A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na noite desta terça-feira (04), uma carga com aproximadamente cinco quilos de cocaína, em Araruama, Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Um suspeito foi preso em flagrante.
O Grupo de Patrulhamento Tático da PRF fazia uma fiscalização na altura do km 138 da BR-101, no município de Carapebus, no Norte Fluminense. A equipe foi acionada para uma em ação integrada de combate ao tráfico de drogas com a PF, na região onde aconteceu a apreensão.
Após abordagem e durante solicitações das documentações, os policiais identificaram o condutor e proprietário do veículo de passeio. Em conversa sobre origem, destino e motivação da viagem, o motorista alegou que estaria vindo de sua residência no bairro da Taquara, Zona Oeste do Rio, e iria até Arraial do Cabo, próximo à Prainha.
Ele informou que realizaria serviço de transporte por aplicativo, só que fora da plataforma. Entretanto, não soube informar o nome da pessoa que receberia o serviço.
Segundo consulta realizada pela equipe, o homem possuía passagens criminais por desobediência, resistência e receptação. A equipe realizou uma inspeção no carro, onde foram encontrados, dentro de esconderijo na porta do carro, uma carga conetendo cinco tabletes, pesando cerca de 5 Kg de cocaína.
Os agentes ainda apreenderam dois celulares e o valor em espécie de aproximadamente R$ 1 mil. O motorista, preso em flagrante, a droga e o automóvel foram encaminhados para a sede da Polícia Federal, em Cabo Frio.
A saudosa bala Boneco e a antiga fábrica Bhering voltaram a se reunir no Rio, num encontro cheio de memória afetiva e possibilidades fashion. A empresária Bruna Sorrentino Barreto abriu uma loja na Rua Orestes, onde funcionava a fábrica, no Santo Cristo, na Zona Portuária, que resgata a memória da icônica bala fabricada pela Bhering em uma coleção de roupas, bolsas femininas, azulejos decorativos, bloquinho para anotações, bolsa de compras, chaveiro e bonecos, tudo com imagens e formato que remetem à Boneco.
A ecobag é uma das peças da coleção Bala Boneco. Foto: Divulgação”A Bala Boneco marcou diversas gerações e deixou muita saudade. As pessoas veem os produtos e logo esboçam um sorriso, lembram de memórias que estavam adormecidas, contam histórias que viveram ao lado dos pais, irmãos, avós, amigos… Nossa linha busca manter esse afeto vivo”, explica Bruna, que neste trabalho coordenou a equipe de design da Pontifícia Universidade Católica do Rio, formada por Bianca Prado, Gustavo Gama e Diogo Luz.
Linha de roupas também faz parte dos lançamentos. Foto: Divulgação
Bruna conta que o lugar é uma inspiração à parte e dá ainda mais charme à coleção de roupas e acessórios.
“O que acontece quando as pessoas entram na nossa loja na Fábrica Bhering é mágico. Vemos os olhos de adultos brilhando e o sorriso imediato de quem acabou de ser transportado direto para a cozinha dos avós ou para a saída da escola nos anos 80 e 90. A linha de produtos nasceu para estender esse abraço quentinho da nostalgia. Cada peça foi desenhada para que essa conexão afetiva não termine quando a bala acaba. É o resgate de uma identidade puramente carioca através de um ícone lúdico que atravessou gerações”.
A ideia vem na esteira de uma moda tipicamente carioca, que gosta de exaltar seus símbolos icônicos em roupas e acessórios. Quem nunca viu por aí bolsas e camisas com os Biscoitos Globo e também estampas com São Cosme e São Damião, lembrando os saquinhos de doces que fizeram e fazem a alegria de gerações.
O brinco da nova linha: memória afetiva no detalhe. Foto: Divulgação
“A Bala Boneco nunca foi apenas um caramelo de framboesa; ela sempre foi um pedaço da infância dos cariocas. Ao criar essa linha de produtos, nós não queríamos apenas vender objetos, mas sim dar uma nova forma física a essa saudade. Transformar aquela silhueta icônica cor-de-rosa em bolsas, roupas e itens de decoração é uma maneira de fazer com que as pessoas carreguem suas melhores memórias no peito, na bolsa e no dia a dia. A bala continua sendo a nossa grande estrela, mas agora ela brilha também através do design e da arte contemporânea”.
