De janeiro a outubro deste ano, 50 ônibus já foram sequestrados e usados como barricadas em ruas do Rio, segundo dados do Sindicato dos Rodoviários. De acordo com a categoria, a frequência de casos do tipo tem agravado os problemas de saúde mental entre os rodoviários; o levantamento aponta que, neste ano, 322 motoristas foram afastados com depressão e síndrome do pânico.
O fator psicológico chama a atenção da categoria. Segundo o porta-voz do sindicato, Antônio Bustamante, os atendimentos psicológicos têm aumentado também entre pessoas próximas a condutores de coletivos no Rio.
“Vale lembrar ainda que houve um aumento considerável no número de atendimento psicológico de motoristas e familiares no serviço disponibilizado por nós, que passou de 25 em junho do ano passado para 80 até maio deste ano, e agora já são cerca de 110 atendimentos por mês”, explicou Bustamante.
Para José Maria, presidente do Sindicato dos Rodoviários, é necessário que as forças de segurança intensifiquem o patrulhamento nas vias — sobretudo na Avenida Brasil, já que é por ela que a maioria das linhas circula.
“Os trabalhadores do setor não suportam mais conviver diariamente com ônibus sequestrados, incendiados e até tendo seu itinerário alterado para atender ao tráfico, ou seja, o estado perdeu totalmente o controle sobre o território”, afirma.
De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), ao longo do ano passado, o Rio de Janeiro registrou 4.449 assaltos a ônibus, sendo que a maioria ocorreu entre 4h30 e 7h da manhã e 17h e 21h30, principalmente entre Campo Grande e Caju.
Chovia no Rio de Janeiro na noite de segunda-feira, 5 de outubro, um dia sombrio para os democratas após as urnas indicarem a liderança de Flávio Bolsonaro, filho de Jair, no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Em Niterói, antiga capital do estado, alunos da Faculdade de Direito da UFF (Universidade Federal Fluminense), promoveram um ato, organizado pelo Centro Acadêmico, para mostrar que os estudantes estavam dispostos a reagir e resistir. Não demorou e centenas de alunos de outros cursos estavam reunidos em frente à faculdade: eram mais de dois mil estudantes quando eles saíram em passeata pela cidade, ainda debaixo de chuva.
As imagens viralizaram facilmente através das redes sociais – como tantas manifestações de jovens, sob muitos outros pretextos, neste século 21. Só que estas imagens inspiraram milhares de alunos – das universidades à frente, depois do ensino médio, depois até crianças. E, no dia seguinte, já eram dezenas de passeatas estudantis, uma novíssima geração de manifestantes, ocupando as ruas, enchendo as praças, cantando e gritando com entusiasmo e alegria para enfrentar o medo – o medo do retrocesso, da violência, do preconceito, da opressão.
No Rio de Janeiro, os mais idosos lembraram da Passeata dos 100 mil, em 1968, contra a ditadura militar, liderada por universitários, que hoje são octogenários. A minha geração recordou as manifestações pela anistia em 1980 – inclusive para trazer de volta os líderes de 68 – e, principalmente a campanha das Diretas Já, em 1984: eram os políticos no palanque e os jovens tomando as ruas, com um movimento estudantil recém-renascido. São cinquentões hoje os líderes estudantis de 1992, quando a juventude cara-pintada, tomou as ruas para gritar ‘Fora Collor’.
Nas ruas ocupadas de 2026, vimos, com os olhos de manifestações passadas na mesma Candelária e na mesma Cinelândia, uma juventude mais diversa, de uma geração universitária revigorada pela política de cotas, com consciência da ameaça da extrema-direita aos seus direitos, aos direitos de todos, ao direito à vida.
O deputado André Janones ainda estava organizando seu exército digital quando as ruas já estavam tomadas por essa juventude defendendo Lula lá de novo. Na sua primeira disputa eleitoral, em 1989, na primeira eleição presidencial após a ditadura, Lula representava, para uma legião de jovens eleitores, a esperança no futuro da nova democracia brasileira. Quatro décadas depois, o octogenário Lula representa, para a juventude, a resistência aos piores retrocessos. Sob essa inspiração, essa multidão de jovens transformou essas três semanas numa sequência de manifestações alegres, animadas, barulhentas, indignadas, divertidas: é uma geração se encontrando na luta, se encontrando nas ruas.
