O deputado estadual Fred Pacheco (PL), candidato à reeleição para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 2.521.362,31. Em comparação com sua primeira candidatura, em 2012, quando disputou uma vaga de vereador em São Paulo, o valor representa um crescimento nominal de 2.495%, passando de R$ 97.166,38 para mais de R$ 2,5 milhões em 14 anos.
Considerando a inflação acumulada no período, a alta patrimonial é de 1.091%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE.
Apesar do avanço em relação ao início da série, a evolução patrimonial não foi contínua. O maior valor declarado ocorreu em 2022, quando Pacheco informou possuir R$ 3,01 milhões em bens. Dois anos depois, ao disputar a vice-prefeitura do Rio de Janeiro na chapa de Rodrigo Amorim (União), o patrimônio caiu para R$ 1,68 milhão.
E, na declaração apresentada para a disputa deste ano, o patrimônio voltou a crescer e alcançou R$ 2,52 milhões, um avanço de 50,2% em relação ao registrado em 2024.
Evolução do patrimônio declarado por Fred Pacheco à Justiça Eleitoral entre 2012 e 2026, em valores nominais e corrigidos pela inflação (IPCA) – Tabela: Imagem gerada por IA
Apesar da recuperação, o valor ainda está 16,3% abaixo, em termos nominais, do pico registrado em 2022. Quando a comparação é feita em valores corrigidos pela inflação, a diferença chega a 30,1%.
Patrimônio de Fred Pacheco é composto em sua maioria por imóveis
A maior parte dos bens declarados por Fred Pacheco está concentrada em imóveis. O deputado informou possuir dois apartamentos, avaliados em R$ 1,62 milhão, que representam cerca de 64% do patrimônio total.
A declaração também inclui aproximadamente R$ 679 mil em fundos de investimento e aplicações financeiras, um veículo Mitsubishi avaliado em R$ 96,4 mil, R$ 95,4 mil em dinheiro em espécie, participação societária em uma empresa e saldos em contas bancárias.
Na primeira declaração de bens, apresentada em 2012, o patrimônio era composto principalmente por um automóvel Honda Civic, dinheiro em espécie e pequenas quantias mantidas em conta corrente e caderneta de poupança.
Referência nacional e internacional da música instrumental no Brasil, o gaitista Mauricio Einhorn vai receber no dia 11 de agosto, terça-feira, o Conjunto de Medalhas Pedro Ernesto, maior homenagem concedida pela Câmara do Rio. A solenidade está marcada para as 18h30, no Palácio da Cidade, em Botafogo.
Entre as justificativas da homenagem, de autoria dos vereadores Pedro Duarte (PSD) e Rafael Aloisio Freitas (PSD), está a enorme contribuição de Einhorn para a música brasileira.
O músico é tido como um dos maiores gaitistas do mundo, já tendo tocado com pesos pesados como Sarah Vaughan e Nina Simone.
O trabalho mais recente do artista foi a apresentação “Harmonia Viva”, na qual o instrumentista percorreu diversas unidades pelo Sesc na cidade do Rio.
Com 94 anos de idade, Einhorn começou a tocar gaita ainda na infância, com apenas 5 anos. Filho de imigrantes judeus poloneses, ele descobriu o instrumento graças aos pais. que também eram gaitistas. No Brasil, já fez apresentações e parcerias com famosos nomes da Música Popular Brasileira, como Elizeth Cardoso, Hermeto Pascoal, Chico Buarque e Maria Bethânia.
Nesta sexta-feira, dia 7 de agosto, a Lei Maria da Penha completa 20 anos de existência. Embora seja um importante marco no combate pelo fim da violência contra a mulher, o Rio de Janeiro mostra que as estatísticas vão em sentido oposto a essa luta. O estado fluminense registrou alta em quatro dos cincos índices desse tipo de crime.
De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), entre 2024 a 2025, houve aumento nos seguites casos:
Violência moral: de 37.571 para 38.819 (crescimento de 3,2%)
Violência patrimônial: de 8.334 para 8.492 (alta de 1,9%)
Violência psicológica: de 47.473 para 48.999 (aumento de 3,21%)
Violência sexual: de 8.339 para 8.681 (crescimento de 4,1%, a maior alta percentual dos índices).
A única estatística que apresentou queda foi a de violência física, que passou de 43.743 em 2024 para 43.307 registros no ano seguinte, uma baixa de 1%. Todas as informações constam na página ISP Mulher.