A empresária diz que a revitalização da Zona Portuária foi fundamental para que a ideia fosse adiante:
“A região no entorno da Fábrica Bhering, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, consolidou-se como um dos pontos mais efervescentes da cidade. Morar nessa localidade une o resgate histórico da região portuária à modernidade urbana, impulsionada pelo forte apelo artístico da antiga fábrica de chocolates, hoje transformada em um dos maiores polos culturais e criativos do país”.
A bolsa é discreta, mas não vai passar batida para os admiradores da Boneco. Foto: Divulgação
De acordo com a Riotur, a Bhering tem uma área construída de mais de 15 mil metros quadrados, com cerca de 80 ateliês de arte funcionando.
“Morar no entorno da Fábrica Bhering significa respirar arte, design e gastronomia diariamente. A fábrica abriga dezenas de ateliês de artistas plásticos, estúdios de fotografia, marcas de moda independente, cafés e artesãos. Estar a poucos passos desse ecossistema proporciona um estilo de vida vibrante, com acesso facilitado a exposições, feiras de economia criativa e eventos culturais icônicos que atraem público do mundo inteiro”, avalia Bruna.
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), esteve neste domingo (8) na Vila Aurora, em Curicica, para ver os estragos causados pelo temporal deste sábado (7) na região, que foi, segundo ele, a mais afetada do município. Cavaliere anunciou obras de drenagem com previsão de início no ano que vem:
“A gente está aqui na Vila Aurora, a região mais impactada pelas chuvas. São 60 pontos atingidos na cidade, 12 mais críticos. Vamos fazer a drenagem para, no outro verão, termos a chance de passar pelas chuvas com tranquilidade e segurança”, declarou o prefeito.
Cavaliere esteve na casa de uma moradora, vistoriou a região e prometeu:
“Vamos fazer a licitação. Não é de uma hora para outra, mas em alguns meses a gente vai estar com a obra iniciada. Pode contar com a gente, que vamos voltar aqui para iniciar essa obra juntos”.
As obras incluem a contenção do Rio Guerenguê e a melhoria na vazão para evitar transbordamento. O prefeito também se comprometeu a buscar recursos para desapropriações necessárias a obras e construção de moradias.
A vereadora e deputada federal eleita Talita Galhardo (PSDB) esteve na visita com o prefeito e disse que foi aprovado um orçamento de R$ 6 milhões para as obras.
Uma menina de 3 anos foi morta dentro de casa pela irmã de 5. A tragédia aconteceu em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, na manhã deste domingo (8). A criança chegou a ser levada para o Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande.
A arma, uma pistola, pertence ao pai das meninas. Ele tem registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Segundo a Polícia Militar, a mãe das crianças relatou que ela e o pai estavam dormindo quando ouviram o estampido. A menina que atirou contou aos pais que as duas estavam brincando.
Em nota, a direção do Hospital Rocha Faria disse que a vítima deu entrada na unidade em parada cardiorrespiratória. Apesar de todas as medidas da equipe médica, ela não resistiu aos ferimentos. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
A Secretaria de Estado de Governo (Segov) instaurou Tomadas de Contas para apurar responsabilidades e eventual prejuízo aos cofres públicos em duas contratações diretas, por inexigibilidade de licitação, realizadas com o Instituto NTC do Brasil Ltda. Os contratos, que somam cerca de R$ 13,5 milhões, foram custeados com recursos de uma fonte orçamentária vinculada a receitas destinadas a ações relacionadas ao trânsito— a Fonte 230.
A decisão foi formalizada pela Resolução Segov nº 201, de 3 de novembro de 2026, e determina a apuração de possíveis danos ao erário relacionados aos processos SEI-420001/004382/2024 e SEI-420001/005700/2025.
