A Secretaria Estadual de Educação abriu cinco Processos Administrativos de Responsabilização contra empresas de obras e construções. As portarias foram assinadas pela secretária Luciana Calaça e publicadas no Diário Oficial do último dia 3.
Na lista estão Construtec Brasil Serviços e Construções, TEC Comércio e Empreendimentos, Attom Construções e Comércio, T N de Souza Comércio, Serviço e Construções (Bravo) e LLC – Construções e Reformas Prediais.
Cada empresa responderá a um procedimento próprio, mas os cinco têm um ponto em comum: todos remetem ao mesmo processo administrativo, de número SEI-030001/104671/2026, que reúne os fatos que deram origem às apurações.
Para conduzir os trabalhos, a secretaria designou uma comissão formada por três servidores, presidida por Álvaro Júnior Coutinho Pereira. As empresas terão direito à ampla defesa e ao contraditório.
As portarias, porém, não esclarecem quais irregularidades estão sendo investigadas, nem identificam os contratos ou serviços envolvidos.
Duas empresas já foram citadas sobre obras em escolas
A abertura dos processos ocorre depois de uma série de denúncias sobre contratações para reformas de escolas estaduais. Duas das cinco empresas já haviam aparecido em reportagem publicada pelo jornal “O Globo”, em setembro de 2026.
Segundo o levantamento, a Attom Construções e Comércio acumulou R$ 68,8 milhões em contratações de obras escolares sem licitação entre 2023 e 2025.
A LLC – Construções e Reformas Prediais também foi citada, por uma contratação para obras na futura escola cívico-militar de Realengo, na Zona Oeste do Rio, com proposta de R$ 5,7 milhões. A reportagem apontou ainda questionamentos sobre o endereço cadastral da empresa.
A escola de Realengo é um dos casos examinados nas auditorias do governo estadual. Prevista para receber cerca de mil alunos, deveria ter sido inaugurada no início de 2026, mas o terreno permanecia abandonado, com materiais de construção espalhados e sem operários. Foram aprovados R$ 14,3 milhões em despesas para o projeto, incluindo R$ 4,7 milhões destinados à desapropriação do terreno.
Vistorias da Secretaria de Educação encontraram falhas no projeto e serviços inacabados. As empreiteiras responsáveis foram notificadas, mas não retomaram os trabalhos.
Auditorias apontaram até R$ 1,6 bilhão em contratos sob suspeita
O problema das obras escolares ganhou dimensão ainda maior com as auditorias coordenadas pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governador em exercício Ricardo Couto.
O GSI estimou em até R$ 1,6 bilhão o valor de contratos de obras e serviços da Secretaria de Educação com indícios de fraude e formação de cartel. Os contratos foram suspensos para reavaliação.
O levantamento apontou suspeitas de contratações irregulares em 95% das 1.241 escolas da rede estadual.
Uma das práticas investigadas envolve a liberação de recursos para obras emergenciais sem licitação. Diretores de escolas relataram à secretaria que tinham pouca autonomia para escolher as empresas. Segundo esses profissionais, recebiam planilhas prontas, com propostas de preços, e deveriam indicar a empresa a ser contratada.
As auditorias também identificaram propostas com descontos sucessivos e diferenças de apenas um ponto percentual entre concorrentes, padrão considerado um possível indício de combinação de preços.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) também examinou contratos de reformas escolares e encontrou, em alguns casos, indícios de preços acima dos praticados no mercado e de serviços considerados concluídos, mas que ainda não haviam sido executados. O tribunal determinou a manutenção da suspensão dos saldos contratuais até a conclusão das análises.
Operação Escola de Papel e o bloqueio de R$ 19 milhões em bens
As suspeitas sobre as contratações também levaram o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil a deflagrar, em 1º de outubro, a Operação Escola de Papel, que investiga possíveis desvios de recursos em obras e reformas de escolas estaduais contratadas entre 2024 e 2025.
A operação cumpriu 19 mandados de busca e apreensão, e a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 19 milhões em bens.
Entre os alvos estavam a ex-secretária estadual de Educação Roberta Barreto de Oliveira, que comandou a pasta durante a gestão de Cláudio Castro (PL); seu genro e então chefe de gabinete, Yurie Lopes Fonseca Ormonde André; o ex-subsecretário de Gestão Administrativa David de Andrade Marinho Filho; e Fabio Martins Pereira, apontado como operador financeiro do esquema.
Cinco processos, uma mesma origem — mas ainda sem ligação comprovada com a operação
As portarias que abriram os cinco Processos Administrativos de Responsabilização foram assinadas em 8 de outubro, exatamente sete dias depois da Operação Escola de Papel.
