Terra à vista! A Prefeitura do Rio deu mais um passo para a implantação do Parque Terra Prometida, em Santa Cruz, na Zona Oeste. A Secretaria Municipal de Infraestrutura publicou o edital e marcou para 30 de outubro, às 11h, a licitação da segunda fase das obras do empreendimento, estimada em R$ 246,3 milhões.
O edital prevê prazo de execução de 720 dias corridos após a assinatura do contrato. A licitação será realizada na modalidade concorrência eletrônica, com critério de menor preço global, por meio do sistema Compras.gov.br.
A nova etapa ocorre poucos meses após o início das intervenções no antigo terreno da Cidade das Crianças Leonel Brizola, em Santa Cruz, quando foram lançadas as primeiras obras de preparação da área para receber o complexo religioso e cultural, considerado um dos principais projetos voltados ao turismo religioso na cidade.
Enquanto a primeira fase do projeto concentrou serviços de preparação do terreno, demolições e adequações viárias, com investimento de cerca de R$ 13,8 milhões, a segunda fase representa a principal etapa da implantação do parque, com a construção das estruturas permanentes previstas para o complexo.
O Parque Terra Prometida ocupará uma área de aproximadamente 200 mil metros quadrados e foi projetado para receber, em média, 10 mil visitantes por dia, podendo acolher até 70 mil pessoas em grandes eventos.
Entre as principais atrações previstas está a construção de uma nave principal com capacidade para sete mil pessoas sentadas, além de pia batismal e infraestrutura destinada à realização de cultos, celebrações e encontros religiosos.
O projeto também prevê espaços inspirados em passagens bíblicas, incluindo cenários que remetem ao Jardim do Éden, aos Dez Mandamentos e à travessia do Mar Vermelho, além de réplicas inspiradas nos montes Sinai, das Oliveiras e Sião.
Outra intervenção prevista é a transformação do antigo planetário em um cinema imersivo com tecnologia 360 graus, além da reforma do teatro existente para instalação de um centro de convenções.
Na área de mobilidade, o parque contará com estacionamento para cerca de 100 ônibus e 700 automóveis, além de uma nova alça de acesso à Avenida Brasil para facilitar a chegada de visitantes e caravanas.
O empreendimento foi apresentado pela Prefeitura do Rio como uma iniciativa voltada ao turismo religioso e cultural, com potencial para atrair visitantes de diferentes regiões do país e ampliar a oferta de equipamentos de grande porte na Zona Oeste do Rio.
COM FÁBIO MARTINS
























































Comentários 5
Não concordo com isso, pois não há empenho para locais para puras religiões.
Privilégio extremamente suspeito.
Porque não fazer um hospital?
Casas populares, e tantas outras obras importantes para os moradores do RJ.
Já tem Igrejas de mais!
Muito triste.
Tenho amigos evangélicos e respeito profundamente a fé de qualquer crença.
Mas é inadmissível isso!
Discordo . Estado é laico. Essas ditas religiões viraram uma forma de controle social e político.
Isto é uma afronta aos cidadãos deste município e flagrante desrespeito ao pilar básico da CF/88, o Brasil é um ESTADO LAICO! Um local que deveria ser recuperado para a educação, cultura, divulgação de ciência e pesquisas para os estudantes da Cidade do Rio de Janeiro, não um parque temático para beneficiar um grupo religioso evangélico. O MPRJ tem que olhar isso e entrar com uma ação urgente para embargar este absurdo. Se algum grupo religioso deseja um parque de diversões temático, que construa com seus próprios recursos e de seus líderes milionários, não com o dinheiro público vindo dos impostos e tributos pagos pelos milhões de cidadãos desta cidade. Aliás, temos que acabar com esta promiscuidade entre religião e política. E acabar com a infame isenção fiscal para os diversos grupos religiosos, de qualquer religião.
Isso não é uma obra de interesse público, não quero pagar através dos meus impostos à construção de obras para igrejas/seitas, sejam quais forem.
Intervenção do Ministério Público já.
Gente, o q é isso?? Em cada cinema q fechava aqui fora prá abrir dentro do Shopping, mais tarde virava igreja. Prá q uma igreja desse tamanho todo? O espaço não era das crianças? Q continuasse sendo das crianças. Com centro cultural, esportes, bibliotecas, cinematecas e a teatro infantil. Tb sou contra esse feito. Provávelmente tem muito dinheiro nessa obra q vai prá bolsos sei lá de quem!