O presidente da Comissão de Prerrogativas da OABRJ, Rafael Borges, promove, no próximo dia 20 de junho, o Encontro de Delegados, às 18h, na Av. Marechal Câmara 150.

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A Polícia Federal (PF) apreendeu na última terça-feira (14) R$ 600 mil em espécie durante uma ação contra crimes eleitorais em Niterói, na Região Metropolitana. Além do dinheiro, documentos e planilhas foram apreendidos.
Após o trabalho de inteligência e troca de informações, os policiais abordaram uma mulher no bairro de Piratininga e localizaram os valores dentro de uma bolsa, em maços de R$ 50 mil e R$ 100 mil. Ela foi encaminhada à delegacia em Niterói para prestar esclarecimentos.

Segundo a PF, as investigações continuam para esclarecer, principalmente, de onde veio o dinheiro apreendido e para onde ele seria destinado.
A Praça Sarah Kubitschek, em Copacabana, deve ganhar cara nova já na primeira semana de outubro, quando está prevista a conclusão da reforma. Uma das principais mudanças no espaço, realizada pela prefeitura, foi a derrubada do muro que isolava a praça da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, facilitando a visualização e a integração da área com o movimento da rua.
O local, que fica entre as ruas Djalma Ulrich e Almirante Gonçalves, passa por uma requalificação completa. A intervenção inclui a recuperação do piso e das escadas, além da construção de rampas para ampliar a acessibilidade. O projeto também prevê a instalação de novos bancos, mesas para jogos de xadrez e brinquedos, incluindo opções adaptadas para pessoas com deficiência.
Também estão previstas a instalação de uma área pet, destinada aos animais de estimação, e de uma academia da terceira idade.

O muro que cercava a Praça Sarah Kubitschek e trazia uma reprodução de uma obra do escritor e desenhista Millôr Fernandes foi retirado em abril deste ano. De acordo com a Secretaria Municipal de Conservação, a demolição deixa o espaço mais conectado à Avenida Nossa Senhora de Copacabana, facilita a circulação e aumenta a visibilidade da praça.
Enquanto os trabalhos não terminarem, o acesso à praça permanecerá fechado. Segundo a pasta, a interdição é necessária para evitar riscos a moradores, trabalhadores e demais pessoas que passam pelo entorno durante a execução da reforma.
A transformação da praça vinha sendo defendida há algum tempo por quem vive e trabalha em Copacabana. Moradores e comerciantes associavam o muro à piora das condições do espaço, citando ainda a presença frequente de pessoas em situação de rua e dependentes químicos, além de ocorrências de assaltos.
A reivindicação chegou oficialmente à prefeitura em março, por meio de um abaixo-assinado que reuniu 472 assinaturas a favor da retirada da estrutura. Naquele momento, o município disse que não se opunha à remoção do painel, mas condicionou a decisão à apresentação de uma alternativa para reproduzi-lo posteriormente.
A solução veio no mês seguinte, quando a demolição começou. A prefeitura anunciou que o desenho seria reproduzido na fachada da Escola Municipal Cócio Barcellos, também no bairro.
As mudanças na praça também foram discutidas diretamente com a comunidade. De acordo com a secretaria, moradores participaram de reuniões para conhecer as propostas e apresentar sugestões. As conversas serviram de base para a definição das intervenções que estão sendo realizadas no local.
Com informações do jornal “O Globo”.
A contratação direta da empresa Drata Analytics Ltda pela Secretaria Estadual de Transportes e Mobilidade Urbana, por R$ 4,21 milhões e sem licitação, tornou-se objeto de apuração formal no Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ).
O processo, decorrente de uma representação com pedido de medida cautelar movida pelo deputado estadual Alan Lopes (PL), aponta suspeitas de direcionamento, favorecimento pessoal e fragilidades na comprovação técnica da contratada.
Em decisão monocrática, a relatora do caso, conselheira Marianna Montebello Willeman, abriu o prazo de cinco dias úteis para que a titular da Setram preste esclarecimentos formais antes de uma deliberação sobre uma possível suspensão cautelar do contrato.
A contratação direta, por inexigibilidade, tem como objeto a prestação de serviços de engenharia de dados e o fornecimento de solução em software para auditoria do Sistema de Bilhetagem Eletrônica do Estado.
A Drata Analytics é administrada por Alberto Toufic Saba, primo em primeiro grau de Najla Georges Saba, nomeada para a Coordenadoria de Gestão do Vale Social semanas após a posse da secretária de Transportes, Priscila Sakalem. Em publicações passadas, a secretária se referia a Najla como sua “dindinha postiça”.
