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Início Cultura

Cultura

31/12/25 12:56
  • Felipe Galeno Felipe Galeno

Maior réveillon do mundo é criação de líder da umbanda; mobilização nas redes pede estátua de Tata Tancredo em Copacabana

Tata Tancredo foi responsável pelos primeiros festejos durante a virada na praia de Copacabana

Tata Tancredo foi responsável pelos primeiros festejos durante a virada na praia de Copacabana - Foto: Templo Espiritual Pantera Negra/Reprodução

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Reconhecida pelo Guinness World Records como a maior do mundo, a festa de réveillon na Praia de Copacabana, que acontece nesta quinta (31), é uma tradição com nome, sobrenome e dinastia religiosa no Rio. Até o fim da década de 1950, a noite da virada na “Princesinha do Mar” não tinha nada que a diferenciasse das demais. Quem começou o costume de festejar na praia durante a virada foram os fiéis das religiões de matriz africana — em especial, um dos maiores líderes religiosos da umbanda na cidade: Tata Tancredo.

O nome do pai de santo voltou a aparecer nas redes sociais neste fim de ano, por causa de uma mobilização de internautas e religiosos. Uma campanha nas redes, que começou a circular em postagens nesta terça (30), pede que a Prefeitura do Rio reconheça Tancredo como “inventor” do réveillon de Copacabana e o homenageie com uma estátua na região.

Tata Tancredo organizou primeiras festas de virada na praia

A motivação da campanha nas redes é valorizar a memória histórica do evento, que se mistura com a história das celebrações de religiões de matriz africana no Rio. Em meados do século passado, a umbanda ainda era uma religião recente, “inaugurada” oficialmente em São Gonçalo por volta de 1908. As primeiras federações e organizações doutrinárias do credo foram se desenvolvendo entre 1920 e 1950.

Nascido em 1905, Tancredo da Silva Pinto esteve entre os líderes que participaram dessa movimentação para organizar a religião. Conhecido pelo título “Tata”, que é uma das categorias sacerdotais da religião, ele foi o fundador da Federação Espírita de Umbanda. Ainda em meados dos anos 50, Tata Tancredo iniciou um trabalho de divulgação da crença umbandista, fundando federações em diferentes regiões do país e promovendo celebrações da fé.

Uma dessas estratégias foi organizar celebrações nas praias. Nesses eventos, fiéis da umbanda e de outras religiões de matriz afro se reuniam vestidos de branco, com tambores e atabaques, para realizar uma gira pública. Um dos apoiadores da mobilização virtual pela homenagem ao Tata, o jornalista Aydano André Motta conta que as festas chegaram a acontecer em outras datas antes de se consolidar no réveillon.

Festa em Copacabana começou com festejos de religiões de matriz africana
Festa em Copacabana começou com festejos de religiões de matriz africana – Foto: Pedro Kirilos/Riotur

“Ele entendeu que fazer no Ano Novo chamaria mais a atenção das pessoas. No começo, só os adeptos de religiões de matriz africana iam. Com o tempo, a festa foi despertando a atenção de quem via. Os rituais foram se integrando à paisagem, até cativar a atenção de todos”, destaca o jornalista.

Com o passar dos anos, a concentração anual de pessoas em Copacabana para o ritual organizado por Tata Tancredo cresceu tanto que outros grupos, não ligados a religiões de matriz africana, começaram a celebrar o réveillon lá. Nos anos 1970, a iniciativa privada começou a se interessar pela festa; churrascarias e hotéis da região aproveitaram o público na praia para organizar as queimas de fogos na orla.

A festa foi se integrando ao calendário da cidade e o poder público começou a participar da organização do festejo, já parcialmente “secularizado”, ainda no final do século XX. Em 1993, a prefeitura organizou o primeiro show pós-virada na praia, com a histórica apresentação de Jorge Ben e Tim Maia, que deu início à tradição anual de shows.

Religiosos e simpatizantes pedem estátua de Tata Tancredo na praia

Apesar da tradição religiosa, o nome de Tata Tancredo não costuma ser lembrado nos festejos oficiais de réveillon da cidade. O gestor ambiental Emanuel Alencar, que também participa da mobilização nas redes pela homenagem, disse, em postagem, que a construção da estátua seria uma forma de reconhecer a participação dos umbandistas na criação do que se tornou um dos principais atrativos turísticos da cidade.

Internautas iniciaram campanha por homenagem a líder religioso - Foto: Arte/Estevão Ribeiro
Internautas iniciaram campanha por homenagem a líder religioso – Foto: Arte/Estevão Ribeiro

“Se hoje a festa é essa apoteose, foi porque um dia, mais de meio século atrás, ele a inventou. E literalmente todo mundo precisa saber disso, para reverenciar um personagem tão essencial”, escreveu Emanuel nas redes. Até esta quarta (31), a Prefeitura do Rio ainda não havia se manifestado sobre os pedidos de homenagem a Tata Tancredo.

