignificação de símbolos da cultura negra no País. Mais especificamente, mesmo cantando e compondo em gêneros como ‘música romântica’ e ‘pop’, Nilze interpreta seus sambas reafirmando de forma reminiscente. Ela rememoriza e politiza a própria ancestralidade, destacando o lugar da mulher negra. Por meio de sua performance insurgente, busca descontruir estigmas e reafirma o lugar de existência da mulher negra na produção da própria cultura brasileira”, detalhou.

Residindo atualmente em Petrópolis, na Região Serrana, o pesquisador reconhece a existência de um choque pessoal por causa da diferença de mentalidade e cultural entre as duas áreas. Apesar disso, pontua que esse conflito era mais forte quando morava em Botafogo, na Zona Sul, antes de se mudar para a serra.

“Senti com mais força essa postura etnocêntrica em relação a mim quando fiz o primeiro movimento de moradia em Botafogo, Zona Sul do Rio.. Quando cheguei em Petrópolis, esse sentimento não existia mais, pois a minha referência primeira já não era mais a Zona Oeste, mas um lugar de maior prestígio no imaginário das pessoas. Além disso, eu já ocupava também um lugar de maior destaque e legitimidade por já ser doutor em sociologia. Por fim, em Petrópolis, não há o peso de ser suburbano como no Rio de Janeiro”, comenta.

Além da coletânea “A Cidade Fala – Memórias, Linguagens e Resistências”, Bruno Coutinho coordena o Observatório de Políticas Públicas do Complexo do Alemão, ligado ao Instituto Raízes em Movimento, e leciona sociologia e filosofia em escolas da rede privada de Petrópolis. O pesquisador é formado em Ciências Sociais pela Universidade Candido Mendes, com pós-graduação em Sociologia Política pela PUC-Rio. Além disso, tem mestrado em Políticas Sociais pela UFF e doutorado em Sociologia pelo IESP-UERJ.

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Rio de Janeiro

Homem morre atropelado por trem próximo à estação Cosmos, na Zona Oeste do Rio; esse é o segundo caso em menos de uma semana

Foto de Redação
Redação

07/09/2026 14:47

Menos de uma semana após uma idosa morrer atropelada por um trem em Nova Iguaçu, outro acidente foi registrado na linha férrea do Rio. Nesta segunda-feira (07), por volta das 10h30, um homem morreu ao ser atingido por uma composição nas proximidades da estação Cosmos, na Zona Oeste, no trecho entre as estações Inhoaíba e Cosmos, no ramal Santa Cruz.

Policiais militares do Grupamento de Policiamento Ferroviário foram acionados para a ocorrência e encontraram a vítima já sem vida. Equipes do Corpo de Bombeiros do quartel de Santa Cruz realizaram a remoção do corpo.

Em nota, a TrensRJ lamentou o ocorrido e informou que seus agentes foram acionados após o homem acessar indevidamente a linha férrea. A concessionária destacou que a faixa ferroviária é destinada exclusivamente à circulação de trens e voltou a alertar para os riscos das travessias irregulares.

TrensRJ fecha passagem clandestina em Nova Iguaçu após morte de idosa

Na última quarta-feira (03), a equipe da TrensRJ fechou novamente a passagem clandestina nas imediações da Avenida Getúlio de Moura, no Centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, após a morte de uma idosa atingida por um trem ao tentar atravessar a linha férrea.

De acordo com a TrensRJ, ações educativas são realizadas regularmente para conscientizar a população sobre os perigos da abertura de passagens clandestinas. Além de elevar a possibilidade de acidentes, esses acessos não autorizados fazem com que os trens precisem reduzir a velocidade para preservar a segurança de passageiros, trabalhadores e pedestres.

Com informações do jornal “O Globo”. 

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