Na representação ao TCE-RJ, o gabinete do deputado aponta ainda o fato de a Drata Analytics ter capital social de R$ 1 mil e endereço cadastrado em um apartamento residencial no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio.
O parlamentar elenca quatro eixos principais de possíveis irregularidades: a não comprovação, nos autos, da notória especialização; a insuficiência da pesquisa de preço de mercado para justificar os valores; as falhas formais na tramitação do processo administrativo, com reaproveitamento de atos anteriores; e a suspeita de favorecimento pessoal devido às relações de proximidade entre integrantes da pasta e o sócio da contratada.
A Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana já sustentou, anteriormente, a lisura, a legalidade e a necessidade técnica da contratação. Afirmou que a escolha por inexigibilidade de licitação está amparada pelo artigo 74 da Lei Federal nº 14.133/2021, que trata de serviços técnicos de notória especialização.
Segundo a Setram, o objetivo do contrato é cumprir deliberações do próprio TCE-RJ para que o estado passe a auditar diretamente a bilhetagem eletrônica, garantindo governança pública e independência no tratamento dos dados do transporte coletivo, sem depender de relatórios processados por concessionárias privadas.
A secretaria disse que a Drata Analytics reúne capacidade técnica indispensável para a complexidade do serviço, que exige a descriptografia, extração e estruturação de dados brutos de 17.547 validadores de transporte operando continuamente.
Para comprovar essa expertise, a empresa apresentou atestados de serviços prestados à Federação das Empresas de Mobilidade do Estado, a Semove (antiga Fetranspor) e a consórcios do município do Rio, cobrindo a manutenção e gestão de sistemas em cerca de quatro mil equipamentos, demonstrando domínio das tecnologias das redes Riocard e Jaé.
A pasta complementou que o valor mensal de R$ 350.940,00 — equivalente a R$ 20 por validador — foi definido com base em parâmetros de mercado documentados e com redução decorrente de ganho de escala.
A Setram também refutou os apontamentos sobre suposto direcionamento e conflito de interesse em razão do vínculo de parentesco do sócio da empresa, Alberto Toufic Saba, com Najla Georges Saba, nomeada para a Coordenadoria de Gestão do Vale Social.
A secretaria afirmou que a servidora lotada no Vale Social não tem qualquer ingerência sobre o contrato, frisando que todo o procedimento foi conduzido por servidores formalmente designados, aprovado pela Assessoria Jurídica e fiscalizado por equipe própria e independente.
A pasta acrescentou que a solução já está em operação desde junho, permitindo que o estado assuma o controle, a apuração e a validação direta dos recursos públicos da bilhetagem eletrônica.
A relatora do processo no TCE-RJ optou por ouvir a administração pública antes de avaliar a concessão da medida cautelar de suspensão do contrato. Marianna Willeman, no entanto, emitiu um alerta explícito à gestão estadual: caso a Setram decida dar continuidade à execução dos serviços antes de uma posição definitiva do tribunal, a escolha ocorrerá por sua conta e risco, podendo os gestores responderem pessoalmente por eventuais prejuízos e obrigações de ressarcimento ao erário.
Após o recebimento da manifestação da secretaria no prazo fixado, os autos seguirão para análise urgente da Secretaria-Geral de Controle Externo do TCE-RJ antes de retornar ao gabinete da relatora.
A campanha eleitoral de 2026 já movimenta cifras milionárias entre fornecedores — e velhos conhecidos marqueteiros — no Rio. Entre as empresas com valores integralmente identificados nas prestações de contas, a KMK Comunicação aparece na frente, com R$ 6 milhões em contratos: R$ 5 milhões com a campanha de Eduardo Paes (PSD) e R$ 1 milhão com Pedro Paulo, candidato ao Senado pelo PSD.
A KMK tem como sócio-administrador Bruno de Lima Santiago Faulhaber Campos. O nome Faulhaber não é novidade nas campanhas eleitorais no Rio de Janeiro. Bruno e Marcello Faulhaber foram sócios da Crio 3 Comunicação, empresa contratada pela campanha de reeleição de Paes em 2024.
Marcello também atuou na campanha que levou Paes de volta à prefeitura em 2020. E, anteriormente, tinha feito a campanha de Marcelo Crivella em 2016.