MPF apura possível discriminação religiosa em eventos de réveillon do Rio

O assunto ganhou força nas redes por conta da polêmica envolvendo a apuração de possível discriminação religiosa no Rio. O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil para apurar os indícios envolvendo a realização de um show gospel na Praia do Leme. O palco com artistas evangélicos está na programação oficial organizada pela Prefeitura do Rio.

O show gospel foi recebido com críticas por parte dos cariocas de outras religiões, que acusam o prefeito Eduardo Paes (PSD) de favorecimento desproporcional da religião cristã em um evento de origem umbandista. A prefeitura terá até 21 de janeiro de 2026 para explicar ao MPF os critérios de uso de recursos públicos no evento.

Paes ainda não comentou o inquérito, mas, nas redes sociais, classificou a reação negativa de parte do público como preconceito. “É impressionante o nível de preconceito dessa gente. O réveillon da Praia de Copacabana é de todos! A música gospel também pode ter seu lugar. Assim como o samba, o rock, o piseiro, o frevo, a música baiana, a MPB, a bossa nova… Cada um que fique no ritmo que mais curte! O povo cristão também tem direito a celebrar! Amém! Axé! Shalom! Namastê!”, escreveu o prefeito na rede X.

Escrito por:

Felipe Galeno Felipe Galeno Ver publicações

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Comentários 11

  1. Ana Lucia Batista says:
    há 9 meses

    Acho que todos têm direito de participar da festa que agora é vista como a Melhor do Mundo!

    Responder
    • Salsifufu Brasil dos Santos Ateu says:
      há 9 meses

      O Prefeito Eduardo Paes usou o Réveillon Gospel, como pretexto para puxar o saco do povo evangélico, para ganhar votos para ser eleito Governador do RJ.

      Responder
      • Júnior says:
        há 9 meses

        Eu não sei se você não é do Rio ou seu objetivo é propagar mentiras, tinha um palco de música gospel entre treze no total ou seja tinha doze que eram músicas diversas e você diz: Reveillon Gospel? É no mínimo ma fé.

        Responder
    • ORLANDO JONAS SILVA DE OLIVEIRA says:
      há 9 meses

      Interessante, o carnaval é literalmente uma festa pagã, com total inclinação a todas as matrizes africanas, e nunca vi um cristão reclamar, simplesmente respeitam, todas os outros poucos são usados para fins não cristãos, sempre tocando músicas com fundos de religião de matrizes africanas, bem como outros eventos de parada gay, e outros ritmos com rituais satânicos, e isso não seria uma perseguição religiosa aos crentes?

      Responder
  2. Maria Conceição Villela says:
    há 9 meses

    Não se trata apenas de questão religiosa. É, principalmente, um resgate histórico.

    Responder
    • ORLANDO JONAS SILVA DE OLIVEIRA says:
      há 9 meses

      Interessante, o carnaval é literalmente uma festa pagã, com total inclinação a todas as matrizes africanas, e nunca vi um cristão reclamar, simplesmente respeitam, todas os outros poucos são usados para fins não cristãos, sempre tocando músicas com fundos de religião de matrizes africanas, bem como outros eventos de parada gay, e outros ritmos com rituais satânicos, e isso não seria uma perseguição / intolerância religiosa aos crentes?

      Responder
  3. Amauri says:
    há 9 meses

    Sou católico e digo que respeito e amar próximo é que nos deixou Jesus Cristo, que a história se perpétue, com essa estátua.

    Responder
  4. ORLANDO JONAS SILVA DE OLIVEIRA says:
    há 9 meses

    Interessante, o carnaval é literalmente uma festa pagã, com total inclinação a todas as matrizes africanas, e nunca vi um cristão reclamar, simplesmente respeitam, todas os outros poucos são usados para fins não cristãos, sempre tocando músicas com fundos de religião de matrizes africanas, bem como outros eventos de parada gay, e outros ritmos com rituais satânicos, e isso não seria uma perseguição / intolerância religiosa aos crentes?

    Responder
  5. Paulo Sergio says:
    há 9 meses

    Não é necessário (nem convém!) privilegiar/destacar uma crença religiosa no réveillon. O show é de todos os ritmos e gêneros musicais. Quer inserção de evangélicos com música gospel? Inclua cantores do gênero no palco principal e nos outros também. E o resgate histórico (Tata), como citado acima, sim, isso é absolutamente devido.

