A Orquestra Aprendiz Musical inicia, no próximo mês, uma turnê com dez apresentações em escolas públicas do Estado do Rio. A orquestra é formada por cerca de 50 músicos de 14 a 24 anos.
As apresentações vão acontecer em cinco escolas dos municípios do Rio, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá. O repertório vai desde Luiz Gonzaga a Glória Groove.
Esta será a terceira vez que a orquestra faz uma turnê como essa. A anterior foi em 2022, ainda como Orquestra Jovem de Niterói, que se apresentou em São Gonçalo, Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Belford Roxo e Nova Iguaçu. Na época, as apresentações geraram repercussões positivas, tendo proporcionado o primeiro contato dos alunos com a música clássica e o verso orquestral.
No dia 4 de outubro de 2023, foi publicada no Diário Oficial a nomeação de Euchério Lerner Rodrigues para a Diretoria de Investimentos da autarquia. Na mesma data, sem qualquer intervalo temporal, o Banco Master encaminhou ao órgão o pedido formal de credenciamento para captação de recursos.
Ainda no mesmo dia, o gerente de Operações e Investimentos, Pedro Pinheiro Guerra Leal, deu início ao procedimento interno de análise da solicitação.
A celeridade do trâmite chamou a atenção dos órgãos de controle. Apenas 12 dias após a solicitação inicial, a gerência atestou que a instituição financeira cumpria todos os requisitos formais.
O parecer final de aprovação do credenciamento foi assinado em 19 de outubro de 2023, pavimentando o caminho para o primeiro aporte de R$ 40 milhões em letras financeiras, em 1º de novembro do mesmo ano.
Ao combinar mudança da direção do Rioprevidência, supressão de etapas técnicas, falta de justificativas formais e sincronismo dos encontros, o ministro André Mendonça já afirmou que o conjunto “afasta a hipótese de coincidência temporal” e reforça a “plausibilidade concreta de interferência política indevida”.
Graves falhas técnicas e supressão de análises de risco em investimentos no Master
Relatórios de auditoria e manifestações técnicas da Polícia Federal, do TCE-RJ e do Ministério da Previdência indicam que o rito acelerado comprometeu a governança e a segurança do fundo estadual.
Entre as principais inconsistências apontadas, destacam-se:
• Rito meramente burocrático: o credenciamento limitou-se à compilação e verificação de certidões e autodeclarações formais, omitindo a análise qualitativa prévia sobre a solidez e o histórico do emissor, em desacordo com as diretrizes da resolução CMN nº 4.963/2021.
• Omissão de alertas de mercado: a instrução do processo não considerou informações publicamente acessíveis referentes a processos sancionadores na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e observações em relatórios de agências de classificação de risco (ratings) sobre ativos de baixa liquidez.
• Alteração de regras internas: pouco antes das aplicações, houve flexibilização dos fluxos operacionais internos do RioPrevidência, substituindo avaliações técnicas detalhadas por checagens simplificadas de documentos.
Para os investigadores e auditores públicos, o conjunto de elementos demonstra uma conduta orquestrada para acelerar a entrada da instituição financeira no rol de prestadores do regime próprio de previdência, sem a observância das formalidades essenciais para a proteção do patrimônio dos servidores públicos fluminenses.
O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) anunciou que parte das catracas do Terminal Centro Olímpico do BRT, na Barra, vai ficar liberada para o acesso de trabalhadores credenciados do Rock in Rio em qualquer horário do dia.
Na ocasião, a Mobi Rio sugeriu que os profissionais usassem o BRT Expresso Rock in Rio por R$ 29 ou caminhassem alguns quilômetros até outras estações para embarcar com a tarifa convencional de R$ 5. A vereadora Thaís Ferreira (PSOL) chegou a formalizar dois ofícios à operadora do BRT para cobrar explicações sobre o caso.
Nesta sexta (11), o prefeito disse que profissionais credenciados poderão utilizar o terminal, pagando a tarifa modal convencional de R$ 5. A gestão do fluxo de passageiros e a verificação da autenticidade das credenciais ficarão sob a responsabilidade da organização do festival.
O Rock in Rio termina neste fim de semana e ainda há shows neste sábado (12) e domingo (13).
A 22 dias do primeiro turno das eleições, os dias já seriam agitados para o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), mas este sábado (12) começou especialmente alvoroçado. Em Cabo Frio para uma agenda de campanha, o senador recebeu incontáveis ligações aleatórias desde o início do dia.
