O Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) deu um prazo de cinco dias para que o prefeito de Macaé, Welberth Rezende, e o seu secretário municipal de Infraestrutura prestem esclarecimentos sobre uma licitação milionária voltada para o recapeamento asfáltico. A concorrência eletrônica prevê um contrato estimado em R$ 104.666.022,79.
A decisão monocrática do conselheiro substituto Marcelo Verdini Maia foi motivada por uma representação da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (AEERJ). A entidade questiona a legalidade do uso do Sistema de Registro de Preços para a contratação de obra desse porte e aponta uma grave falha de transparência: o edital e o projeto básico não especificam quais ruas e bairros receberão as intervenções.
Na prática, o tribunal quer entender como o município pretende empenhar mais de R$ 104 milhões em dinheiro público sem detalhar a localização geográfica e técnica dos serviços.
Conselheiro quer ouvir a Prefeitura de Macaé antes de decidir se anula o edital
O despacho do conselheiro determina a oitiva prévia das autoridades antes de avaliar o pedido de suspensão imediata da concorrência. A notificação oficial foi emitida na última segunda-feira (22).
Caso a prefeitura não responda ou não consiga comprovar a adequação dos procedimentos no prazo estipulado, o processo seguirá para análise técnica e para o Ministério Público de Contas, podendo resultar na anulação definitiva do edital.
O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) marcou para esta sexta (24) o anúncio oficial de um novo acordo para incluir ônibus elétricos na frota municipal. A Prefeitura do Rio acertou um financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para viabilizar a primeira parceria público-privada (PPP) de veículos elétrico do país.
O financiamento vai acontecer por meio do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. O projeto prevê a compra dos ônibus elétricos, que vão começar a integrar o Sistema Rio no segundo semestre de 2027, de acordo com a Prefeitura do Rio.
Os valores oficiais e o número de veículos previstos no acordo devem ser anunciados oficialmente no evento. Em agosto, o município tinha anunciado um investimento estimado de R$ 1,3 bilhão para comprar 1,4 mil novos ônibus elétricos.
O anúncio oficial do financiamento será feito na manhã desta sexta no Terminal Intermodal Gentileza (TIG), em São Cristóvão.
Em certificado emitido na tarde desta quinta-feira (24), o TRE-RJ informou que os embargos de declaração da defesa do ex-governador foram recebidos na quarta (23), pela Coordenadoria de Sessões e Acórdãos para inclusão em pauta de julgamento.
Garotinho diz estar sendo vítima de ‘complô’
Garotinho afirmou, em coletiva de imprensa nesta quinta, que havia protocolado os embargos de declaração em 14 de setembro e reclamou que o recurso ainda não havia sido analisado.
O ex-governador disse estar sendo vítima de um “complô” e afirmou que pretende manter a candidatura enquanto houver possibilidade de recurso.
A certidão do TRE-RJ não informa a data em que o caso será levado a julgamento, mas confirma que o processo já foi encaminhado à área responsável pela inclusão dos processos na pauta das sessões.
Registro de candidatura barrado no TRE-RJ
O registro de candidatura de Garotinho foi indeferido por unanimidade pelo TRE-RJ em 11 de setembro. A defesa apresentou embargos de declaração contra a decisão e, segundo o ex-governador, o recurso foi protocolado no dia 14.
Garotinho reclama que os embargos ainda não haviam sido julgados e que, sem essa análise, o caso não poderia ser levado para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O pagamento de R$ 1,5 milhão feito por uma empresa da família do deputado federal Altineu Côrtes (PL-RJ) a uma empresa ligada ao ex-secretário estadual das Cidades e atual candidato ao governo do estado, Douglas Ruas (PL), ampliou os questionamentos sobre contratos firmados durante sua gestão na pasta.
De acordo com a auditoria, uma empresa da família de Altineu Côrtes teria transferido cerca de R$ 1,5 milhão para uma empresa vinculada a Douglas Ruas. O pagamento ocorreu no mesmo período em que empresas contratadas pela Secretaria das Cidades executavam obras públicas e subcontratavam a pedreira ligada à família do parlamentar.
Ainda segundo as informações divulgadas, o fluxo financeiro investigado envolveria uma cadeia de contratos e subcontratações. Empresas contratadas pela Secretaria das Cidades para a realização de obras públicas recorreram à pedreira da família de Altineu para fornecimento de materiais. Na sequência, essa mesma empresa teria contratado serviços de transporte de brita prestados por uma empresa ligada a Douglas Ruas.
