Segundo publicação no Diário Oficial, o Festival Capital do Samba 2025 recebeu R$ 500 mil de apoio da Secretaria de Estado de Turismo do Rio de Janeiro. De acordo com a pasta, a festa é “um evento significativo que celebra o samba, um dos gêneros musicais mais icônicos e amados do Brasil”.
“O Capital do Samba na Marina da Glória é uma oportunidade única para mergulhar na rica tradição do samba, desfrutar da música envolvente e celebrar a vibrante cultura brasileira em um ambiente deslumbrante à beira-mar”, diz a justificativa da secretaria.
A vereadora Maíra do MST e a deputada estadual Marina do MST, ambas do PT, encaminharam ofícios a autoridades de segurança e ao Ministério Público para pedir a investigação de ameaças contra a Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, e a participantes de uma manifestação estudantil prevista para esta sexta-feira (09).
As parlamentares afirmam ter recebido capturas de tela de conversas em grupos de WhatsApp “pró-Bolsonaro” com mensagens que mencionam incêndios, armas brancas e possíveis ataques a manifestantes.
Grupo “DIREITA BRASIL – NITERÓI”, onde integrantes teriam supostamente organizado ataques direcionados aos estudantes da UFF – Foto: Reprodução/Denúncia ao MPF
Os documentos foram enviados na quinta-feira (08) à Polícia Federal, à secretaria de estado de Polícia Civil, à Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do Rio (MPRJ) e à Reitoria da UFF. As parlamentares pedem a identificação dos autores das mensagens e a adoção de medidas preventivas para evitar possíveis ataques.
Mensagens mencionam tentativa de incêndio na UFF
Em um grupo de WhatsApp chamado “Juntos com Bolsonaro”, um participante identificado nas capturas como Nikolas escreveu: “tô conversando com o Flávio e vamos tacar fogo na UFF”. Em seguida, outro integrante respondeu: “Partiu p*rraaa”.
Na mesma conversa, um participante identificado como Renan publicou uma lista intitulada “LISTA INCENDIAR A UFF DE MADRUGADA”, à qual pelo menos outros dois integrantes teriam acrescentado seus nomes.
Integrates do grupo “Juntos com Bolsonaro” sugerem “tacar fogo na UFF” – Foto: Reprodução/Denúncia ao MPF
Embora uma das mensagens mencione o nome Flávio, o conteúdo apresentado nos documentos não permite confirmar se a referência é ao senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, ou a outra pessoa com o mesmo nome.
As capturas de tela foram anexadas aos ofícios pelas parlamentares. A autoria das mensagens e a eventual intenção de concretizar as ameaças ainda precisam ser apuradas.
Parlamentares do PT pedem reforço na segurança
Nos ofícios, Maíra e Marina solicitam a abertura de procedimentos investigatórios, a identificação dos responsáveis pelas mensagens e a preservação de registros das conversas junto à Meta, empresa responsável pelo WhatsApp.
À Polícia Federal, as parlamentares pedem que sejam apuradas as ameaças contra a UFF e uma eventual relação com episódios semelhantes em outras universidades federais. À Polícia Civil, solicitam investigação sobre as mensagens relacionadas ao ato estudantil, além da apuração de ameaças dirigidas à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
O documento também pede articulação entre as forças de segurança para prevenir possíveis ataques durante a manifestação em Niterói, com atenção à presença de menores de idade entre os participantes.
A gigante americana Live Nation, proprietária do Ticketmaster e acionista majoritária do festival do Rock in Rio, pretende aumentar ainda mais sua participação no mercado de entretenimento no Rio. A empresa assinou acordo preliminar para comprar a Farmasi Arena, na Barra Olímpica, na Zona Sudoeste. Atualmente, o espaço pertence à empresa francesa GL Events, operadora do Riocentro e do Distrito Anhembi, em São Paulo.
A Live Nation está crescendo sua participação no mercado brasileiro. Um de seus principais negócios é a construção de uma arena orçada em R$ 1,5 bilhão em São Paulo. Em relação à Farmasi, as empresas americana e francesa assinaram um trato há menos de suas semanas. O documento prevê a compra de todos os ativos, contratos e licenças, entre eles o direito de concessão, que vale até 2046. A negociação foi primeiro noticiada pelo site InvestNews e confirmada pela coluna Capital.
A operação ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A Farmasi, originalmente chamada de Arena da Barra ou Rio Arena, foi construída para receber competições esportivas dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e tem capacidade para 18 mil pessoas. Hoje, é um dos principais espaços de shows no Rio. Uma reforma está prevista caso o negócio seja fechado. Valores não foram divulgados ainda.
