Será que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) está fazendo sua própria simpatia pelo hexa? Na manhã desta quinta-feira (25) — dia seguinte da vitória da seleção brasileira sobre a Escócia — o deputado Carlos Minc (PSB), decano da Casa, reclamou que apenas sete deputados compareceram presencialmente.
A sessão chegou a discutir projetos relevantes, como a criação do Programa Bolsa-Técnico, voltado a treinadores de atletas de alto rendimento. Ainda assim, o plenário da Alerj teve mais cadeiras vazias do que parlamentares presentes.
A situação levou Carlos Minc a fazer uma cobrança pública sobre o modelo de participação remota adotado pela Casa. Embora tenha ressaltado que a presença virtual não é ilegal e pode ser necessária em casos excepcionais, o deputado defendeu a criação de algum tipo de limite.
“Não é de bom tom para o povo ver que tem 61 deputados presentes no placar e, na verdade, nós somos sete deputados aqui. Isso é uma situação que choca”, afirmou.
E o esvaziamento foi tamanho que os trabalhos acabaram conduzidos pelo sétimo deputado na linha sucessória da Alerj, o 2° secretário da Mesa Diretora, Dr. Deodalto (PL).
Além de Minc e Deodalto, também estavam no plenário Dionísio Lins (PP), Lilian Behring (PCdoB), Luiz Paulo (PSD) e Val Ceasa (PRD).
Após a “bronca” do decano, mais parlamentares apareceram: Flávio Serafini (PSOL), Índia Armelau (PL), Rodrigo Amorim (PL), Poubel (PL) e Sarah Poncio (SDD).
Desde a pandemia de Covid-19, em 2020, a Alerj permite a participação remota em todas as sessões. Porém, entre os deputados que participaram de forma virtual nesta quinta, apenas Samuel Malafaia (PL) e Tia Ju (REP) ativamente discutiram projetos por videoconferência.