Problemas apontados pela pasta
Entre as irregularidades identificadas pela própria secretaria está a diferença entre o número de inscrições contratadas e pagas e a quantidade de participantes considerados aptos. No processo de 2025, foram contratadas 6.400 inscrições, mas apenas 175 participantes foram considerados aptos. A resolução apresenta uma divergência nesse dado: registra 175 em algarismos, mas 178 por extenso.
Outro problema apontado diz respeito à comprovação da execução dos serviços. No processo de 2024, a liquidação e o pagamento das despesas foram realizados sem a apresentação prévia da documentação exigida pelo Termo de Referência para comprovar que o objeto contratado havia sido efetivamente executado.
Os problemas já haviam sido examinados pela Diretoria de Prestação de Contas e pela Assessoria de Controle Interno da Segov. Segundo a resolução, as diligências incluíram pedidos de documentos à empresa contratada e consultas a servidores que constavam nas bases de inscritos. A documentação analisada não foi suficiente para afastar a possibilidade de prejuízo aos cofres públicos.
A resolução também informa que já estão em andamento sindicâncias investigativas sobre o caso, instauradas por meio das Resoluções Segov nº 191/2026 e nº 192/2026. As novas Tomadas de Contas não substituem esses procedimentos e têm como objetivo apurar eventual dano ao erário e as responsabilidades relacionadas aos contratos.
Os trabalhos ficarão sob responsabilidade da Comissão Permanente de Tomada de Contas da Secretaria de Governo, que poderá requisitar informações e documentos aos setores da pasta e à empresa contratada. O prazo para conclusão é de 90 dias, contados a partir da publicação da resolução. O procedimento deverá assegurar o contraditório e a ampla defesa.
Divergências nos valores
A própria resolução apresenta inconsistências nos valores atribuídos às duas contratações. Nas considerações iniciais, a secretaria informa que os contratos somam R$ 13.515.560,00.
Já no artigo 1º, que formaliza a instauração das Tomadas de Contas, são discriminados R$ 7.436.000,00 para o processo de 2024 e R$ 6.052.560,00 para o de 2025. Além disso, o segundo valor aparece por extenso como R$ 6.082.560,00, divergindo do montante registrado em algarismos.
A soma dos dois valores numéricos discriminados no artigo também não corresponde ao total informado nas considerações da resolução.
Dois momentos de drama e superação chamaram a atenção durante e após o temporal que caiu no Rio de Janeiro, neste sábado (7). Em Itaboraí, a Igreja Metodista Wesleyana de Porto das Caixas desabou completamente. Não houve feridos, mas os prejuízos foram grandes. E aconteceu justamente no dia em que a congregação completou 29 anos. Já em Nova Iguaçu, um coqueiro caiu sobre um carro, amassou completamente o veículo, e o motorista ficou preso nos escombros.
No bairro Caioba, o motorista, que não teve o nome divulgado, passou por momentos de terror. No vídeo, ele aparentava estar desorientado, enquanto o teto do veículo, atingido pelo coqueiro, pressionava seu corpo. As pessoas se organizaram rapidamente. Um trouxe um macaco hidráulico, outro atacou os galhos do coqueiro com um facão para reduzir o peso.
Eram cerca de 50 pessoas envolvidas no resgate. No fim, alívio geral, quando o motorista foi retirado, ainda muito abalado, porém consciente. As informações de moradores dão conta de que ele sofreu apenas ferimentos leves. Um livramento!
Desabamento aconteceu no dia em que a igreja completou 29 anos, mas por sorte ninguém se feriu. Foto: Reprodução
E livramento também aconteceu no caso da igreja, já que ninguém estava no prédio que veio abaixo. Apesar da lamentação, o pastor Gelmires Santana mostrou fé na certeza de que tudo vai se resolver.
