O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 entrou numa situação inédita. Uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a votação até as 19h deste domingo (25), em todo o país. O problema é que a determinação chegou quando parte das urnas já estava fechada, os boletins eleitorais começavam a ser transmitidos e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já divulgava os primeiros resultados.
A apuração foi suspensa. Mesários ficaram sem saber como proceder. E o país passou a conviver com seções eleitorais encerradas e outras ainda autorizadas a receber eleitores.
Afinal, o que aconteceu? E quais podem ser as consequências?
1. Por que Zanin prorrogou a votação?
A decisão foi tomada depois que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) denunciou dificuldades no transporte público que estariam impedindo eleitores de chegarem às urnas em várias cidades, entre elas, Salvador, na Bahia.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também havia solicitado a ampliação do horário de votação, alegando problemas de deslocamento provocados por chuvas e interdições em municípios do Sul e do Sudeste.
Na decisão, Zanin informou que os fatos chegaram ao STF às 16h32m49s. Considerou graves os relatos e determinou a prorrogação do recebimento dos votos por até duas horas, até as 19h, pelo horário de Brasília, atribuindo ao TSE a responsabilidade pelo cumprimento da ordem.
2. Por que a decisão provocou tanta confusão?
Porque chegou depois das 17h, horário em que a votação deveria terminar.
A essa altura, diversas seções eleitorais já haviam encerrado os trabalhos. Os boletins de urna tinham sido impressos e, em alguns casos, os equipamentos já estavam sendo encaminhados aos tribunais regionais eleitorais.
Houve relatos de mesários sem orientação sobre como agir em São Paulo, no Rio e em Brasília. Alguns foram impedidos temporariamente de deixar os locais de votação enquanto aguardavam instruções.
3. As urnas que já foram fechadas podem ser reabertas?
Não. O advogado eleitoral e professor da FGV Fernando Neisser explicou, em entrevista publicada pelo jornal “Estado de S.Paulo”, que o encerramento eletrônico de uma urna não pode ser revertido.
Isso significa que as seções já encerradas não podem simplesmente voltar a receber votos. A utilização de urnas de contingência também não seria uma solução viável, segundo o especialista.
Em outras palavras: a decisão judicial prorrogou o horário, mas não tornou tecnicamente possível reabrir equipamentos já encerrados.
4. E o que acontece com as seções que ainda estavam abertas?
Zanin esclareceu posteriormente que a prorrogação vale para as seções cujas urnas ainda não haviam sido encerradas.
Assim, as seções que continuavam funcionando poderiam receber eleitores até as 19h, enquanto aquelas já encerradas permaneceriam fechadas.
O esclarecimento resolveu parte do impasse operacional, mas deixou uma situação desigual: eleitores de determinadas seções ganharam mais tempo para votar, enquanto outros encontraram as urnas fechadas.
5. Por que o TSE suspendeu a apuração?
Porque a determinação judicial chegou quando a totalização dos votos já havia começado.
Segundo a Agência Brasil, a contagem foi interrompida às 17h06, com 1.225 das 499.248 seções eleitorais apuradas. Já haviam sido contabilizados 335.743 votos válidos.
A suspensão foi uma consequência da prorrogação da votação. O TSE precisava compatibilizar o recebimento de novos votos com a totalização dos resultados das urnas já encerradas.
6. Os votos das urnas que já foram fechadas continuam valendo?
Sim. Na decisão complementar, Zanin esclareceu que os votos das seções já encerradas devem ser computados e totalizados normalmente.
Portanto, a suspensão da apuração não significa a anulação dos votos registrados nem a necessidade de repetir a votação nas seções que já encerraram os trabalhos.
7. Quem chegou depois das 17h a uma seção já encerrada poderá votar?
É justamente um dos pontos mais delicados da situação.
A prorrogação até as 19h não permite reabrir uma urna eletrônica cujo encerramento já tenha sido registrado. Assim, um eleitor que chegou depois das 17h a uma seção fechada pode ter encontrado uma situação diferente da de outro eleitor que chegou no mesmo horário a uma seção ainda em funcionamento.
A Folha relatou casos de eleitores impedidos de votar em São Paulo, no Rio e no Distrito Federal. Até o momento, não há uma solução geral anunciada para esses casos.
8. A eleição poderá ser anulada?
Essa possibilidade foi levantada pelo advogado eleitoral e professor da FGV Fernando Neisser, ouvido pela “Folha de S.Paulo”.
Segundo ele, a diferença de tratamento entre eleitores de seções já fechadas e aqueles de seções que permaneceram abertas pode dar origem a questionamentos judiciais sobre a igualdade das condições de votação.
Mas é importante distinguir as coisas: a possibilidade de contestação não significa que a eleição esteja anulada ou que sua anulação seja inevitável.
Neisser ressaltou que se trata de uma situação inédita, cujas consequências jurídicas ainda precisam ser avaliadas.
9. Quando a apuração será retomada?
Até a última atualização consultada, não havia confirmação oficial de um novo horário para a retomada integral da divulgação dos resultados.
O TSE interrompeu a totalização depois de divulgar os primeiros números. A decisão complementar de Zanin esclareceu que os votos das urnas fechadas devem ser computados normalmente, mas isso não equivale a uma confirmação de que a divulgação nacional já tenha sido restabelecida.
10. O que ainda falta esclarecer?
A decisão complementar de Zanin resolveu a dúvida sobre as urnas encerradas: elas não serão reabertas. Mas permanecem questões relevantes, especialmente sobre a extensão do problema e suas consequências.
