A contratação direta da empresa Drata Analytics Ltda pela Secretaria Estadual de Transportes e Mobilidade Urbana, por R$ 4,21 milhões e sem licitação, tornou-se objeto de apuração formal no Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ).
O processo, decorrente de uma representação com pedido de medida cautelar movida pelo deputado estadual Alan Lopes (PL), aponta suspeitas de direcionamento, favorecimento pessoal e fragilidades na comprovação técnica da contratada.
Em decisão monocrática, a relatora do caso, conselheira Marianna Montebello Willeman, abriu o prazo de cinco dias úteis para que a titular da Setram preste esclarecimentos formais antes de uma deliberação sobre uma possível suspensão cautelar do contrato.
Dono da empresa é primo de coordenadora na secretaria
A contratação direta, por inexigibilidade, tem como objeto a prestação de serviços de engenharia de dados e o fornecimento de solução em software para auditoria do Sistema de Bilhetagem Eletrônica do Estado.
A Drata Analytics é administrada por Alberto Toufic Saba, primo em primeiro grau de Najla Georges Saba, nomeada para a Coordenadoria de Gestão do Vale Social semanas após a posse da secretária de Transportes, Priscila Sakalem. Em publicações passadas, a secretária se referia a Najla como sua “dindinha postiça”.
Os apontamentos da denúncia feita pelo deputado
Na representação ao TCE-RJ, o gabinete do deputado aponta ainda o fato de a Drata Analytics ter capital social de R$ 1 mil e endereço cadastrado em um apartamento residencial no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio.
O parlamentar elenca quatro eixos principais de possíveis irregularidades: a não comprovação, nos autos, da notória especialização; a insuficiência da pesquisa de preço de mercado para justificar os valores; as falhas formais na tramitação do processo administrativo, com reaproveitamento de atos anteriores; e a suspeita de favorecimento pessoal devido às relações de proximidade entre integrantes da pasta e o sócio da contratada.
O que diz a Secretaria de Transportes
A Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana já sustentou, anteriormente, a lisura, a legalidade e a necessidade técnica da contratação. Afirmou que a escolha por inexigibilidade de licitação está amparada pelo artigo 74 da Lei Federal nº 14.133/2021, que trata de serviços técnicos de notória especialização.
Segundo a Setram, o objetivo do contrato é cumprir deliberações do próprio TCE-RJ para que o estado passe a auditar diretamente a bilhetagem eletrônica, garantindo governança pública e independência no tratamento dos dados do transporte coletivo, sem depender de relatórios processados por concessionárias privadas.
A secretaria disse que a Drata Analytics reúne capacidade técnica indispensável para a complexidade do serviço, que exige a descriptografia, extração e estruturação de dados brutos de 17.547 validadores de transporte operando continuamente.
Para comprovar essa expertise, a empresa apresentou atestados de serviços prestados à Federação das Empresas de Mobilidade do Estado, a Semove (antiga Fetranspor) e a consórcios do município do Rio, cobrindo a manutenção e gestão de sistemas em cerca de quatro mil equipamentos, demonstrando domínio das tecnologias das redes Riocard e Jaé.
A pasta complementou que o valor mensal de R$ 350.940,00 — equivalente a R$ 20 por validador — foi definido com base em parâmetros de mercado documentados e com redução decorrente de ganho de escala.
A Setram também refutou os apontamentos sobre suposto direcionamento e conflito de interesse em razão do vínculo de parentesco do sócio da empresa, Alberto Toufic Saba, com Najla Georges Saba, nomeada para a Coordenadoria de Gestão do Vale Social.
A secretaria afirmou que a servidora lotada no Vale Social não tem qualquer ingerência sobre o contrato, frisando que todo o procedimento foi conduzido por servidores formalmente designados, aprovado pela Assessoria Jurídica e fiscalizado por equipe própria e independente.
A pasta acrescentou que a solução já está em operação desde junho, permitindo que o estado assuma o controle, a apuração e a validação direta dos recursos públicos da bilhetagem eletrônica.
Próximos passos no Tribunal de Contas
A relatora do processo no TCE-RJ optou por ouvir a administração pública antes de avaliar a concessão da medida cautelar de suspensão do contrato. Marianna Willeman, no entanto, emitiu um alerta explícito à gestão estadual: caso a Setram decida dar continuidade à execução dos serviços antes de uma posição definitiva do tribunal, a escolha ocorrerá por sua conta e risco, podendo os gestores responderem pessoalmente por eventuais prejuízos e obrigações de ressarcimento ao erário.
Após o recebimento da manifestação da secretaria no prazo fixado, os autos seguirão para análise urgente da Secretaria-Geral de Controle Externo do TCE-RJ antes de retornar ao gabinete da relatora.
Comentários 18
Se fizer isso em todo o estado, garanto que 80% não vão passar.
Tem vários em campo grande e Sepetiba pedra praia da brisa
Tem que fazer essa fiscalização em um por um. Inclusive ver se o que pagamos é o que é entregue. Medição da quantidade de litros.
A maioria seria interditada.
Precisamos urgentemente de uma vistoria em São Francisco do itabapoana
Av Dom Helder camara 7832 , só vende gnv la
Olá! Seria de grande utilidade se fosse divulgado o nome e localização desses postos. Assim a sociedade se defenderia melhor desses criminosos.
Moro em Jacarepaguá tenho problemas de abastecimento gasolina adulterada na maioria dos postos da região me trazendo prejuízos com o carro
Posto de gasolina no Barreto, esquina da rua Galvão, tanque de 16mts de GNV coube 25mts , roubo descarado, o próprio gerente disse que tem muitas reclamações.
Boa aqui na Mário Viana 486 em Santa Rosa e um edifício residencial
A reportagem diz Dr. MÁRIO VIANA 264, POSTO NA ESQUINA COM A SETE DE SETEMBRO DE NÃO ME ENGANO.
Deveriam vistoriar os postos de gasolina da Região Oceânica em Itaipu , Niterói
Tem posto BR na av professor João Brasil em Niterói que os funcionário impõe a bomba que carros de passeio deva abastecer e em bomba específicas só pode abastecer carros de Cia tipo Nittrans, Enel entre outras empresas…
A região dos lagos está precisando de uma visita dessas, além do preço diferenciado, ” sempre mas caro”, tem a qualidade duvidosa, posto que perdem bandeira e continuam ostentando a bandeira, outros que pela simples aparência já deveriam passar por uma fiscalização, posto que não emiten cupom fiscal, mesmo quando você solicita , em fim o que não falta são coisas a serem fiscalizadas. Aguardemos!!
Tem que intensificar mais estas vistorias pois a maioria dos postos estão irregulares, combustivel adulterado, bomba de combustível não aferidas (digo não correspondem a litragem correta) e po ai vai as irregularidades, servisos tem para serem averiguados ,falta as providências a serem tomadas.
Poderia fazer de 6 em 6 meses, essas vistorias em Niterói. A população agradece
Combustível um preço absurdo. É isso aí pra cima desses pilantras.
É uma pena….. Foram poucos os postos penalizados. No mínimo a metade seriam jnterditados. Que essas fiscalizações seja diárias.
Tem um posto na estrada do Quitungo, fui abastecer um Logan, capacidade do tanque 50litros,,,pedi pra encher completar ,,sabe coube 62 litros,, questionar falaram q o gerente não estava ,, passei outras vezes o gerente nunca está lá pra resolver