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Rio de Janeiro

16/12/25 19:09
  • Redação Redação

Empresas de transporte por aplicativo são notificadas por aumento significativo de tarifas no Rio

Logos das empresas de transporte por aplicativo Uber e 99 em celulares

Procon Carioca notifica Uber e 99 por aumento nas tarifas em dezembro - Foto: Reprodução

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Na tarde desta terça-feira (16), o Procon Carioca informou que notificou as empresas de transporte por aplicativo “Uber” e “99” pelo aumento significativo das tarifas na cidade do Rio no mês de dezembro. A prática foi notada pelos usuários, especialmente em horários de maior demanda das duas plataformas.

As duas empresas receberam um prazo de cinco dias para apresentar informações detalhadas sobre os aumentos ao Procon Carioca. Caso não cumpram a medida, as duas podem ser multadas pelo órgão como prevê o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Segundo o Procon Carioca, o o aumento observado nas tarifas das diferentes modalidades de transporte por aplicativo não teriam sido acompanhados de informações claras, prévias e adequadas aos consumidores, o que pode caracterizar prática abusiva.

“A elevação de preços sem justificativa transparente, sobretudo em momentos em que a população depende do serviço para se locomover, pode configurar vantagem manifestamente excessiva e violação aos direitos básicos do consumidor”, diz o comunicado do Procon Carioca.

O Procon Carioca requisitou formalmente que as empresas informem se houve reajuste no preço do serviço de mobilidade urbana no mês de dezembro de 2025; quais critérios são utilizados para a formação do preço das corridas; os motivos do eventual reajuste aplicado no período e um relatório comparativo dos preços praticados nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2025, considerando viagens com quilometragens iguais ou semelhantes.

População do Rio pode denunciar aumentos abusivos à Prefeitura

O Procon Carioca orienta que os passageiros de empresas de transporte por aplicativo que se sentirem prejudicados devem denunciar esse tipo de irregularidade por meio dos seguintes canais de atendimento:

  • Site: proconcarioca.prefeitura.rio
  • Redes sociais: @proconcariocaoficial
  • Canal 1746
  • Atendimento presencial na sede do órgão: Rua Aristides Lobo, 71, Rio Comprido.

Escrito por:

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Comentários 54

  1. Vilson maciel chaparro says:
    há 9 meses

    É engraçado né? Quando ta muito barato ninguem luta pelos motorista né?? Quando o valor é ate mais barato que o passe de ônibus indo em 3 no carro,, num ta nem dando pra pagar a despesas do carro

    Responder
    • SAMIR AHIMED says:
      há 9 meses

      Opção existe, que pagar mais barato vai de ônibus ninguém e forçado a nada

      Responder
      • OSNI says:
        há 9 meses

        A uber e 99 tem que abaixar a porcentagem dela que somando da em média 50% o motorista em média já paga para locadora 1.50 hum real e cinquenta centavo o km rodado mais o combustível vai sobrar nada.

        Responder
      • ANTHONY CORAGEM RIBEIRO says:
        há 9 meses

        É pede o motorista do ônibus para te deixar na porta,te esperar.vai se danar quer conforto e pagar nada.

        Responder
    • HERCULES says:
      há 9 meses

      Sou motorista 99 a 7 anos, e não tenho o que reclamar, eu simplesmente vou para locais com poucos motoristas ou com muita demanda e só aceito corridas que paguem mais de 1,50 o km por deslocamento completo, que seria o trajeto para chegar ao passageiro + o trajeto da corrida. E aos fins de semana e feriados só aceito valor acima de 2 reais o km. E no mês de dezembro só estou aceitando corridas acima de 2 reais o km se estiver dando menos na parte da manhã, eu volto depois a tarde, e se não pagar bem a tarde, eu volto a noite e trabalho até de madrugada, já que esse é meu único sustento, então não posso ficar sem trabalhar. E quando cálculo tudo na ponta do lápis, faço menos dinheiro bruto que a maioria, mas o líquido é quase o mesmo, as vezes até mais, já que meus gastos são bem menores. E tem mês que a coisa tá feia, eu simplesmente tiro férias com o dinheiro que juntei, já que pra mim, eu calculo o ganho anual, e não mensal. Quando vc pensa no mês, vc gasta o que ganha no mês. No fim, tratado não sai caro. Não sou carteira assinada, então por que preciso aceitar todos os clientes que me mandam? Da mesma forma para o cliente, é prestação de serviço, se tá caro, ou de má qualidade, não aceite, caso aceite o valor cobrado e ficou satisfeito com o serviço, não reclame depois de já ter pago. Já vi clientes que esperam horas para que o valor fique mais barato, e já vi clientes que simplesmente pagam por que querem ir confortáveis para casa, ou precisam para ir no médico, mas os que pagam mais e não reclamam são os que possuem pouca opção, locais aonde poucos tem coragem de entrar. Quanto mais opção, mais reclamação. Adoro trabalhar no app por que se um dia eu não aceitar mais o tratamento, eu não preciso pedir demissão, não preciso escrever uma carta e encarar um superior para me desligar da empresa, simplesmente no dia que eu ver que não vale mais a pena, eu simplesmente não ligo mais o app. Quer facilidade maior? A única exigência do app é não desrespeitar e não violar os direitos dos clientes. De resto, vc abastece o que quer, trabalha a hora que quer, e se tiver algum problema, e se não tiver paciência, vá pra casa, ninguém precisa que você descarregue frustrações encima deles. Se o app ganha 5 reais o km, não é problema meu. E do cliente que paga. E se o motorista pega corridas que pagam 1,10 o km, também não é problema meu. O problema é dele que não calcula seus custos e acha que ter muito no fim do dia significa lucro. O que é problema meu é eu aceitar 1,10 o km, não importa se o cliente está feliz com o valor cobrado, o importante é se o valor pago a mim paga meus custos, minhas folgas, minhas contas e minhas férias anuais que sempre tiro 30 dias dividido em 2 vezes. 15 no meio do ano e 15 em janeiro depois das festas. O que posso dizer é que se muitos saírem, as corridas vão ficar cada vez mais caras, já aonde eu rodo, tem gente que as vezes pede carro para andar 400 metros, e ainda agradece pagando 10 reais. Não digo que ganho muito, ja que não me sacrifico que nem muitos que rodam 12 ou mais horas por dia, mas ganho o suficiente para ter uma vida sem muito estresse e meu filho não faz parte da escola pública, e sei que muitos me entendem quando falo isso. É isso pessoal, sei que cada um tem experiências diferentes da minha, ou parecidas, e pesso desculpas caso algo que falei tenha ofendido. Mas o que posso dizer é, não fique em algo que está lhe matando, e o tratado não sai caro. Se tiver ruim, sempre vai existir a enchada e a foice. Abraço a todos e que se ainda quiserem se manter nisso, façam as contas dos gastos, e coloque um valor mínimo por km, e não um valor mínimo de ganho bruto por dia. E não pense nunca que trabalhar no app vai te fazer rico, se vc ficar rico, não foi por causa do app. Vc ficaria rico mais rapido vendendo cachorro quente e x-tudo. Boa sorte a todos que são trabalhadores, não importa quem, e ganham seu sustento com seus próprios esforços.