Manifestação liderada por estudantes na Candelária: mobilização dos jovens, enfrentando com alegria e entusiasmo os horrores do retrocesso, contagiou o Rio e o Brasil — Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil – 18/10/2026)
Foi o professor e historiador Luiz Antonio Simas quem deu a letra nas redes sociais que foi ficando gravada no meu espírito a cada manifestação estudantil. “Eu gosto sempre de lembrar que a alegria é um elemento crucial, inclusive nesse momento de tensionamento. da história brasileira. Mas não uma alegria alienada, uma alegria boba; uma alegria que é compatível com a raiva, como elemento mobilizador do nosso processo histórico. Uma alegria no sentido de transgredir, de resistir, de reinventar mundos onde aparentemente só a morte devia prevalecer”, disse mestre Simas.
Filósofo das ruas e pesquisador das encruzilhadas cariocas, Simas gosta de estudar festa: “não a festa no sentido de alienação, mas a festa como reconstrução do modo coletivo de vida diante de projetos de aniquilação, horror e morte”, como explicou no vídeo onde defende ainda que é crucial que a luta venha acompanhada dessa dimensão de festa, alegria e transgressão. Esse vídeo foi publicado na tarde do dia 5 quando, em Niterói, os estudantes estavam preparando aquele ato de resistência e transgressão, que transbordou para a rua com alegria e entusiasmo.
Tomara que essa novíssima geração de manifestantes siga ocupando as ruas, com essa alegria compatível com a raiva, com disposição para resistir e para avançar. E, sem esquecer, na vitória, aquela lição da derrota de 2018: “ninguém solta a mão de ninguém”; porque a luta precisa ser coletiva. E porque “é na luta que a gente se encontra” – como diz o samba-enredo da Mangueira campeã de 2019, o primeiro Carnaval sob Bolsonaro. Aliás, aqui no Rio de 2026, o samba também ocupou a rua pela reeleição de Lula, mostrando sua legítima raiz de resistência e transgressão, herança nobre dos africanos escravizados.
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico publicou, no Diário Oficial desta terça-feira (27), seu Regimento Interno,. O documento organiza a estrutura administrativa da pasta, estabelece as competências das unidades e as atribuições de gestores e equipes e define mecanismos de governança para aprimorar a gestão pública, integrar políticas e acompanhar resultados.
O regimento estabelece um modelo de gestão voltado à direção estratégica, à governança por resultados e à articulação entre as áreas responsáveis pelas políticas de desenvolvimento econômico do Estado.
A proposta abrange os setores de indústria, comércio e serviços, inovação, energia e economia do mar, além da supervisão das dez entidades vinculadas à secretaria.
As funções de cada setor no Desenvolvimento Econômico
A direção estratégica cabe ao secretário de estado, com a participação do Comitê Interno de Governança Estratégica, responsável por deliberar sobre projetos prioritários, riscos institucionais e integração das políticas públicas. A subsecretaria executiva atua na articulação entre o planejamento estratégico, o orçamento e os recursos necessários à execução das ações, com apoio de indicadores e painéis de acompanhamento.
As três subsecretarias concentram a formulação e a execução das políticas setoriais, com responsabilidades definidas e foco no cumprimento de metas e na avaliação de resultados.
A subsecretaria de Indústria, Comércio e Serviços atua na promoção do desenvolvimento regional, no fortalecimento da competitividade e na atração de investimentos. A de Inovação é responsável por iniciativas voltadas ao fortalecimento do ecossistema de inovação, ao fomento e à ampliação do acesso a mercados. Já a de Energia e Economia do Mar abrange áreas estratégicas como petróleo e gás natural, energia elétrica, transição energética, portos, indústria naval e atividades relacionadas à economia do mar.
