11/08/2026 10:19

Ex-assessor na gestão Castro, Victor Travancas se alia a Garotinho em ações contra seu ‘ex-patrão’

ATUALIZAÇÃO: matéria atualizada às 17h do dia 11 de agosto, com o posicionamento de Victor Travancas.

Em duas ações populares apresentadas no último mês contra Cláudio Castro, o ex-governador Anthony Garotinho questiona na Justiça licitações e contratos de aluguel de carros destinados a programas como o Segurança Presente e a Lei Seca. O detalhe que chama atenção está justamente no nome que consta ao lado de Garotinho nas assinaturas das ações: o advogado Victor Travancas, que integrou a Casa Civil de Castro como assessor.

Uma das ações, encaminhada à 1ª Vara de Fazenda Pública da Capital, contesta um contrato de R$ 7,19 milhões. Além de Cláudio Castro e do ordenador de despesas André Luis Dantas Ferreira, a empresa Horizonte 16 Locadora de Veículos também é alvo da ação. Segundo a petição, houve descumprimento de regras tanto na homologação do certame quanto na prestação do serviço.

Já o outro processo, que tramita na 8ª Vara da Fazenda Pública, questiona um pregão da Secretaria de Governo que o próprio estado chegou a anular administrativamente. Na ação, Garotinho pede que o cancelamento do certame seja definitivo através da decisão judicial.

Os processos aguardam agora os pareceres do Ministério Público para que os magistrados das duas varas decidam sobre os pedidos de anulação.

O que diz Victor Travancas

O advogado Victor Travancas comentou as ações e disse que sua atuação nos casos é “exclusivamente jurídica”. Confira o posicionamento do ex-assessor estadual, na íntegra:

“A propósito da matéria, venho a público prestar os devidos esclarecimentos, não apenas para corrigir imprecisões, mas sobretudo para reafirmar, com a firmeza necessária, o respeito às prerrogativas da advocacia, que não são favores concedidos, mas garantias legais indispensáveis ao Estado de Direito.

A narrativa veiculada, ao sugerir vínculos de natureza política, pessoal ou de coautoria entre este subscritor e o Governador Anthony Garotinho, incorre em grave distorção dos fatos e, mais do que isso, desconsidera deliberadamente a natureza estritamente profissional da relação advogado-cliente.

Cumpre esclarecer, de forma inequívoca, que não sou aliado político, tampouco coautor de qualquer estratégia que não seja jurídica. Sou advogado regularmente constituído do Governador Anthony Garotinho, atuando nos estritos limites do mandato que me foi outorgado, com base na legislação vigente.

A advocacia, nos termos do Estatuto da Advocacia e da OAB (Lei nº 8.906/1994), especialmente em seus artigos 6º e 7º, assegura ao advogado o direito de exercer sua profissão com independência, inviolabilidade por seus atos e manifestações no exercício profissional, bem como o respeito às suas prerrogativas, que são essenciais à ampla defesa e ao contraditório.

Qualquer tentativa de confundir a atuação técnica do advogado com participação política, coautoria de decisões ou alinhamento pessoal constitui não apenas erro jornalístico, mas potencial violação às prerrogativas profissionais asseguradas por lei federal.

Reafirmo, portanto, que minha atuação é exclusivamente jurídica, pautada pela técnica, pela ética e pelo dever de lealdade processual, sem qualquer confusão com papéis políticos ou institucionais que não me competem.

O advogado não fala em nome próprio quando atua em defesa de seu constituinte; fala nos limites da lei e da procuração que lhe foi conferida. E é exatamente por isso que qualquer tentativa de personalizar, politizar ou distorcer essa atuação deve ser rechaçada com firmeza.

Diante disso, exijo respeito às prerrogativas da advocacia, nos termos da legislação vigente e das garantias constitucionais que protegem o livre exercício profissional. A advocacia não se submete a narrativas convenientes, nem pode ser reduzida a interpretações que desvirtuem sua função essencial à Justiça.