Ainda é necessário saber quantas seções permaneceram abertas até as 19h, quantos eleitores deixaram de votar por encontrar as urnas encerradas, se haverá questionamentos judiciais e como a Justiça Eleitoral tratará eventuais pedidos relacionados à desigualdade das condições de votação.
Por enquanto, o que está confirmado é que o Brasil encerra o segundo turno presidencial com horários diferentes de votação entre seções eleitorais e uma apuração interrompida por determinação judicial.
O restante dependerá de novos esclarecimentos da Justiça Eleitoral — e, possivelmente, de novas decisões judiciais.
Comentários 20
Parabéns ao governador interino Ricardo Couto pela medida corajosa no intuito de controlar o desvio de armas no estado do Rio de Janeiro.
O GOVERNADOR DEVERIA ABRIR UM INQUÉRITO SOBRE AS REFORMAS NOS QUARTÉIS DO CORPO DE BOMBEIROS. COMO O DE CAMPINHOS. FOI FEITO UMA REFORMA BISONHA PARA MUITOS MILHÕES DE REAIS. A TINTA USADA PARA PINTAR O QUARTEL FICOU ROSA.
DA PARA VER QUE UMA TINTA DE TERCEIRA LINHA.
Ilmo. Sr. Doutor Ricardo Couto
O DETRO é um câncer. Incompetente, incapaz, ineficaz. Suas portarias não respeitam os passageiros e os IDOSOS. Suas fiscalizações são infrutíferas e tendenciosas.
Parabéns pela iniciativa. Espero que haja armeiro e local pré-definido para salvaguarda e controle dessas armas. É o mínimo que a sociedade espera de um Estado responsável pela segurança pública.
Tem que controlar o armamento dos traficantes e não de militares ou pertencentes ao governo
Quando o governador em exercício vai ver quem tem direito a reintegração dos pedidos da anista da comissão mista do Palácio Guanabara que ser encontra com o senhor EMANUEL para ser analisado
Isso não vai resolver nada nada ….
O que o RJ precisa é de uma rigorosa formação com a exigência para todos os candidatos a soldado a PM oficial e polícia civil…
A lei precisa exigir
Que para ser soldado tem que ter graduação em direito
Para oficial tem que ter graduação em direito e mestrado em segurança pública
Para ser agente da polícia civil ter direito a pós graduação em segurança pública…
Para ser delegado tem que ter graduação em direito e mestrado doutorado em segurança pública…
Todos devem devem ter pós graduação em dependência química!!!!
Mas acho difícil isso acontecer um dia….pois para ser presidente da República só precisa saber ler e escrever
Tem que ser candidato a governador nesta eleição. Só não pode ser LULADRÃO
Esse é governador que o RJ precisa . Seria também que nao tivesse eleição ou ele concorrese a governador do RJ
Mais se o militar for bandido,tem que controlar,e o que mais se ver policiais corruptos vendendo ar na pra traficante
Tem que pedir intervenção militar ? imediatamente o Rio de janeiro está em guerra!
Vamos deixar o orgulho o eco e pedir a intervenção militar já! Sem tempo pra terminar!
Vamos colocar os fuzileiros navais juntos com os policiais militares e civis para terminar com essa guerra de terroristas .
Isso que esta acontecendo no Rio de janeiro não o traficante não! É terroristas !
Só não vê quem não quer!
Tem terroristas em todas as partes nos setores público do Brasil!
Tem que pedir intervenção militar ? imediatamente o Rio de janeiro está em guerra!
Vamos deixar o orgulho o eco e pedir a intervenção militar já! Sem tempo pra terminar!
Vamos colocar os fuzileiros navais juntos com os policiais militares e civis para terminar com essa guerra de terroristas .
Isso que esta acontecendo no Rio de janeiro não o traficante não! É terroristas !
Só não vê quem não quer!
Tem terroristas em todas as partes nos setores público do Brasil!
É o governador que chefia o GOLPE no Estado do RJ, sob ordens do STF, para ajudar aí corrupto Paes a conseguir a cadeira de governador, mas que nem assim, conseguirá?!
Falou uma viúva do Barcellar e do TH Joias
RICARDO COUTO deveria ser o Governador eleito pena que quer, o Rio merecia um governador assim. Espero que o Eduardo Paes aproveite tudo de bom que ele vai deixar.
Vc deve ser mais um patriota defensor da familia bolsonaro e do governo que nao deixara saudades do Claudio Castro
O Rio de janeiro n tem cura. O câncer da corrupção está instalado em todas as instituições . Qdo aparece alguém tentando frear é tirado de cena . Vcs n viram o caso do Bolsonaro. Fechou a torneira do dinheiro pronto tiraram ele de cena.
O GOVERNADOR AS GLOCKS E BERRETAS QUE ESTÃO ACAUTELADAS , VENDE PARA OS POLÍCIAS DESCONTANDO O VALOR NO CONTRA-CHEQUE, A SIM TIRA A RESPONSABILIDADE DO GOVERNO SOBRE OS ARMAMENTOS E GANHA RECEITA PARA O ESTADO.
Ilmo. Sr. Doutor Ricardo Couto
O DETRO é um câncer. Incompetente, incapaz, ineficaz. Suas portarias não respeitam os passageiros e os IDOSOS. Suas fiscalizações são infrutíferas e tendenciosas.
O governador em exercício está certíssimo,tem que acabar com a (farra) das armas envolvendo servidores do estado, o estado do Rio é sem dúvida nenhuma o estado mais vacalhado e bagunçado do Brasil, corrupção,na política,na saúde, Detran nas forças policiais,já basta o crime organizado que reina no estado.