Segundo Caiado, a iniciativa segue critérios de responsabilidade fiscal e de preservação do dinheiro público, bandeira que ele afirma defender à frente da Câmara. O presidente destacou ainda que, durante sua gestão, foram devolvidos mais de R$ 616 milhões aos cofres do munícipio.
“Limitar cargos comissionados é ter respeito com o cidadão. A gente mantém o número de servidores, valoriza quem é de carreira e evita exageros. É assim que se faz uma gestão séria, com equilíbrio e responsabilidade”, destacou.
Medidas da Câmara do Rio
Os recursos foram destinados a projetos como o Super Centro Carioca de Saúde, investimentos em educação e outras ações prioritárias. A gestão de Caiado também adotou práticas de sustentabilidade, como a transição para o uso de energia limpa, além de uma série de ajustes operacionais que reduziram as despesas no dia a dia da Casa.
Entre outras medidas adotadas, está a implementação do processo eletrônico — antes, os processos tramitavam em papel —, o corte de aluguéis de quatro prédios no entorno da Cinelândia e a centralização das atividades administrativas no Edifício Serrador, nova sede do Legislativo.
Prefeito defende responsabilidade fiscal do município
Cavaliere enfatiza que o projeto busca reforçar o compromisso com a responsabilidade fiscal do município. A iniciativa foi inspirada no governador em exercício, Ricardo Couto, que vai enviar à Assembleia Legislativa (Alerj) uma proposta de teto de 10% para cargos comissionados na administração estadual.
“Com a publicação de hoje, solicitaremos ao presidente da Câmara e ao líder do governo, Márcio Ribeiro (PSD), que coloquem a proposta em pauta e articulem sua aprovação junto à base, com a maior brevidade possível, garantindo essa regra de boa governança para a atual administração e para as futuras gestões do Rio”, ressaltou o prefeito.
O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) determinou que ex-presidentes da Câmara Municipal de Itaboraí, ex-gestores do Legislativo e uma empresa de comunicação devolvam aos cofres públicos cerca de R$ 16,4 milhões em valores atualizados — o equivalente a 3.320.004,70 UFIR-RJ — por irregularidades em contratos de publicação de atos oficiais firmados entre 2015 e 2018.
A auditoria encontrou despesas consideradas incompatíveis com o interesse público e apontou falhas graves de planejamento, fiscalização e controle dos contratos. O tribunal também registrou que os gastos da Câmara de Itaboraí com publicações oficiais chegaram a ser cerca de 902 vezes superiores aos do exercício anterior, sem justificativa plausível para a discrepância.
Segundo o acórdão, foi identificado pelo tribunal um esquema de aumento artificial dos custos das publicações oficiais da Câmara. As irregularidades incluíam a utilização de fontes muito acima do padrão previsto, títulos desproporcionais, espaçamentos excessivos entre textos, ampliação indevida do número de colunas e o uso de brasões ocupando páginas inteiras. Como os contratos eram remunerados por centímetro de coluna publicado, a formatação elevava diretamente o valor pago pelo Legislativo.
A decisão determina a responsabilização solidária dos envolvidos em três blocos distintos. O primeiro se refere ao exercício de 2015, quando foi apontado prejuízo equivalente a 1.660.940,72 UFIR-RJ, cerca de R$ 8,2 milhões. Nesse caso, foram responsabilizados o então presidente da Câmara, Deoclécio Machado Viana, o ex-diretor-geral Paulo César Lima Ferreira, o fiscal de contratos André Rodrigues do Amarante e a Empresa Jornalística Itaboraí Ltda.
Em relação a 2016, o TCE-RJ apontou dano correspondente a 1.013.919,86 UFIR-RJ, aproximadamente R$ 5 milhões. A cobrança recai solidariamente sobre Deoclécio Machado Viana, André Rodrigues do Amarante e a Empresa Jornalística Itaboraí Ltda.
Já pelos exercícios de 2017 e 2018, o tribunal atribuiu prejuízo de 645.144,12 UFIR-RJ, cerca de R$ 3,2 milhões, responsabilizando o então presidente Alessandro Ferreira Rodrigues, André Rodrigues do Amarante e a empresa contratada.