      Responder
      • Emerson André says:
        há 9 meses

        Boa noite sou de São Paulo aqui nos estamos pagando pra trabalhar fiz um corrida de 226 reais total pago pelo passageiro e pra mim veio 146 reais a Uber levou 80 reais nessa acredita

        Responder
      • CARLOS HENRIQUE SANTOS COUTO says:
        há 9 meses

        Uma vergonha que a Uber e 99 fazem com os motoristas. Quem está achando caro!!! Compre um carro e coloque na rua no trânsito pesado, no risco, paga combustível, manutenção, corrida de 7,00 ficar preso 20 minutos…8,00 com 2 paradas,….gente comendo no seu carro, vc fala e aí não gostam, …te avalia mal, querem viajar em 5 pessoas, uma vez veio 6…eu cancelo na hora…ainda dizem ué…mas a Uber diz que pode, a 99 diz que pode…eu digo no meu carro não pode!!!!!…..vcs que donas das plataformas tem que tomar vergonha….e educar os passageiros…há….entra liga o celular colocando música alta de baixo nível…se falar tem problema….vcs são uma vergonha.
        Se vcs não fizerem o certo vai quebrar…a virá outra melhor que vcs. Cuidado pra não perder o reinado. Sejam justos

        Responder
    • NAZIR JOSE DA VEIGA COUTINHO JUNIOR says:
      há 9 meses

      Verdade podre tem que andar é de ônibus mesmo
      Não sabe nem quanto custa manter um carro

      Responder
  2. Wellington says:
    há 9 meses

    AUMENTAM PARA O PASSAGEIRO, PORÉM O MOTORISTA QUE RALA, TEM TODOS OS CUSTOS NÃO RECEBE OS VALORES E AINDA TEM QUE OUVIR OS PASSAGEIROS RECLAMAR.

    Responder
    • José Ricardo says:
      há 9 meses

      Verdade. Sou motorista também e não vi tanto aumento assim, pra nós.

      Responder
      • Leilson says:
        há 9 meses

        Não aparece ninguém pra falar que os alimentos não é para os motoristas, só para as plataformas trabalho nisso há 10 anos os valores repassando sempre foram os mesmos…

        Responder
    • PAULO HENRIQUE NORONHA DOS SANTOS says:
      há 9 meses

      Em dezembro os taxista trabalham na bandeira 2, por causa do 13,°, ninguém fala nada, os porteiro colocam caixinha e todos colaboram

      Responder
    • ANTHONY CORAGEM RIBEIRO says:
      há 9 meses

      Sou de BH, falou verdade,pobre quer conforto e pagar pouco sinda enche seu carro,vai de ônibus

      Responder
  3. GILSON FERRAZ FERREIRA says:
    há 9 meses

    Sou motorista por app e tanto a Uber com 99 tem usado nossos carros, gasolina para se beneficiar em cima dos passageiros pois não estamos ganhando mais , muito pelo contrário eles tem tirado cada vez mais de nós que somos o coração da engrenagem!!
    Exemplo : a corrida deu 37,00 para rodar 22km para buscar um passageiro a Uber cobrou da passageira 68.90 ,ou seja , eles nos pagam muito pouco e cobram muito do passageiro

    Responder
    • WELSON SILVA says:
      há 9 meses

      Aqui em Minas tá uma vergonha. Você faz uma viagem é um valor. Uma hora depois para voltar para o mesmo local o valor é mais que o dobro. Vergonha, no final das contas que paga mais é o usuário.

      Responder
    • Rocha says:
      há 9 meses

      Vergonha é o valor que nós repassam. Até promoção para o usuário, nos pagamos.

      Responder
      • Francisco says:
        há 9 meses

        Por isso que abandonei o serviço,; pagando pra trabalhar. Fazer faxina ou jardinagem dá bem mais e nao tem os riscos e nem equipamentos caros pra manter

        Responder
  4. GILSON FERRAZ FERREIRA says:
    há 9 meses

    Sou motorista por app e tanto a Uber com 99 tem usado nossos carros, gasolina para se beneficiar em cima dos passageiros pois não estamos ganhando mais , muito pelo contrário eles tem tirado cada vez mais de nós que somos o coração da engrenagem!!
    Exemplo : a corrida deu 37,00 para rodar 22km para buscar um passageiro a Uber cobrou da passageira 68.90 ,ou seja , eles nos pagam muito pouco e cobram muito do passageiro .

    Teve uma outra corrida, que foi pago no cartão deu 98,00 e só me passou 42,00 em fim , algo precisa ser feito os apps criaram uma modalidade de escravidão no Brasil, eles sabem da miséria que se encontra o mercado brasileiro o nível de desemprego e salários ruins gerando motoristas ao extremo.

    Responder
  5. Rogerio xavier says:
    há 9 meses

    Kkk passageiro em meio ao trânsito violento quer pagar barato no horário de pico ? Vdd é q esse aumento so fica p aplicativo l pq muitas vezes o motorista vem sendo lesado. Q piada ! Mas fácil resolver, não peguem app, vão de ônibus ué. Engraçado que a exploração aos motoristas não rende matéria nas páginas né.
    Vai ficar pior pois com essas tarifas pagas pelo apps muitos motoristas não farão corridas nesses horários ai quero ver como vai ser la no futuro.
    Apps explorando motoristas há um tempão e população e principalmente Procon cag….

    Responder
  6. ELIONALDO ALVES VICENTE says:
    há 9 meses

    Quando é para o lado do motorista o procon nunca está acordado!!!!!! Mas como quer multa para seu cofre ruge como um leão, vão brigar pela tarifa que nunca sobe para o motorista!

    Responder
    • Marcelo says:
      há 9 meses

      E quando não tinha Uber e nem 99 pegavam táxi e ninguém reclamar
      Se as empresas falarem que além paga o salário completo esse mes fica com desconto de 100 reais vão reclamar mas

      Responder
    • Edu Thomaz says:
      há 9 meses

      Que comentário burro, “quando é para o lado do motorista o procon nunca está acordado”. Leia a aprenda antes de falar asneiras, o que tem a ver PROCON com a relação entre motoristas de aplicativo e as plataformas? PROCON fiscaliza as relações de consumo entre consumidores e quem lhes fornece serviço/produto. Aprenda a votar, pois se ao invés de eleger quem faz burros acreditarem que são empreendedores por trabalharem informalmente sem vínculo nem garantias trabalhistas nenhuma, elegessem quem tem propostas que beneficiem vocês trabalhadores de aplicativo, não ficavam sendo explorados assim.
      Votam mal, agora aguentem!

      Responder
  7. Ademilson Eugênio says:
    há 9 meses

    Meu Deus assim não dá sou motorista de aplicativo e apoio esse aumento de preço porque ja vem de uma tabela defasado hoje os custos com manutenção, combustível imposto do veículo etc… Estão muito alto os passageiros tem a opção de optar ta caro no aplicativo vai de ônibus metrô andar 3 a 4 quadra debaixo de chuva ou Sol quente para pegar o ônibus ou metrô e chegar tarde em casa ou no trabalho fora de hora e aínda pegar ônibus super lotado

    Responder
  8. FRANCISCO JOSE GALHANO says:
    há 9 meses

    Pra mim é novidade querer multar aplicativo particular sem regulamentação por aumento de tarifa, parece piada hilário.
    Usuário quer moleza, se pudesse levá-los de graça ainda reclamariam de alguma coisa.
    Conforto e qualidade na vida precisa ser conquistado, nada é de graça nesse mundo, desde do nascer ao morrer tudo é pago. A qualidade precisa ser conquistado.