Símbolo dessa batalha, a atriz e jornalista Cristiano Machado vivenciou essa realidade em 2018, quando se tornou conhecida do público ao filmar as agressões que sofria do ex-marido, o empresário e ex-diplomata Sérgio Schiller Thompson-Flores. Em setembro do ano seguinte, a Justiça do Rio o condenou a três anos de prisão em regime semiaberto.
Em conversa com o TEMPO REAL RJ, Cristiane analisa o que ainda falta às mulheres na hora de denunciar os companheiros por violência doméstica.
“Creio que duas coisas ainda impedem as mulheres de seguirem adiante nesta batalha. A vergonha e o medo. Porque é necessário ter mais do que coragem para seguir adiante no enfrentamento à violência doméstica. Pois muitas têm medo do agressor sob dois pontos de vista. O primeiro é o temor de continuar viva e estar ao lado do agressor. E o outro é o que vai acontecer com ela depois que a denúncia for feita. Afinal, há o receio que alguma brecha legal permita que o agressor, de alguma forma, fique impune”, comenta.
Passados oitos anos após as agrssões se tornarem públicas nacionalmente, Cristiane cita qual o principal item que acredita ser necessário que as autoridades tenham mais rigor.
“A Lei Maria da Penha é muito boa. Eu fui salva graças a ela. Mas, infelizmente, ainda é muito falha na fiscalização. Isso é uma coisa que deixa as mulheres vulneráveis. Porque apesar de alguma vítima poder acionar o botão do pânico, não há uma equipe policial que atue para fiscalizar se o agressor, de fato, está próximo da vítima e, consequentemente, sofra a punição por ter violado alguma medida protetiva, por exemplo. Além disso, também penso que deveria ter mais preparo com as pessoas que trabalhem na linha de frente desse combate. Ou seja, juízes, assistentes sociais e psicólogos que atuem com as mulheres que são vítimas de agressões”, argumentou.
A atriz foi a primeira mulher a receber o benefício do “botão do pânico”, ferramenta criada em 2019 pela Polícia Militar do Rio. O objeto é conectado a uma tornozeleira eletrônica usada pelo agressor. Em caso de aproximação, a central de monitoramento é acionada e entra em contato com a vítima e o agressor por telefone.
A atriz Cristiane Machado foi a primeira mulher no estado do Rio a receber o “botão do pânico” — Foto: Divulgação.
Professora de boxe criou método exclusivo para mulheres
A professora de boxe Ana Lúcia Moreira percebeu que algumas mulheres que frequentavam a academia onde ela dá aulas, a Boxe Fit, na Taquara, buscavam, além da melhora na autoestima e cuidados com o corpo, superar o medo da violência. Foi quando teve a ideia de criar turmas exclusivamente femininas como forma de encorajá-las.
“A ideia de dar aulas especificas para mulheres se defenderem de casos de violência surgiu do encontro entre a prática do esporte e a observação de uma demanda real do cotidiano feminino. O principal gatilho que muitas sentem é a constatação do medo. Por isso, os treinamentos vão além dos socos. O foco principal é a consciência situacional e a capacidade de reação rápida antes mesmo que o contato físico aconteça”, comenta.
A professora de boxe Ana Lúcia Moreira — Foto: Acervo pessoal.
Anallu, como é conhecida, explica que ensina os golpes sem o uso de sparring, que é a presença de uma pessoa treinada para receber socos. Para isso, usa sacos de pancada, dos pequenos aos grandes, e bonecos de silicone em tamanho adulto para que elas treinem todos os movimentos. Ela relembra o caso de uma mulher conseguiu se livrar das agressões do ex-marido graças às aulas.
“Eu tive uma aluna que era bem tímida nas aulas. Parecia ter vergonha ao fazer os movimentos de socos. Chegava até a dar risada nos movimentos de tão sem graça que ficava. Até que houve um dia em que ela acordou com um soco do esposo por causa de ciúmes. Depois ele a pegou pelos cabelos e a levou arrastada ao banheiro. Ela me contou que só conseguia pensar nos golpes dos exercícios. Então se defendeu, conseguiu se livrar dele e fugiu”, recorda.
Ana Lúcia (ao centro, próximo da parede) orientando as alunas durante uma aula na academia Boxe Fit — Foto: Divulgação.
Ana Lúcia fala de outras dicas que passa para as mulheres, além dos movimentos e socos.
“Ao treinar minhas alunas para identificarem e lidarem com a proximidade de um potencial agressor. Também trabalhamos as orientações técnicas e comportamentais. Então a gente orienta sobre espaço, tempo de reação e uso de força relativa, além de trabalhar o limite corporal e a imposição de voz”, finaliza.