“Meus queridos irmãos, estou aqui dentro do templo da congregação, como os irmãos podem ver. A congregação veio abaixo, as paredes, teto, cadeiras foram destruídas, o púlpito, o altar que nós reformamos, bateria, aparelho de som, instrumentos, está tudo aqui embaixo de entulhos. Vamos estar orando aí, Deus vai dar a vitória.Em nome de Jesus, vamos estar vencendo, superando esse momento bastante difícil que nós estamos enfrentando aqui na congregação”, disse o religioso em vídeo.
Cidades da Região Metropolitana e da Região dos Lagos, além de bairros da Zona Sul do Rio, amanheceram ainda sem energia elétrica neste domingo (8) depois do temporal que caiu no estado na tarde de sábado (7). Segundo a Enel, quase 200 mil consumidores estão sem energia elétrica na Região Metropolitana do Rio, na área atendida pela concessionária.
Em Itaboraí, a ventania e o temporal provocaram o desabamento de uma igreja, localizada no loteamento Jardins Porto das Caixas. De acordo com a prefeitura, não houve vítimas. Em Saracuruna, Duque de Caxias, moradores relataram estar sem sem energia elétrica desde as 15h30 de sábado (7).
A Light informou os casos de interrupção no fornecimento de energia aconteceram principalmente na Baixada. Foram registradas quedas de árvores sobre a rede elétrica em pontos de Nova Iguaçu, Belford Roxo e Queimados.
A Enel Rio informou que o fornecimento de energia de 71% dos clientes afetados pelas chuvas foi normalizado. Cidades da Região dos Lagos e do Noroeste Fluminense, municípios da Região Metropolitana também registram interrupções, com mais de 25 mil clientes sem luz em Itaboraí e cerca de 17 mil em Magé e São Gonçalo, segundo o mapa de fornecimento da concessionária.
Um carro com dez pessoas caiu em um lago na área rural de Barra Mansa, na noite deste sábado (7). Todas morreram, entre elas uma bebezinha, dois meninos, uma menina, quatro mulheres e dois homens. O acidente aconteceu na Estrada Fazenda Santa Catarina, na localidade Ataulfo de Paiva. As vítimas eram de Volta Redonda.
Segundo a Polícia Militar, uma pessoa que passava pelo local percebeu o veículo capotado dentro do lago e chamou o socorro. Ele não soube dizer quanto tempo o carro ficou na água antes de tê-lo avistado.
O Corpo de Bombeiros mobilizou cerca de 30 bombeiros de cinco unidades da corporação, com dez viaturas e uma embarcação, incluindo dois mergulhadores.
Um parente, que foi ao Instituto Médico Legal de Volta Redonda para a identificação dos corpos, disse que todas as vítimas eram da mesma família e moravam no bairro Santa Cruz, em Volta Redonda.
O Rio de Janeiro será o protagonista da ações integradas entre os governos federal e do estado para combate ao roubo de cargas e proteção dos corredores viários. Ações integradas têm participação das polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal. Essa integração é prevista na PEC da Segurança Pública, que a presidência da República conseguiu aprovar no Senado.
O presidente reeleito Lula (PT) e o governador eleito Douglas Ruas (PL) parecem estar alinhados neste assunto.
““Estamos começando pelo Rio uma estratégia baseada em três frentes: sufocar a logística e a mobilidade do crime, recuperar territórios e fortalecer a capacidade das cidades na segurança pública”, escreveu Lula em suas redes sociais, em setembro.
Douglas Ruas segue pelo mesmo caminho.
“O governo dará continuidade às iniciativas de integração entre as forças de segurança voltadas ao enfrentamento do crime organizado e à proteção dos principais corredores logísticos do estado”.
O governo eleito está citando o Acordo de Cooperação Técnica nº 5/2026, assinado pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto. A validade é de 60 meses.
Reuniões têm sido realizadas com representantes da assessoria especial do Ministério da Justiça e Segurana Pública, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do gabinete do governador, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do estado e das polícias Federal, Militar, Civil e Rodoviária Federal.
Polícia Federal vai seguir o dinheiro
A Polícia Federal ficará responsável por apoiar as investigações sobre as organizações criminosas envolvidas no roubo de cargas no Rio. Serão mapeadas as redes de receptação e lavagem de dinheiro. Apoio tático-operacional às ações de retomada de territórios também está previsto.