A proximidade das datas e o histórico de suspeitas sobre as obras escolares chamam a atenção. Mas, até agora, não há informação que comprove que os cinco procedimentos sejam um desdobramento direto da investigação conduzida pelo Ministério Público.
O que a publicação oficial confirma é a abertura de processos contra cinco empresas diferentes, todos vinculados ao mesmo procedimento administrativo de origem.
COM FÁBIO MARTINS



Comentários 18
Um veículo lento e frágil num trânsito caótico e com grande demanda de passageiros. Se o BRT, mais robusto, é depredado, imagine o VLT?
Será maravilhoso! Sem impacto ambiental, sem acidentes e, ainda, agradável, relaxante e altamente potencializador da ampliação turística da cidade. Além de ter um ar atemporal na cidade. O Rio sairá na frente da substituição de ônibus por transporte sem combustível fóssil. A economia que o ônibus faz de tempo tem um custo imenso para a saúde mental das pessoas que circulam estressadas nos deslocamentos.
Concordo . Me espanta o desconhecimento das pessoas em relação ao VLT. Peguem ele no centro da cidade e verão quão lento ele é .
Outra , a população vai castigar ele , e nem tem a mesma capacidade de um vlt .
O VLT no Centro é lento justamente por estar no Centro. Com vias propriamente isoladas e sistemas de ondas verdes, eles podem sim atingir maiores velocidades. Quanto a “população castigar”, é normal e esperado que a população faça isso em algum grau, sinplesmente pelo uso diário por muitas pessoas – quem tem que se atentar a isso é a Prefeitura e fazer a manutenção constante do sistema.
Será muito importante, principalmente se atender ao nosso isolado Grajaú!!
nao vai atender ao grajau, nao vou que irá parar em vila isabel? e mesmo assim isso nao vai sair do papel nos proximos 20 anos
Meu sonho que passasse pela 28 e ponto final na praça 7, só assim nosso bairro voltaria a ser valorizado. Como no passado o bonde circulava pela 28 de setembro.
Mora em Campo grande pra vc saber o que é isolado de verdd
Poderíamos fazer conexão com o Santos Dumont!
O VLT não é um veículo ideal para situações que cortem diversos bairros. Se o Brt já tem diversos calotes e depredações, imagina o vlt? Um veículo que anda em uma velocidade lenta. Parece que querem voltar ao início do século 18? Só que usando veículos modernos.
Alvorada com metro
METRÔ, METRÔ, METRÔ, METRÔ.
Pois dinheiro para obra tem e o aumento do servidor público municipal quando é que ele vai dá pois o aumento do servidor público a data base é sempre no mês de julho até agora não pois o ticket alimentação há mais de 12 anos sem aumento o servidor público municipal recebe R$ 260,00 de ticket e o vencimento básico é R$ 1190,00 abaixo do salário mínimo
Vila Isabel merece e há muito tempo, maior atenção do poder público, sua história como bairro boêmio, musical e poético, recebe uma população em busca de boa diversão e momentos de descontração.
Suas ruas, praças e calçadas são motivo de orgulho dos seus habitantes, amantes desse bairro centenário e de historiografia singular.
De fato, o CLT, vai incorporar e tornar o bairro ainda
mais aprazível. Parabéns pela iniciativa!
Sou da Vila, mas achava que, ao passar no Maracanã, poderia haver uma ramificação para a Tijuca, até o metrô saens Pena. Já o trajeto original, até à Vila, poderia prosseguir sim pelo Andarai e Grajau
Ok. Mas a população da Zona Oeste, principalmente Bangu e CAMPO GRANDE, estão aguardando também, e prometida em dez/2024 pela prefeitura, a EXPANSÃO DO BRT TRANSBRASIL até Santa Cruz.
O VLT é o transporte do futuro na Europa é o transporte de ponta melhor que ônibus, vans, saudável ao meio ambiente só cabe ser bem projetado para todas zonas urbanas vejo que muitos não conhece como funciona o sistema. As prefeituras devem ter um grandes estudos para empremetação.
Eles PRECISAM incluir os bairros adjacentes ao trajeto. É estranha a ideia de falar de VLT na ZN sem falar da Tijuca, Estácio, Cidade Nova e até mesmo Rio Comprido e Catumbi. A Tijuca é, indiscutivelmente, um dos bairros residenciais mais importantes, densos e movimentados da ZN. A Estácio e Cidade Nova atuam como centros administrativos da cidade, recebendo neles a Prefeitura, Centro de Operações e até a embaixada americana. Rio Comprido e Catumbi atuam como corredores de mobilidade, fazendo pondes diretas entre Centro e ZS, com destaque no Catumbi que deve ter o elevado 31 de março demolido.