Com informações da coluna Capital, do jornal “O Globo”
O Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) determinou que a Prefeitura de Japeri, gerida por Fernanda Ontiveros (PT), comprove a regularização ou devolva R$ 489.021,99 à conta do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A cobrança ocorre após o Tribunal identificar a falta do dinheiro durante a análise das contas municipais de 2024.
A decisão foi assinada nesta quinta-feira (08) pela conselheira substituta Andrea Siqueira Martins. Segundo o TCE, a prefeitura já havia sido notificada para recompor o saldo, mas não apresentou a comprovação exigida dentro do prazo de 180 dias estabelecido anteriormente.
Agora, o ressarcimento deverá ser feito com dinheiro de outras fontes do orçamento municipal, e não com verbas do Fundo. A medida busca restabelecer o equilíbrio financeiro da conta e garantir que os recursos destinados à educação básica sejam usados exclusivamente nessa finalidade.
O ex-governador Cláudio Castro teria utilizado de forma irregular R$ 140 mil do programa de assistência aos empregados da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), a Cedae Saúde, segundo auditoria encomendada pelo governo do estado.
Castro nunca foi funcionário da Cedae, o que descaracterizaria o objetivo do programa. Segundo a atual administração da Cedae Saúde, o ex-governador já foi notificado para quitar o débito. O plano foi cancelado em agosto, após um ano e meio de inadimplência.
Incluído como associado irregularmente
De acordo com documentos obtidos pela TV Globo, Cláudio Castro foi incluído como associado na rede de assistência médica dos funcionários da Cedae durante a gestão do ex-diretor-presidente Eric Gualberto, demitido em junho deste ano.
A revelação é mais um desdobramento da auditoria realizada pela empresa Grant Thornton, com acompanhamento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e da Cedae.
O relatório apontou que quatro empresas ligadas a uma offshore atribuída ao ex-presidente da Cedae Saúde receberam R$ 95 milhões durante sua gestão. Os documentos da auditoria serão encaminhados ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
Segundo o governo estadual, a investigação começou após a exoneração de Gualberto. Ao assumir, a nova diretoria informou ter identificado a exclusão de arquivos com nomes de fornecedores e registros contábeis referentes ao período entre dezembro de 2023 e abril de 2026, que corresponde à gestão do ex-presidente. Os auditores conseguiram recuperar os dados.
Em nota à Globo, Castro afirmou que nunca solicitou adesão ao plano de saúde da Cedae Saúde. Segundo o ex-governador, a própria diretoria da entidade o informou de que ele tinha direito ao benefício e lhe entregou a carteirinha para utilizar os serviços.
Sobre a dívida de R$ 140 mil, Castro disse que nunca recebeu boletos ou cobranças mensais e que só tomou conhecimento do débito há cerca de uma semana. Ele afirmou ainda que fará o pagamento do valor cobrado pela entidade.
Prestes a deixar a Alerj após cinco mandatos para ser primeiro suplente do reeleito senador Carlos Portinho (PL), o deputado estadual Samuel Malafaia (PL) pode ser condecorado, em breve, com a Medalha Tiradentes. Guilherme Delaroli (PL), vice-presidente da Casa, propõe conceder a maior honraria do Legislativo fluminense para o colega.
A homenagem será votada na próxima quarta-feira (14).
Aos colegas, Delaroli disse que pesou para sua decisão de homenagear Malafaia o fato de o colega ter tido uma passagem íntegra nos 20 anos em que esteve na Alerj e também a facilidade com que construiu amizades, nos mais diferentes campos políticos e ideológicos.
No projeto de resolução em que defende a concessão da medalha, Delaroli exalta a “notável trajetória de vida” e a “relevante atuação parlamentar” de Samuel Malafaia.
A atuação do Comando Vermelho forçando moradores a contratar serviços de internet clandestina em Vila Isabel, na Zona Norte, ficou mais evidenciada nesta quinta-feira (8) depois que seis homens foram presos acusados de cabos de outras operadoras. De acordo com a Polícia Civil, os homens trabalham para uma empresa de internet clandestina e teriam ligação com a facção criminosa, que está no controle do Morro dos Macacos.
A desfaçatez é tanta que os presos usavam uniformes da empresa clandestina enquanto faziam seu “serviço” e deixavam os moradores do bairro sem internet. Eles foram pegos em flagrante quando estavam instalando a própria rede clandestina.