A auditoria da CGE já havia identificado relações empresariais e comerciais entre grupos que mantinham contratos com o governo do estado e empresas vinculadas a aliados políticos. O relatório apontou situações consideradas atípicas pelos auditores e recomendou o aprofundamento das apurações por órgãos de controle.
O cruzamento dos contratos e pagamentos acrescenta um novo elemento ao caso. O foco das suspeitas recai sobre a coincidência entre as relações mantidas com o poder público, as subcontratações privadas e os pagamentos realizados durante o período em que Douglas Ruas ocupava o comando da Secretaria das Cidades.
Até o momento, não há decisão judicial sobre o caso. Os fatos integram procedimentos de fiscalização e apuração conduzidos por órgãos de controle. O espaço permanece aberto para manifestações dos citados.
A Polícia Civil investiga uma fraude no concurso público da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) após um candidato ser flagrado utilizando equipamentos eletrônicos durante a realização da prova. Alexandre Campos Oliveira foi preso no dia 8 de fevereiro, nas dependências da Unisuam, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, durante a aplicação do exame organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Segundo a investigação, outra candidata percebeu que o homem utilizava um celular para tentar tirar fotos da prova e informou o fato aos fiscais. Durante a abordagem, também foram encontrados um ponto eletrônico e óculos adaptados com um chip que, de acordo com a polícia, também poderiam ser utilizados para fazer imagens.
Ainda segundo a polícia, Alexandre tentou rasgar um papel que continha informações sobre como os equipamentos deveriam ser manipulados. Ele também teria tentado engolir um saco plástico que estava na sala e continha o ponto eletrônico.
O candidato chegou a ser solto dois dias depois, durante audiência de custódia. O Ministério Público recorreu da decisão e pediu a prisão preventiva, sob o argumento de que a liberdade poderia colocar em risco a instrução do processo. A Justiça acolheu o pedido, e Alexandre voltou a ser preso em 15 de setembro, em uma ação da 11ª Delegacia de Polícia.
Ele foi denunciado por fraude em concurso de interesse público, crime cuja pena prevista varia de um a quatro anos de prisão.
De acordo com o delegado Mário Albert, responsável pela investigação, a polícia também aguarda o resultado da perícia realizada no celular apreendido com o candidato para tentar identificar a dimensão do esquema e verificar se havia outras pessoas envolvidas.
MP apura possível favorecimento a candidata que já era servidora comissionada da Alerj
Além da investigação envolvendo Alexandre, o concurso da Alerj é alvo de uma segunda frente de apuração. Em 23 de julho, o Ministério Público do Rio começou a investigar uma denúncia de possível favorecimento a uma candidata que teria tido acesso a informações privilegiadas do certame.
Segundo a apuração, a candidata já trabalhava na Alerj como chefe de gabinete do diretor-geral da Casa e concorreu ao cargo de procurador legislativo, que tem remuneração inicial de aproximadamente R$ 46 mil.
O MPRJ enviou ofícios à FGV e à própria Alerj para cobrar esclarecimentos sobre o caso. A Assembleia informou ao Ministério Público todas as informações solicitadas, mas não comentou o conteúdo da investigação porque o procedimento está sob sigilo.
A Alerj também afirmou que a servidora foi exonerada em março deste ano.
O que diz a Alerj
A Assembleia Legislativa enviou uma nota oficial sobre o caso. Eis a íntegra:
“A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) já apresentou todas as informações solicitadas pelo Ministério Público, mas não comentará sobre o caso, pois o procedimento mencionado encontra-se sob sigilo. A servidora mencionada foi exonerada em março deste ano.”
O futuro do aluguel por temporada reuniu mais de 1,2 mil participantes de todo o país em dois eventos realizados nesta semana na cidade do Rio: o Stays Summit, na segunda-feira (22), no Vivo Rio, e a 3ª Convenção ABLT RJ, na terça-feira (23), no Hotel Vila Galé Rio, na Lapa.
Juntos, eles somaram 27 painéis sobre temas como Reforma Tributária, tecnologia e regulamentação do setor.
Os encontros tiveram a participação de empresas como Airbnb, Booking e Decolar.com, além de companhias de tecnologia e gestão voltadas ao segmento.