Na sequência, está a 2026 Comunicação SPE, com R$ 2,65 milhões em contratos: R$ 1,65 milhão de Carlos Portinho (PL) e R$ 1 milhão de Douglas Ruas (PL).
A empresa foi aberta em abril deste ano em Belo Horizonte, e tem como sócios-administradores Paulo Vasconcelos do Rosário Neto e João Victor Carneiro de Rezende Renault.
O mineiro Vasconcelos é o marqueteiro responsável pela campanha de Douglas Ruas ao governo do estado — assim como foi quem assinou os programas de Alexandre Ramagem, na disputa de 2024.
Logo atrás aparece a D26 Comunicação SPE, com R$ 2,6 milhões contratados no Rio — R$ 1,6 milhão por Portinho e R$ 1 milhão por Douglas Ruas. Aberta em junho de 2026, também em Belo Horizonte, a empresa tem como única integrante do quadro societário Andrea Durães Sader, mulher de Paulo Vasconcelos.
Os dados da DivulgaCand, a plataforma de informações sobre os candidatos publicadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são atualizados regularmente à medida que as campanhas enviam novas informações de receitas e despesas. Por isso, os valores representam um retrato do momento e podem sofrer alterações nas próximas atualizações, inclusive com a inclusão de novos fornecedores, contratos ou retificações feitas pelas próprias candidaturas.
Em todas as esquinas, em todos os bares, em todas as campanhas eleitorais há espaço para o humor. Do Barão de Itararé aos irmãos Caruso, passando por Millôr Fernandes, Henfil e Ziraldo, sempre há quem tire um sorriso do dia-a-dia do Rio de Janeiro — que, mesmo tão doído, não perde uma piada.
O TEMPO REAL inaugura, a pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições 2026, um espaço para o fluminense rir de si próprio.
De seus candidatos, das promessas vãs, dos tropeços dos homens que se acham sérios e do nosso cotidiano.
O Tempo Surreal é a coluna em que a política, a cidade e seus personagens aparecem pelo avesso — com humor, ironia e uma boa dose de sarcasmo. Aqui, o absurdo não precisa ser inventado: ele já vem pronto da vida real. A gente só organiza a cena, acende a luz e deixa o leitor decidir se ri, chora ou pede explicações.
O Rio Fashion Week aconteceu em abril, mas a passarela eleitoral já antecipava uma forte tendência para 2027: a coleção “Milícia de Gravata”. O figurino reunia alfaiataria fina, discurso sob medida e bolsos largos o bastante para acomodar contratos, procurações e habeas corpus.
O TRE-RJ, porém, resolveu afastar o ‘dress code’ do crime antes mesmo do desfile.
Agora, os candidatos-modelos recorrem a Brasília na esperança de obter uma liminar e voltar à passarela. Enquanto isso, o laranja — apontado como a grande cor da temporada — segue fora de moda.
A Justiça do Rio tornou réus cinco homens denunciados pelo assassinato de Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, espancado em Copacabana, na Zona Sul, após ser acusado injustamente de ter furtado uma bicicleta. Cláudio morreu no dia 12 de agosto.
As prisões temporárias dos quatro suspeitos detidos foram convertidas em preventivas, enquanto um quinto investigado segue foragido.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público responsabiliza Ailton José da Silva, Davi Santos Machado, Felipe Eduardo dos Santos Silva, Jorge Luiz Ricardo Dias e Wellington Luiz Santos de Souza pela morte. O grupo é formado por dois seguranças e dois entregadores de aplicativo.
Wellington, apontado como o quinto envolvido no homicídio, ainda não foi localizado e é considerado foragido.
A investigação aponta que Davi Santos Machado teria sido responsável por desferir golpes de madeira contra Cláudio. Um dos seguranças presos, porém, não teria participado diretamente das agressões físicas.
O MP classificou o assassinato como triplamente qualificado por três circunstâncias: motivo considerado fútil, emprego de meio cruel e uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.
Davi e Jorge também respondem por exercício ilegal da profissão.
Cláudio estava com a bicicleta da própria irmã quando parou na Rua Barata Ribeiro, em 12 de agosto. Segundo a investigação, seguranças particulares que atuavam na região acreditaram que ele havia roubado o veículo e o cercaram.
O ciclista foi agredido por aproximadamente nove minutos. Ele recebeu socos, chutes e golpes com um objeto de madeira. De acordo com as informações reunidas na investigação, Cláudio tinha transtornos psicológicos e não reagiu durante as agressões.
