O Ministério da Saúde destinou mais de duas mil doses da vacina contra a mpox ao Rio, nesta quarta-feira (04), em meio ao aumento de casos da doença no município. A capital fluminense concentra o maior número de casos: 207 dos 298 já confirmados entre janeiro e 6 de novembro deste ano, sem registro de mortes. Este número representa quase o dobro dos 119 registrados ao longo de todo o ano passado.
Com a nova remessa, o total de doses destinadas ao estado em 2026 chega a 3,5 mil. Até a última segunda-feira (02), a Secretaria Estadual de Saúde registrou 953 doses aplicadas contra a mpox em todo o território fluminense. Os dados são do Painel de Ocorrência, atualizado na terça-feira (03).
Vacinação ainda é restrita
A vacinação é destinada prioritariamente a grupos específicos, como, por exemplo, pessoas vivendo com HIV que apresentam baixa imunidade e, por isso, maior risco de agravamento da doença. O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de 28 dias entre elas. O cadastro e o agendamento devem ser realizados nos centros de referência onde esses pacientes já fazem acompanhamento através do SUS.
Caso, após 15 dias da data do agendamento, não seja possível localizar esse público por meio de busca ativa, as doses deverão ser ofertadas progressivamente a outros grupos específicos com maior risco de exposição ou agravamento do quadro. São eles: pessoas vivendo com HIV que apresentam menor risco de gravidade; usuários de Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP); e técnicos de laboratórios que manipulam amostras de mpox.
Sobre a mpox
A mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus que provoca erupções e lesões na pele. Infectologista do Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, Rafael Galliez explica que a transmissão do vírus da mpox ocorre por contato íntimo e por gotículas respiratórias.
Entre as medidas para reduzir o risco de transmissão estão evitar o contato direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas e procurar atendimento em uma unidade de saúde diante de possíveis sintomas. As manifestações incluem erupções e lesões na pele, aumento dos gânglios linfáticos, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e cansaço.
“Como tudo que envolve doenças infecciosas e transmissíveis, a percepção sobre o aumento de casos nos leva a uma maior atenção. Estamos observando essa tendência e orientando a procura pelos serviços de saúde em casos suspeitos”, explica Rafael Galliez.
A maioria dos pacientes infectados com a mpox apresenta sintomas leves ou moderados. O tratamento consiste em cuidados clínicos de suporte, voltados ao alívio dos sintomas, à prevenção e ao tratamento de complicações e à redução do risco de sequelas.
Segundo técnicos da Secretaria Estadual de Saúde, o número de lesões varia de pessoa para pessoa. Embora sejam mais frequentes no rosto, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, elas podem aparecer em qualquer região do corpo, inclusive nos órgãos genitais.
Como se prevenir da mpox
Algumas das recomendações dos profissionais da área da saúde são:
- Evitar contato físico direto com lesões de pessoas com suspeita ou confirmação de mpox;
- Suspender o contato íntimo e as relações sexuais diante de sinais ou sintomas suspeitos, até a avaliação por um profissional de saúde;
- Não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas de cama e vestimentas, que possam estar contaminados;
- Procurar atendimento em uma unidade de saúde ao identificar lesões suspeitas, especialmente nas regiões genital, anal e oral, mas também em outras partes do corpo, mesmo quando não houver febre ou aumento dos gânglios linfáticos.




















