Prazo de 15 dias
A decisão abre agora a chamada fase saneadora do processo. Os responsáveis terão prazo de 15 dias para recolher voluntariamente os valores apontados pelo tribunal, utilizando recursos próprios.
Caso o pagamento não seja realizado, o TCE-RJ poderá julgar definitivamente irregulares as contas dos envolvidos, formalizar a condenação em débito e encaminhar o caso para cobrança judicial.
O Proderj estava, ao lado do Instituto Rio Metrópole e a Secretaria do Ambiente/Inea, entre os campeões de contratações e aquisições do governo Cláudio Castro (PL). Com a chegada do governador interino Ricardo Couto, a festa parou. Mas, pelo visto, não por muito tempo. As publicações recentes cobrem desde o fornecimento de licenças de software corporativo até a gestão completa do parque de impressões do estado.
O maior montante ficou por conta do pregão eletrônico PE-RP 012/2025, voltado para a subscrição e aquisição de licenças de softwares Microsoft. A grande vencedora deste contrato foi a empresa SoftwareOne Comércio e Serviços de Informática Ltda., que faturou R$ 36.413.223,17 pelo Lote 01 (subscrição de 12 meses) e mais R$ 256.492.712,15 pelo Lote 02 (subscrição de 36 meses). Já o Lote 03, focado em licenças de uso perpétuo por 36 meses, ficou com a Telefônica Brasil S/A, pelo valor de R$ 28.416.995,28.
Juntos, os três lotes de softwares atingem R$ 321.322.930,60.
O segundo processo homologado foi o pregão eletrônico PE-RP 006/2025, destinado aos serviços de impressão, cópia e digitalização corporativas, incluindo equipamentos, manutenção e insumos. Neste certame, a empresa Dady Ilha Soluções Integradas Ltda. arrematou o Lote 01 pelo valor expressivo de R$ 64.213.200,00.
Os outros dois lotes menores ficaram com a WP Sistemas Reprográficos e Impressão Ltda. EPP, que levou o Lote 02 por R$ 576.000,00 e o Lote 03 por R$ 3.778.788,00. O total deste pregão fechou em R$ 68.567.988,00.
Os campeõs das novas licitações milionárias do Proderj
No balanço geral das contratações, a SoftwareOne desponta como a principal beneficiada ao abocanhar R$ 292,9 milhões no pregão de sistemas. Na sequência aparecem a Dady Ilha Soluções com R$ 64,2 milhões, a Telefônica Brasil com R$ 28,4 milhões e a WP Sistemas Reprográficos com R$ 4,3 milhões, consolidando a marca de R$ 390 milhões investidos pela gestão estadual na infraestrutura de TI.
O que diz a Secretaria de Transformação Digital
A assessoria da pasta enviou nota sobre o assunto. Segue a íntegra:
“O governo do estado está ampliando o uso de tecnologia para reduzir custos operacionais, aumentar a segurança das informações e tornar mais ágeis processos que impactam diretamente a prestação de serviços à população. Coordenada pelo Proderj, a iniciativa permitirá que secretarias e órgãos estaduais tenham acesso a soluções tecnológicas integradas e padronizadas, evitando contratações isoladas, promovendo ganhos de escala e otimizando a aplicação dos recursos públicos.
Uma das principais novidades é a possibilidade de acesso integrado, pela primeira vez, ao ecossistema de soluções Microsoft pela administração estadual. A medida permitirá que diferentes secretarias e órgãos utilizem ferramentas atualizadas, regularizadas e compatíveis entre si. A estrutura poderá atender cerca de 40 órgãos estaduais, ampliando a integração entre equipes e a padronização dos ambientes tecnológicos.
Na prática, a iniciativa busca criar uma infraestrutura tecnológica mais integrada para o Estado, com ferramentas que podem facilitar o trabalho dos servidores, dar mais estabilidade aos sistemas e reduzir riscos relacionados à segurança da informação. A padronização também contribui para melhorar a governança de tecnologia e tornar mais eficientes processos internos que dão suporte aos serviços públicos.