Por fim, reitero que sigo exercendo minha função com absoluta independência técnica, sempre em defesa dos interesses do meu constituinte, como determina a lei e como exige a dignidade da profissão.

Aproveito para informar que segundo as normas Constitucionais o Ex-Governador Claudio Castro nunca foi meu patrão, o meu chefe era o Povo do estado do Rio de Janeiro. Estou tão certo disso que fui responsável pelas denúncias que levei Claudio Castro a completa inelegibilidade”

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O Tempo Surreal: uma lente de aumento para ver o Rio e seus personagens pelo avesso

15/09/2026 18:36

Em todas as esquinas, em todos os bares, em todas as campanhas eleitorais há espaço para o humor. Do Barão de Itararé aos irmãos Caruso, passando por Millôr Fernandes, Henfil e Ziraldo, sempre há quem tire um sorriso do dia-a-dia do Rio de Janeiro — que, mesmo tão doído, não perde uma piada.

O TEMPO REAL inaugura, a pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições 2026, um espaço para o fluminense rir de si próprio.

De seus candidatos, das promessas vãs, dos tropeços dos homens que se acham sérios e do nosso cotidiano.

O Tempo Surreal é a coluna em que a política, a cidade e seus personagens aparecem pelo avesso — com humor, ironia e uma boa dose de sarcasmo. Aqui, o absurdo não precisa ser inventado: ele já vem pronto da vida real. A gente só organiza a cena, acende a luz e deixa o leitor decidir se ri, chora ou pede explicações.

Tempo Surreal (alerta de humor): TRE-RJ barra ‘milícia de gravata’ e Rio Fashion Week 2027 perde coleção de ternos caros, coletes ocultos e laranjas da estação

15/09/2026 18:33

O Rio Fashion Week aconteceu em abril, mas a passarela eleitoral já antecipava uma forte tendência para 2027: a coleção “Milícia de Gravata”. O figurino reunia alfaiataria fina, discurso sob medida e bolsos largos o bastante para acomodar contratos, procurações e habeas corpus.

O TRE-RJ, porém, resolveu afastar o ‘dress code’ do crime antes mesmo do desfile.

Agora, os candidatos-modelos recorrem a Brasília na esperança de obter uma liminar e voltar à passarela. Enquanto isso, o laranja — apontado como a grande cor da temporada — segue fora de moda.

Linchamento em Copacabana: cinco viram réus por homicídio triplamente qualificado e têm prisão mantida

15/09/2026 18:22

A Justiça do Rio tornou réus cinco homens denunciados pelo assassinato de Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, espancado em Copacabana, na Zona Sul, após ser acusado injustamente de ter furtado uma bicicleta. Cláudio morreu no dia 12 de agosto.

As prisões temporárias dos quatro suspeitos detidos foram convertidas em preventivas, enquanto um quinto investigado segue foragido.

Entregadores e vigias respondem por homicídio

A denúncia apresentada pelo Ministério Público responsabiliza Ailton José da Silva, Davi Santos Machado, Felipe Eduardo dos Santos Silva, Jorge Luiz Ricardo Dias e Wellington Luiz Santos de Souza pela morte. O grupo é formado por dois seguranças e dois entregadores de aplicativo.

Wellington, apontado como o quinto envolvido no homicídio, ainda não foi localizado e é considerado foragido.

A investigação aponta que Davi Santos Machado teria sido responsável por desferir golpes de madeira contra Cláudio. Um dos seguranças presos, porém, não teria participado diretamente das agressões físicas.

O MP classificou o assassinato como triplamente qualificado por três circunstâncias: motivo considerado fútil, emprego de meio cruel e uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.

Davi e Jorge também respondem por exercício ilegal da profissão.

Homem foi espancado até a morte após ser acusado de roubar bicicleta

Cláudio estava com a bicicleta da própria irmã quando parou na Rua Barata Ribeiro, em 12 de agosto. Segundo a investigação, seguranças particulares que atuavam na região acreditaram que ele havia roubado o veículo e o cercaram.