O patrimônio declarado pelo candidato a deputado estadual Elton Cristo (PSD) cresceu quase 694% entre as eleições de 2018 e 2026, segundo dados do sistema Divulgaand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O total de bens informados passou de R$ 378.419,10 para R$ 3.004.200,00 no período.
A evolução representa um aumento nominal de R$ 2.625.780,90, equivalente a 693,9%. Em oito anos, o patrimônio declarado passou a ser quase oito vezes maior que o registrado na primeira candidatura ao cargo de deputado estadual.
Entre os itens declarados por Elton neste ano estão um imóvel de R$ 1,6 milhão, outro imóvel de R$ 480 mil, um apartamento avaliado em R$ 700 mil, aplicações financeiras de R$ 39,2 mil e um automóvel de R$ 185 mil.
Na declaração apresentada em 2018, quando terminou a eleição como suplente, Elton Cristo informou possuir três veículos, um consórcio não contemplado e depósitos em conta corrente, totalizando R$ 378,4 mil.
Quatro anos depois, nas eleições de 2022, quando voltou a disputar uma vaga na Assembleia Legislativa (Alerj) e novamente ficou como suplente, o patrimônio declarado saltou para R$ 1.658.540,00. Na ocasião, os bens passaram a incluir um apartamento avaliado em R$ 560 mil, uma chácara de R$ 400 mil, dois veículos que somavam R$ 647,3 mil e participações societárias em empresas do ramo de alimentação.
Em 2024, quando foi eleito vereador da cidade de Nova Iguaçu, Elton Cristo declarou R$ 2.317.390,00 em bens, incluindo um sítio avaliado em R$ 1,12 milhão, além de um apartamento, outro imóvel rural, participação societária e um veículo.
Os bens informados pelos candidatos são autodeclarados à Justiça Eleitoral.
Empresas que acumulam dívidas milionárias de ICMS e fazem da inadimplência uma prática recorrente poderão perder benefícios fiscais, ficar impedidas de participar de licitações e ainda passar a integrar um cadastro público do Estado do Rio. As medidas estão previstas em um projeto de lei encaminhado pelo governador em exercício, Ricardo Couto, à Assembleia Legislativa (Alerj), nesta quinta-feira (06).
A proposta regulamenta a figura do chamado devedor contumaz — contribuinte que, segundo o governo, utiliza o não pagamento de tributos como estratégia para obter vantagem competitiva no mercado. Pelo texto, o enquadramento dependerá de um processo administrativo e de critérios objetivos.
Só poderá ser classificado como devedor contumaz o contribuinte que acumule débitos superiores a R$ 15 milhões, em valor superior ao patrimônio conhecido, além de manter irregularidades no recolhimento do ICMS por, no mínimo, quatro períodos consecutivos ou seis alternados dentro de um ano.
O contribuinte deverá ser notificado e terá prazo de 30 dias para apresentar defesa ou regularizar a situação, com efeito suspensivo durante a análise do caso.
O governo do estado alerta que o enquadramento não se aplicará a contribuintes cuja inadimplência decorra de situações como calamidade pública, prejuízos financeiros comprovados ou parcelamentos regularmente cumpridos.
Empresas enquadradas poderão perder benefícios fiscais e ficar fora de licitações
Caso seja enquadrado como devedor contumaz, o contribuinte poderá perder o acesso a benefícios fiscais e ficará impedido de participar de licitações e de firmar novos vínculos com a administração pública estadual.
A proposta também cria um cadastro estadual de devedores contumazes, que deverá ser divulgado no portal da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). A lista trará informações como CNPJ, razão social e número do processo administrativo e poderá ser integrada às bases da Receita Federal e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
Proposta complementa pacote de recuperação de créditos enviado à Alerj
A proposta integra um pacote de mudanças na política de recuperação de créditos do estado. Nesta quarta-feira (05), Ricardo Couto encaminhou outro projeto de lei à Alerj autorizando a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ) a celebrar acordos de transação para créditos tributários e não tributários inscritos em dívida ativa.
A medida permite descontos sobre multas, juros e encargos legais, além de parcelamentos de longo prazo para contribuintes que desejarem regularizar seus débitos. Empresas classificadas como devedoras contumazes, no entanto, ficam impedidas de aderir às condições especiais previstas nessa modalidade de negociação.
Com isso, o governo passa a diferenciar os contribuintes que buscam regularizar pendências daqueles que, segundo a proposta, utilizam a inadimplência tributária de forma sistemática como vantagem competitiva.
Discurso de combate aos grandes devedores ganhou força após caso Refit
Fernando Jordão, ex-prefeito de Angra dos Reis e ex-deputado federal, tenta retornar à Câmara dos Deputados pelo MDB nas eleições de outubro. Na declaração de bens registrada no portal DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato informou possuir R$ 703.023,19 em patrimônio.