Outra frente da modernização é uma solução integrada de impressão, cópia e digitalização em 36 secretarias e órgãos estaduais. A proposta prevê a modernização e padronização dos equipamentos, além de maior controle sobre a utilização dos serviços. Com a digitalização de documentos e processos administrativos, a expectativa é reduzir etapas e agilizar rotinas que ainda dependem de procedimentos manuais.
As duas frentes serão viabilizadas por meio de atas de registro de preços conduzidas pelo Centro de Tecnologia de Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro (Proderj). O modelo permite que diferentes órgãos utilizem uma mesma estrutura de contratação para demandas semelhantes, evitando a necessidade de realizar processos licitatórios separados e possibilitando ganhos de escala.
A adesão, no entanto, não é automática. Cada secretaria ou órgão poderá contratar as soluções de acordo com suas necessidades e disponibilidade orçamentária, pagando somente pelos serviços efetivamente utilizados. A Ata de Registro de Preços, portanto, não representa contratação nem despesa imediata.
Os processos administrativos passaram por análise técnica, controle interno e validação jurídica. O modelo permite que o Estado amplie o acesso a soluções tecnológicas sem retirar dos órgãos a autonomia para definir quando e quais serviços serão contratados, ao mesmo tempo em que contribui para uma gestão mais eficiente dos recursos públicos”.
ATUALIZAÇÃO às 19h, com nota da Prefeitura de Saquarema. A íntegra está no fim da reportagem.
O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) abriu uma apuração sobre um pregão eletrônico de R$ 13,3 milhões da Prefeitura de Saquarema após seis das sete empresas participantes serem eliminadas ainda na fase de habilitação. A disputa, destinada ao registro de preços para aquisição, instalação e manutenção de aparelhos de ar-condicionado para as secretarias municipais de Saúde e Educação, terminou com só uma licitante habilitada e desconto de apenas 1,23% sobre o valor estimado do contrato.
A análise tem como base uma representação apresentada pela empresa Inteligência Artificial Tecnologia e Refrigeração Ltda., que pede a suspensão do pregão e aponta supostas irregularidades na condução do certame. Entre os questionamentos estão a exigência de comprovante de quitação do seguro-garantia e a ausência de diligências da pregoeira para verificar a documentação apresentada pelas empresas concorrentes.
Seis empresas foram eliminadas antes da fase de lances
Segundo a representação, a combinação entre a inversão das fases do pregão — com a habilitação ocorrendo antes da etapa de disputa de preços — e a exigência do comprovante de quitação do seguro-garantia levou à eliminação de seis das sete participantes. A empresa autora da ação sustenta que as apólices apresentadas eram válidas e atendiam à legislação federal e às normas da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Ainda de acordo com a denúncia, a exclusão das concorrentes impediu uma disputa efetiva de preços. Com apenas uma empresa habilitada, não houve apresentação de novos lances, resultando em um desconto considerado reduzido para um contrato de mais de R$ 13 milhões.
Pregoeira terá três dias para explicar o caso
Ao analisar o pedido, o TCE decidiu ouvir previamente a pregoeira responsável pelo certame, Ingrid Strino da Conceição. Ela terá prazo de três dias para se manifestar sobre as irregularidades apontadas e informar a situação atual da licitação, incluindo eventual homologação ou adjudicação do resultado.
Somente após a manifestação da responsável pelo pregão o Tribunal decidirá sobre a admissibilidade da representação e sobre o pedido de medida cautelar para eventual suspensão do procedimento. Em seguida, o caso será encaminhado à Secretaria Geral de Controle Externo (SGE) para análise técnica.
TCE alerta para possível ilegalidade
Na decisão, a relatora fez um alerta expresso à Prefeitura de Saquarema sobre o fato de a contratação estar sob exame de legalidade pelo Tribunal. Segundo ela, tanto o procedimento licitatório quanto uma eventual ata de registro de preços e contratos decorrentes ainda poderão ser considerados ilegais pela Corte de Contas, dependendo do resultado da análise.