Tema também é discutido na Câmara do Rio
Um dos painéis da convenção da Associação Brasileira de Locação por Temporada (ABLT) discutiu a regulamentação do setor de aluguel por temporada e contou com a presença dos vereadores Flavio Valle (PSD) e Pedro Duarte (PSD). Os dois falaram sobre o cenário político e as propostas de regras para a atividade na cidade.
O tema ganhou força após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspender, em setembro, os processos que discutem se a cláusula de destinação residencial prevista na convenção do condomínio é suficiente para impedir locações de curta temporada. A questão deverá ser analisada pelo tribunal em julgamento que definirá uma tese geral.
Flavio Valle, presidente da Comissão de Turismo da Câmara, e Pedro Duarte, presidente da Comissão de Assuntos Urbanos, também falaram sobre a tramitação de propostas relacionadas ao aluguel por temporada no Legislativo municipal.
Os vereadores lembraram o arquivamento, em maio, do Projeto de Lei 372/2025 pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Segundo eles, houve articulação de representantes do setor e de um grupo de vereadores para barrar a proposta.
O tema pode voltar ao debate legislativo por meio de uma nova proposta, apresentada pelo vereador Salvino Oliveira (PSD), que deve começar a tramitar na Câmara.
Para Valle, o turismo de temporada é motor de desenvolvimento em todo o estado do Rio de Janeiro, capaz de descentraliza o fluxo de visitantes, gera renda direta para famílias e fortalece o comércio local.
“Proibições cegas só alimentam a informalidade; precisamos de uma regulamentação inteligente, com regras claras e compatíveis com a realidade de cada território”, disse o vereador.
Pedro Duarte também se posicionou contra o aumento de regras para o segmento: “Esse projeto deve voltar no ano que vem, mas temos o compromisso de mais uma vez tentar derrubá-lo, até porque sou contra mais burocracia, mais impostos, mais dificuldades para o setor”, afirmou.
Impacto econômico
A regulamentação não foi o único tema de destaque na convenção da ABLT. Outro painel tratou da Reforma Tributária, com orientações sobre as mudanças previstas na tributação brasileira e seus possíveis impactos sobre a locação por temporada.
Segundo dados apresentados durante o evento, o segmento gerou R$ 9 bilhões em tributos diretos em 2025.
Um estudo da FGV Projetos encomendado pelo Airbnb aponta que a atividade movimentou R$ 113,2 bilhões no país em 2025, alta de 13,4% em relação ao ano anterior.
Ainda segundo o levantamento, o setor contribuiu com R$ 62,8 bilhões para o PIB brasileiro, gerou 703,9 mil postos de trabalho e respondeu por R$ 31,7 bilhões em renda.
A vereadora do Rio e candidata ao Senado Mônica Benício (PSOL) aderiu à chamada Bancada dos Trabalhadores e Trabalhadoras, articulação que pretende reunir candidatos de diferentes estados e partidos em torno da defesa de pautas da classe trabalhadora no Congresso Nacional. A iniciativa foi idealizada pelo candidato a deputado federal Moisés Selerges (PT-SP).
No Rio, Mônica se junta à deputada federal e candidata ao Senado Benedita da Silva (PT) e à deputada federal Talíria Petrone (PSOL), candidata à reeleição, que também declararam apoio à iniciativa. As três são, até o momento, as únicas candidatas do estado que participam da ação.
A proposta prevê a criação de uma Frente Parlamentar dos Trabalhadores e Trabalhadoras no Congresso Nacional e nos legislativos estaduais, com atuação voltada à defesa de direitos e à ampliação da representação política da classe.
Manifesto cita diferença entre perfil dos trabalhadores brasileiros e composição do Congresso
O projeto foi idealizado por Selerges, candidato do presidente Lula (PT) à Câmara dos Deputados e ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
No manifesto de apresentação da iniciativa, Selerges afirma que 103 milhões de brasileiros vivem da própria força de trabalho, enquanto, segundo o documento, mais de 70% dos parlamentares no Congresso são empresários e fazendeiros.
A partir desse diagnóstico, o movimento defende ampliar a presença de representantes da classe trabalhadora no Legislativo e articular uma atuação conjunta em pautas relacionadas a direitos trabalhistas e sociais.