O valor representa uma redução de 71,46% em relação ao declarado em 2020, quando disputou e venceu a eleição para o segundo mandato à frente da Prefeitura de Angra dos Reis. Naquele ano, Jordão informou ao TSE possuir R$ 2.463.881,53 em bens.
Jordão ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro entre 2015 e 2017. Ele é casado com a deputada estadual Célia Jordão (PSD), que também disputa a reeleição no pleito deste ano.
Patrimônio 3,5 vezes menor em seis anos
Entre as duas declarações de bens, a principal mudança no patrimônio de Fernando Jordão está na redução dos valores relacionados a créditos e participações empresariais.
Em 2020, esses ativos representavam a maior parte do patrimônio informado pelo então candidato à Prefeitura de Angra dos Reis: R$ 1,9 milhão.
Na declaração deste ano, esses valores deixaram de aparecer nos mesmos moldes e foram substituídos por uma participação societária e outros bens de menor valor. Já os imóveis declarados permaneceram praticamente estáveis, com terrenos e casas em Angra dos Reis mantendo valores semelhantes aos informados seis anos antes.
A principal diferença está na retirada dos créditos empresariais que, em 2020, representavam a maior parte do patrimônio declarado. Em seis anos, os valores registrados como bens e direitos tiveram uma queda de aproximadamente R$ 1,76 milhão.
Inelegibilidade em ação na Justiça de Angra dos Reis
No começo do mês, a Justiça Eleitoral de Angra dos Reis declarou a inelegibilidade de Fernando Jordão (MDB) por oito anos em uma ação que também resultou na cassação dos diplomas do prefeito Cláudio Ferreti (MDB) e do vice Rubinho Metalúrgico. A decisão da 147ª Zona Eleitoral apontou abuso de poder político e econômico durante a campanha municipal de 2024, envolvendo a produção e divulgação de conteúdos contra o então candidato adversário Renato Araújo (PL).
Com a decisão, Jordão, que deixou a Prefeitura de Angra em 2024 após dois mandatos e agora tenta voltar à Câmara dos Deputados, fica impedido de disputar eleições pelo período determinado pela Justiça Eleitoral. A sentença, no entanto, ainda cabe recurso, e os envolvidos permanecem no cargo — Jordão segue como candidato — enquanto o processo não tiver uma decisão definitiva.
Declarações de Fernando Jordão em 2026 — Foto: Reprodução/DivulgacandDeclarações de Fernando Jordão em 2020 — Foto: Reprodução/Divulgacand
O deputado estadual Giovani Ratinho (MDB), candidato à reeleição, declarou à Justiça Eleitoral possuir R$ 1.840.385,00 em bens neste ano. O valor representa um crescimento de 102,4% em relação ao patrimônio informado na última eleição, em 2022, quando declarou R$ 909.171,96.
Para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa em 2026, o parlamentar informou possuir duas casas, avaliadas em R$ 600 mil e R$ 750 mil, além de seis veículos, entre eles um ônibus e cinco automóveis. Ratinho também declarou R$ 271.385 depositados em conta corrente.
Em 2018, quando conquistou o primeiro mandato como deputado estadual, Giovani Ratinho informou não possuir bens.
Giovani Ratinho também foi vereador de São João de Meriti por dois mandatos
Antes de chegar à Alerj, Ratinho foi vereador em São João de Meriti. Na eleição de 2012, quando conquistou o primeiro mandato na Câmara Municipal, declarou patrimônio de R$ 130 mil, composto por dois veículos. Em 2016, na reeleição, informou bens no valor de R$ 110 mil.
Já em 2020, quando disputou a Prefeitura de São João de Meriti e foi derrotado, declarou patrimônio de R$ 270 mil, formado por R$ 200 mil em dinheiro em espécie e uma caminhonete Mitsubishi Triton avaliada em R$ 70 mil.
Área de lazer frequentada por muitas crianças, adolescentes e até adultos nos anos 90 e início dos 2000, o Parque Terra Encantada ainda reserva boas lembranças nos antigos visitantes. Mas um novo passo no futuro do terreno que abrigou o parque de diversões começa a aparecer. Isso porque imagens feitas pelas redes sociais mostram as primeiras obras do empreendimento que vai ocupar a área, o condomínio Park Avenue, na Barra da Tijuca. Trata-se da primeira movimentação no terreno desde 2010, quando o local encerrou as atividades.