A licitação questionada tem valor estimado de R$ 13.320.172,12 e foi realizada no último dia 18 de agosto. O processo tramita sob o número 239.899-2/26 no TCE-RJ.
O que diz a Prefeitura de Saquarema
A administração municipal enviou nota sobre o assunto. Segue a íntegra.
“A Prefeitura de Saquarema informa que todas as suas licitações seguem rigorosamente a lei, priorizando a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos.
Sobre o processo de licitação citado, o município esclarece que os requisitos cobrados no edital servem para garantir que as empresas participantes tenham real capacidade de entregar os serviços contratados.
A prefeitura está à disposição para colaborar com todas as informações solicitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), demonstrando a transparência e a legalidade de todo o processo”.
A ex-ministra da Igualdade Racial e candidata à Câmara Federal, Anielle Franco (PT), pediu votos neste domingo (13) para a candidata ao Senado Monica Benicio (PSOL) durante uma caminhada de campanha de Benedita da Silva (PT) em Copacabana, que também concorre ao Senado.
O gesto ocorreu em meio à discussão sobre a falta de reciprocidade entre PT e PSD no Rio e chamou atenção pela ausência de manifestações em favor de Pedro Paulo (PSD) — e…. do próprio candidato.
Apesar do apoio formal do PT ao candidato do PSD para uma das vagas ao Senado, Pedro Paulo não participou da mobilização realizada na Zona Sul.
Com isso, Anielle teve mais tempo — e espaço — para subir e discursar no caminhão da campanha. A ex-ministra associou sua atuação política e a de Monica Benicio ao legado de sua irmã, Marielle Franco. “A família da Marielle segue e seguirá honrando o legado de Marielle”, afirmou.
A caminhada reuniu militantes e candidatos da esquerda e percorreu ruas de Copacabana durante a tarde deste domingo e terminou há pouco, por conta da chuva.
Imagine por um momento a aventura de uma vida começando na sala de espera de um consultório odontológico. Filme esquisito e improvável, né? Não para o aventureiro niteroiense Maurício Acklas, que, num estalo, enquanto ouvia do lado de fora o temido “zzzzzzzzzzz” da broca do dentista descobriu um outro Z. O da cidade perdida, objeto de busca e trágico destino do militar e aventureiro britânico Percy Fawcett.
Mas tentemos contar essa história com alguma organização, desde o começo, se é que há um, visto que fim, definitivamente, não existe. Ainda.
Maurício Acklas percorreu mais de 100 mil quilômetros pelo mundo inteiro, checando várias teorias, entrando em contato com várias culturas. Tudo por uma obsessão. Saber o que aconteceu com o coronel Fawcett, que desapareceu no Alto Xingu, no Mato Grosso, em 1925. O inglês procurava a mítica Cidade Perdida de Z, nunca encontrada. Acklas procura Fawcett. E essa busca incessante rendeu vários vídeos e outros trabalhos, entre eles o livro em quadrinhos “Decifrando Fawcett – O Homem”, primeiro de uma série em quatro episódios que vai contar a saga deste aventureiro e está sendo lançado no Bienal de São Paulo.
Anúncio da história em quadrinhos que está sendo lançada
“Li tudo que foi publicado sobre Fawcett. Livros, documentos obscuros. Viajei o mundo procurando pistas”, conta Acklas, apelidado de Indiana Jones de Niterói.
Expedições realizadas por vários lugares do mundo
As expedições de Acklas já passaram por regiões como Serra do Roncador, Xingu, Amazônia e Acre, além de países como Peru, Chile, Colômbia, Itália, Grécia, Turquia, França, Espanha, Portugal e Reino Unido.
Na última, recentemente, esteve na Turquia pesquisando ruínas de uma cidade subterrânea de 19 pavimentos. Para baixo, por supuesto.
“Era uma cidade incrível. As entradas eram estreitas, difíceis, um homem por vez podia passar. Uma excelente defesa contra invasores. Podiam mandar um exército de seis milhões. Não ia adiantar. Ia ter que entrar um de cada para encarar as lanças”, entusiasma-se Acklas, dizendo que o sítio arqueológico visitado é datado em 12.500 anos.