O quadro de violência provocou traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e rompimento de órgãos. O Corpo de Bombeiros levou Cláudio para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Zona Sul, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu.
O caso não se limita à identificação dos homens que participaram do espancamento. A Polícia Civil também apura a existência de uma estrutura de segurança privada irregular que atuava nas ruas de Copacabana.
A suspeita é de que comerciantes da região financiassem o grupo por meio de pagamentos ao responsável pela coordenação do esquema. A investigação tenta esclarecer como funcionava essa estrutura e qual era a participação dos envolvidos.
Ao todo, 13 pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil no inquérito que apurou a morte de Cláudio. Além dos cinco denunciados por homicídio, outras oito pessoas foram investigadas por crimes considerados de menor potencial ofensivo.
Entre elas estão suspeitos de exercício irregular da profissão, participação no crime, omissão de socorro e lesão corporal. Esse grupo responde em liberdade e o Ministério Público pediu que os casos sejam encaminhados ao Juizado Especial Criminal.
A Justiça ainda deverá decidir se os processos serão separados e qual será o destino de cada um dos investigados.
Com informações do portal “g1”.
Um projeto em tramitação na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) prevê impedir que pessoas condenadas definitivamente por crimes de violência contra a mulher sejam cadastradas como motoristas de aplicativos no estado. A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta terça-feira (15) e agora segue para análise do plenário.
De acordo com o texto, as plataformas deverão verificar os antecedentes criminais dos motoristas no momento do cadastro e também realizar consultas periódicas. A checagem deverá considerar, no mínimo, certidões de antecedentes emitidas pelos órgãos competentes.
Entre os casos previstos pelo projeto estão condenações definitivas por violência doméstica e familiar contra a mulher, crimes contra a dignidade sexual, feminicídio, perseguição e ameaça praticadas em contexto de violência de gênero.
Além da análise dos antecedentes, a proposta prevê que os aplicativos disponibilizem canais acessíveis para denúncias e mecanismos simplificados para que passageiras possam comunicar casos de violência ou assédio durante as corridas.
A proposta é de autoria da deputada estadual Sarah Poncio (SDD).
“Se existe uma condenação definitiva por violência contra uma mulher, não faz sentido ignorar esse histórico quando o serviço coloca esse motorista em contato direto e privado com outras passageiras”, explicou.
Entre o vermelho e o verde-amarelo, camelôs cariocas provam que, na política, ideologia também vira mercadoria.
No Largo da Carioca, a polarização encontrou um raro espaço de convivência pacífica — e pendurada no mesmo varal. De um lado, estampas vermelhas e estrelas; do outro, verde, amarelo e faixas presidenciais.
Tudo lado a lado, à espera do freguês.
Ali, pelo menos, não tem pesquisa eleitoral, rejeição nem segundo turno: vende-se o que tiver saída. No comércio popular do Centro, a regra é democrática — há mercado para todas as matizes.
A Câmara do Rio aprovou nesta terça-feira (15) um projeto de lei que obriga a prefeitura da capital a remover colmeias de abelhas, vespas e marimbondos que ofereçam risco à população e aos animais.
De autoria do vereador Poubel (PL), o texto segue agora para sanção ou veto do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD).
Caso se torne lei, a Prefeitura do Rio deverá priorizar a retirada das colmeias em áreas públicas, especialmente em locais como escolas, creches, centros de atendimento social e espaços de grande circulação.
A operação deverá ser comunicada aos órgãos ambientais e à Defesa Civil, para garantir a remoção segura dos animais.
Em imóveis particulares, a responsabilidade será do proprietário, que deverá contratar profissionais especializados. O Executivo municipal pode ficar responsável pelo serviço apenas em propriedades de pessoas físicas com renda de até três salários mínimos.
Segundo Poubel, o projeto foi elaborado a partir de reclamações de moradores que encontram colmeias em locais de risco e não sabem a quem recorrer.
“São inúmeras as reclamações e os pedidos para retirada de colmeias. É preciso que a remoção seja feita por agentes ou empresas capacitadas, capazes de analisar os riscos e realizar o procedimento com total segurança”, afirmou o vereador.
Na justificativa do projeto, o vereador também destaca os riscos para crianças, idosos e pessoas alérgicas. Ataques podem provocar reações graves e, em casos mais severos, choque anafilático.
“Estamos preocupados com a proteção e o bem-estar da população, dos animais e, sobretudo, das nossas crianças”, disse.