Verônica Costa é alvo de mandado de prisão e segue foragida — Foto: Divulgação/Câmara do Rio
“Me bateram. Jogaram um produto químico no meu corpo. Não sei se era gasolina ou querosene. Ficaram ameaçando colocar fogo no meu corpo. Ela ficou repetindo que eu tinha amante. Depois, falou que eu estava roubando o dinheiro dela”, contou ele, na época da denúncia, em 2011, ao jornal “Extra”.
Acusação de invasão e uso de drogas
O ex-marido de Verônica foi acusado por ela de ser usuário de drogas e ter invadido a casa dela, levando vários objetos da residência. Márcio chegou a apresentar na delegacia um laudo negativo quanto ao uso de maconha e cocaína. Márcio diz que, após escapar de seus algozes e denunciar o caso à polícia, precisou fugir do país por medo de ser pego novamente.
Olhos vendados e mordaça na boca
Márcio relatou ter sido amarrado em um banheiro. Ele teve os pulsos e os pés atados com correntes, cadeado e corda. Diz que ainda teve os olhos vendados e uma mordaça de pano foi colocada em sua boca. Ele disse que os torturadores também jogaram inseticida em seu rosto.
Os policiais foram ontem a um apartamento no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio, mas não acharam Verônica. No local, havia dois cachorros abandonados. A polícia acredita que ela deixou os bichos para trás na pressa de fugir.
A determinação da prisão veio após se esgotarem os recursos apresentados pela defesa nos tribunais superiores. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou recursos da condenação, e o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve as decisões anteriores. Os outros quatro acusados também receberam penas de dez anos de prisão.
História de traição e detalhes sórdidos
Verônica se casou com Márcio após ter se separado do empresário Rômulo Costa, dono da Furacão 2000. Rômulo chegou a dizer que foi traído por Verônica e Márcio, que é seu sobrinho, na própria cama. Quando o empresário revelou a história, Verônica negou imediatamente. Mas depois apareceu casada com Márcio e, após muitos anos, disse que a traição aconteceu por vingança. Segundo ela, Rômulo havia sido o primeiro a trair, tendo um caso com a então musa da Furacão 2000 Priscila Nocetti, que também enveredou depois pela carreira política.
O político convocou uma coletiva de imprensa com “caráter de urgência” para falar sobre a candidatura. No comunicado, ele disse que está sendo vítima de um “complô” e insinuou que o TRE-RJ estaria atrasando a análise de embargos de declaração apresentados por sua defesa.
Garotinho alega ter protocolado os documentos em 14 de setembro, mas a apreciação não aconteceu nas sessões seguintes, conforme de costume. Ele criticou o Tribunal pela demora na análise do recurso.
“Eu estou sendo vítima de um complô que, infelizmente, não me dá explicação até que ponto a Justiça está envolvida. Não há hoje nenhum registro de candidatura de governador que tenha sido definida em primeira instância e que ainda não esteja no TSE. Todos já foram para o TSE. O meu não vai”, disse.
O ex-governador também disse que só vai declarar a desistência da candidatura caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirme a inelegibilidade nas instâncias superiores.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) determinou a suspensão de uma propaganda eleitoral da campanha de Eduardo Paes (PSD) que fazia associava o candidato ao governo Douglas Ruas (PL) ao crime organizado e a acusações de corrupção na Assembleia Legislativa (Alerj). A decisão liminar foi assinada nesta quinta-feira (24) pela desembargadora eleitoral Maria Paula Gouvêa Galhardo.
A ação foi apresentada pela Coligação “Rio Real”, defendida pelo advogado Tiago Santos, que questionava a propaganda exibida no horário eleitoral obrigatório da TV em 16 de setembro.
Segundo a representação, o vídeo associava o deputado Rodrigo Bacellar (União) ao Comando Vermelho e fazia referência a uma suposta “quadrilha da Alerj”. Na sequência, a peça relacionava Douglas Ruas às acusações e dizia que o candidato “só faz uma coisa desde que entrou para a política: enriquecer”, mencionando um patrimônio de R$ 15,8 milhões.
A desembargadora entendeu, em análise liminar, que a propaganda ultrapassou os limites da crítica eleitoral ao transferir para o candidato acusações criminais atribuídas a terceiros e insinuar enriquecimento ilícito sem provas individuais contra Douglas Ruas.
Outro ponto considerado irregular foi a forma como a propaganda foi apresentada. Segundo a decisão, o programa criticava o adversário sem indicar de maneira clara o nome e o número do candidato responsável pelo espaço.