A chefia de gabinete também desempenha papel central no modelo de governança. Entre suas atribuições estão assessorar o secretário, coordenar a interlocução institucional com órgãos públicos e entidades externas e contribuir para a coordenação e a avaliação da gestão das subsecretarias e demais unidades administrativas.
Com o apoio da Assessoria de Governança das Entidades Vinculadas, a chefia de gabinete supervisiona a análise das propostas de gestão e o monitoramento das atividades dessas instituições, respeitando suas competências e autonomia administrativa. Também coordena o encaminhamento de processos e demandas, acompanha prazos institucionais e organiza a publicação dos atos oficiais do secretário.
O modelo prevê um ciclo contínuo de planejamento, produção de informações, monitoramento, deliberação e ajustes. Para subsidiar as decisões estratégicas, o Comitê Interno de Governança Estratégica recebe informações sobre a carteira de projetos prioritários, a execução orçamentária, os riscos institucionais e o desempenho das entidades vinculadas. Esses instrumentos permitem acompanhar a implementação das políticas, identificar desafios e orientar a adoção de medidas corretivas.
A estrutura administrativa contempla ainda mecanismos de integridade, controle, gestão de riscos e conformidade legal, que contribuem para a segurança dos processos e a transparência da atuação institucional. Ao organizar as responsabilidades das unidades e os fluxos de informação, o Regimento favorece a articulação entre planejamento, execução e avaliação das políticas públicas.
O cantor Djavan será uma das atrações do palco principal do Réveillon de Copacabana, na Zona Sul do Rio. O cantor chega pela primeira vez à festa da virada carioca com a turnê “Djavanear 50 anos. Só Sucessos”, que celebra suas cinco décadas de carreira.
No repertório, não devem faltar clássicos como “Sina”, “Samurai”, “Oceano” e “Flor de Lis”, que marcaram gerações de fãs.
No Réveillon de 2025, o palco principal recebeu outro gigante da MPB: Gilberto Gil, que embalou o público com grandes sucessos.
Com informações do colunista Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”.
Com o adiamento do “Mondial de la Bière”, maior festival de cervejas da América Latina, os cervejeiros do Rio se organizaram para criar um novo festival para o setor na Rua da Carioca. Batizada de “Festejo Carioca da Cerveja”, a festa acontece entre os dias 31 de outubro e 2 de novembro no endereço, que foi “rebatizado” de Rua da Cerveja.
Cervejeiros artesanais estarão reunidos em tendas padronizadas ao longo da rua, somando-se aos bares já estabelecidos na região. Além dos chopes, o público contará com shows ao vivo, gastronomia variada e pequenos produtores de pães, queijos e doces artesanais.
O Mondial de la Bière estava previsto para acontecer entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro, no Píer Mauá, mas foi remarcado para o primeiro semestre de 2027.
A Polícia Federal apura, nesta terça-feira (27), se o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina. O portal de notícias argentino “Infobae”, um dos principais do país latino, publicou uma reportagem com detalhes sobre um suposto plano de fuga do país do político, que foi derrotado nas urnas no último domingo (25) nas eleições presidenciais.
Aliados do candidato à Presidência negam. A Polícia Federal já informou que o senador não passou por nenhum ponto regular de migração brasileira, mas admite que existe a possibilidade de um cidadão brasileiro passar pela fronteira sem passar por fiscalização.
De acordo com as informações publicadas pelo site argentino, Flávio teria ido à Argentina para decolar, de lá, rumo aos Estados Unidos. A ideia era deixar o país latino a bordo de um jato Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, da empresa Baires Fly, a partir de Puerto Iguazú, na Argentina, às 2h da manhã.
O coordenador-geral da campanha de Flávio à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), negou a informação à coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles. Flávio Bolsonaro ainda não se pronunciou nas redes sobre a informação.
“Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar, porque eu falei várias vezes durante a campanha”, afirmou.
Com informações da coluna de Igor Gadelha, no jornal “Metrópoles”, e da coluna de Lauro Jardim, em “O Globo”.
O Diário Oficial desta terça-feira (27) registrou, mais uma vez, um número de nomeações superior ao de exonerações em cargos comissionados. Nesta rodada foram 31 nomeações e 22 exonerações assinados pelo governador em exercício Ricardo Couto, e pela Casa Civil.