O projeto prevê a abertura de novas vias ligando a Avenida Ayrton Senna à Avenida José Silva de Azevedo Neto. No meio do condomínio, a expectativa é a de que haja a implantação de uma praça pública com áreas de convivência, ciclovia, equipamentos esportivos, mobiliário urbano e espaços gramados. Toda a rede de energia, telefonia e internet será subterrânea. Além disso, o condomínio deve ter 43 bancos, 33 lixeiras e oito bicicletários, com capacidade para mais de 200 bicicletas.
A intervenção também prevê 1,4 km de ciclovias, além de infraestrutura subterrânea para redes de energia, telecomunicações e esgoto. A proposta é que a área seja mantida por uma associação responsável pela conservação e manutenção dos espaços.
O projeto imobiliário, de responsabilidade da RJZ Cyrela, é inspirador em um modelo parecido ao que já acontece na Península, no Rio2 e no Centro Metropolitano. A proposta foi aprovada pela Prefeitura do Rio no fim do ano passado e prevê um investimento de quase R$ 35 milhões.
A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva de Monalliza Neves Escafura, filha do bicheiro José Caruzzo Escafura, conhecido como Piruinha, morto em 2025. Ela é investigada por suspeita de lavar dinheiro dos pontos de jogo do bicho que são explorados pela família em nove bairros da Zona Norte do Rio.
Apesar da ordem judicial, ela já se encontra presa desde maio deste ano, quando foi detida em casa por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
De acordo com as investigações, ela teria assumido o comando da estrutura armada da organização ligada ao jogo do bicho após a morte do pai. Por isso, na manhã desta quinta-feira (6), policiais da Polinter cumpriram o novo mandado de prisão no Complexo Penitenciário de Gericinó.
Além dela, outros 12 réus foram alvo de mandados de busca e deverão se apresentar à Justiça. As ordens judiciais foram expedidas pelo juiz Alexandre Abrahão Teixeira, da 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do Rio.
Em busca da reeleição à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), a deputada Carla Machado (PSD) declarou um patrimônio de R$ 1.351.288,70 neste ano, valor 2,96 vezes maior do que o informado em 2022, quando foi eleita pela primeira vez para o cargo.
Na ocasião, Machado havia declarado R$ 455.966,06. O aumento de cerca de R$ 895 mil representa um crescimento de 196,36% em quatro anos.
As informações foram obtidas no portal DivulgaCand, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Terrenos declarados e aumento em contas bancárias
Entre as principais mudanças na declaração, aparecem dois terrenos, avaliados em R$ 50 mil e R$ 100 mil, além de um imóvel no valor de R$ 220 mil e um bem declarado como “outros bens e direitos”, de R$ 500 mil, que não constavam na prestação de contas de 2022.
Os saldos em contas bancárias também cresceram. Os depósitos em conta corrente, que somavam R$ 50.686,20 há quatro anos, passaram para R$ 97.543,64.
Já o apartamento herdado em Campos dos Goytacazes, avaliado em R$ 187.475,88, e o imóvel herdado em São João da Barra, de R$ 150 mil, permaneceram com os mesmos valores declarados.
Bens declarados por Carla Machado em 2026 — Foto: Reprodução/DivulgacandBens declarados por Carla Machado em 2022 — Foto: Reprodução/Divulgacand
Nesta quinta-feira, (06), a partir das 20h30, em Botafogo a bola vai rolar no cinema. Isso porque a 16ª edição do Cinefoot estreia na Estação Claro Rio com a exibição do primeiro filme na programação de 2026 do festival, a produção argentina “A Partida”. Além desta obra, outros 74 filmes de mais nove países serão exibidos no evento até o dia 11, na terça-feira. A programação é gratuita.
A atual edição conta com longas e curtas-metragens competitivas e especiais, homenagens, uma categoria voltada ao público infantojuvenil Dente de Leite e programação com recursos de acessibilidade. Além disso, haverá mostras competitivas internacionais de longas e curtas-metragens estão escaladas com 23 filmes, sendo sete longas e 16 curtas. As produções vencedoras recebem a Taça Cinefoot de melhor filme, escolha feita exclusivamente através do voto do público.
Os países participantes são Brasil, Argentina, México, Itália, Colômbia, Reino Unido, Irã, Espanha, Alemanha, além de uma coprodução Chile/Palestina/Espanha, compondo um mosaico representativo do melhor cinema mundial de futebol da atualidade. Totalizando dez países.
Além da Estação Claro Rio, o Cinefoot terá exibições no Centro Cultural da Justiça Federal, no Centro do Rio; no Ponto Cine, em Guadalupe; e na Biblioteca Parque Manguinhos; em Benfica.