    Responder
    • Antonio RJ says:
      há 9 meses

      Você só pode estar brincando, né?
      Creio que tu nunca esteve nos circuitos onde a festa pagã esteja acontecendo. Aproveite e vá dessa vez. O carnaval está chegando.
      Dance, brinque cante e observe variedade de grupos de convertedores cristãos evangélicos, se fazem presentes nos endereços que acontece o carnaval dos blocos, dos grupos de Afoxés e das escolas de samba.
      Op’s, estava me esquecendo do prefeito Crivella, aquele personagem que tentou tudo o que foi possível, enquanto funcionário público, pra enfraquecer diversas atividades afros culturais e o carnaval da cidade do Rio de Janeiro

      Responder
  6. Mônica Liberatori says:
    há 9 meses

    … É palco gospel, é batistério !! Vamos somando e recolhendo votos !!
    Pq os religiosos de matriz afro brasileira não reivindicaram
    a estátua e o reconhecimento de Tata Tancredo antes desse embroglio?!

    Responder

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Política

Dinastias políticas: filhos de Garotinho e Capitão Nelson são alguns dos eleitos que garantem a continuidade da influência das famílias no estado

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João Arruda

04/10/2026 23:20

Importantes dinastias políticas fluminensens elegeram seus representantes no Rio nestas eleições de 2026. O herdeiro com mais destaque é o filho do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), o ex-prefeito de Campos Wladimir Garotinho (PL). Ele foi eleito deputado federal com nada desprezíveis 81.7987 votos.

Embora seja um exemplo de sobrenome famoso, Wladimir já tem uma história própria na política.  Ele já foi deputado federal, mas renunciou ao mandato em 2021 para concorrer à prefeitura de sua cidade natal. Depois de reeleito no Norte Fluminense, mais uma vez resolveu trocar de cargo — e agora deixou o posto no município com o vice, Frederico Paes (MDB), para voltar a Brasília.

O ex-prefeito é um famoso representante das dinastias, mas não o único. Outro eleito, desta vez a deputado estadual, com 70.552 votos, foi Nelsinho Ruas (PL), filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), e irmão do candidato do Partido Liberal ao governo do estado, Douglas Ruas — que passou ao segundo turno como o mais bem colocado e à frente de Eduardo Paes (PSD).

Márcio Rezende (PSD) também mostrou a força do interior. Irmão do prefeito de Macaé, Welberth Rezende, foi eleito deputado federal com mais de 75.148 votos. Diego Quaquá (PT), filho do prefeito de Maricá, Washington Quaquá, e da deputada estadual Rosângela Zeidan, teve mais de 68 mil votos.

Felipe Pampolha (PP), eleito deputado estadual, teve mais de 61 mil votos. Ele é primo de Thiago Pampolha, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado depois de ser parlamentar por três mandatos e vice-governador do Rio, no governo Cláudio Castro.

Dinastias da antiga também estão entre os destaques

Rafael Picciani (União), filho do lendário ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (1955-2021), também vai ocupar um cargo na Alerj. Ele teve 44.333 votos.

Jorge Felippe Neto (PL) foi reeleito deputado estadual. É filho da ex-vereadora Vanessa Felippe, neto do vereador Jorge Felippe e enteado do ex-deputado Rodrigo Bethlem.

Rogéria Bolsonaro (PL), candidata a deputada federal, ficou na suplência. Ela é mãe de Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro, e ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro. Quem também bateu na trave foi Daniela do Waguinho (Republicanos), que não conseguiu se reeleger. Ela é casada com o ex-prefeito de Belford Roxo, Waguinho.

O ex-deputado Léo Picciani (PV) não teve a mesma sorte do irmão e acabou na suplência da Câmara. Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sergio Cabral, também não conseguiu se eleger deputado estadual.

 

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Política

Apenas 43 de 70 deputados da Alerj conseguem a tão sonhada reeleição; veja quem ficou de fora

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Gabriele Maia

04/10/2026 23:20

Dezessete deputados estaduais que disputaram a reeleição para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) não conseguiram renovar o mandato nas urnas neste domingo (04). Entre os nomes que ficaram de fora da próxima legislatura estão Alexandre Knoploch (PL), Carlos Minc (PSB) e Célia Jordão (PSD).

Dos 60 parlamentares que estavam na disputa por mais quatro anos na Casa, 43 foram eleitos. Outros 27 nomes que não faziam parte da atual composição também conquistaram uma cadeira, o que representa uma renovação de 38,6% da Alerj.

Quem disputou a reeleição, mas não estará na próxima legislatura da Alerj

  • Alexandre Knoploch (PL)
  • Carlos Macedo (Republicanos)
  • Carlos Minc (PSB)
  • Célia Jordão (PSD)
  • Dionísio Lins (PP)
  • Dr. Deodalto (PL)
  • Fabiani Vasconcellos (Agir)
  • Fábio Silva (União)
  • Filipe Soares (PSDB)
  • Fred Pacheco (PL)
  • Lilian Behring (PCdoB)
  • Professor Josemar (PSOL)
  • Renan Jordy (PL)
  • Renato Machado (PT)
  • Sérgio Fernandes (PSD)
  • Val Ceasa (PRD)
  • Valdecy da Saúde (PL)

A composição da Assembleia é definida pelo sistema proporcional. Além da votação individual dos candidatos, o resultado considera os votos recebidos pelos partidos e federações para a distribuição das cadeiras.