    Responder
    • Antonio says:
      há 9 meses

      Pois e o procon deveria entrar com recuso nos postos de gasolina e baixar os custos dos motoristas beneficiar passageiro e inviabiliza que nos motoristas de ganhar nosso pão pena que nos motoristas não somos unidos se quisermos paramos todo o sitema de transp por app e não demora pra acontecer

      Responder
    • Rodrigo Anguiano says:
      há 9 meses

      Ta mal informado, já foi regulamentado faz tempo , inclusive , foi após a regulamentação que ficou ruim ….

      Responder
  9. Luiz says:
    há 9 meses

    Sou motorista de UBER e este aumento vai todo para as plataformas que estao ganhando de 30 a 50%
    NOS MOTORISTAS SO GANHAMOS ENGARRAFAMENTOS , ARRASTÕES E CALOR AQUI NO RIO

    Responder
  10. Mauro says:
    há 9 meses

    Taxistas têm bandeira 2 nesta época, as corridas com preços que quase não pagam os custos,(no limite) é o 13⁰ de quem roda!

    Responder
  11. RODRIGO DE FARIAS SEGUNDO NETO says:
    há 9 meses

    Quando e para ver meu aumento do motoriata nao ve.

    Responder
  12. Gustavo says:
    há 9 meses

    So pode ser brincadeira né? Tudo no país aumenta o tempo todo, todo dia e não vejo o procon ir atrás pedindo explicação e nem os consumidores reclamarem tanto, agora esses pé de rato pedem carro por aplicativo na porta de casa e são deixados na porta de onde querem ir, faça chuva ou faça sol e reclamam, vão a pé, peguem ônibus, pqp que inferno que está se tornando viver nesse país

    Responder
    • Sandro says:
      há 9 meses

      Falta de vergonha na cara, as companhias aéreas sempre aumentam suas tarifas de forma exorbitante nessas épocas, hotéis em locais mais procurados nesses períodos de alta temporada e cadê o Procon?
      Viajar de uber ao invés do ônibus, van e trem é luxo pela comodidade de buscar o passageiro na porta de casa e deixá-lo na porta do trabalho e vice versa.
      Buscar aonde o passageiro e deixá-lo ainde ele quer no conforto e segurança é luxo, segurança e comodidade, enquanto o motorista têm custos de manutenção, seguro, combustível e as vezes diversos riscos ( principalmente no RJ que é risco extremo em todos os dias e horários) e cadê o Procon?

      Responder
  13. MARCIO ADRIANO ALVES DO NASCIMENTO says:
    há 9 meses

    Eu acho o seguinte: O usuário, é simplesmente egoísta. Muito mal acostumados passam o tempo todo pagando corridas baratas, ar acondicionado e veículos bem conservados. Quando em um único momento aumenta como incentivo dos motoristas irem para a rua e leva – Los pra casa ou qualquer canto… Fazem reclamação! Culpa destas porcarias de app que só pensam em ganhar. Nós sempre saímos perdendo. Se não tiver incentivo que justifique ficar até tarde da noite ou ficar na chuva eu paro porque não estou no app para fazer dar carona pra ninguém.

    Responder
  14. Carlos Emanuel Ferreira Dos Santos says:
    há 9 meses

    O mais engraçado e que os passageiros passam o ano todo rindo da cara dos motoristas, falando comentários ” como vocês conseguem fazer uber com as corridas tão baratas , e melhor pegar um uber do que ir de ônibus. ”
    Aí chegar dezembro que o motorista pode ganhar um pouco a mais, todo mundo reclama a imprensa fazem mateiras , o mais engraçado que ninguém ver o lado do motorista, que e o mais prejudicado, os apps cobram caro e repassam pouco para o motorista.
    Gasolina cara, peças automotivas cada vez mais caras, custos altos para o motorista, passageiros querendo carro novo pra andar e nao quer pagar o preço justo, o engraçado que ninguém quer ir de táxi pois e mais caro.
    Os preços das corridas são baixos porque os custos operacionais são exclusivamente do motorista, se o custo operacional fosse dos apps as corridas seriam quase ou até superior ao que e cobrado no táxi.
    Cadê o mesmo procon rj que nao vai atrás das empresas de ônibus que não andam com ar condicionado funcionando,
    Cadê os órgãos públicos que prometeram combustíveis mais baratos.
    Não estou defendendo os apps, mais uma coisa tem que se falada, corridas mais baratas tudo bem, mais corridas caras um absurdo. sim, uma regulamentação é necessária com deveres e obrigações tanto para o motorista e passageiros, tarifa mínima e repasse definido, tanto para o motorista e passageiro, o que não pode é continuar dessa maneira aonde uma corrida com o valor mínimo seja menor que um litro de gasolina.

    Responder
  15. Eu says:
    há 9 meses

    Eita, a população que escolheu dizendo que taxi era mas caro .

    Responder
    • Waldeci says:
      há 9 meses

      Engraçado a justiça no Brasil só pensa em arrecadar não vejo ela lutar para ajudar ambos os lados que digo passageiro e motorista
      Motorista abrem os olhos vamos nos unir parando 2 dias e o suficiente para arrebentar com passageiros e uber o passageiro que estiver reclamando vai de ônibus.
      Brasileiro só quer vantagem o país de merda que vivemos também um ladrão no poder e um cabeça de ovo no poder.
      Vamos em frente no dia que os Motoristas acordarem e ver que tem o poder nas mãos vamos comer o melhor desta terra.

      Responder
  16. RODRIGO DE FARIAS SEGUNDO NETO says:
    há 9 meses

    Quando e para ver meu aumento do motorista nao ve.

    Responder
  17. Santos says:
    há 9 meses

    Bom dia
    Mas ninguém é notificado quando nós motoristas somos lesados por preços injustos,quando a aumento de impostos ,dos combustíveis dos alimentos da energia da água fazem o q?nada
    Sem falar desse salário de fome q se chama de mínimo.
    Um país tão rico e somos absurdamente roubados.

    Responder
    • Antônio says:
      há 9 meses

      Motoristas fiquem esperto, esse aumento é só para a uber, precisamos de uma intervenção urgente do governo…eles pagam de uma determida corrida de 90 reais, ao motorista pagam 50 e ficam com 40 reais…

      Responder
  18. Cleber Garcia says:
    há 9 meses

    O procon tbm deveria fiscalizar os preços repassado para os motoristas, está defasado desde antes a pandemia, e hoje tem corrida de 5,60 reais não paga nem um furo de pneu, isso o procon e outras políticas não vem, nossos carros estão se acabando, isso vcs tbm não vê, uma pouca vergonha de vcs.

    Responder
  19. Jogador says:
    há 9 meses

    Isso mostra só o quanto o estado não sabe como funciona o mercado, preço dinâmico ajustado por oferta e demanda, se tem muita corrida e pouco carro na rua, óbvio que o preço tem que subir, e se sobram carros o valor cai.

    Responder
  20. Bruno says:
    há 9 meses

    Claro horário de pico o motorista fica trancado nós engarrafamentos então e justo, se estiver ruim pega ônibus.