O ciclista foi agredido por aproximadamente nove minutos. Ele recebeu socos, chutes e golpes com um objeto de madeira. De acordo com as informações reunidas na investigação, Cláudio tinha transtornos psicológicos e não reagiu durante as agressões.

O quadro de violência provocou traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e rompimento de órgãos. O Corpo de Bombeiros levou Cláudio para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Zona Sul, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu.

Polícia investiga esquema de segurança irregular em Copacabana

O caso não se limita à identificação dos homens que participaram do espancamento. A Polícia Civil também apura a existência de uma estrutura de segurança privada irregular que atuava nas ruas de Copacabana.

A suspeita é de que comerciantes da região financiassem o grupo por meio de pagamentos ao responsável pela coordenação do esquema. A investigação tenta esclarecer como funcionava essa estrutura e qual era a participação dos envolvidos.

Ao todo, 13 pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil no inquérito que apurou a morte de Cláudio. Além dos cinco denunciados por homicídio, outras oito pessoas foram investigadas por crimes considerados de menor potencial ofensivo.

Entre elas estão suspeitos de exercício irregular da profissão, participação no crime, omissão de socorro e lesão corporal. Esse grupo responde em liberdade e o Ministério Público pediu que os casos sejam encaminhados ao Juizado Especial Criminal.

A Justiça ainda deverá decidir se os processos serão separados e qual será o destino de cada um dos investigados.

Com informações do portal “g1”.

Projeto na Alerj pode impedir condenados por violência contra a mulher de trabalhar como motoristas de app

15/09/2026 17:49

Um projeto em tramitação na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) prevê impedir que pessoas condenadas definitivamente por crimes de violência contra a mulher sejam cadastradas como motoristas de aplicativos no estado. A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta terça-feira (15) e agora segue para análise do plenário.

De acordo com o texto, as plataformas deverão verificar os antecedentes criminais dos motoristas no momento do cadastro e também realizar consultas periódicas. A checagem deverá considerar, no mínimo, certidões de antecedentes emitidas pelos órgãos competentes.

Entre os casos previstos pelo projeto estão condenações definitivas por violência doméstica e familiar contra a mulher, crimes contra a dignidade sexual, feminicídio, perseguição e ameaça praticadas em contexto de violência de gênero.

Aplicativos podem criar canais de denúncia de crimes contra a mulher

Além da análise dos antecedentes, a proposta prevê que os aplicativos disponibilizem canais acessíveis para denúncias e mecanismos simplificados para que passageiras possam comunicar casos de violência ou assédio durante as corridas.

A proposta é de autoria da deputada estadual Sarah Poncio (SDD).

“Se existe uma condenação definitiva por violência contra uma mulher, não faz sentido ignorar esse histórico quando o serviço coloca esse motorista em contato direto e privado com outras passageiras”, explicou.

No Largo da Carioca, polarização é marketing e há mercado para todas as cores e tonalidades

15/09/2026 16:53

Entre o vermelho e o verde-amarelo, camelôs cariocas provam que, na política, ideologia também vira mercadoria.

No Largo da Carioca, a polarização encontrou um raro espaço de convivência pacífica — e pendurada no mesmo varal. De um lado, estampas vermelhas e estrelas; do outro, verde, amarelo e faixas presidenciais.

Tudo lado a lado, à espera do freguês.

Ali, pelo menos, não tem pesquisa eleitoral, rejeição nem segundo turno: vende-se o que tiver saída. No comércio popular do Centro, a regra é democrática — há mercado para todas as matizes.

Câmara do Rio aprova projeto que obriga prefeitura a remover colmeias que ofereçam risco à população

15/09/2026 16:48

A Câmara do Rio aprovou nesta terça-feira (15) um projeto de lei que obriga a prefeitura da capital a remover colmeias de abelhas, vespas e marimbondos que ofereçam risco à população e aos animais.