Parte dos atuais deputados estaduais também não estará na próxima composição da Alerj, mas por motivos diferentes de uma derrota nas urnas. Enquanto alguns não concorreram nesta eleição, outros deixaram a disputa local para tentar outro cargo.

Entre esses, Douglas Ruas (PL) concorre ao governo do estado; Samuel Malafaia (PL) venceu a 1ª suplência de senador na chapa de Carlos Portinho; e Thiago Gagliasso (PL), Sarah Poncio (Solidariedade), Wellington José (União), Martha Rocha (PDT) e Vitor Júnior (PDT) tentaram uma vaga na Câmara dos Deputados.

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Política

Deputados federais do Rio: PL dá goleada e elege 15; PT chega em segundo e fica com seis

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João Arruda

04/10/2026 23:03

O Partido Liberal deu uma lavada no que diz respeito aos deputados federais eleitos para o Congresso Nacional. Foram 15 representantes, contra seis do PT. O partido de esquerda ainda ficou com apenas um deputado à frente de outro partido de direita, o PP, que fez cinco deputados.

 

DEPUTADOS FEDERAIS ELEITOS PELO RJ — 46 VAGAS

PL — 15
1. Altineu Côrtes — 175.161 votos
2. Sóstenes Cavalcante — 170.290
3. General Pazuello — 146.148
4. Soraya Santos — 141.443
5. Manoela Peres — 117.648
6. Dani Cunha — 116.984
7. Julia de Castro — 103.880
8. Diogo Balieiro Diniz — 102.026
9. Rafael Satiê — 91.074
10. Chris Tonietto — 81.966
11. Poubel — 81.960
12. Wladimir Garotinho — 81.797
13. Douglas Gomes — 80.310
14. Thiago Gagliasso — 67.700
15. Jorge Miranda — 67.298

PT — 6
1. Lindbergh Farias — 181.768
2. Marcelo Freixo — 172.969
3. Anielle Franco — 149.726
4. Fabiano Horta — 82.902
5. Diego Quaquá — 68.798
6. Nísia Trindade — 67.350

PP — 5
1. Dr. Luizinho — 213.904
2. Delegado Felipe Curi — 133.626
3. Renato Cozzolino — 84.516
4. Leniel Borel — 72.658
5. Bebeto — 52.761

PSOL — 4
1. Rick Azevedo — 191.371
2. Talíria Petrone — 122.500
3. Glauber Braga — 86.314
4. Pastor Henrique Vieira — 77.584

PSDB — 4
1. Luciano Vieira — 177.887
2. Juninho do Pneu — 64.440
3. Marcelo Queiroz — 58.739
4. Talita Galhardo — 46.780

PSD — 4
1. Daniel Soranz — 107.849
2. Renan Ferreirinha — 93.504
3. Márcio Rezende — 75.148
4. Márcio Ribeiro — 67.989

PCdoB — 2
1. Elias Jabbour — 103.219
2. Jandira Feghali — 74.409

UNIÃO — 1
1. Antonio Rueda — 155.836

MDB — 1
1. Gutemberg Reis — 145.876

SOLIDARIEDADE — 1
1. Aureo Ribeiro — 134.557

NOVO — 1
1. Luiz Lima — 79.249

REPUBLICANOS — 1
1. Luis Carlos Gomes — 70.331

PDT — 1
1. Marcos Tavares — 69.438

TOTAL: 46 CADEIRAS

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Política

PL atropela na Alerj e elege 21; veja a lista completa de deputados estaduais e suas votações

Foto de Gabriele Maia
Gabriele Maia

04/10/2026 22:55

Nas eleições deste domingo (04), os eleitores do Rio de Janeiro escolheram os 70 deputados estaduais que vão compor a Assembleia Legislativa (Alerj) a partir de fevereiro do próximo ano. O Partido Liberal, do ex-presidente Jair Bolsonaro, garantiu a maior bancada da Casa, segundo os resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Confira a lista completa de cada partido:

PL — 21
1. Índia Armelau — 248.504 votos
2. Guilherme Delaroli — 166.374
3. Anderson Moraes — 129.325
4. Dra. Gabriela — 96.267
5. Alan Lopes — 93.396
6. Alexandre Isquierdo Malafaia — 83.461
7. Jair Bittencourt — 73.722
8. Nelsinho Ruas — 70.552
9. Rodrigo Medeiros — 65.530
10. Jorge Felippe Neto — 58.508
11. Delegado Carlos Augusto — 58.142
12. Marcelo Dino — 57.982
13. Dr. Pedro Ricardo — 57.354
14. Renato Miranda — 56.329
15. Márcio Gualberto — 50.804
16. Chico Machado — 50.664
17. Coronel Menezes — 46.700
18. Giselle Monteiro — 44.532
19. Poubel Filho — 42.871
20. Daniel Marques — 42.768
21. Felipe Tropa — 41.293