De acordo com as investigações, a atuação de narco-milícia no bairro teria começado no ano passado, depois que o Terceiro Comando Puro (TCP) perdeu o controle do Morro dos Macacos para o CV.
“A narcomilícia tem expandido seus domínios para além da comunidade do Morro dos Macacos, impondo o monopólio de serviços de internet e de gás para ruas que estão situadas fora dos domínios da comunidade”, disse a delegada Camila Lourenço Neves.
A Polícia Civil também investiga se os bandidos estão controlando câmeras de segurança de prédios e sistemas privados de monitoramento da região. Moradores de Vila Isabel procuraram a TV Globo para relatar que estão sem internet desde o último fim de semana por causa do corte de cabos em vários locais do bairro.
Moradores informaram que trabalhadores de operadoras regularizadas que tentaram consertar os estragos foram abordados por criminosos e obrigados a sair do bairro. A atuação dos bandidos teria acontecido com ruas como Engenheiro Gama Lobo, Torres Homem, Souza Franco, Senador Nabuco e Conselheiro Otaviano.
Ainda segundo os moradores, após os cortes, apareceram na região panfletos de uma nova empresa de internet.
“Domingo, à meia-noite, tive a internet cortada, e a informação que se tem lá é que não vai chegar mais nenhuma internet a não ser a empresa que três dias depois começou a panfletar no condomínio”, relatou um morador.
O ex-prefeito do Rio e ex-candidato a governador Eduardo Paes (PSD) — que foi derrotado na disputa eleitoral para Douglas Ruas (PL) após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) — voltou a se pronunciar nas redes sobre o resultado das eleições.
Nesta sexta-feira (09), Paes fez uma postagem para agradecer as manifestações de apoio.
“Estou triste por não poder fazer mais por nosso Estado e nossa gente, mas com a consciência tranquila do dever cumprido e de que travei o bom combate”, escreveu Paes.
No mesmo post, ele citou Carlos Lacerda, político brasileiro foi candidato à Presidência da República, mas não chegou ao cargo.
Na postagem, o ex-prefeito do Rio citou uma fala de Lacerda sobre o desejo de alcançar um cargo político, mas a liberdade de não o ter feito.
“No entanto, a alegria de estar livre é imensamente compensadora. O prazer de poder ler , estudar, conviver, trabalhar para ganhar a vida, espiar o mundo, sentir todo dia, numa infinita gratidão a Deus, a maravilha de viver, toda essa felicidade, sem ser por culpa minha, vale muito mais do que ser apenas presidente da República – por mais honroso, glorioso e histórico que isto possa vir a ser”, diz a citação.
Como Douglas Ruas foi eleito em primeiro turno?
Com a decisão do TSE, Douglas Ruas passa a ter votos o suficiente para ser considerado eleito, sem a necessidade de um segundo turno com Eduardo Paes (PSD), conforme a apuração inicial das urnas concluiu.
Com a decisão, os votos recebidos pelo ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) no primeiro turno são retirados definitivamente da contagem, e o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) deverá fazer uma nova totalização.
A recontagem muda o resultado da eleição e dá a Douglas Ruas mais de 50% dos votos válidos, percentual necessário para a vitória em primeiro turno — Ruas passa de 49,27% para 50,88%, enquanto Eduardo Paes (PSD) fica com 44,16%.
Estagiária sob supervisão de Felipe Galeno e Berenice Seara.
O Departamento de Transportes Rodoviários do Estado (Detro-RJ) publicou no Diário Oficial do Estado dois atos administrativos que confirmam a anulação de uma licitação para contratar tecnologia de monitoramento e fiscalização dos ônibus intermunicipais do estado do Rio de Janeiro.
O Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) já tinha determinado, em maio, a suspensão do processo, após o tribunal identificar falhas no planejamento da contratação, e acabou cancelado após novas determinações da Corte.
Entenda a anulação
Em agosto deste ano, o próprio Detro-RJ havia decidido revogar a licitação por conta própria. Com a determinação de anulação do TCE-RJ, a Justiça atesta as irregularidades do processo que comprometiam sua legalidade.
Diferentemente da revogação, que ocorre quando a administração decide não prosseguir com uma contratação, a anulação decorre da parte legal da licitação e exige que as falhas sejam corrigidas antes de uma eventual nova licitação.