O motivo? O número de seu celular vazou nas redes sociais após a quebra de sigilo de casos em que é citado no Supremo Tribunal Federal (STF).
Os recortes dos diálogos encontrados nos telefones apreendidos no caso Master e colados no inquérito tornado público pelo ministro André Mendonça na noite de sexta (11), foram reproduzios em postagens nas redes. E neles há os números dos telefones dos interlocutores — inclusive, o de Flávio Bolsonaro. A história foi se espalhando e gente de todo canto do país começou a ligar para o candidato à presidência.
No café da manhã, Flávio decidiu atender a um dos telefonemas e chegou a conversar com um morador de Pernambuco, que confessou ter conseguido o celular no Instagram.
“Eu resolvi atender um número aleatório. Tá todo mundo me ligando, meu número vazou”, comentou Flávio na conversa com o novo contato.
Resta saber se a agenda do político para o fim de semana vai ser atualizada para encaixar a compra de um chip novo entre um evento e outro.
Entre o sábado (12) e o domingo (13), a agenda cultural do Rio volta a unir atrações para todos os gostos. Tem festival com teatro internacional em Niterói, celebração do Dia da Cachaça na Zona Norte, bazar de moda sustentável na Zona Sul e ingressos de cinema a R$ 10 em todo o estado. Bora lá!
Cadeg celebra o Dia da Cachaça com degustação e feira
Para festejar o Dia Nacional da Cachaça no domingo (13), o Cadeg, em Benfica, sedia o evento “Cachaças do Rio: destilando sabor e cultura”, que reúne, com entrada gratuita, seis produtores tradicionais do Estado fluminense — 7 Engenhos, Engenho Alto, Da Quinta, Magnífica, Pindorama e Tellura — para degustação gratuita, venda e um bar exclusivo com drinques criados especialmente para a data.
O público também poderá visitar a exposição itinerante “Cachaça, produto exclusivo do Brasil”, que resgata curiosidades históricas como a Revolta da Cachaça e a primeira destilação no território carioca no século XVI. O Cadeg fica na Rua Capitão Félix, 110.
Dia da Cachaça é comemorado no domingo (13) — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Niterói em Cena reúne peças de teatro de todo o mundo com entrada gratuita
Do outro lado da Ponte Rio-Niterói, a 19ª edição do “Niterói em Cena – Festival Internacional de Teatro” movimenta a Cidade Sorriso com uma extensa programação cultural gratuita. A feira começou nesta sexta (11) e segue até 27 de setembro. Consolidado como um dos maiores eventos de artes cênicas na América Latina, o festival traz espetáculos de companhias da Europa, África e América Latina.
A programação acontece nos palcos do Theatro Municipal de Niterói, do Centro de Artes UFF, no Teatro Popular Oscar Niemeyer e em praças públicas da cidade. A entrada é franca, mas a organização sugere a doação de 1 kg de alimento não perecível. A programação está disponível no site do festival.
Niterói recebe espetáculos de graça — Foto: Divulgação/Niterói em Cena
Doar Fashion comemora 15 anos com bazar de moda sustentável no Jockey Club
Se a ideia é aproveitar o fim de semana para renovar o visual, a boa é conferir o Doar Fashion, que celebra 15 anos com uma edição especial neste sábado (12) e domingo (13), das 9h às 19h. O evento de moda circular ocupa o EXC, dentro do Jockey Club, na Rua Jardim Botânico.
Serão 35 mil peças à venda, entre roupas e acessórios, com curadoria especial. Toda a renda arrecadada será revertida para instituições do terceiro setor. A entrada é aberta ao público e o espaço conta com estrutura completa para garantir as compras de fim de semana de quem busca consumo consciente.
Lucro de feira de moda circular será destinado a instituições do terceiro setor — Foto: Divulgação
Semana do Cinema garante ingressos a partir de R$ 10 em todo o Rio
Por fim, para quem está há um tempinho sem ir ao cinema, uma boa pedida para o fim de semana é aproveitar a Semana do Cinema, que está de volta às salas em todo o estado até quarta (16). Durante o período, nas sessões iniciadas antes das 17h, os ingressos custam apenas R$ 10; já para as sessões a partir das 17h, a entrada sai por R$ 12 (válido para exibições 2D tradicionais, inclusive no sábado e domingo).
Além dos bilhetes mais baratos, as lanchonetes dos cinemas também oferecem combos de pipoca e refrigerante com preços promocionais. Participam da ação grandes redes de cinema como Cinemark, Kinoplex, UCI, Cinesystem e o Circuito Estação de Cinema.