    Responder
  21. Valdir Barbosa leal says:
    há 9 meses

    TEM QUE AUMENTAR MESMO POIS MES DEZEMBRO TEMOS DIRETO DE RECEBER O 13′ COMO TODOS

    Responder
  22. Mariangela says:
    há 9 meses

    Acho ridículo !!!
    Combustível carros, horas e horas dirigindo, finais de semana e feriados.
    Todos serviços sobem os preços, e porque pagamos tantos impostos no básico que é luz , agua e comida ? E reclama de serviços prestados?

    Responder
  23. Dias says:
    há 9 meses

    Olha, como vai Notificar, se nao existe uma regulamentação sobre quilometro rodado e e limites de carros por aplicativos???? Se nao tem regulamentação eles VÃO continuar aplicando os valores que eles tiram da cabeça deles e os passageiros que lutem né….. podem falar do taxi mas ainda é mais garantido sobre direitos e deveres.

    Responder
  24. Jorge Aurelio says:
    há 9 meses

    Engraçado q a população não questiona durante o ano quase todo os preços baixíssimos q os aplicativos empurram goela abaixo dos motoristas. Pagam baratinho e está tudo bem, aí vem dezembro onde TUDO AUMENTA , aí Eles berram. Povinho sem vergonh@ mesmo cara. Os órgãos competentes tem de verificar os valores q os aplicativos estão repassando aos motoristas. Brasil sendo Brasil como sempre?????

    Responder
  25. Esteves says:
    há 9 meses

    Só fazer uma regulamentação descente por km e min. Que acaba com essa palhaçada

    Responder
  26. Rodrigo Anguiano says:
    há 9 meses

    Parem de ser motorista de app , desistam disso, eu só rodo natal e ano novo pra fazer dinheiro , uber nunca foi profissão e não é ate hoje , moto do ifood ta ganhando 3 mil de salário e existe a pouco tempo … uber tem mais de 10 anos e ate hoje nada … a uber tem que entender que quem trás o dinheiro é o motorista , mas vcs fazem corrida ganhando 1 real por km e sinda trabalham 12 hrs por dia …. parem , desliguem o app … não 1 dia , desliguem ate a uber sentir na pele …

    Responder
  27. Jose says:
    há 9 meses

    Ei procon, e quando o valor da viagem não paga nem o combustível, vcs fazem o que mesmo ? Outra coisa tenho certeza que os táxi cobram muito mais caro na bandeira 2, me poupem, ninguém merece

    Responder
  28. Eu says:
    há 9 meses

    É até engraçado tudo aumenta, vai no mercado está tudo caro e ninguém reclama com o procon o o Brasil está uma bosta com um descondenado que só pensa cobrar imposto e ninguém reclama ladrão cachaceiro safado

    Responder
  29. Maycon Silva kanaan says:
    há 9 meses

    Pensei que a reclamação era o aumento da tarifa para os motoristas que era 20 % e passou a cobrar 40%

    Responder
  30. Heitor Correa says:
    há 9 meses

    Se passageiro acha que aplicativo está caro, vai de táxi.
    Cada um tem a liberdade de escolher o meio de transportes que lhe convém.

    Responder
  31. Rodrigo Veloso says:
    há 9 meses

    Passageiro quer pagar 2 reais se puder . EA plataforma fica com 1,50 e o governo quer os 25 centavos também ,,,sobra 25% pro escravo do motorista

    Responder
  32. Paulo says:
    há 9 meses

    Quando as corridas são baratas ninguém fala nada as vezes o motorista leva quatro passageiros sai menos que uma passagem de ônibus ninguém acha ruim o povo só querem levar vantagem

    Responder
    • ANTHONY CORAGEM RIBEIRO says:
      há 9 meses

      E isso ai quer conforto d pagar pouco, nem sabe quanto a gente gasta com o veículo, vsi dd onibus pede o motorista oaea dd deixar ba porta,te esperar.

      Responder

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Transparência

Pró-Saúde terá que devolver R$ 5,4 milhões aos cofres públicos por irregularidades na gestão do Instituto do Cérebro e Hospital Anchieta, decide TCE-RJ

Foto de Bruno Quintella
Bruno Quintella

20/09/2026 13:00

Deu refluxo. O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) julgou irregulares as contas da Organização Social de Saúde (OSS) Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar e determinou a devolução de R$ 5,46 milhões aos cofres estaduais por danos ao erário relacionados à gestão do Complexo Estadual do Cérebro, formado pelo Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer e pelo Hospital Estadual Anchieta.

O acórdão determina a imputação de débito de 1.102.232,44 UFIR-RJ, valor equivalente atualmente a R$ 5.467.513,80, que deverá ser recolhido com recursos próprios ao erário estadual no prazo de 15 dias.

Segundo o processo, a tomada de contas foi instaurada pela Secretaria de Estado de Saúde para apurar despesas não reconhecidas pela Comissão de Acompanhamento e Fiscalização (CAF) durante a análise da prestação de contas do quarto trimestre de 2018.

O TCE-RJ concluiu que houve dano ao erário (prejuízo aos cofres públicos) decorrente de despesas não reconhecidas pela fiscalização do contrato firmado entre a Secretaria de Estado de Saúde e a Pró-Saúde em novembro de 2014 para a administração do Complexo Estadual do Cérebro, motivo pelo qual declarou a irregularidade das contas e condenou a entidade ao ressarcimento integral dos valores.

A decisão também autoriza, desde já, a cobrança judicial e extrajudicial da dívida caso não haja pagamento após o trânsito em julgado do processo. Além disso, o acórdão determina a comunicação da decisão ao secretário de Estado de Saúde e ao controlador-geral do estado.

COM FÁBIO MARTINS

 

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Rio de Janeiro

Antigo ‘Verdinho da Cinelândia’ vai virar bistrô, sob o comando do dono da rede Belmonte

Foto de Redação
Redação

20/09/2026 12:57

Fechado há anos, o antigo “Verdinho da Cinelândia”, ao lado do Cine Odeon, vai reabrir — mas com café da manhã no lugar do chope. Os responsáveis pela rede Belmonte anunciaram que vão inaugurar um bistrô no espaço onde funcionava a Chopperia Cinelândia, conhecida pelo apelido “verdinho”.

A informação foi confirmada pelo empresário Antônio Rodrigues, dono da rede Belmonte. Ele também administra, atualmente, o restaurante Amarelinho, outro ícone da Cinelândia, a poucos metros do novo projeto. Na semana passada, ele anunciou que também vai reabrir a Pizzaria Guanabara, no Leblon.

Com informações de Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”.

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Política

Vini Jr. vai à Justiça contra propaganda eleitoral de Douglas Ruas que usa sua imagem; candidato pediu ‘desculpas’

Foto de Redação
Redação

20/09/2026 11:33

O jogador Vini Jr. acionou a Justiça Eleitoral contra uma propaganda da campanha de Douglas Ruas (PL), candidato ao governo do estado, que utilizou sua imagem em uma peça eleitoral. O atleta pediu direito de resposta e a retirada do conteúdo do ar.

A propaganda fazia referência à relação de Vini Jr. com a influenciadora Virginia Fonseca. Em seguida, comparava o namoro com a disputa eleitoral no Rio para apresentar os apoios políticos dos dois principais candidatos: Eduardo Paes (PSD) associado ao presidente Lula (PT), com sinal negativo, e Douglas Ruas associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, com sinal positivo.

