A Justiça Eleitoral do Rio acolheu o pedido do candidato a governador Eduardo Paes (PSD), representado pelo advogado Marcio Alvim, e de sua coligação, em representação que aponta fraude por aumento artificial de engajamento na página oficial do também candidato Douglas Ruas (PL) no Instagram.
Na ação, a equipe de campanha de Paes apontou uma distorção atípica no painel de reações de uma publicação de Ruas: o vídeo contabilizava 91,9 mil curtidas contra 83,5 mil visualizações — ou seja, um excedente de 8,4 mil curtidas a mais do que o total de exibições do conteúdo. Como a plataforma exige a exibição do vídeo para a marcação de curtida, a inversão das estatísticas indicou a ocorrência de interações automatizadas sem a visualização efetiva do material.
Ainda de acordo com a auditoria técnica que instruiu a ação, os perfis que interagiram com a publicação seguiam um mesmo padrão: eram contas criadas em sequência, associando nomes de animais a sequências numéricas, como dolphin47785; platypus71006; e armadillo.404470. Os perfis não tinham foto, publicações ou seguidores e, segundo a ação, o comportamento seria parte de uma estratégia conhecida como astroturfing político — prática de mascarar interesses de grupos organizados, empresas ou políticos para fazer uma campanha parecer um movimento popular espontâneo.
Decisão também aciona a Meta e exige relatório técnico
Na decisão, a juíza relatora Maria Paula Gouvêa Galhardo destacou que a legislação eleitoral veda o uso de contas falsas e de ferramentas digitais não disponibilizadas pelo provedor para alterar a repercussão de propaganda. Com isso, a magistrada concedeu liminar para que Ruas e sua coligaçãoff parem de usar ou contratar serviços de engajamento artificial, como seguidores, curtidas e visualizações automatizadas, além de robôs.
Também na decisão, a relatora determinou que a Meta Platforms Brasil Ltda., empresa dona do Instagram, preserve integralmente, no prazo de cinco dias, os registros e dados relacionados à publicação. A empresa terá ainda que entregar um relatório técnico informando a evolução diária de curtidas e visualizações, com a identificação das contas classificadas internamente como inautênticas ou automatizadas para descobrir quem está por trás da criação dos perfis falsos.
Do outro lado, Ruas alega suspeita de invasão, aciona TRE-RJ e inclui Paes na ação
Após a ação movida por Paes, que aponta fraude no aumento de engajamento do perfil de Ruas no Instagram, a campanha do candidato do PL também acionou o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ). A equipe pediu uma apuração urgente sobre o que chamou de “movimentação digital atípica” na conta oficial.
A ação foi protocolada na última quinta-feira (17) pelo advogado Tiago Santos Silva e incluiu Paes e sua coligação no processo. Na ocasião, o documento ressaltava que ainda não havia provas definitivas nem acusação de que a chapa do candidato do PSD estivesse por trás do suposto ataque virtual.
Nesta quinta (23), assim como Paes, Ruas também saiu vitorioso na Justiça Eleitoral, que concedeu uma liminar determinando a investigação de um “ataque digital atípico” sofrido pela página oficial do candidato no Instagram.
Comentários 6
Esse sistema jae foi a pior coisa que o prefeito fez, esta tendo muita fraude,os pais estão usando o cartão dos filhos para irem trabalhar o ao mercado e os filhos entram pela porta traseira ,esta uma vergonha.
Essas empresas de bilhetagem já ganha dinheiro com os juros obtidos dos valores parados referente as passagens compradas para utilização futura e não deveriam ter mais benefício para fazer a recarga dos empregadores
A migração do Rio Card para o JAé foi péssima. O sistema de integração ônibus/vlt só vale para a ida ônibus/ vlt. O contrário não existe. Também não se consegue integração entre ônibus, mesmo saltando de um e imediatamente pegar outro, pagam-de 2 passagens, há problemas na recarga do cartão verde. Eu mesma estou com R$ 30,00 que não foram carregados no cartão verde. Ao reclamar na loja do JAÉ, disseram que eu teria que migrar para o cartão black, no qual eu teria que fornecer meus dados. Recusei e fiquei sem o dinheiro. E conheço outros casos semelhantes. Se eu pegar a linha errada do vlt (por exemplo, correr para pegar o vlt para o Terminal Gentileza e não reparar que era a linha Central, saltar na estação imediatamente seguinte é pegar o vlt correto, tenho que pagar outra passagem, enfim, daqui a pouco vão cobrar o ar que respiramos na condução.
Jaé é um estupro ao trabalhador. Já me roubou quase 100,00. É a cara do Rio. Um estado corrupto e uma prefeitura corrupta. Por isso que essa M**** não vai pra frente.
Infelizmente até agora, eu como usuária , só vi desvantagem em relação ao Rio Card. Quando passo na roleta não mostra na máquina do ônibus qual o meu saldo. Algumas vezes não consegui passar por saldo insuficiente e no aplicativo aprecia saldo suficiente. Na última recarga que fiz, 07/11/2025, o saldo que indicava no aplicativo era de $30,40 ; fiz recarga, de $30,00, pois na roleta acusava saldo insuficiente . Feita a operação, fui conferir o saldo, para minha surpresa continuava $30,40. Quando pego 2 ônibus de linhas diferentes e na sequência, sou descontada 2 vezes, e no Rio Card, isso não acontecia. O que entendi é na época é que o sistema do bilhete era para proporcionar esse tipo de economia para a população usuária.
paguei a taxa de entrega do meu cartão e até hj ele nao chegou em minha residência, eu gostaria de saber como faço para ser reembolsado pelo valor q paguei ou terei q ir para justiça para resolver isso?