De autoria do vereador Poubel (PL), o texto segue agora para sanção ou veto do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD).

Caso se torne lei, a Prefeitura do Rio deverá priorizar a retirada das colmeias em áreas públicas, especialmente em locais como escolas, creches, centros de atendimento social e espaços de grande circulação.

A operação deverá ser comunicada aos órgãos ambientais e à Defesa Civil, para garantir a remoção segura dos animais.

Em imóveis particulares, a responsabilidade será do proprietário, que deverá contratar profissionais especializados. O Executivo municipal pode ficar responsável pelo serviço apenas em propriedades de pessoas físicas com renda de até três salários mínimos.

Riscos que as colmeias apresentam

Segundo Poubel, o projeto foi elaborado a partir de reclamações de moradores que encontram colmeias em locais de risco e não sabem a quem recorrer.

“São inúmeras as reclamações e os pedidos para retirada de colmeias. É preciso que a remoção seja feita por agentes ou empresas capacitadas, capazes de analisar os riscos e realizar o procedimento com total segurança”, afirmou o vereador.

Na justificativa do projeto, o vereador também destaca os riscos para crianças, idosos e pessoas alérgicas. Ataques podem provocar reações graves e, em casos mais severos, choque anafilático.

“Estamos preocupados com a proteção e o bem-estar da população, dos animais e, sobretudo, das nossas crianças”, disse.

Coordenador da campanha de Lula no Rio, Quaquá critica estratégia do partido, cobra diálogo com evangélicos e diz que reunião com Chico e Caetano é ‘pregar para convertidos’

15/09/2026 16:15

A menos de três semanas do primeiro turno das eleições de 2026, o coordenador da campanha à reeleição de Lula (PT) no Rio, Washington Quaquá, criticou a estratégia do partido. Em vídeo publicado no Instagram, ele afirmou que uma eventual reunião do presidente com Chico Buarque e Caetano Veloso, na Fundição Progresso, seria pouco eficaz para ampliar o eleitorado, por reunir artistas e eleitores que já estão próximos de Lula.

“Eu acho bacana, lindo, maravilhoso. São figuras extraordinárias do Brasil, que eu amo, inclusive. Mas é pregar para convertidos. É falar para quem já  praticamente vota na gente, para o nosso universo”, disse o prefeito de Maricá.

Quaquá também reclamou de estar à margem das decisões da campanha nacional. Segundo ele, enquanto circula pelo estado e faz pesquisas para entender o comportamento do eleitorado, não tem sido ouvido nas definições da estratégia para o Rio. Na avaliação do prefeito, Lula precisa ampliar o diálogo e buscar setores que tradicionalmente não estão no campo do PT.

“Eu estou aqui no Rio de Janeiro, disposto a ajudar a campanha. Fui, entre aspas, posto coordenador da campanha, mas não há coordenação, qualquer relação com a coordenação nacional. Nós não somos ouvidos para nada. Eu tenho feito pesquisa, tenho andado bairro a bairro. Conhecemos muito o Rio e queremos fazer essa interlocução.

Quaquá sugere encontro com evangélicos

Entre as estratégias defendidas por Quaquá em vídeo direcionado aos seus seguidores, está uma aproximação maior de Lula com o eleitorado evangélico. O prefeito afirmou que o presidente deveria se reunir com representantes do segmento para apresentar medidas tomadas durante seus governos em benefício das igrejas.

“Não foi o Bolsonaro que fez o dia do evangélico, não foi o Bolsonaro que sancionou a marcha para Jesus, que garantiu isenção para os templos religiosos. Ninguém garantiu mais direitos para os templos religiosos, para os evangélicos, do que o Lula”, disse.

Bope também é citado por Quaquá como parte da estratégia

Outra sugestão de Quaquá envolve uma área considerada sensível para o eleitorado fluminense: a segurança pública. O prefeito defendeu que Lula também converse diretamente com policiais e integrantes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

“Sugiro também uma reunião com o pessoal do Bope, com a polícia, para mostrar que nós vamos ter um combate brutal à violência no Rio de Janeiro e à ocupação de território”, afirmou o prefeito de Maricá.