Segundo o pedido apresentado pelo jogador, a utilização de sua imagem ocorreu sem autorização e de forma descontextualizada. A alegação foi de que a montagem poderia levar o eleitor a entender que havia algum tipo de vinculação política entre Vini Jr. e Douglas Ruas.

A decisão judicial registra ainda que o jogador afirmou não ter envolvimento com nenhum dos candidatos nas eleições de 2026.

Douglas Ruas manda retirar propaganda do ar e pede desculpas

Em nota, Douglas Ruas afirmou que “tão logo soube da ação, a coordenação da campanha determinou que o anúncio fosse retirado de todos os meios, inclusive das redes sociais”.

A campanha também pediu desculpas a Vini Jr. e Virginia Fonseca. Segundo a nota, a peça não afirmava nem insinuava que os dois apoiavam Douglas Ruas.

O caso chegou inicialmente à 238ª Zona Eleitoral do Rio de Janeiro. O juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, porém, entendeu que o órgão não tinha competência para analisar uma questão relacionada às eleições de 2026 para o cargo de governador.

A decisão, portanto, não julgou se a propaganda era irregular nem decidiu sobre o direito de resposta solicitado por Vini Jr. O magistrado apenas declinou da competência e determinou o envio do processo ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), responsável por analisar questões relativas à eleição para governador.

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Política

IA virou compositora: pelo menos quatro candidatos a governador do Rio usaram inteligência artificial nos jingles de campanha

Foto de Duda Goulart
Duda Goulart

20/09/2026 11:00

Quem nunca ficou com um jingle de candidato na cabeça? As músicas “chiclete” são marca registrada de campanhas eleitorais, mas, nas eleições de 2026, ganharam um adicional curioso: as ferramentas de inteligência artificial têm substituído os compositores e, em alguns casos, os intérpretes dos famosos jingles dos candidatos ao governo do estado.

Pelo menos quatro candidatos usaram ferramentas de IA em diferentes etapas da produção dos jingles: Eduardo Paes (PSD), Douglas Ruas (PL), André Marinho (Novo) e Coronel Busnello (Missão).

O uso dessas ferramentas é permitido pela Justiça Eleitoral, desde que respeitando as normas estabelecidas. Por exemplo: caso um jingle ou peça publicitária de áudio use conteúdo sintético multimídia gerado ou manipulado por inteligência artificial, é obrigatório informar de forma explícita que o conteúdo foi manipulado e qual tecnologia foi utilizada.

Já nos casos em que a IA foi utilizada em detalhes técnicos — como para melhorar a qualidade do áudio — a declaração não é obrigatória.

Como cada candidato fez seu jingle

As equipes de todos os nove candidatos a governador foram procuradas pelo TEMPO REAL. As campanhas de Anthony Garotinho (Republicanos) e Luan Monteiro (PCO) não confirmaram os créditos dos jingles e se houve uso de IA na criação do material. Confira as respostas dos demais nomes na disputa

Eduardo Paes

O jingle “Eduardo Paes 55” teve letra e melodia feitas pela equipe de criação da campanha do político. Os recursos de inteligência artificial foram utilizados apenas para o refinamento da voz, segundo a equipe do candidato.

Douglas Ruas

Os jingles de Ruas seguiram um modelo semelhante ao de Paes; composição de música e letra foram resultado de trabalho coletivo da equipe de marketing, liderada por Paulo Vasconcelos. O uso de IA se restringiu a uma ferramenta de finalização da peça, de acordo com a assessoria.

André Marinho

A campanha de André Marinho forneceu informações sobre três jingles utilizados na eleição. Dois deles, “Faz o M” e “Marinho, Marinho, Marinho” surgiram a partir de ideias do candidato, mas tanto a letra quanto a melodia finais foram produzidas por aplicativos de IA.

O terceiro jingle é “André Marinho 2026”, de autoria do compositor Anderson da Silva, o “Chumbinho”, que foi contratado pela campanha e ficou responsável pela letra, melodia, arranjo e produção musical. A inteligência artificial foi utilizada apenas posteriormente, como ferramenta de finalização da produção.

William Siri

A campanha de William Siri (PSOL), marcada pelo jingle “Com Siri eu vou”, também não usou IA nas músicas, segundo a assessoria. Letra e interpretação são de Carine Moutinho e Psé Diminuta, enquanto o arranjo é de João Callado e a produção musical é de Zé Campos, junto a João Callado.

Cyro Garcia

O tema de Cyro Garcia (PSTU), intitulado “Cyro 16”, não teve uso de IA em nenhuma etapa. A composição é de Danilo Garcia, a produção é de Bruno Danton e a voz é de Beth Dau.

Coronel Busnello

O jingle do candidato do Missão foi feito por Elker Buriti; porém, ele usou IA no processo, de acordo com nota da equipe do político

Juliete

Juliete (UP), a única candidata mulher ao cargo, tem o jingle “Ela luta, eles só prometem – Juliete 80 Unidade Popular”. Não houve uso de IA na produção do material, que teve composição e voz de Debrá de Souza e produção musical de Frank.

Estagiária sob a supervisão de Felipe Galeno e Berenice Seara.

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Política

Samba virou treta: após alfinetada de Paes e Cavaliere, Douglas Ruas diz que gosta, sim, de carnaval e critica adversário

Foto de Felipe Galeno
Felipe Galeno

20/09/2026 10:25

Ainda faltam mais de quatro meses para o início da disputa entre as escolas de samba no Rio, mas, fora da Sapucaí, o carnaval já virou motivo de treta em outra “competição”. As campanhas de Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD), rivais nas eleições para governador do Rio, trocaram críticas sobre o assunto ao longo da semana e o assunto voltou a render neste sábado (19).

Em evento de campanha neste sábado, Ruas se defendeu das críticas recebidas ao longo da semana por ter dito, em entrevista à TV Globo, que o último desfile na Sapucaí foi o “maior ataque já visto à instituição sagrada que é a família”. No discurso, ele disse que gosta, sim, do carnaval e classificou a festa como “maior manifestação cultural do estado”.

“Eu disse que vou acabar com os recursos para essa farra dele [Paes], porque o recurso tem que ir direto para a escola de samba, para os fazedores de cultura, para os nossos artistas anônimos. E ele tentou, através de uma narrativa, dizer que a gente não gosta do carnaval. Nada disso. A gente gosta e respeita. A gente não quer que ele use o dinheiro público para fazer farra com os amigos dele de Brasília”, disse Ruas.

 

Relembre a treta

A treta começou na terça (15). Na entrevista ao programa “RJ1”, o candidato do PL disse que pretende acabar com o camarote do governo do estado na Sapucaí, caso seja eleito, e disse que os desfiles desse ano foram um “ataque à família”. Ele também criticou a participação do rival Paes nos desfiles.

“Nós vimos esse ano, no carnaval de 2026, na Sapucaí, o meu adversário, o Eduardo Paes, num camarote visivelmente embriagado, regado a uísque, cerveja, comida, tudo pago com dinheiro do povo e ainda utilizou daquele momento para zombar das pessoas com deficiência visual. Estavam ele e o Lula assistindo, sambando e aplaudindo o maior ataque já visto à instituição sagrada que é a família. Tudo isso com o dinheiro público. Então nós vamos acabar com essa farra e o dinheiro do contribuinte vai ser revertido para serviços de qualidade na saúde e na educação”, disse o presidente da Alerj.