Os dados reunidos pelo Ministério Público Federal (MPF) na denúncia que tornou TH Joias réu por corrupção revelam que o ex-deputado participava diretamente da venda de drogas ligada ao Comando Vermelho e controlava informações sobre pagamentos envolvendo material ilegal.
Um dos elementos citados na denúncia do órgão é a existência de uma planilha digital com o nome “Pó amigo TH”, documento em que o ex-deputado mantinha registros de pagamentos recebidos por drogas e dívidas de compradores. TH Joias compartilhava essa planilha com Gabriel Dias de Oliveira, o Índio, traficante que também foi tornado réu na última quinta (10).
TH mandou foto com 200 kg de drogas para traficante
As trocas de mensagens entre os dois revelam que TH participava da venda de drogas desde, pelo menos, 2023. Eles conversavam sobre a venda do material ilícito e, em 2024, TH Joias chegou a enviar para Índio uma foto de uma sala com sacos de droga.
Nas mensagens, TH afirma que tem “200 kg” de drogas no local e Índio responde: “isso não é bom de vender, não”. Os registros da PF trazem divergências sobre o material nas fotos, que é citado como cocaína e “marconha” em trechos diferentes.
Estrutura do tráfico ligada a TH era dividida em cinco ‘braços’
A estrutura criminosa descrita pelo MPF coloca TH Joias em um núcleo de liderança política, atuando como intermediário entre a facção e órgãos estatais. O grupo contava com divisão em cinco braços, incluindo liderança geral, liderança política, coordenação logística, infiltração e núcleo operacional. O ex-parlamentar exercia as funções para o tráfico no mesmo período em que presidia a Comissão de Defesa Civil da Assembleia Legislativa (Alerj).
O relatório aponta tentativas de interferência política em benefício do grupo, como a indicação para presidência de associação de moradores e a tentativa de influenciar o comando de área da Polícia Militar.
Há também registros de vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais iminentes em complexos de favelas, além de oferta de auxílio para fuga.
TH Joias vai responder na Justiça Federal por tráfico de drogas, organização criminosa, comércio ilegal de arma de fogo, 11 episódios de contrabando e 13 de corrupção ativa.
A Polícia Federal apresentou ao Supremo Tribunal Federal um cronograma de 48 horas que ilustra como o Rioprevidência passou a injetar recursos em novos produtos criados pelo Banco Master após as letras financeiras enfrentarem restrições regulatórias no mercado.
O documento está incluído no processo tornado público nesta sexta-feira (11) pelo ministro do STF André Mendonça, que detalha as investigações sobre os aportes milionários e criminosos do Rioprevidência e da Cedae no banco comandado por Daniel Vorcaro.
Segundo os dados periciados, em 17 de dezembro de 2024, o ex-governador Cláudio Castro e o banqueiro combinaram um encontro presencial na residência do empresário em Brasília. No dia seguinte, 18 de dezembro, entrou formalmente em operação o Arena Fundo de Investimento em Renda Fixa, administrado pela corretora do Master. Já em 19 de dezembro, o Rioprevidência realizou o primeiro aporte no valor de R$ 50 milhões.
A autarquia do Estado do Rio acabou se tornando a primeira e única cotista do fundo Arena, onde aportou, ao longo de nove meses, o montante total de R$ 1,37 bilhão. Entre dezembro de 2024 e agosto de 2025, o fundo rendeu cerca de 4,05%, contra 9,31% do CDI e 5,47% da poupança.
Rioprevidência pagou taxas desnecessárias ao fundo do Master
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) aponta ainda que a estrutura gerou pagamento desnecessário de taxas de administração para comprar títulos públicos que o próprio Rioprevidência tinha capacidade de adquirir diretamente.
Ao fundamentar a decisão que autorizou mandados de busca e apreensão em endereços do ex-governador Cláudio Castro, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), avaliou que o conjunto de provas colhido pela Polícia Federal “afasta a hipótese de coincidência temporal” entre encontros privados e aplicações bilionárias do estado no Banco Master.
Na decisão, o ministro registrou que os indícios apontam que Castro mantinha relação de proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro e teria exercido papel “politicamente relevante” para viabilizar o fluxo de investimentos de órgãos estatais (Rioprevidência e Cedae) no Banco Master.
O magistrado ressaltou que a apuração combina a troca repentina da direção do Rioprevidência, a supressão de etapas de análise de risco e a realização de eventos no exterior custeados pelo banqueiro, reforçando a “plausibilidade concreta de interferência política indevida”.