Segundo ele, temas sensíveis no território fluminense, como a segurança pública, precisam entrar na estratégia eleitoral de Lula no estado. Ao comentar o cenário eleitoral, ele também atacou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e disse que o mesmo não poderia “nem pensar em ser presidente da República do Brasil”.

Linha 3 do metrô pode reduzir em até 85% tempo de viagens entre Rio e Niterói, segundo dados apresentados na Câmara do Rio

15/09/2026 16:01

A Câmara Municipal do Rio realizou um debate público, nesta terça-feira (15), sobrea a implantação da Linha 3 do Metrô, projeto que prevê a conexão entre municípios da região leste da Região Metropolitana e a capital, cruzando a Baía de Guanabara.

O encontro apresentou os resultados do Projeto Prisma-RJ, desenvolvido pela Coppe/UFRJ, e reuniu vereadores, autoridades municipais e pesquisadores.

De acordo com o estudo apresentado, o tempo de deslocamento de viagens que atualmente levam mais de uma hora poderiam ter redução de até 85% com a implantação da Linha 3.

A proposta foi apresentada pelo vereador Flávio Valle (PSD), presidente da Comissão de Turismo, com apoio do presidente da Câmara, Carlo Caiado (PSD). Durante o debate, Valle defendeu que o estudo sirva para pressionar pela retomada da expansão do sistema metroviário do estado.

Segundo o vereador, a última expansão da rede ocorreu em 2016, com a inauguração da Linha 4 para os Jogos Olímpicos. Desde então, o metrô permanece com cerca de 57 quilômetros de extensão e 41 estações.

Projeto pretende atender moradores de Niterói e São Gonçalo

Coordenador-geral do Projeto Prisma-RJ, o professor Rômulo Orrico afirmou que a Linha 3 é planejada há mais de 50 anos e continua sendo um dos principais corredores de deslocamento da região leste metropolitana.

Atualmente, cerca de 340 mil viagens são realizadas diariamente entre Niterói e São Gonçalo, segundo os dados apresentados no debate. Esse deslocamento é atendido principalmente por ônibus e vans.

A equipe da Coppe, formada por quase 50 pesquisadores, analisou oito traçados já propostos para a Linha 3 e levou em consideração fatores como população, empregos, renda, matrículas escolares, segurança pública e restrições ambientais.

O estudo aponta que a escolha de traçados mais eficientes poderia ampliar em até 98% a população atendida pelo metrô e aumentar em mais de 100% o acesso à educação em relação a projetos anteriores.

Viagens de mais de uma hora poderiam cair drasticamente

Um dos principais ganhos apontados pelo Projeto Prisma é a redução no tempo de deslocamento. De acordo com o estudo, viagens que atualmente levam mais de uma hora poderiam ter redução de até 85% com a implantação da Linha 3.

A proposta também prevê integração com outros sistemas de transporte da região, como o VLT de Niterói e o MUVI de São Gonçalo, além de integração tarifária e operacional.

O secretário municipal de Transportes do Rio, Jorge Arraes, destacou que a integração será fundamental para que a nova linha tenha impacto sobre a mobilidade metropolitana.

“Dou meu testemunho da condição de engenharia: é um desafio relevante, mas possível. Fizemos o Túnel Marcelo Alencar, e o que a Prefeitura puder contribuir para viabilizar a Linha 3, faremos o necessário”, afirmou.

Para Flávio Valle, a redução do tempo de viagem é um dos principais fatores para convencer a população a trocar o carro pelo transporte público.

“O metrô é, de fato, uma política pública social, e o que cria o incentivo para deixar o carro na garagem e pegar o metrô é o tempo: se de metrô é mais ágil, o cidadão vai optar por ele”, disse.