PT — 9
1. Elika Takimoto — 135.271
2. Verônica Lima — 85.421
3. André Ceciliano — 70.628
4. Marina do MST — 66.167
5. Allyson Elias — 51.145
6. Leonel de Esquerda — 44.597
7. Zeidan — 43.115
8. Adilson Pires — 42.467
9. Raone Ferreira — 28.377

PSD — 9
1. João Pires — 90.195
2. André Correa — 65.188
3. Claudio Caiado — 56.936
4. Guilherme Schleder — 54.760
5. Vinícius Cozzolino — 49.353
6. Luiz Paulo — 43.720
7. Ana Paula Mendes — 43.356
8. Carla Machado — 39.208
9. Joyce Trindade — 37.088

PSOL — 5
1. Renata Souza — 176.871
2. Flavio Serafini — 95.666
3. Dani Monteiro — 55.227
4. Luciana Boiteux — 44.928
5. Yuri Moura — 43.336

PP — 5
1. Felipinho Ravis — 93.606
2. Carlinhos BNH — 61.724
3. Felipe Pampolha — 61.589
4. Delegado Bernardo Leal — 57.254
5. Gustavo Tutuca — 56.334

UNIÃO — 4
1. Márcio Canella — 197.178
2. Rafael Nobre — 76.706
3. Bruno Dauaire — 69.119
4. Rafael Picciani — 46.686

REPUBLICANOS — 3
1. Librelon — 57.409
2. Leandro — 49.013
3. Tia Ju — 47.302

MDB — 2
1. Rosenverg Reis — 139.866
2. Giovani Ratinho — 46.380

PDT — 2
1. Fernanda Neves — 83.326
2. Serginho — 43.664

SOLIDARIEDADE — 2
1. Munir Neto — 52.808
2. Arthur Monteiro — 35.844

PSB — 2
1. Vantoil Martins — 39.179
2. Jari — 34.199

PCdoB — 1
1. Dani Balbi — 169.474

NOVO — 1
1. Costenaro — 121.780

PSDB — 1
1. Léo Vieira Filho — 72.939

AGIR — 1
1. Julio Rocha — 51.609

PRD — 1
1. Soldado Tobias — 37.969

DC — 1
1. Carlos Russo — 27.447

A composição da Alerj é definida pelo sistema proporcional. Além da votação individual dos candidatos, o resultado considera os votos recebidos pelos partidos e federações para a distribuição das cadeiras no Poder Legislativo estadual.

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Nomes conhecidos ficam fora

Entre os deputados que não conseguiram se reeleger está Carlos Minc (PSB). O parlamentar, que já acumulava dez mandatos na Alerj e quatro décadas de atuação como deputado estadual, recebeu 30.383 votos e terminou como primeiro suplente do partido.

Dr. Rogério Amorim (PL), por sua vez, recebeu 35.810 votos e ficou como suplente. A candidatura tinha a expectativa de herdar os votos de seu irmão, Rodrigo Amorim, deputado estadual mais bem colocado nas eleições de 2018.

João Pires, Coronel Menezes e Costenaro são eleitos para a Alerj

A nova composição também teve algumas surpresas. João Pires (PSD), ex-secretário municipal do Rio de Janeiro de Defesa do Consumidor, foi eleito com 90.195 votos. Ele ganhou projeção nas redes sociais ao participar de vistorias que resultaram no fechamento de postos de combustíveis que adulteravam o resultado das bombas.

Outro destaque foi Coronel Menezes (PL), ex-secretário estadual de Polícia Militar, eleito com 46.700 votos.

Já Costenaro foi o único deputado eleito pelo Novo. Ele ficou conhecido nacionalmente após ser expulso da Câmara dos Deputados pelo deputado federal Glauber Braga (PSOL).

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Política

Fernanda Neves é a deputada estadual mais votada da história de Niterói e lidera votação do PDT no estado

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Redação

04/10/2026 22:32

Com 83.326 votos no total — sendo 39.715 só em Niterói —, Fernanda Neves (PDT), esposa do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), tornou-se a deputada estadual mais votada da história do município e também a candidata mais votada do partido no Rio.

Ao longo da campanha, Fernanda apresentou propostas voltadas para áreas como segurança pública, educação, proteção às mulheres, primeira infância, cuidado com idosos, inclusão de pessoas com deficiência e famílias atípicas, mobilidade, geração de empregos e desenvolvimento econômico.