A Secretaria estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos concentrou o maior número de mudanças, com 39 movimentações: 20 nomeações e 19 exonerações. As alterações atingiram tanto a estrutura central da pasta quanto os Núcleos de Assistência ao Cidadão, distribuídos pela Baixada Fluminense e por comunidades da capital.
Entre os cargos preenchidos estão funções de chefia e assessoramento.
Além da pasta de Desenvolvimento Social, também houve nomeações em órgãos e secretarias como a Secretaria de Estado de Trabalho e Renda; Detran-RJ; Inea; Jucerja e Proderj.
Do outro lado, pastas como Planejamento e Gestão do Governo; Cecierj e Faetec registraram apenas baixas pontuais, sem reposição imediata na mesma edição.
No que depender dos integrantes do PL mais próximos à família Bolsonaro, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques não ficará sem um lugar quentinho para chamar de seu.
Coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), a moça acabou chamuscada por ter feito menções a cortes no Bolsa Família — que, segundo analistas, podem ter contribuiído para o mau desempenho do chefe no segundo turno das eleições.
Mas não caiu em desgraça.
Há fortes defensores da nomeação de Dani na Secretaria de Fazenda do governador eleito do Rio Douglas Ruas (PL).
As mulheres no Palácio Guanabara
O governador em exercício quer anunciar, nas próximas horas, quatro mulheres como secretárias.
A vice, Fernanda Louback, já tem lugar garantido na futura Secretaria de Estado da Inclusão e da Mulher. Maria Gabriela Bessa deve assumir a Casa Civil.
Ainda faltam duas.
Quem é Dani Marques e porque ela daria um ‘verniz’ à administração Douglas
Além da passagem pela Caixa Econômica, Daniella Marques já passou pelo Ministério da Economia. Para virar a peça mais famosa da campanha de Flávio Bolsonaro, ela se filiou ao Republicanos e deixou o seu cargo de chairwoman na Legend Capital.
Dani é formada em Administração pela PUC-RJ e tem um MBA em finanças pela Ibmec.
Em seu perfil no LinkedIn, ela conta que atua há mais de 20 anos no mercado financeiro, “com experiência em gestão de fundos, finanças, governança, compliance e liderança”. Foi sócia-fundadora e diretora da Bozano Investimentos (atualmente Crescera Capital), onde trabalhou com o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes.
Integrou a equipe de Guedes no Ministério da Economia, em 2019, como chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos. Em fevereiro de 2022 assumiu a Secretaria de Produtividade e Competitividade.
Ela cita que, durante sua passagem no ministério, colaborou com a Reforma da Previdência, o Auxílio Emergencial durante a pandemia e com o projeto que garantiu a autonomia ao Banco Central.
Ela também atuou no Congresso na revisão de marcos regulatórios, como a Lei do Gás e o novo Marco do Saneamento, além de ter incentivado a retomada do programa Brasil Mais, do Crédito Brasil Empreendedor, da regulação do mercado de carbono no Brasil.
Em julho 2022, foi nomeada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como presidente da Caixa Econômica Federal, cargo que ocupou até o fim do governo. Da gestão, ela destaca o programa “Caixa pra elas”, criado para promover a autonomia financeira, o empreendedorismo e a proteção das mulheres.
Dani Marques é filha de uma professora e de um gerente de uma agência do Banco do Brasil em Barra Mansa, no Rio de Janeiro. Ela é mãe de dois filhos.
A Polícia Civil vai investigar o vídeo em que um homem negro aparece acorrentado sendo conduzido por um manifestante branco em um ato de campanha a favor do senador Flávio Bolsonaro (PL). O caso aconteceu no último sábado (24), na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio.
Flávio era candidato à Presidência, mas Lula (PT) foi reeleito.
De acordo com a Polícia Civil, o caso foi registrado na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) e diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias dos fatos.
As imagens foram feitas pelo jornalista Raphaël Bernard e publicadas pela revista “Fórum”. O Ministério da Igualdade Racial pediu ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Regional Eleitoral do Rio que investiguem um possível crime de racismo.