Teorias que envolvem até mesmo a mítica Atlântida
Mas o que uma cidade subterrânea na Turquia tem a ver com o desaparecimento de um aventureiro inglês no Mato Grosso? Para juntar essas peças, basta recorrer a um dos maiores mistérios, lenda para muitos, da humanidade. O continente perdido de Atlântida, que teria afundado no oceano após um cataclisma.
“Fawcett acreditava que os criadores da Cidade de Z fossem descendentes dos atlantes”, explica Acklas.
O aventureiro niteroiense, seguindo essa pista, chegou até o celebrado “manuscrito 512”, que está na Biblioteca Nacional.
“Esse documento é um relato de bandeirantes que teriam avistado na Bahia uma cidade perdida de proporções ciclópicas (gigantes), como as grandes erguidas pelas populações do passado”, conta Acklas.
O incansável niteroiense percorreu as pistas procurando também essa cidade. Não achou nada. Assim como está longe de encontrar a Cidade Perdida de Z, em cuja busca sumiram tanto o coronel Percy Fawcett quanto seu filho, Jack, e um amigo deste, Raleigh Rimmell. Sumiram para, até agora, nunca mais.
“Na década de 50, alguns indígenas apareceram dizendo terem sido os assassinos do trio. Disseram que jogaram os corpos dos jovens no rio e mostraram uma tumba onde estariam os restos do coronel”, lembra Acklas.
Polêmica e mito da da imprensa envolvidos
Mais uma pista sem saída. O esqueleto chegou ser levado para a Inglaterra, onde foi negada de forma veemente a possibilidade de pertencer a Fawcett. O que não impediu o financiador da exposição de outrora, o não menos aventureiro (este num não tão bom sentido da palavra) Assis Chateaubriand de vender muitos jornais e revistas.
Acklas, que é somente aventureiro e está longe de possuir uma fortuna, até agora só amealhou gastos com suas andanças. Depois de onze anos gerindo bares em cruzeiros de luxo, juntou os recursos e com eles até hoje financia suas aventuras. Reserva para o futuro? Necas!
“As viagens em si já foram boas. Mudaram minha concepção de vida”, reflete Acklas, que ainda contará a história de Fawcett em mais três volumes, “O explorador”, “A caçada” e “O místico”.
Por enquanto, a Cidade Perdida de Z, esteja onde estiver, pode esperar. Porque Acklas não é de desistir fácil…
A Prefeitura do Rio entregou, neste domingo (13), mais 96 apartamentos do programa Morar Carioca do Aço, em Santa Cruz, na Zona Oeste. Com a nova etapa, o empreendimento habitacional passa a atender 496 famílias da comunidade do Aço.
As unidades entregues fazem parte dos blocos 1 a 6 da Quadra C do conjunto residencial. Segundo a administração municipal, o projeto soma R$ 300,9 milhões em investimentos e inclui, além das moradias, obras de urbanização e infraestrutura na região.
Os apartamentos têm cerca de 50 metros quadrados, com sala, dois quartos, cozinha, banheiro, varanda e área de serviço. As unidades térreas foram adaptadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Durante a cerimônia de entrega das chaves, o prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que a meta da prefeitura é concluir a transformação urbanística da comunidade.
Moradores acompanham cerimônia de entrega de mais 96 apartamentos do Morar Carioca do Aço, em Santa Cruz — Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio
Além das moradias, o projeto prevê intervenções em mais de 195 mil metros quadrados de área pública, incluindo pavimentação, drenagem, redes de água e esgoto e requalificação de vias internas da comunidade.
De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura, estão previstos cerca de 26 mil metros quadrados de asfaltamento e 23 mil metros quadrados de pavimentação em concreto, além da implantação de aproximadamente 11 quilômetros de redes de drenagem.
Na área de saneamento, o projeto contempla quase 13 quilômetros de redes de esgoto e de abastecimento de água. Um reservatório com capacidade para 3,5 milhões de litros já está em operação.
As obras também incluem uma praça de mais de 15 mil metros quadrados inaugurada em 2025, com pista de skate, ciclovia, quadras esportivas, parque infantil, bicicletários e equipamentos de ginástica.