Entre as principais bandeiras estão o fortalecimento das políticas de enfrentamento ao feminicídio, a ampliação da rede de proteção às mulheres, a valorização da educação pública, a retomada dos CIEPs, a expansão da rede de cuidados e a defesa de investimentos estruturantes em transporte, segurança e desenvolvimento regional.

“Recebo esses mais de 83 mil votos com muita emoção, gratidão e, principalmente, com um enorme senso de responsabilidade. É uma votação que representa a confiança de milhares de pessoas em Niterói e em todo o estado. Quero retribuir esse carinho com muito trabalho, presença e compromisso com quem mais precisa”, afirmou Fernanda Neves.

O prefeito Rodrigo Neves também celebrou o significado político da votação.

“A Fernanda fez uma campanha propositiva e muito próxima das pessoas. Esse resultado histórico mostra a força do trabalho construído em Niterói ao longo dos últimos anos e, ao mesmo tempo, a capacidade de dialogar com todo o Estado do Rio. É uma votação que nos enche de orgulho e aumenta ainda mais a nossa responsabilidade com o futuro”, afirmou.

Fernanda Neves é niteroiense, pedagoga e professora concursada da rede pública há mais de 30 anos. Entre as experiências associadas à sua atuação estão o Niterói Por Elas, o Escritório de Políticas de Cuidados, o Pacto Niterói Contra a Violência, o Auxílio Social para Mulheres Vítimas de Violência e o Espaço Empreender Mulher. A proposta de levar essas experiências para outras regiões do estado foi um dos eixos da campanha.

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Política

Dr. Luizinho (PP) é deputado federal mais votado do Rio com 213 mil votos; veja os dez mais bem colocados para a Câmara

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João Pedro Lima

04/10/2026 22:21

Dr. Luizinho (PP) foi o candidato a deputado federal mais votado no estado do Rio, com 213 mil votos, seguido de Rick Azevedo (PSOL), com 191 mil votos. O campeão de votos no Rio é médico e tem uma trajetória política ligada à gestão da Saúde. Dr. Luizinho foi secretário da pasta no estado do Rio em dois períodos. O primeiro, no governo de Luiz Fernando Pezão. Voltou ao cargo no governo de Cláudio Castro. Ele começou sua carreira política em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde também ocupou o cargo de titular na Saúde. Dr. Luizinho é presidente do diretório estadual do PP e líder de seu partido no Câmara dos Deputados, em Brasília. Este será seu terceiro mandato consecutivo. Veja aqui os eleitos para a Assembleia Legislativa.

O Rio de Janeiro tem o segundo maior eleitorado do país e ocupa a segunda posição no número de cadeiras na Casa, com 46 deputados federais, atrás apenas de São Paulo, com 70 representantes.

Dr. Luizinho (PP) – 213.904 votos

Rick Azevedo (PSOL)- 191.371 votos

Lindbergh (PT) teve 181.768 votos

Luciano Vieira (PSDB) – 177.887 votos

Altineu Cortes (PL) – 175.161 votos

Freixo (PT) – 172.969 votos

Sóstenes Cavalcante (PL)- 170.290 votos

Rueda (União)- 155.836 votos

Anielle Franco (PT)- 149.726 votos

General Pazuello (PL)- 146.148 voto

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Política

Índia Armelau (PL) é a deputada estadual mais votada do Rio de Janeiro; saiba quem são os 10 mais bem colocados na disputa pela Alerj

Foto de Gabriele Maia
Gabriele Maia

04/10/2026 22:19

Índia Armelau (PL) chega à nova legislatura como a deputada estadual mais votada do Rio de Janeiro. A parlamentar foi eleita pela primeira vez em 2022 e conquistou a reeleição em 2026, consolidando-se como um dos principais nomes da direita bolsonarista na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Com forte presença nas redes sociais, Índia reúne cerca de 914 mil seguidores no Instagram, onde produz conteúdo voltado à defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e de pautas identificadas com o campo conservador.

A deputada ganhou destaque durante o primeiro mandato por propor a criação de um “banheiro trans” em estabelecimentos públicos do estado do Rio.

Veja os 10 deputados estaduais mais votados no Rio de Janeiro

  1. Índia Armelau (PL) — 248.504
  2. Márcio Canella (União) — 197.178
  3. Renata Souza (PSOL) — 176.871
  4. Dani Balbi (PCdoB) — 169.474
  5. Guilherme Delaroli (PL) — 166.374
  6. Rosenverg Reis (MDB) — 139.866
  7. Elika Takimoto (PT) — 135.271
  8. Anderson Moraes (PL) — 129.325
  9. Costenaro (Novo)— 121.780
  10. Dra. Gabriela (PL) — 96.267

A composição da Alerj é definida pelo sistema proporcional. Além da votação individual dos candidatos, o resultado considera os votos recebidos pelos partidos e federações para a distribuição das cadeiras no Poder Legislativo estadual.