O homem que aparece segurando a corrente, identificado como Carlos Martins, afirmou que a cena foi uma sátira política e negou que tenha tido intenção racista.
“A intenção era simplesmente uma sátira. Eu posto nas minhas redes sociais há muitos anos, chamando o Lula de Satanás e capiroto. É uma característica que não é a primeira vez, e a gente quis mostrar aqui que o Lula era o Satanás caracterizado, e que o Bolsonaro, que para a gente está numa prisão injusta, estava prendendo o Lula”, justificou em um vídeo publicado nas redes sociais.
De acordo com apuração da “TV Globo”, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) analisa as imagens para definir quais medidas serão tomadas.
A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Castratio com o objetivo de desarticular uma organização criminosa em atuação no âmbito da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro – atual SEAPA.
A segunda fase foi deflagrada na manhã desta terça-feira (27) e são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro e Niterói. As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Entre os endereços está o escritório do deputado federal reeleito.
Entenda a operação
A primeira fase da investigação buscou apurar as irregularidades encontradas nos contratos firmados entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro e uma empresa privada, como direcionamento, superfaturamento, fraude à licitação, entre outros crimes. A soma dos contratos – cujo objeto é o serviço de castração/esterilização de animais – chega a cerca de R$ 200 milhões.
Os materiais obtidos na primeira etapa, deflagrada em maio de 2026, desencadearam na segunda fase da investigação, que agora tem o objetivo de apurar a extensão da organização criminosa e suas práticas ilegais. Os fatos, em apuração, podem caracterizar os crimes de peculato, corrupção (passiva e ativa) e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de eventuais outros delitos que sejam revelados no decorrer das investigações.
O que diz Marcelo Queiroz
A equipe do parlamentar enviou uma nota ao TEMPO REAL. Eis a íntegra:
“O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) reafirma que jamais participou ou teve conhecimento de qualquer ilegalidade. Embora nunca tenha sido intimado, prestou espontaneamente esclarecimentos no âmbito da investigação, demonstrando a absoluta regularidade das contratações realizadas durante sua gestão à frente da Secretaria estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Importante ressaltar que tais contratos foram submetidos ao controle do Tribunal de Contas e da Controladoria, sem qualquer apontamento de irregularidade.
Idealizador do maior programa de castração gratuita de animais do mundo, implementado no Estado do Rio de Janeiro, o parlamentar é o principal interessado no completo esclarecimento dos fatos. Queiroz reitera a sua confiança nas instituições responsáveis pela investigação e permanece à inteira disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.”
MPT abre investigação após Índia Armelau, deputada mais votada do Rio, pedir que patrões confiram as redes sociais de funcionários e demitam quem apoiou Lula
O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu uma investigação após a deputada estadual Índia Armelau (PL), a mais votada do Rio, publicar mensagens nas redes sociais em que sugere que empresários investiguem as manifestações políticas de seus funcionários.
Após a vitória de Lula (PT) no segundo turno da disputa presidencial de 2026, a parlamentar aconselhou os patrões a conferir as redes sociais dos empregados em busca de manifestações de apoio ao presidente.
“Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez ‘L’”, escreveu. “Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”, concluiu a deputada.
A investigação do MPT vai apurar se a deputada cometeu “eventual prática de conduta que incentive a realização de dispensa discriminatória por empregadores”.
Ainda nas redes sociais, Índia Armelau publicou um vídeo afirmando que suas postagens eram em apoio à campanha “Não Contrate Quem Odeia Empresário” e negou ter defendido demissões em massa. Ela ressaltou que, como empresária, não quer contratar pessoas que considera contrárias aos empresários e defendeu que empregadores conservadores contratem quem tenha o mesmo pensamento político.
Sobre a investigação do MPT, a parlamentar alegou cerceamento da liberdade de expressão, voltou a defender a divisão do Brasil entre apoiadores do PT e conservadores e fez declarações pejorativas sobre o Nordeste, associando a região à violência, ao analfabetismo e à pobreza.