O governo do presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos vão conceder vistos e permitir da entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) e de sua família no país. O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado americano, que não informou se o político derrotado na eleição presidencial no último domingo (25) já está em solo estadunidense.
Flávio Bolsonaro teve os passaportes cancelados pela Polícia Federal depois de prometer que iria entregá-los e não cumprir. O confisco foi determinado pelo Supremo Tribunal Federal, que investiga o senador em dois inquéritos: um sobre lavagem de dinheiro através de plataformas de jogos, outro sobre recebimento de verbas do banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso por causa do escândalo do Banco Master.
Segundo as autoridades brasileiras, não há registro formal da saída de Flávio Bolsonaro do território brasileiro. Isso significa que ele não passou por nenhum posto de imigração. No início da manhã houve rumores de que ele teria ido para a Argentina, cujo governo nega.
A possibilidade de deixar o país após a derrota eleitoral passou a ser debatida entre o senador e aliados próximos ainda no domingo à noite, segundo interlocutores que garantem que Flávio já está fora do Brasil. A ideia inicial era de que a mulher e as filhas viajariam para o exterior por questões de segurança. Os planos mudaram quando o STF determinou o confisco dos passaportes.
‘Deve alguma coisa ou tem medo’, declara Lula
O presidente reeleito Lula (PT) comentou o sumiço e possível fuga de Flávio:
“O cidadão que sai escondido do seu país é porque deve alguma coisa ou tem medo de alguma coisa. E não vá dizer lá fora que o Brasil não tem democracia. Se não tivesse democracia, um miliciano não poderia ser candidato à Presidência. Lamento a falta de respeito que ele teve com eleitores dele e com a democracia”.





















