PGR diz haver indícios de ‘coautoria’, citando Castro e o dono do Master
No mesmo processo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, concordou com as medidas cautelares e mencionou haver elementos indicativos de “coautoria” na hipótese investigativa trazida pela PF.
A defesa do governador nega irregularidades e sustentou ao STF que seus contatos tinham caráter institucional ou social, sem qualquer contrapartida ou ingerência nas decisões técnicas do fundo de previdência.
Relatórios de inteligência da Polícia Federal anexados ao inquérito do Banco Master aberto ao público nesta sexta-feira (11) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) revelam uma coincidência de datas entre consultas financeiras sobre investimentos dos órgãos do estado e encontros entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-governador Cláudio Castro no Palácio Laranjeiras.
Em 4 de março de 2024, Vorcaro questionou o superintendente de tesouraria do Master, Alberto Félix: “Quanto fundo do Estado do Rio tem conosco?”. O executivo informou que o Rioprevidência mantinha R$ 320 milhões aplicados na instituição.
Em seguida, Vorcaro perguntou por outros fundos estaduais, ao que o auxiliar respondeu citando a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), informando haver R$ 210 milhões corrigidos (originalmente R$ 200 milhões) da estatal de saneamento no banco.
No mesmo dia, encontro entre dono do Master e Castro no Laranjeiras
A Polícia Federal destaca no relatório que, no mesmo dia 4 de março, trocas de mensagens indicam que Vorcaro esteve no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governo do estado, para uma reunião privada com Cláudio Castro.
Para os investigadores, a coincidência temporal entre o raios-X das contas do Estado do Rio e o encontro com o chefe do executivo fluminense é um dos indícios centrais da apuração.
Um dos mais sensíveis materiais apreendidos durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão da Operação Barco de Papel, autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), estava sob posse de Fernanda Pereira da Silva Machado, ex-gerente de Controle Interno e Auditoria do Rioprevidência.
Agentes da Polícia Federal encontraram um caderno no qual a ex-servidora mantinha anotações que funcionam como um roteiro de reconstrução das operações do órgão previdenciário fluminense. Os manuscritos são citados no processo tornado público nesta sexta-feira (11) por André Mendonça.
Entre os tópicos anotados de próprio punho figuram: “Irregularidade no credenciamento (RP)”, “Documentos relativos às aplicações financeiras junto ao Master”, “contato c/ Master, pagamentos bônus” e “Política investimento, cópia do processo de LF”.
Ex-gerente diz a agenes que já esperava ser alvo de buscas no processo do Master
Durante a abordagem policial, a própria investigada declarou espontaneamente que imaginava ser alvo de busca “em razão das investigações relacionadas ao caso do Rioprevidência”.
A PF analisa se os apontamentos foram feitos para montar estratégias de defesa ou mapear o fluxo de irregularidades nos aportes que resultaram em prejuízos e perdas de rentabilidade para a autarquia.
Uma gravação obtida pela Polícia Federal no celular do banqueiro Daniel Vorcaro e revelada nesta sexta-feira (11), quando o Supremo Tribunal Federal (STF) quebrou o sigilo do processo sobre o Banco Master revela a engrenagem política por trás das aplicações bilionárias do Rioprevidência na instituição.
Em mensagem de áudio, o operador financeiro Ricardo Siqueira Rodrigues, conhecido como “Ricardo Gordo”, garantiu que conseguia aprovar tecnicamente limites de até R$ 500 milhões no órgão estadual, mas condicionou o avanço dos valores a um aval superior.
“Tecnicamente eu garanto a você que eu consigo deixar aprovado R$ 500 milhões. Agora, o presidente só vai fazer o volume que o operador político determinar […], que é quem manda lá de verdade”, afirmou Siqueira.
Em outro trecho transcrito pela Federal, o operador cravou: “Lá tem um dono e esse dono precisa autorizar os caras internamente”.
No dia da nomeação do diretor de Investimentos do Rioprevidência, o Master consegue o credenciamento
A investigação aponta que, no mesmo período das tratativas, diretores do Rioprevidência foram nomeados pelo governo do estado e flexibilizaram regras de controle e compliance.
Em 4 de outubro de 2023, no mesmo dia em que a nomeação do diretor de Investimentos, Euchério Lerner, foi publicada no Diário Oficial, o Banco Master deu entrada no pedido formal de credenciamento na autarquia.