‘Se diz evangélico na eleição, mas vai rebolar em fevereiro’, rebateu Paes

A fala não foi muito bem recebida no mundo do samba e o adversário de Ruas nas urnas aproveitou para fazer críticas ao candidato. Paes relembrou a participação do presidente da Alerj em desfiles da Porto da Pedra, escola de samba de São Gonçalo que contou com investimentos da prefeitura local nos últimos desfiles. A Prefeitura de São Gonçalo é comandada, desde 2021, pelo pai de Ruas, capitão Nelson (PL).

“O sujeito se diz evangélico na eleição, mas vai rebolar em fevereiro na Marquês de Sapucaí. Agredir a principal manifestação cultural do Brasil, muito enraizada no Rio de Janeiro e que tem um impacto econômico importantíssimo para o Rio de Janeiro. As pessoas que vão ao carnaval não são desrespeitosas, que não preservam suas famílias. Ele é feito de muita gente do bem. Foi uma hipocrisia, ele tentando vender algo que ele não é”, rebateu Paes.

Cavaliere também entrou na treta

Ex-vice de Paes e atual prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD) aproveitou para entrar na história. Neste sábado, enquanto visitava as obras da futura Fábrica do Samba Rosa Magalhães, em São Cristóvão, Cavaliere gravou um vídeo com alfinetadas para Ruas.

“A gente mais uma vez viu, essa semana, os meses que a gente já conhece: de dia, atacam o Carnaval e, à noite, gostam mesmo de um camarote na Sapucaí. Agora, sabe de uma coisa? Tá na hora da gente acabar com essa conversa. Tá na hora da gente ter claro e riscar o chão quem defende e quem não defende o povo trabalhador que faz a maior manifestação cultural do nosso país”, disse o prefeito do Rio.

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Rio de Janeiro

Cinemas de rua do Rio: entre abandono e retomada, salas históricas resistem na memória e ganham nova chance de ocupar os bairros da cidade

Foto de Lívia Mendonça
Lívia Mendonça

20/09/2026 10:00

Durante décadas, ir ao cinema no Rio significou também ocupar as ruas. Espalhadas por diferentes bairros, as salas de exibição eram pontos de encontro, lazer e convivência, ajudando a movimentar o comércio local e a vida dos arredores do espaço.

Mais do que lugares para assistir filmes, os cinemas de rua se tornaram parte da memória e da identidade carioca.

A relação da cidade com o cinema, aliás, começou cedo. Foi na Rua do Ouvidor que ocorreu, em 1896, a primeira sessão pública de cinema no Brasil, em uma sala alugada do Jornal do Commercio. Poucos anos depois, a recém-inaugurada Avenida Central (atual Avenida Rio Branco) e os arredores se tornaram o coração do entretenimento carioca, com a inauguração, em 1907, do Cine Pathé, na então Avenida Central (atual Avenida Rio Branco), e o Cine Íris, na Rua da Carioca, inaugurado em 1914.

Ao longo do século XX, as salas se espalharam pela cidade e ganharam espaço também nos subúrbios.

Transformações graduais levaram à extinção dos cinemas de rua no Rio

Com o passar dos anos, porém, o cenário mudou. A televisão, o VHS, o DVD, a internet e, mais recentemente, o streaming ampliaram as possibilidades de acesso aos filmes. Ao mesmo tempo, os cinemas de rua passaram por transformações dentro do próprio mercado de exibição, enquanto os shopping centers se consolidaram como novos espaços para as salas.

Para Talitha Ferraz, professora do Programa de Pós-Graduação em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal Fluminense (UFF), o desaparecimento dos cinemas de rua não pode ser explicado por um único motivo.

“Os motivos são muitos, um conjunto de fatores variados, como novas tecnologias, transformação no acesso ao audiovisual, mudanças de ordem urbana, do próprio mercado de entretenimento e lazer, fatores de ordem econômica, além de fatores mais recentes como a pandemia. A sala de cinema passou a enfrentar a concorrência de outras formas de acesso aos filmes, como televisão, mídias físicas, internet e streaming. Com isso, o audiovisual deixou de estar restrito à grande tela. Mas o que se pode precisar na historia do Rio, é que o fechamento acompanhou um fenomeno brasileiro”, explicou a professora.

Foi a partir dos anos 1980 que alguns bairros do Rio começaram a perder suas salas, em um processo que se intensificou na década seguinte. Além das mudanças tecnológicas, houve transformações no próprio modelo de exibição, com salas menores e novas configurações, acompanhando as mudanças do mercado e dos hábitos do público.

Prédios ainda guardam histórias

Mesmo fechados, alguns desses imóveis continuam de pé e carregam marcas de um período em que o cinema fazia parte da rotina dos bairros cariocas. É o caso de antigos espaços como o Cine Matilde, em Bangu; o Cine Vaz Lobo, no bairro de mesmo nome; e o Cine Costinha, em Cachambi.

De acordo com Talitha Ferraz, no bairro de Ramos, outro antigo cinema também chama atenção pelo estado de conservação. O imóvel, conhecido anteriormente como Cine Rosário, está à venda por R$ 4,5 milhões e, de acordo com a professora, ainda mantém sua estrutura interna preservada.

Para a professora, recuperar esses espaços significa também recuperar uma forma de ocupar a cidade. A presença de um cinema na rua cria oportunidades de encontro e fortalece os vínculos entre moradores e o território. Ela destaca ainda o papel que esses espaços podem desempenhar na democratização do acesso à cultura e ao cinema brasileiro. Diferentemente de um equipamento restrito ao ambiente de um shopping, o cinema de rua se insere no cotidiano do bairro.

“Esses equipamentos são importantes para ativar os laços de sociabilidade, para ocupar as cidades. É uma ocupação profícua, uma ocupação muito frutífera do espaço urbano. A gente também pode pensar essas reativações não apenas estritamente como salas de cinema. Mas essa relação também forte desse equipamento com a calçada, de a gente saber que, se a gente andar na rua, se a gente dobrar numa esquina, vai ter ali um equipamento que oferece uma possibilidade de encontro com o audiovisual”, ressaltou Talitha.

vaz lobo
Cine Vaz Lobo — Foto: IHGBI/Divulgação

Programa Reviver Cinema

É nesse cenário que, por meio da RioFilme, a Prefeitura do Rio lançou o Reviver Cinema, programa voltado à recuperação e modernização de antigos cinemas de rua da cidade.

A iniciativa foi estruturada em três fases, com equipamentos já existentes, imóveis em processo de desapropriação e um mapeamento de outros espaços que poderão receber intervenções.

A primeira etapa reúne três projetos. Em Santa Teresa, o Cine Santa deve ganhar uma nova sala de exibição, com 50 lugares, além de um espaço de convivência e eventos. No Complexo do Alemão, o CineCarioca Nova Brasília passa por um processo de modernização com nova tela, projetor e sistema de som.  Enquanto isso, o Estação Botafogo está sendo reformado pela iniciativa privada em parceria com a prefeitura, com previsão de retorno ainda este ano.