O governo estadual ficará responsável por definir os territórios prioritários e coordenar a política de reocupação.
Prefeitura do Rio também já ajudou
Já foram deflagradas operações que tiveram também a participação da Força Nacional e da Prefeitura do Rio. Balanço do Ministério da Justiça mostra que de outubro até a última quarta-feira (4), foram vistoriadas quase mil cargas em 610 barreiras e blitzes, principalmente, na Avenida Brasil, nas linhas Vermelha e Amarela e nas rodovias federais BR-101, BR-116 e BR-040. Foram detidas 32 pessoas (27 em flagrante e cinco com mandados de prisão em aberto) e apreendidas duas toneladas de drogas. Também foram recuperados 26 veículos e mais de R$ 1,5 milhão em produtos roubados.
A reforma no histórico edifício A Noite segue a todo vapor; a intervenção que vai transformar o prédio em um residencial na Praça Mauá já concluiu as etapas de demolição, fundação e reforços do corpo principal do prédio. Só nessas etapas, já foram retirados 11,8 mil m³ de entulho, segundo os responsáveis pelo retrofit.
Inaugurado em 1929 e considerado o primeiro arranha-céu da América Latina, o edifício A Noite vai receber 420 estúdios destinados à moradia e também à locação de curta temporada. Atualmente, as obras se concentram na recuperação das fachadas, no fechamento dos apartamentos em drywall e em reforços no coroamento e no embasamento.
Janelas precisarão ser substituídas
As equipes também focam na reforma das cerca de 800 janelas do edifício, que estão sendo tratadas individualmente. A maior parte delas será substituída, já que as esquadrias foram encontradas em estado inadequado para o novo projeto. Elas estão sendo substituídas por peças que reproduzem as características originais, segundo a Azo.
Porém, no 22º pavimento e no hall de entrada, as janelas originais apresentaram condições de serem mantidas e estão sendo restauradas para o empreendimento.
Iphan e Rio Patrimônio orientam preservação de materiais no edifício A Noite
As prospecções realizadas na fachada e no teto do térreo identificaram, entre outros elementos, as cores originais da edificação e uma laje de cubetas que será restaurada. Os elementos identificados pelos institutos serão mantidos e restaurados por uma empresa especializada.
As orientações e a fiscalização das ações de preservação são conduzidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH).
Parecia estar tudo joia pra o empresário Rodrigo Leonardo de Lima Alcântara, conhecido no Rio de Janeiro como o Rei da Sucata, até ele ter a má ideia de entrar numa joalheria em São Paulo. Foragido desde maio, ele, que é acusado de lavar dinheiro para o tráfico do Comando Vermelho do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, foi preso pela Polícia Civil do Rio.
A operação foi realizada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes e pelo Ministério Público de Minas Gerais, com colaboração do Serviço de Segurança Diplomática dos Estados Unidos. Neste caso específico, os gringos não deram joinha, mas ok, quando foram mobilizados pela polícia brasileira para monitorar o empresário, que havia fugido para a terra do Tio Sam.
Não foi muito difícil para a polícia adivinhar os próprios passos do Rei da Sucata, que curtia mais uns metais preciosos e deixava isso claro. Nas redes sociais, a companheira de Rodrigo compartilhava registros da vida de luxo do casal.
De acordo com a investigação, um empresa administrada por Rodrigo Leonardo transferiu R$ 4,6 milhões para Alex Sandro Ferreira de Araújo, o Tek. Segundo a polícia, ele é o principal operador financeiro e testa de ferro de Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó, apontado como chefe do tráfico no Complexo do Salgueiro. Quem com os porcos se ajunta…
O empresário passou a ser procurado em 29 de maio, quando foi deflagrada mais uma fase da Operação Contenção. Naquele momento, foram cumpridos mandados em diferentes estados, e dezenas de investigados foram presos. De acordo com a DRE, foram identificadas movimentações superiores a R$ 453 milhões.