O debate também recebeu perguntas do público por meio de QR Code e de autoridades e jornalistas pelo WhatsApp. A mediação ficou a cargo do professor Glaydston Ribeiro, coordenador científico do Projeto Prisma-RJ.

A discussão ocorre em meio à tentativa de retomar o debate sobre a Linha 3, projeto que há décadas é apontado como uma das principais demandas de mobilidade da Região Metropolitana do Rio.

Cury Construtora lança Residencial Erê e reforça que arquitetura de alto padrão é para todos

15/09/2026 15:48

A Cury Construtora anuncia o lançamento do Residencial Erê, no Porto Maravilha (Rio de Janeiro), reafirmando seu compromisso de democratizar a arquitetura autoral e a sofisticação. O empreendimento traz o traço atemporal e elegante do renomado arquiteto Isay Weinfeld e o paisagismo de Gabriella Ornaghi e Bianca Vasone, provando que o design de ponta e a qualidade de vida urbana devem estar ao alcance de todos, e não restritos a poucos.

Além de integrar natureza e estética contemporânea, o projeto homenageia a Biblioteca Erê e valoriza a memória cultural da Pequena África, unindo inovação imobiliária, inclusão e respeito à história local. Para Leonardo Mesquita, co-presidente executivo da Cury Construtora, o Residencial Erê representa a visão da companhia de que arquitetura e sofisticação não devem ser exclusividade de poucos.

“Contar com o projeto de Isay Weinfeld no Porto Maravilha reafirma o compromisso da Cury em democratizar arquitetura e paisagismo diferenciados, unindo a genialidade de profissionais nacionais à valorização da memória e da importância da Pequena África”, afirma o executivo

Leonardo Mesquita explica que o empreendimento é um passo adiante dado na reocupação do Porto Maravilha.

“Isay é um arquiteto de altíssimo padrão. O empreendimento é voltado para a classe média, levando a arquitetura antes reservada às classes mais abastadas a outro tipo de público”, explica Mesquita. Isay é celebrado por suas ideias criativas e desafiadoras. Foi o responsável por unidades luxuosas do Grupo Fasano de hotéis. Também assinou o Edifício 360º, em São Paulo, projeto de forma que todos os apartamentos têm visão panorâmica e varandas suspensas integradas.

Outra inovação do arquiteto foi a Loja Havaianas da Rua Oscar Freire, também em São Paulo. O paisagismo integrado da loja dá ao cliente uma sensação de estar na praia. Em São Paulo… Para o Residencial Erê, Isay já cria expectativas.

“Terá uma área comum para todo o edifício com uma vista inacreditável”, avisa.

Leonardo Mesquita é um entusiasta do conceito de cidade integrada. Para isso, quer começar a aplicar a ideia do comecinho mesmo, ou seja, de dentro do prédio, expandindo para a vizinhança. Um ambiente em formato de vila vertical, unindo o moderno aos saudosos tempos do convívio em bairros familiares.

“O empreendimento terá áreas comuns em todos os andares, com espaços reservados para que os moradores possam se encontrar, conversar, passar um tempo juntos. Todo o prédio é pensado assim”, diz ele.

Fachada do Residencial Erê destaca varandas amplas e áreas de convivência distribuídas ao longo do edifício, conceito inspirado na integração entre moradores e cidade. Foto: Divulgação/Cury Construtora
Fachada do Residencial Erê destaca varandas amplas e áreas de convivência distribuídas ao longo do edifício, conceito inspirado na integração entre moradores e cidade — Foto: Divulgação/Cury Construtora

O conceito de Cidade em 15 Minutos, que faz sucesso em metrópoles em Paris, é um objetivo a ser alcançado no Porto Maravilha. Nele, trabalho, comércio, saúde, educação e lazer estão próximos, e podem ser acessados rapidamente. Leonardo Mesquita inclui aí também a segurança.

“É diferente do conceito de condomínios fechados, como acontece na Barra, por exemplo. Acredito que a segurança vem do outro, de conhecer seu vizinho, o comerciante. É o contrário de viver numa redoma. A segurança e a qualidade de vida vêm da proximidade, não da distância”, defende Mesquita.