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Política

Caso os votos em Garotinho sejam anulados, Douglas Ruas pode ser eleito no primeiro turno com 50,88%

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Gabriele Maia

04/10/2026 22:02

Candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) pode ser eleito ainda no primeiro turno caso os 274.411 votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) sejam anulados pela Justiça Eleitoral.

Com 100% das urnas apuradas, Ruas aparece com 49,27% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes (PSD) soma 42,76%. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já considera os dois matematicamente classificados para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

A situação pode mudar, no entanto, caso os votos de Garotinho, que estão sub judice, sejam definitivamente retirados da contagem. Nesse cenário, os votos válidos são recalculados e poderia garantir a vitória no primeiro turno para Ruas, que teria 50,88%, contra 44,16% de Paes.

Por que os votos de Garotinho podem ser anulados

O ex-governador Anthony Garotinho teve o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) por conta de uma condenação por improbidade administrativa. A decisão foi contestada pela defesa no TSE, deixando a candidatura sub judice.

Enquanto o recurso não é julgado em definitivo, os 273.109 votos recebidos pelo candidato permanecem na totalização. Caso a Justiça Eleitoral confirme o indeferimento e determine a anulação dos votos, o resultado da eleição poderá ser recalculado — o que abriria a possibilidade de Douglas Ruas superar 50% dos votos válidos e ser eleito já no primeiro turno.

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Política

Portinho e Jordy — ambos do PL — são eleitos para o Senado pelo Rio de Janeiro

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Felipe Galeno

04/10/2026 21:09

Os eleitores do Rio de Janeiro escolheram os dois candidatos do PL para as duas das três cadeiras do estado no Senado. Carlos Portinho (PL) foi reeleito e Carlos Jordy (PL) vai para seu primeiro mandato com o resultado da apuração das urnas neste domingo (07).

Com 100% dos votos apurados, Portinho recebeu 4.264.932 votos, o equivalente a 26,77% dos votos válidos. Já Jordy foi eleito com 3.912.405 votos, o equivalente a 24,56% dos votos válidos.

Benedita da Silva (PT), que era a principal representante da esquerda na disputa, não conseguiu uma cadeira e teve 20,22% dos votos — 3.220.765 dos válidos.

Além dos senadores eleitos neste domingo, o estado também é representado no Senado por Romário (PSD), que é senador desde 2022. Até o início do ano, ele também era do PL, mas deixou o partido em agosto.

Portinho foi reeleito; ele já ocupava uma cadeira no Senado desde 2020. Carioca, ele começou sua carreira na política como vereador na capital, em 2016, pelo PSD. Dois anos depois, pelo mesmo partido, foi eleito como primeiro suplente para o Senado. Com a morte do titular Arolde de Oliveira em 2020, Portinho assumiu a cadeira. No mesmo ano, se filiou ao PL no Senado e foi líder do Governo Federal nos últimos meses da gestão de Jair Bolsonaro.

Já Carlos Jordy é niteroiense e tem dois mandatos como deputado federal. Sua carreira na política começou como vereador em sua cidade natal. Lá, ele também concorreu a prefeito, em 2024, mas foi derrotado nas urnas por Rodrigo Neves (PDT).

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Política

Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) disputarão o segundo turno para o governo do estado do Rio de Janeiro

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Gabriele Maia

04/10/2026 21:05

Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) estão matematicamente classificados para o segundo turno da eleição para governador do Rio de Janeiro, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com 100% das urnas apuradas, Ruas soma 49,27% enquanto Paes tem 42,76% dos votos válidos.

Apesar do TSE informar que a eleição já está matematicamente decidida, há ainda dúvida sobre o que acontecerá com os 274.411 votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos), que estão sub judice.

Até o momento, a disputa pelo Palácio Guanabara será decidida em 25 de outubro.

Douglas Ruas: da Alerj à disputa pelo governo

Douglas Ruas (PL), de 37 anos, chegou à disputa pelo governo como deputado estadual em primeiro mandato e presidente da Assembleia Legislativa (Alerj). Nascido em São Gonçalo, ele é filho do prefeito da cidade, Capitão Nelson (PL), e servidor concursado da Polícia Civil.

Antes de chegar à Alerj, Ruas foi subsecretário de Trabalho de São Gonçalo e ocupou cargos na administração municipal durante a gestão do pai. Em 2022, foi eleito deputado estadual com 175.977 votos, mas não ficou muito tempo no cargo, já que se licenciou do mandato para assumir a secretaria estadual das Cidades, onde permaneceu até março de 2026.