A segunda fase mira justamente alguns dos prédios históricos que ficaram pelo caminho: Cine Vaz Lobo; Cine Costinha e Cine Matilde — inaugurado em 1963 e desativado desde os anos 1990, o espaço deverá ser transformado em um equipamento cultural com duas salas de cinema, teatro e outros espaços de atividades.

Já a terceira etapa do programa será dedicada ao mapeamento de outros antigos cinemas que possam ser incorporados ao programa e receber ações de recuperação e modernização.

Depois de décadas em que a sessão de cinema migrou cada vez mais para dentro dos shoppings e para as telas da televisão de casa, a tentativa agora é fazer o caminho inverso: levar novamente o cinema para as ruas dos bairros e da vida cotidiana do Rio.

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Política

Justiça bloqueia R$ 5 milhões de André Moura, ex-secretário do governo Castro, por suspeita de fraude em contrato

Foto de Redação
Redação

20/09/2026 09:50

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 5 milhões em bens de André Moura (União) em uma ação do Ministério Público do Rio (MPRJ) que apura suspeitas de fraude em um contrato firmado pelo governo estadual em dezembro de 2023. Na época, Moura comandava a secretaria de Representação do Governo do Rio em Brasília, responsável pela contratação de uma plataforma educacional que inicialmente custou R$ 2,5 milhões, mas chegou a R$ 5 milhões após ser prorrogada.

Segundo o MPRJ, a contratação da Triunfo Consultoria Educacional Ltda. teria sido direcionada por meio da adesão indevida a uma ata de preços de um consórcio de Minas Gerais. Para as promotorias, a operação resultou em desvio de recursos públicos e possível dano ao erário.

A principal inconsistência apontada na ação está no próprio objeto da contratação. A ata usada como referência previa uma plataforma voltada ao reforço escolar, enquanto o serviço contratado pela secretaria tinha outra finalidade: capacitar gestores, técnicos e servidores públicos em temas como orçamento, finanças, gestão de convênios e prestação de contas.

MP aponta relação entre empresa contratada e integrantes da secretaria

A investigação também identificou vínculos anteriores entre pessoas envolvidas na contratação. O sócio-administrador da Triunfo, Vanderlan Ribeiro Vieira, havia trabalhado como assessor e subsecretário na administração estadual sob a chefia de André Moura. Depois, passou a integrar o quadro societário da empresa que acabou contratada por ele.

O então subsecretário de Administração da SERGB, Ricardo Cardoso dos Santos, também permaneceu na estrutura da pasta durante a gestão de Moura. De acordo com o MPRJ, ele participou da formalização da contratação e da ordenação das despesas em favor da Triunfo.

As promotorias apontam ainda indícios de baixa capacidade técnica, operacional e patrimonial da empresa. Segundo a ação, a Triunfo iniciou as atividades em 2022 e não possuía nenhum registro de vínculo formal de emprego.

André Moura deixou governo em março para ser candidato em Sergipe

André Moura integrou a administração de Cláudio Castro (PL) desde 2019. Ele passou pela secretaria de Estado da Casa Civil e Governança e, posteriormente, ocupou os cargos ao mesmo tempo: secretário de Governo e de Representação do Governo do Estado do Rio de Janeiro em Brasília.

Moura deixou a representação em Brasília em março deste ano e, desde então, passou a se dedicar à articulação eleitoral. Hoje, é candidato ao Senado em Sergipe pelo União Brasil.

A ação de improbidade administrativa foi ajuizada em julho pelas 5ª e 8ª Promotorias de Justiça de Tutela Coletiva do Patrimônio Público e da Cidadania do Rio. O bloqueio de bens é uma medida cautelar e não representa condenação dos envolvidos. O caso ainda será analisado pela Justiça.

Com informações do colunista Ancelmo Gois no jornal “O Globo”.

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Tempo Surreal

Tempo Surreal (alerta de humor): após cortar comissionados e ver folha subir R$ 169 milhões, Couto anuncia Black Friday do funcionalismo

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Tempo Surreal

20/09/2026 09:00

Na matemática promocional do governo, a conta funciona assim: tira-se 22% dos comissionados, economizam-se R$ 16,7 milhões nessa prateleira e, quando chega ao caixa, a folha aparece R$ 169 milhões mais cara.

É a Black Friday perfeita do serviço público: o estoque diminui; a etiqueta sobe; e o consumidor — no caso, o contribuinte — descobre que levou menos vínculos por mais dinheiro.

Se fosse anúncio de supermercado, já teria Procon perguntando onde está o desconto.

O governador em exercício Ricardo Couto, portanto, poderia lançar o slogan oficial da temporada: “Tudo pela metade do dobro”. A cada dois cargos que somem, a planilha ganha vida própria e devolve a gentileza com alguns milhões a mais.

Pela aritmética do Tempo Surreal, −3.678 vínculos + R$ 169 milhões = economia em estado quântico: existe na coluna dos comissionados, desaparece quando alguém olha o total e reaparece apenas na coletiva de imprensa.

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Transparência

Estado corta 22% dos comissionados, mas folha total sobe R$ 169 milhões e não registra economia real

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Redação

20/09/2026 08:00

O governo do estado enxugou de forma significativa os cargos comissionados entre fevereiro e julho de 2026. O corte, entretanto, não produziu uma redução no valor total da folha de pagamentos registrada pelo Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos, o SIGRH.

Em fevereiro, quando o Caderno de Recursos Humanos identificava Cláudio Castro (PL) como governador, havia 14.318 vínculos classificados especificamente como “Cargo Comissão”. Em julho, já com o desembargador Ricardo Couto como governador em exercício, esse número havia caído para 11.146.

Foram 3.172 vínculos comissionados a menos, uma redução de 22,2%.

O efeito aparece também no dinheiro gasto com esse grupo. O dispêndio mensal com cargos em comissão caiu de R$ 82,51 milhões para R$ 65,77 milhões. São R$ 16,74 milhões a menos por mês, uma retração de 20,3%.

A remuneração média dos comissionados, porém, aumentou: passou de R$ 5.762,73 para R$ 5.900,41, alta de aproximadamente 2,4%. Os próprios cadernos mostram, portanto, que houve uma economia objetiva e mensurável na parcela da folha destinada aos cargos comissionados.

Corte dos comissionados foi maior que a queda total de ativos

O dado chama ainda mais atenção quando comparado ao total de vínculos ativos.  Entre fevereiro e julho, o número total de vínculos ativos caiu de 182.064 para 179.004: redução líquida de 3.060.

Só os cargos em comissão diminuíram em 3.172.

Ou seja, o corte de comissionados atingiu 112 vínculos a mais do que toda a redução líquida dos ativos. Na prática, isso significa que, enquanto os cargos em comissão recuavam, outras modalidades de vínculo tiveram crescimento líquido e compensaram parte da queda.

Em fevereiro, os cargos em comissão representavam 7,9% dos vínculos ativos. Em julho, eram 6,2%.

A economia dos comissionados não apareceu no total da folha

Mas, quando se olha a folha como um todo, o movimento foi no sentido contrário. Em fevereiro, o poder executivo registrava 423.991 vínculos, somados ativos, aposentados e pensionistas, com gasto mensal de R$ 3,302 bilhões.

Em julho, havia  420.313 vínculos — 3.678 a menos — mas o gasto alcançou R$ 3,471 bilhões.