O empresário lembra ainda que a Cidade em 15 Minutos é amiga do meio-ambiente.
“O deslocamento da cidade para bairros mais distantes mostrou que o trânsito, planejado de uma forma que parecia adequada à época, tornou-se um inimigo da qualidade de vida, inclusive pelas emissões poluentes. Nossa ideia é estimular o uso do transporte público, de acesso a pé ou de bicicleta a locais próximos”, conta o empresário.

De fato, a região do Porto Maravilha é servida pelo VLT, que dá acesso ao metrô e ao trem, e também por ônibus. Além dos caminhos, muito bonitos, por sinal, que ligam a região ao Centro. Com vista para a Baía de Guanabara no percurso!

“O Porto Maravilha está cada vez mais adquirindo uma infraestrutura robusta. No começo, a gente vendia futuro. Agora, vende presente. Quem não viu precisa ir ao Porto ver o que está acontecendo”, aconselha.

Empreendimento terá vista para a Baía de Guanabara e rooftop com áreas de lazer voltadas para a paisagem do Porto Maravilha. Foto: Divulgação/Cury Construtora
Empreendimento terá vista para a Baía de Guanabara e rooftop com áreas de lazer voltadas para a paisagem do Porto Maravilha — Foto: Divulgação/Cury Construtora

O conceito de Cidade em 15 Minutos, que faz sucesso em metrópoles em Paris, é um objetivo a ser alcançado no Porto Maravilha. Nele, trabalho, comércio, saúde, educação e lazer estão próximos, e podem ser acessados rapidamente. Leonardo Mesquita inclui aí também a segurança.

“É diferente do conceito de condomínios fechados, como acontece na Barra, por exemplo. Acredito que a segurança vem do outro, de conhecer seu vizinho, o comerciante. É o contrário de viver numa redoma. A segurança e a qualidade de vida vêm da proximidade, não da distância”, defende Mesquita.

O empresário lembra ainda que a Cidade em 15 Minutos é amiga do meio-ambiente.
“O deslocamento da cidade para bairros mais distantes mostrou que o trânsito, planejado de uma forma que parecia adequada à época, tornou-se um inimigo da qualidade de vida, inclusive pelas emissões poluentes. Nossa ideia é estimular o uso do transporte público, de acesso a pé ou de bicicleta a locais próximos”, conta o empresário.

De fato, a região do Porto Maravilha é servida pelo VLT, que dá acesso ao metrô e ao trem, e também por ônibus. Além dos caminhos, muito bonitos, por sinal, que ligam a região ao Centro. Com vista para a Baía de Guanabara no percurso!

“O Porto Maravilha está cada vez mais adquirindo uma infraestrutura robusta. No começo, a gente vendia futuro. Agora, vende presente. Quem não viu precisa ir ao Porto ver o que está acontecendo”, aconselha.

 

Justiça Federal condena Barra Mansa a regularizar sistema de esgoto e pagar indenização de R$ 500 mil

15/09/2026 15:33

O município de Barra Mansa foi condenado pela Justiça Federal por irregularidades no tratamento de esgoto. A prefeitura vai ter que implementar medidas para regularizar o sistema de esgotamento sanitário e pagar indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos, com repasse ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

A sentença é resultado de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Segundo investigação do MPF, o município tratava apenas cerca de 0,5% do esgoto, lançando mais de 99% dos resíduos sem depuração nos rios Paraíba do Sul e Bananal.

A Prefeitura de Barra Mansa terá 90 dias para atualizar o planejamento de saneamento e elaborar projeto técnico para a estação de tratamento. As obras de infraestrutura exigem finalização em até 18 meses; já a expansão da rede coletora tem prazo de 24 meses.

A administração municipal precisa enviar relatórios trimestrais ao MPF e ao Inea sobre a evolução das intervenções. O descumprimento das determinações pode resultar em multa diária.

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