O ‘Rio Real’ contra o ‘Rio das novelas’

A campanha transformou sua cidade de origem, São Gonçalo, em uma das principais marcas de Ruas. Sob o nome “Rio Real”, a coligação do PL apresentou o candidato como uma alternativa à política tradicional a partir da oposição entre o estado “da Região Metropolitana e do interior” e o “Rio das novelas”, de uma Zona Sul supostamente privilegiada pelo ex-prefeito Eduardo Paes.

Além disso, sua juventude e experiência como policial civil também foi incorporada à estratégia para conquistar o eleitorado que, segundo a pesquisa BTG/Nexus divulgada em 30 de setembro, vê a questão da segurança pública como o problema mais urgente do Brasil.

A trajetória de Ruas, porém, trazia uma contradição que virou alvo frequente de Paes: embora fosse apresentado como uma novidade eleitoral, ele havia sido secretário de Cláudio Castro (PL) até poucos meses antes de disputar o governo.

Na campanha, o candidato do PL buscou evitar que essa relação definisse sua candidatura e reforçou a ligação com Flávio Bolsonaro (PL). Ruas passou a se apresentar como o nome escolhido diretamente pelo senador para disputar o governo do estado.

Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas durante evento em Copacabana
Flávio Bolsonaro (PL) e Douglas Ruas (PL) durante evento em Copacabana – Foto: Divulgação

A estratégia ganhou força na reta final, quando Ruas passou a concentrar boa parte dos votos de eleitores autodeclarados como “bolsonaristas”.

Para tentar vencer Paes, Douglas Ruas construiu a campanha em torno da ideia de renovação e atacou o adversário como representante da “velha política”, nacionalizando a disputa ao explorar a relação entre o ex-prefeito do Rio e o presidente Lula (PT) durante episódios do escândalo da Lava Jato.

Eduardo Paes: da experiência na capital à tentativa de conquistar o estado

Na campanha pelo governo, Eduardo Paes (PSD) fez da experiência à frente da Prefeitura do Rio sua principal credencial. O candidato recorreu sobretudo às intervenções no transporte público para apresentar o que chamou de resultados concretos de gestão, com destaque para a renovação e expansão da frota do BRT — uma pauta capaz de alcançar também moradores da Região Metropolitana que dependem do sistema.

A Linha 3 do metrô, projeto que prevê a ligação entre Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, entrou na mesma estratégia.

A troca do chapéu Panamá pelo de vaqueiro

Muito associado à imagem de prefeito carioca, Paes tentou ampliar seu personagem eleitoral para além da capital. O chapéu de vaqueiro, as cavalgadas e as agendas pelo interior passaram a fazer parte da campanha, numa tentativa de se aproximar de um eleitorado que tradicionalmente não está no centro de sua vida política.

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Eduardo Paes (PSD) e Benedita da Silva (PT) em Itaguaí durante a campanha eleitoral de 2026 – Foto: Reprodução/Redes sociais

Jane Reis (MDB), integrante de uma das principais famílias políticas de Duque de Caxias, também foi parte dessa estratégia. A escolha da vice ajudou a aproximar a chapa da Baixada e reforçou o esforço de Paes para se apresentar como candidato de todo o estado, e não apenas da cidade do Rio.

O ataque à ‘continuidade’ do governo Cláudio Castro

Paes sustentou, durante a campanha, a narrativa de que seu adversário Douglas Ruas (PL) representava a “continuidade” do grupo político que comandou o estado nos últimos anos. O candidato explorou principalmente a passagem de Ruas pela secretaria estadual das Cidades durante o governo Cláudio Castro (PL) e sua relação política com Rodrigo Bacellar (União) — ex-presidente da Alerj preso por manter uma suposta ligação com o Comando Vermelho.

Na reta final, Eduardo Paes também explorou a investigação sobre irregularidades encontradas na secretaria gerida por Douglas Ruas. Segundo a apuração, empresas contratadas pela pasta para executar obras públicas compravam materiais de uma pedreira da família do deputado Altineu Côrtes (PL), que, por sua vez, contratou uma companhia ligada a Ruas para transportar brita por R$ 1,5 milhão.

A eleição que também foi disputada na Justiça

Com munição de sobra dos dois lados, a disputa entre Eduardo Paes e Douglas Ruas ganhou um segundo campo de batalha: o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). Ao longo da campanha, as duas coligações recorreram repetidamente à Justiça para tentar tirar do ar propagandas do adversário, conseguir direito de resposta ou impedir a divulgação de conteúdos considerados ofensivos ou falsos.

Entraram na mira das decisões publicações nas redes sociais, inserções na televisão e no rádio e até movimentações “robóticas” de perfis nas redes.

E a disputa judicial reproduziu justamente as principais narrativas das duas campanhas. Paes tentou associar Ruas a Castro, Bacellar e ao crime organizado, enquanto o candidato do PL buscava atacar a ligação de Paes com Lula e citar episódios da Lava Jato.

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