O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) emitiu parecer prévio contrário à aprovação das contas de governo de 2024 do ex-prefeito de Mesquita, Jorge Miranda. O parecer ainda será encaminhado à Câmara de Vereadores, que terá a palavra final sobre a aprovação ou rejeição das contas.
A reprovação teve como principal fundamento a falta de repasse integral das contribuições previdenciárias patronais ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do município.
Segundo o processo, a prefeitura deixou de transferir R$ 14.778.357,22 ao fundo previdenciário durante o exercício de 2024, comprometendo o equilíbrio financeiro e atuarial do regime.
A fiscalização identificou inicialmente cinco irregularidades nas contas. Após a apresentação da defesa, quatro delas foram afastadas, permanecendo apenas a relacionada aos repasses previdenciários.
O TCE-RJ destacou que a falta de repasse das contribuições patronais foi agravada pela prática recorrente de parcelamentos de débitos previdenciários, o que, segundo o relator, prejudica a capitalização do RPPS.
O voto também rejeitou a justificativa apresentada pela gestão, que atribuiu as dificuldades financeiras aos impactos das fortes chuvas registradas no início de 2024. Para a Corte, não houve comprovação de que a situação de emergência tenha comprometido a capacidade financeira do município, que encerrou o exercício com cenário fiscal favorável.
Apesar da irregularidade previdenciária, o relatório apontou que Mesquita cumpriu os principais índices constitucionais e fiscais no exercício.
Na educação, o município aplicou 35,31% das receitas de impostos em manutenção e desenvolvimento do ensino, acima do mínimo constitucional de 25%. Os gastos com profissionais da educação financiados pelo Fundeb alcançaram 80,53% dos recursos do fundo, superando o percentual mínimo de 70%.
Na saúde, a aplicação foi de 15,21% das receitas, ligeiramente acima do piso constitucional de 15%. Já as despesas com pessoal do Poder Executivo corresponderam a 35,78% da Receita Corrente Líquida, abaixo do limite de 54% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelaram que o ex-governador Cláudio Castro tratou com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça de questões relacionadas à prisão do ex-governador Sérgio Cabral. As conversas ocorreram em novembro de 2022, período em que Mendonça era relator de pedidos apresentados pela defesa de Cabral na Corte.
Castro, de acordo com as investigações, encaminhou ao ministro documentos ligados aos pedidos de habeas corpus e de soltura de Cabral. O conteúdo foi localizado pela PF durante a investigação que apura a atuação de autoridades e agentes públicos em diferentes frentes de interesse político e judicial.
Em nota André Mendonça afirmou que sua atuação no caso ocorreu exclusivamente com base nos autos do processo e que a interlocução com o governador teve caráter institucional. Segundo o ministro, as decisões tomadas seguiram critérios técnicos e jurídicos.
A defesa de Sérgio Cabral também negou qualquer tentativa de influência sobre o julgamento dos pedidos analisados pelo STF. Cabral deixou a prisão em dezembro de 2022, após decisões judiciais que revogaram as últimas ordens de prisão preventiva que ainda estavam em vigor.
Em nota enviada ao TEMPO REAL, o ex-governador manifesta seu posicionamento sobre a reportagem.
Leia a íntegra:
“Recentemente fui surpreendido por uma matéria da Folha de S.Paulo sobre mensagens que troquei com o ministro André Mendonça, em novembro de 2022, envolvendo a situação prisional do ex-governador Sérgio Cabral.
Quero começar pelo principal: não procurei o ministro para interferir em qualquer julgamento no STF nem para pedir benefício a Sérgio Cabral.
Após revisar as mensagens e reconstruir, com minha equipe à época, o contexto daquele episódio, entendi ser importante explicar o que aconteceu.
No início da noite de 11 de novembro de 2022, recebi uma ligação da então secretária de Administração Penitenciária, Maria Rosa Nebel. Havia chegado à secretaria um mandado de soltura de Sérgio Cabral, expedido naquele dia pela 5ª Câmara Criminal do TJRJ, mas existia dúvida sobre outras ordens judiciais que pudessem mantê-lo preso.