Para cumprir a determinação, o presidente do Detro-RJ publicou dois despachos em sequência: o primeiro, em 6 de outubro, anulou o ato anterior de revogação; o segundo, em 7 de outubro, oficializou a anulação do Pregão Eletrônico nº 001/2026.
O que previa a licitação
O edital previa a contratação de um sistema web para rastreamento, monitoramento e controle da frota de ônibus e de outros veículos do transporte intermunicipal do estado. O projeto incluía o fornecimento de 11 mil licenças de telemetria e o desenvolvimento, sob demanda, de funcionalidades de gestão por meio de Unidades de Serviço Técnico (UST).
Com a anulação, caso o governo estadual queira dar continuidade ao projeto de monitoramento tecnológico do transporte intermunicipal, será necessário reformular as especificações técnicas e publicar um novo edital.
O poderosíssimo senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro solicitou pessoalmente ao diretório do PL do Rio que incluíssem na lista de convidados para o almoço desta sexta-feira (09) o prefeito de Duque de Caxias, Netinho Reis (MDB), que prontamente aceitou o convite. Ele e o tio deputado estadual, Rosenverg Reis (MDB), já estão na Ilha do Itanhangá, na Barra.
Vá lá que os Reis fizeram campanha para Eduardo Paes (PSD) e não para Douglas Ruas (PL) para o governo do estado — mas isso são águas passadas e eles se empenharam na campanha presidencial. Flávio até queria a presença do amigo de longa data Washington Reis, o patriarca da família, mas foi convencido pelo próprio a ser representado pelo sobrinho.
Quem não estará presente no convescote, mas mandou recado, foi Dr Luizinho, presidente estadual do PP e deputado federal mais votado do Rio
Em viagem ao exterior, ele orientou que Gustavo Tutuca, líder do PP na Assembleia Legislativa e apoiador de Douglas Ruas, não deixasse de incluir na lista de convidados os deputados estaduais da bancada.
Os ‘traidores’ de Douglas
A informação de que Luizinho está viajando foi um alívio entre os apoiadores de primeira hora de Douglas Ruas, que consideram o presidente do PP e sua turma — em especial o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa — como os grandes traidores do primeiro turno.
Uma auditoria contratada pelo governo do estado do Rio identificou indícios de desvios superiores a R$ 400 milhões na Caixa de Assistência de saúde dos empregados da Cedae (Companha Estadual de Águas e Esgotos).
O levantamento apontou possíveis irregularidades em pagamentos por serviços e suspeitas de favorecimento de empresas ligadas à antiga direção da entidade.
Entre os achados, estão repasses de R$ 95 milhões a quatro empresas vinculadas a uma offshore ligada ao ex-presidente Eric Frederik Gualberto, nas Ilhas Virgens Britânicas.
Realizado pela Grant Thornton, com acompanhamento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e da Cedae, o trabalho será encaminhado ao Ministério Público para aprofundamento das investigações e eventual adoção de medidas judiciais.
Programa de assistência aos funcionários da Cedae
Criada em 1988, a Cedae Saúde administra a assistência médica de funcionários ativos, dependentes, aposentados e pensionistas da companhia, atendendo a cerca de 17 mil beneficiários.
A entidade também oferece serviços de saúde ocupacional, segurança do trabalho, distribuição de medicamentos de uso contínuo e realização de exames admissionais e periódicos.
Descoberta foi feita na esteira do pente-fino feito no governo
A auditoria foi realizada no âmbito do Decreto 50.254/26, assinado pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, que determinou a revisão dos contratos firmados por secretarias, autarquias e empresas públicas estaduais.
O levantamento começou após a exoneração de Eric Frederik Gualberto, em 23 de junho de 2026. Ao assumir a gestão, a nova diretoria constatou que arquivos com informações sobre fornecedores e registros contábeis referentes ao período entre dezembro de 2023 e abril de 2026 haviam sido apagados.
Os auditores conseguiram recuperar os dados, que apontaram indícios de favorecimento de empresas ligadas à antiga administração.
Repasse mensal à entidade caiu 70%
A auditoria também identificou uma diferença entre os valores repassados pela Cedae para custear as atividades da entidade e as despesas da gestão atual. Segundo o levantamento, a antiga Diretoria Financeira e de Relações com Investidores da companhia realizava transferências mensais para manter a Cedae Saúde.
Os repasses giravam em torno de R$ 20 milhões por mês. Na atual administração, o valor caiu para cerca de R$ 6 milhões mensais, uma redução de aproximadamente 70%.
O relatório da auditoria está disponível no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), sob o número SEI-150017/009333/2026.