Deu refluxo. O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) julgou irregulares as contas da Organização Social de Saúde (OSS) Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar e determinou a devolução de R$ 5,46 milhões aos cofres estaduais por danos ao erário relacionados à gestão do Complexo Estadual do Cérebro, formado pelo Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer e pelo Hospital Estadual Anchieta.
O acórdão determina a imputação de débito de 1.102.232,44 UFIR-RJ, valor equivalente atualmente a R$ 5.467.513,80, que deverá ser recolhido com recursos próprios ao erário estadual no prazo de 15 dias.
Segundo o processo, a tomada de contas foi instaurada pela Secretaria de Estado de Saúde para apurar despesas não reconhecidas pela Comissão de Acompanhamento e Fiscalização (CAF) durante a análise da prestação de contas do quarto trimestre de 2018.
O TCE-RJ concluiu que houve dano ao erário (prejuízo aos cofres públicos) decorrente de despesas não reconhecidas pela fiscalização do contrato firmado entre a Secretaria de Estado de Saúde e a Pró-Saúde em novembro de 2014 para a administração do Complexo Estadual do Cérebro, motivo pelo qual declarou a irregularidade das contas e condenou a entidade ao ressarcimento integral dos valores.
A decisão também autoriza, desde já, a cobrança judicial e extrajudicial da dívida caso não haja pagamento após o trânsito em julgado do processo. Além disso, o acórdão determina a comunicação da decisão ao secretário de Estado de Saúde e ao controlador-geral do estado.
COM FÁBIO MARTINS




























