Naquele momento, o site do TRF4 estava fora do ar e as tentativas de contato não tiveram sucesso. Diante da necessidade de confirmar a situação processual, fiz contato com o ministro André Mendonça pois havia com ele um processo ligado ao ex-governador.
Minha relação com o ministro sempre foi institucional. A ligação não tratou do julgamento que ocorreria posteriormente no STF. O assunto era o mandado de soltura expedido naquele dia e a necessidade de verificar se havia outras ordens judiciais em vigor.
O ministro encaminhou o link de um processo no Supremo, que auxiliou nessa checagem. Não houve pedido de decisão, favorecimento ou interferência em julgamento.
Ao final, confirmou-se que havia outras ordens judiciais que impediam a soltura, e Sérgio Cabral permaneceu preso.
Nunca mantive relação pessoal com Sérgio Cabral e, durante todo o período em que estive à frente do Governo do Estado, sequer estive pessoalmente com ele.
Análise do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio), a partir dos dados produzidos e consolidados pela Brain Inteligência Estratégica, revela que os apartamentos compactos continuam sendo as celebridades do mercado imobilário no Rio de Janeiro. Eles, que foram 10% do volume total em 2022, hoje já representam 35% de tudo que foi lançado nesses sete meses de 2026.
O levantamento também aponta que o Minha Casa Minha Vida está em plena recuperação. O programa já representou 60% do mercado nos seus primeiros anos, de 2009 a 2011, mas chegou ao fundo do poço em 2021, com somente 20% de representatividade. Hoje significa 40% do que foi lançado em 2026.
O segumento de luxo é um outro destaque. Ele mais do que dobrou a sua participação, saindo de 5% do mercado em 2022 para 12%.
Os principais bairros em volume de lançamentos e vendas na cidade são Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Centro, Porto Maravilha e Flamengo. Eles receberam empreendimentos emblemáticos e de grande volume de unidades este ano.
Em vendas, os patamares de 2024 e 2023, na casa de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões, saltaram em 2025 para R$ 15 bilhões e sinalizam chegar no fim de 2026 nas mesmas condições. O preço médio de venda cresceu cerca de 4,5%, comparando 2025 com 2026, acompanhando a inflação. Hoje, o ritmo de vendas está parecido com o de 2025, devendo chegar a perto de 24 mil unidades no ano.
O estoque atual é de cerca de 14 mil unidades — o que significa que, se mais nenhum imóvel fosse construído, o Rio só teria o suficiente para cobrir a demanda por mais ou menos sete meses. A absorção média do mercado está em 80%, ou seja, de tudo o que é lançado, 80% é vendido antes do fim da execução da obra. O maior estoque hoje está concentrado nos imóveis entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões — o chamado segmento médio, com 34% das 14 mil unidades.
Edio Antonio Rodrigues Neto queria uma coisa simples: ser Itaboraí no Congresso Nacional. Literalmente.
O candidato a deputado federal pelo União Brasil registrou o nome do município em que nasceu como seu apelido nas urnas. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) até chegou a considerar que aquilo poderia ser um erro cometido por quem cadastrou os dados no sistema, mas, mesmo assim, já apontou que não gostou da ideia e afirmou que a escolha poderia confundir o eleitor.
A defesa de Edio, então, teve que deixar bem claro que o nome havia sido definido pelo próprio candidato — de propósito. E tentou convencer o tribunal de que “Itaboraí”, acompanhado da foto, do número e do cargo, seria suficiente para diferenciá-lo do município.
Não colou.
Sem conseguir manter o apelido, Edio recorreu — mas também apresentou duas alternativas para não correr o risco de ter o registro da candidatura indeferido.
E tentou ser o seu domicílio eleitoral ainda mais literalmente, com o apelido “Nino É Itaboraí”.
A nova ideia também não foi aceita pelo plenário do TRE-RJ nesta quinta-feira (10). Mas, a segunda opção deu certo, e Edio concorrerá como “Nino de Itaboraí”.
Porque uma coisa é querer representar Itaboraí em Brasília. Outra é querer ser a própria cidade.