A Justiça do Rio voltou a decretar a falência do Grupo Oi nesta terça-feira (25). A nova decisão acontece depois que a companhia retomou seu segundo processo de recuperação judicial, na esteira do recurso apresentado por bancos contra a primeira decisão de falência, em novembro do ano passado.
O novo capítulo encerra — pelo menos por enquanto — mais uma tentativa da companhia de encontrar uma saída para uma crise que se arrasta há mais de dez anos. Sem conseguir se desfazer dos principais ativos restantes desde o ano passado, a Oi viu o caixa se deteriorar até chegar a uma situação considerada insustentável, enquanto o patrimônio líquido negativo do grupo já ultrapassa R$ 22,6 bilhões, segundo dados apresentados à Justiça.
A tentativa de transformar a Oi em uma operadora de telecomunicações global, por meio da fusão com a Brasil Telecom e, posteriormente, com a Portugal Telecom, resultou em uma dívida estimada em mais de R$ 44 bilhões e em uma lista de mais de 164 mil credores no início deste ano.
Desse total, R$ 13,8 bilhões estão com credores com garantias, lista que contempla fundos estrangeiros. Os trabalhadores, por sua vez, somam 8.327 credores e têm a receber R$ 1,03 bilhão, seguidos de 4.418 microempresas, com R$ 106,14 milhões. O restante está com outros credores, como bancos, detentores de títulos e fornecedores, entre outros. Os números, porém, serão atualizados pela Justiça.
Oi prevê ‘esgotamento total’ dos recursos até o final desse mês
Sem caixa para honrar todos os seus contratos, a Oi foi alvo, no mês passado, de fornecedores, que chegaram a suspender a prestação de serviços essenciais de internet e telefonia fixa em cidades de todo o país.
A situação financeira da empresa chegou a um ponto crítico. Em petição recente, a administração judicial informou que os recursos disponíveis não serão suficientes para cobrir os pagamentos necessários à continuidade das operações até o fim de agosto. O documento aponta que a companhia deve encerrar o mês sem caixa e com liquidez negativa.
Com informações do jornal “O Globo”.





















