Ou seja: mesmo com uma redução de 0,87% no número total de vínculos, a conta mensal aumentou R$ 169,02 milhões, ou 5,12%.

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O retrato, portanto, tem dois movimentos distintos: houve corte expressivo e redução efetiva de despesas nos cargos comissionados, mas não houve economia no total da folha observada pelo Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos.

Quase todo o aumento veio em julho

A série mensal ajuda a explicar essa aparente contradição.

Em junho, o gasto total era de aproximadamente R$ 3,308 bilhões. Em julho, passou para R$ 3,471 bilhões, um aumento de cerca de R$ 163,4 milhões em apenas um mês.

Entre os ativos, a mudança foi ainda mais evidente. O estado passou de 178.991 vínculos em junho para 179.004 em julho, diferença de apenas 13 vínculos. O dispêndio, porém, saltou de aproximadamente R$ 1,590 bilhão para R$ 1,687 bilhão.

A principal explicação é a entrada na competência de julho da parcela de 5,62% da recomposição salarial do funcionalismo estadual, que atingiu ativos, aposentados e pensionistas.  Assim, parte substancial da economia obtida com a redução de vínculos — inclusive os comissionados — foi absorvida pelo aumento da remuneração dos vínculos que permaneceram na folha.

Menos vínculos não significa necessariamente menos pessoas

Há ainda uma ressalva metodológica importante.

O Caderno de Recursos Humanos contabiliza vínculos funcionais, e não necessariamente pessoas distintas. Um mesmo servidor pode possuir mais de um vínculo legalmente acumulável. Por isso, a queda de 3.060 vínculos ativos não permite afirmar que exatamente 3.060 pessoas deixaram o serviço público.

Também se trata de uma variação líquida. Se milhares de vínculos foram encerrados e outros milhares criados no mesmo período, o Caderno mostra apenas a diferença final entre os dois estoques.

O dado seguro é que havia 3.060 vínculos ativos a menos em julho do que em fevereiro — e, dentro desse universo, 3.172 cargos em comissão haviam desaparecido da folha.

Folha do SIGRH não é a despesa de pessoal da LRF

Outro cuidado é necessário: os R$ 3,471 bilhões de julho não correspondem à Despesa Total com Pessoal calculada pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O Caderno chama o indicador de dispêndio e trabalha com as remunerações processadas na folha abrangida pelo SIGRH.

A metodologia informa que não entram nesse cálculo, entre outras parcelas, 13º salário, férias e pagamentos atrasados. Também não se trata da folha de todos os poderes e órgãos independentes do estado.

A despesa de pessoal da LRF é mais ampla: engloba remunerações, encargos sociais e contribuições patronais e é apurada em uma janela de 12 meses para comparação com a Receita Corrente Líquida.

Por isso, o dado do Caderno deve ser tratado como folha remuneratória mensal abrangida pelo SIGRH, e não como o custo total de pessoal do Estado.

Quatro estruturas ficam fora do SIGRH

A própria metodologia dos Cadernos registra ainda que não constam atualmente no sistema:

* Central Logística;
* Cehab;
* Procuradoria-Geral do Estado;
* Defensoria Pública-Geral do Estado.

Além disso, o documento de julho ressalva que exonerações e ingressos ocorridos ao longo do mês podem não aparecer quando os respectivos vínculos não tiveram valores integrais naquela folha.

O que os números permitem afirmar

A conclusão correta, portanto, precisa separar as duas coisas.

Nos cargos comissionados, houve corte e houve economia: foram 3.172 vínculos a menos, queda de 22,2%, e redução de R$ 16,74 milhões no gasto mensal (ou 20,3%).

Na folha total observada pelo SIGRH, não houve economia: mesmo com 3.678 vínculos a menos no conjunto, o dispêndio mensal ficou R$ 169,02 milhões maior.

Isso não significa que o corte dos vínculos tenha sido financeiramente inútil. Sem a redução dos comissionados e de outros vínculos, a folha de julho poderia ter sido ainda maior. Os Cadernos, porém, não permitem calcular esse cenário hipotético.

O que os documentos comprovam é que o governo do estado enxugou fortemente os cargos em comissão, mas essa economia específica não foi suficiente para fazer a folha total cair.

COM FÁBIO MARTINS

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Opinião

Quem ganha quando o STF perde?

Foto de Bruno Quintella
Bruno Quintella

20/09/2026 06:00

Há quem enxergue a crise recente no STF (Supremo Tribunal Federal) como um choque inevitável. Uma pororoca de egos. Uma divergência jurídica que saiu do controle. Talvez seja. Mas existe outra hipótese que merece atenção.

E se nada disso tiver sido improvisado?

André Mendonça não é um novato. Não chegou ontem ao Supremo. Conhece os ritos, conhece os colegas, conhece os limites e, principalmente, conhece as consequências de cada movimento dentro de uma Corte que vive sob tensão permanente.

Por isso chama atenção o momento escolhido para determinados gestos e manifestações, como observou Gilmar Mendes. Não apenas pelo conteúdo, mas pelo contexto. A data. O ambiente político. O início da gestão de Edson Fachin na presidência do tribunal. Tudo isso compõe um cenário que dificilmente pode ser tratado como coincidência. O raio da peleja tem alcance a perder de “vistas”.

Fachin assume uma Corte fragmentada. Herdou um tribunal marcado por disputas internas, vazamentos seletivos, divergências públicas e uma exposição cada vez maior de suas próprias contradições. Não é segredo para ninguém que a Suprema Corte atravessa uma crise de imagem. Nesse ambiente, qualquer movimento calculado produz efeitos exponenciais.

A reação vista no plenário era previsível. Nunes Marques saiu pela tangente. Gilmar Mendes elevou o tom. Mendonça mais ainda. Moraes dobrou a aposta. Dino arqueou as sobrancelhas. Fux fez um corta-lux. Cármen Lúcia proferiu as palavras mais duras e tristes, som esse que ecoou ao redor de um plenário com viés de caldeirão.  O país assistiu. E, mais uma vez, a instituição saiu menor do que entrou.

Data venia. Talvez este seja justamente o ponto.

Não se trata necessariamente vencer uma disputa jurídica. Nem mesmo alterar o resultado imediato de processos específicos. O objetivo pode ser outro: expor fragilidades, aprofundar divisões e reforçar perante a opinião pública a percepção de um tribunal desorganizado e sem comando.

Se essa leitura estiver correta, o dano não se limita aos ministros envolvidos na controvérsia dos M&M’s. Atinge a própria instituição. E abre espaço para que decisões passadas, especialmente as relacionadas ao 08 de Janeiro, passem a ser questionadas não pelo mérito, mas pela credibilidade de quem as julgou.

Isso não absolve a Suprema Corte de seus próprios erros. As relações pouco transparentes entre integrantes do sistema de Justiça, empresários, políticos, banqueiros, escritórios de advocacia e personagens que orbitam o poder continuam merecendo escrutínio. O tribunal não está acima de críticas. Nem da lei.

Mas talvez a pergunta mais importante neste momento não seja quem venceu a última batalha verbal do plenário.

A questão é outra: quem ganha quando o STF perde autoridade diante da sociedade?

Porque, na política, quase nada acontece por acaso. E, muitas vezes, o verdadeiro movimento não está na superfície do conflito, mas nos efeitos que ele produz — em especial à vesperas de uma eleição presidencial.

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