O Ministério Público do Rio (MPRJ) deflagrou nesta terça-feira (01), a 2ª fase da Operação Snack Time, que investiga um esquema envolvendo a exploração de cantinas — a “máfia das cantinas” — em presídios fluminenses.
A ação tem entre os investigados o ex-subsecretário de gestão e finanças da Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) Rafael Rodrigues Andrade — que já havia sido preso em 2020 por participação em um esquema que fraudava contratos de fornecimento de alimentos para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste —, e o policial penal Ronaldo Barbosa.
As investigações apontam que o grupo interferia nas licitações para favorecer empresas e chegou a vencer 95% dos lotes colocados em uma das disputas. De acordo com o MPRJ, as irregularidades provocaram um prejuízo de mais de R$ 25 milhões aos cofres públicos.
Os agentes saíram para cumprir mandados de busca e apreensão contra 22 alvos, todos denunciados pelo MPRJ por organização criminosa e fraude em licitação. A 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa aceitou a denúncia, tornando-os réus, e expediu os mandados.
As buscas são realizadas em endereços na capital e nos municípios de Mesquita e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Dez anos de exploração
Segundo os promotores, a organização criminosa controlou, por quase 10 anos, as cantinas instaladas em unidades prisionais do Rio.
“A ação penal aponta que a organização criminosa era controlada pelos denunciados Anderson Sabino de Oliveira; o policial penal Ronaldo Barbosa Souza; Arildo Santana Filho; Sérgio Rômulo Ferreira do Nascimento; Leandro Rodrigues Mendonça; e Alexandre Costa da Silva”, afirmou o MPRJ.
Na casa de Ronaldo, o Gaeco apreendeu joias e dinheiro em espécie.
“Com poder decisório na organização criminosa, eles acertavam previamente a distribuição dos lotes de cantinas entre as empresas do grupo”, prosseguiu o MP.
O Gaeco acrescentou ainda haver “manobras para desclassificar eventuais vencedores que não integravam o esquema”.
“Para tanto, valiam-se de agentes públicos, como o então subsecretário de Gestão, Finanças e Planejamento, Rafael Rodrigues de Andrade, que, para favorecer o esquema, desclassificou sociedades empresárias que não participavam do cartel”, detalhou.
Com informações do ‘Bom Dia Rio’.





















































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