O ex-superintendente regional do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) em Nova Friburgo, Renato José Vieira de Almeida, conhecido como Renatinho Medeiros, é alvo de um processo administrativo disciplinar após a construção de um imóvel em uma área de preservação permanente (APP) às margens do córrego Curuzu, na Região Serrana do Rio.
A obra já havia sido embargada pelo Inea dois anos antes da demolição. Na ocasião, os fiscais constataram degradação ambiental “de difícil reparação”.
O imóvel, de cerca de 150 metros quadrados, foi construído em uma área que deveria ser protegida por uma faixa de 30 metros em cada margem do córrego. Durante o período em que Renatinho era o responsável pela Superintendência Regional de Dois Rios, em Nova Friburgo, a área de proteção foi reduzida para apenas cinco metros.
Segundo o Inea, a alteração favoreceu a construção do imóvel. Porém, Renatinho não tinha competência para modificar a faixa de proteção. A atribuição seria da Diretoria de Licenciamento Ambiental do Órgão.
O superintendente foi nomeado durante o governo de Cláudio Castro (PL) pelo então secretário estadual do Ambiente e vice-governador, Tiago Pampolha — que hoje é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
Mais de 100 licenças da gestão de Renatinho foram canceladas
A atuação da estrutura comandada por Renatinho também passou a ser revisada pelo Inea, que criou um grupo de trabalho para revisar todas as licenças ambientais concedidas na região entre 2019 e 2024. Até o momento, mais de 100 licenças já foram canceladas por apresentarem indícios de irregularidades. Outras 900 permanecem sob análise dos técnicos.
O Instituto também abriu um processo administrativo disciplinar contra Renatinho Medeiros e integrantes de sua equipe. Ele já foi notificado três vezes por meio do Diário Oficial para apresentar sua defesa, mas não compareceu nem enviou representante.
Técnicos do Inea também tentaram fazer a notificação na Companhia Docas, onde Renatinho trabalha como gerente de acesso terrestre, porém funcionários informaram que não o conheciam e que ele não possuía cadastro para acessar o local.
Com informações do “RJ2”.






















































Comentários 1
O INEA, está cheio de pessoas sem formação e conhecimento ambiental. Noventa por cento do efetivo não tem sensibilidade ambiental. O efetivo está defasado.
Não há concurso a muitos anos. Como se faz reposição de mão de obra qualificada sem concurso?