O Ministério Público Federal pediu à Justiça autorização para investigar o deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) após um episódio ocorrido em frente ao comitê do também parlamentar Flávio Serafini (PSOL), na Tijuca, Zona Norte do Rio. Segundo a denúncia, Knoploch teria exibido uma arma de fogo e usado spray de pimenta contra militantes de esquerda que estavam no local.
O pedido foi protocolado nesta quarta-feira (30) e também inclui a solicitação de imposição uma série de medidas cautelares contra o deputado durante o período eleitoral. Entre elas estão a suspensão do porte de armas de fogo, a proibição de acesso ao comitê de Serafini e aos atos de campanha realizados pelo adversário, além da proibição de contato com as pessoas apontadas como vítimas e integrantes das equipes de campanha psolista.
Pedido de investigação de deputado precisa de autorização da Justiça Eleitoral por causa do foro
Como Knoploch é deputado estadual e os fatos ocorreram durante uma atividade de campanha, a Procuradoria não pode simplesmente determinar a abertura do inquérito por conta própria. A investigação precisa ser autorizada e supervisionada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ).
Segundo a notícia-crime que deu origem ao procedimento, o episódio aconteceu em 28 de setembro, por volta das 13h40, na esquina das ruas Conde de Bonfim e General Roca. Knoploch teria ido até o comitê de Serafini após se incomodar com a música tocada no local e iniciado uma discussão com militantes.
Após uma provocação relacionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado retirou um spray de pimenta do bolso e disparou contra pessoas que estavam na calçada. A Procuradoria afirma que o jato atingiu os olhos e a boca de algumas pessoas, entre elas Maria dos Camelôs (PSOL), candidata a suplente ao Senado.
Na sequência, Knoploch teria exibido uma arma de fogo que carregava por baixo da camiseta. A Polícia Militar foi acionada, mas o deputado deixou o local antes da chegada dos agentes. O episódio foi registrado na 19ª Delegacia de Polícia.
MPF afirma que Knoploch poderia responder por até sete crimes diferentes
Na manifestação, a Procuradoria afirma que os elementos reunidos apontam para a possível prática de sete crimes: impedimento ao exercício da propaganda eleitoral, violência política de gênero, injúria eleitoral, lesão corporal, ameaça, desobediência e porte ilegal de arma de fogo, caso seja constatada a ausência de autorização válida para o porte.
O MPF também cita uma publicação feita por Knoploch em 18 de setembro, dez dias antes do episódio. O deputado impulsionou com recursos de campanha um vídeo no Facebook no qual dizia: “A PACIÊNCIA ACABOU! SE NÃO RESPEITAR VOU RESPONDER COM SPRAY DE PIMENTA”.
Depois do episódio na Tijuca, o parlamentar do PL também publicou um vídeo no Instagram no qual admitiu o disparo do spray e afirmou que utilizava o equipamento contra quem tentasse agredi-lo. A Procuradoria considera que os registros indicariam risco de repetição das condutas durante a campanha.
O MPF também pediu ao TRE-RJ a suspensão do porte das armas de fogo de Alexandre Knoploch até o fim da campanha.
O que diz Alexandre Knoploch
Em nota enviada na noite desta segunda-feira (28), o candidato à reeleição pelo PL não negou as acusações e afirmou que também pretende enviar uma denúncia à Justiça Eleitoral pela veiculação da música “de baixo calão” sobre Flávio Bolsonaro.
Confira o posicionamento na íntegra:
“Durante uma agenda na Tijuca na manhã desta segunda-feira (28), o deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) estava distribuindo panfletos próximo ao comitê de um candidato do PSOL, quando foi questionado por uma senhora sobre uma música que continha termos de baixo calão como “cabeça do meu pau” (sic) e “cabeça da minha pica” (sic), tocada ali no momento pela equipe de Serafini. Ao responder que era ilegal, seis ocupantes do comitê ouviram a conversa e foram em direção ao deputado, com ameaças.
Sobre o episódio, Knoploch informa que fez o registro da ocorrência e deve enviar denúncia ao TRE pelo uso de palavras de baixo calão em logradouro público e contra o adversário Flávio Bolsonaro.
Este não foi o primeiro flagrante da execução da música pornográfica pela esquerda. Na manhã de domingo, dois cabos eleitorais do PT tocavam a letra em uma caixa de som na frente de crianças que faziam uso da orla de Copacabana para o lazer. A dupla caminhava em direção à Caminhada de Mulheres de Direita, que foi liderada pela candidata à vice-governadora Fernanda Louback (PL) e teve presença de outras mulheres, incluindo a mulher de Douglas Ruas, Mariana Ruas”.
Comentários 3
95 famílias afetadas, mais de 30 vasas e pagam 300mil??? Saiu barato demaos!
Não pagam!
Sabemos o que irá acontecer, entrarão com recursos isso levará anos pra ser julgado, conversa com amigos influentes e nada será feito. As familias prejudicadas ficarão com seus prejuízos.
Este é o país do jeitinho, país sem lei. País que a justiça legisla para os poderosos, para os dão mais.
Infelizmente é assim que a banda toca num país de esquerda.