A legislação eleitoral, conforme apontado na decisão, exige a identificação da autoria das inserções e dos programas eleitorais.
Todo mundo já sabe que a Verônica Costa (PL), a “Mãe Loira do Funk”, está condenada em definitivo por tortura contra o ex-marido, Márcio Costa — e, até o início da tarde desta quinta (24), se encontra foragida, mesmo que no balanço das horas tudo possa mudar. O que pouca gente se lembra é que essa história começou muito antes de passar por delegacias e tribunais.
Foi no início dos anos 2000. Eu era repórter e fui escalado para entrevistar Priscila Nocetti, que seria apresentada como nova musa da Furacão 2000. Àquela altura, ela já era namorada de Rômulo Costa, o grande empresário do funk. Fiz a entrevista, e a musa foi trocar de roupa para as fotos. Enquanto o fotógrafo aguardava, fiquei trocando uma ideia com Rômulo. Em determinada altura, soltei aquele: “E a Verônica?”. “Eu na minha, ela na dela. Depois que ela me traiu com meu sobrinho na minha cama”, contou o dono da Furacão, com a tranquilidade de quem relata que acabou de chupar um Chicabon.
Traição na própria cama do casal
Tomei um susto, e a pauta mudou na hora, claro. Perguntei a Rômulo se ele estava falando aquilo em on, ou seja, para ser publicado. Ele disse que sim, com a condição de que não misturasse as duas matérias. Priscila era um caso, Verônica outro. Fizemos o acordo de cavalheiros e corri para a redação do jornal. Rômulo contava que tinha acolhido o sobrinho, vindo de Manaus (AM), e levado uma punhalada pelas costas. Na própria cama!
Rômulo e Priscila vivem romance desde o início dos anos 2000 – Foto: Divulgação
Foi uma correria danada. Escrever as duas matérias separadamente e, claro, procurar Verônica Costa, na época vereadora. Ela foi informada por telefone sobre o assunto e topou me receber pessoalmente em seu escritório. Disse, olhando nos meus olhos, que era tudo mentira de Rômulo, que estava contando essa história para não ficar mal com os funkeiros, já que, na época, ela era uma celebridade respeitada e adorada no meio. Ficou o dito pelo não dito, cada um com sua versão, até porque traição não é crime previsto no Código Penal. Com a opinião pública é outra história, mas isso não conta para os tribunais.
Denúncia de tortura com ácido e possível execução
Eis que em fevereiro de 2011, quem aparece dizendo que tinha se separado de Verônica Costa após um casamento conturbado? Ele mesmo, Márcio Costa. Seria apenas uma fofoca velha, se Márcio não tivesse procurado a polícia para dizer que foi torturado por Verônica e quatro parentes dela, numa dia de terror que se estendeu por 20 horas. Márcio contou ter sido amarrado e queimado com ácido.
“Além da tortura, haveria execução. Isso só não aconteceu porque eu consegui fugir”, disse Márcio na época.
Márcio contou na época que foi torturado por Verônica e parentes dela — Foto: Reprodução
O caso se arrastou. Em 2019, Verônica e seus quatro parentes foram condenados a cinco anos e dez meses de prisão, em regime semiaberto. A polícia recorreu, e o processo foi correndo por várias instâncias. Em 2023, a “Mãe Loira” teve a pena aumentada para 10 anos e 8 meses de prisão pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Isso ocorreu após recurso apresentado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro contra a sentença de 1ª instância.
Verônica diz que apenas pagou na mesma moeda
Verônica sempre negou o crime e também diz que não foi a primeira a trair. Sustenta que apenas deu o troco em Rômulo Costa, a quem acusa de tê-la traído com Priscila, que já era funcionária da Furacão 2000 na época. A ex-vereadora falou ao podcast Papagaio Falante sobre o assunto no ano passado. Com detalhes.
“Quando eu saí dali (da relação), estava muito gorda, fragilizada. Me chamavam de Fusquinha, dizendo que ele tinha me trocado por uma Ferrari. Eu estava muito ferida e pense: ‘Tenho que ficar com alguém que machuque ele'”, disse.
Sedução por vingança e garrafa de vinho
A “Mãe Loira” disse no podcast que tomou a iniciativa de seduzir Márcio:
“Cheguei pra ele e perguntei: ‘Você me acha bonita? Ficaria comigo?’ Ele me disse que sim. Eu não bebo, mas nesse dia bebi uma garrafa de vinho e fiquei com ele”.
