O governador em exercício Ricardo Couto parece estar mesmo com uma batata quente nas mãos — e, pelo menos agora, doido para se livar do comando do governo do estado, posto ao qual nunca se candidatou.
Pois as urnas eletrônicas nem tinham esfriado, e Couto ligou para Douglas Ruas (PL), o candidato que fechou o primeiro turno na ponta — e, quem sabe, se anulados os votos de Anthony Garotinho (Republicanos), já até é o governador eleito do Rio de Janeiro.
Na conversa, o desembargador não deu só parabéns pelo resultado.
Mas também já se colocou à disposição para começar a transição, assim que a Justiça Eleitoral chegar a uma conclusão sobre a escolha do governador do Rio.
Imbróglio político-judicial afastou Douglas Ruas do cargo
Para quem não liga nome do candidato ao eterno caos que envolve a política fluminense, Douglas Ruas já poderia estar sentado à cadeira de comandante do Palácio Guanabara há meses. Reza a linha sucessória que, na falta do governador e de seu vice, quem assume é o presidente da Assembleia Legislativa.
O problema é que o mandachuva da Alerj, na ocasião da renúncia de Cláudio Castro (PL), era Rodrigo Bacellar (União), que havia sido preso, solto com tornozeleira eletrônica e estava afastado do cargo por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribuna Federal (STF).
Daí que Couto foi obrigado a assumir em 24 de março.
Em 17 de abril, Douglas Ruas foi eleito para substituir Bacellar no comando da Assembleia e o PL, diante do resultado, pediu que ele assumisse também o governo. Mas, o STF manteve o desembargador no cargo até chegar a uma conclusão definitiva sobre o assunto — o que não aconteceu até hoje.





















