Verônica lembrou ainda no podcast que não basta se vingar, tem que espezinhar.
“No mesmo dia, liguei pra ele e disse: ‘Rômulo, você pode espalhar pra todo mundo que a Mãe Loira agora tem amante’. E ele: ‘É mesmo? Quem é seu amante?’. Eu falei: ‘Seu sobrinho’.
Na mesma entrevista, Verônica disse que se arrependeu:
“Não me senti bem fazendo isso. No mesmo dia tive uma crise de choro. Mas eu me arrependo muito, porque isso isso me custou muito caro”.
‘Tem que ter disposição, sua piranha’
Ao longo dos anos, o assunto rendeu. Em 2016, “vazou” um áudio de Verônica numa briga com Priscila Nocetti. Tirem as crianças da sala!
“Quero te falar o seguinte, eu não preciso de fazer nada disso pra voto não, meu amor, eu tenho 70 leis aprovadas. Sabe o que é 70 leis? Tem que ter disposição, sua piranha. Eu vou te falar uma coisa, se existe jovens aprendiz hoje na cidade do Rio, é a lei do primeiro emprego da Mãe Loura Verônica Costa. Se você não sabe, jovens aprendiz é algo assim que muda a vida dos jovens, sua piranha. Se você não sabe, sua puta, a lei dos empacotadores é uma lei que gera emprego pra terceira idade, sua vagabunda. Não fale mais de mim, vai limpar essa sua boca. Vai tomar juízo, parar de trair seu marido. Eu sempre fui uma mulher muito correta, sua filha da puta. Chega pra qualquer funkeiro, chega…”
Acusação de ser dançarina em local de programas sexuais
E não parou por aí:
“Você era dançarina da Love Story em São Paulo, uma casa de programa, e você veio para o Rio. Na porta do Castelo da Pedras, pediu para trabalhar para mim. Você disse que era minha mãe e conquistou a minha confiança. Sua bandida, suja, dissimulada. Você conquistou o meu marido. Perdi o Rômulo para você, sim. Você destruiu o meu casamento, acabou com a minha vida no sentindo emocional. Você é uma mulher imunda, que vive humilhando o Jonathan, a Jeniffer (filhos do ex-casal). Você tem um problema comigo que, na verdade, você precisa nascer mil vezes para chegar perto do meu coração. Eu sou incapaz de chegar perto de alguém casado. Sua bandida!”.
De funkeiro a jogador de futebol: ‘sua imunda!’
E “pera” que teve mais:
“A massa funkeira sabe qual é a sua. O maior castigo do Rômulo é o Rio de Janeiro saber que o Rômulo perdeu uma mulher como eu. Todo mundo sabe que você é uma mulher que sai com geral, desde funkeiro a jogador de futebol. Agora pergunta aos meus representantes de galera, qual foi o dia que a ‘Mãe Loira’ pegou algum funkeiro? A única coisa que eu tenho de mais valor é a minha moral, sua imunda. Vai aprender a ser mulher! Até hoje você mora na minha casa. Uma mulher nobre nunca moraria nessa casa. A casa está no meu nome. Para mim, você é a pior espécie do mundo”.
‘Trocar uma Mercedes por um Fusca não dá’
Priscila não deixou barato:
“Eu tô rindo até 2050. Quando você acha que já viu de tudo nessa vida, vem uma louca em busca de voto, achando que funkeiro é burro, querendo ser vítima. Como sempre, né? Acho que as pessoas esqueceram a historia do Márcio, que ela pegou o sobrinho do marido na casa dela, na cama dela, não respeitou nem os filhos pequenos. Enquanto ela se faz de vítima, está querendo casar de novo com o Rômulo. Só que avisa a ela gente, que o Rômulo é casado. E meu amor, trocar uma Mercedes por um Fusca não dá, não é verdade? Só se ele fosse muito burro. Sem contar que ela está casada, né? A hashtag tem que que ser ‘o marido não está dando conta’ ou então ‘vamos arrumar um vibrador pra Mãe Loira'”.
Rômulo Costa foi procurado pelo TEMPO REAL para comentar o assunto. Ainda não retornou. Enquanto isso, aguardamos as cenas dos próximos capítulos.