O Progressistas, partido que até menos de um mês atrás estava com o presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas (PL), na disputa pelo governo do estado, pulou o alambrado de vez: além de vários líderes aderirem à candidatura do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD), a legenda agora fará um evento, nesta quinta-feira (13), em apoio a Pedro Paulo, o aspirante do PSD ao Senado Federal.
Dia desses, resolvi que ia me dar um cinema numa segunda-feira à noite. Como não tinha nada urgente pra fazer durante o dia, resolvi que ia pegar uma reunião na irmandade logo cedo. Caminhei os dois quilômetros habituais e, quando cheguei, estranhei a sala estar fechada. Aguardei um tempo. O secretário poderia ter tido algum contratempo, sei lá. Mas ficou mais esquisito porque nenhum outro membro apareceu.
Como não frequento regularmente aquele grupo específico, achei que poderia ter rolado algum aviso para os frequentadores de praxe. Só para esgotar as possibilidades, liguei para a linha de ajuda da irmandade. O homem que atendeu do outro lado não tinha informações. Acontece que bastaram alguns segundos de conversa para eu reconhecer a voz.
“Fulano?”, perguntei.
“Eu mesmo. Quem é?”.
“João Paulo, lá de Vila Isabel”.
Conversamos um pouco, surpresos pelo encontro telefônico inesperado. O cara simplesmente tinha sido meu quinto-passista. Ou seja, foi o sujeito que se prontificou a ouvir meu inventário pessoal, que escrevi quando fazia o quarto passo do programa, internado numa clínica.
Sem muito o que fazer, peguei um ônibus e fui para o Centro da cidade, onde sabia que começaria em breve uma reunião de outra irmandade. Como sou alcoólatra, as duas me servem muito bem.
Cheguei à reunião e, pouco antes de começar, vi que meu padrinho na irmandade estava lá. Nos encontramos sem marcar, nada. Fiquei pensando o quanto é engraçado você encontrar as pessoas da irmandade quando menos espera. E isso acontece muito. Eles parecem estar em todos os lugares. É bom demais ver isso acontecendo com frequência. A frase “a partir de agora você nunca mais estará sozinho”, que a gente ouve quando ingressa, não é só uma frase-padrão. É coisa que acontece mesmo.
As irmandades levam muito a sério esse compromisso de estarem disponíveis. Além das salas abertas com reuniões em vários horários, há linhas de ajuda, operadas por voluntários como meu camarada do início deste relato. Não bastasse isso, todos dão seus números de telefone a qualquer desconhecido que chega pedindo ajuda.
Outra coisa que acontece é que, chegado o horário do início de uma reunião, pode até não aparecer ninguém, mas o secretário mantém a sala aberta até a hora estabelecida para o fim. Um dependente químico pode surgir faltando um minuto, e ter a oportunidade de uma nova vida caso encontre a sala aberta. Isso é regra de ouro.
Eu já ouvi várias histórias de dependentes que chegaram a uma sala, e apenas o secretário estava lá. Fizeram os dois a reunião. E esses caras acabaram voltando no dia seguinte e voltando e voltando. Um deles é meu amigo. Está limpo há 16 anos. Porque um secretário ficou sozinho na sala com a porta aberta num dia de chuva.
Quando Bill Wilson, cofundador dos Alcoólicos Anônimos, viu-se numa encruzilhada no inicio de sua recuperação, estava sozinho num hotel no Ohio. Desesperadamente, começou a ligar da cabine telefônica identificando-se como um “bêbado que estava sem beber e que precisava conversar com outro bêbado”. Um padre indicou o Dr. Bob Smith. Bill procurou o médico, que disse estar além de qualquer ajuda. “Mas eu não vim ajudar você. Eu vim me ajudar”, explicou Bill.
Bob disse que Bill tinha 15 minutos. Conversaram por mais de seis horas. E juntos fundaram os Alcoólicos Anônimos, que vem salvando milhões de vidas desde 1935. Em 1965, Bill escreveu.
“Eu sou responsável. Quando qualquer um, seja onde for, estender a mão pedindo ajuda, quero que a mão de AA esteja sempre ali”.
Bill ficaria orgulhoso se visse como isso vem se repetindo, milhares, milhões de vezes, a cada 24 horas.
O ex-presidente da Embratur e candidato a deputado federal Marcelo Freixo (PT) acusa a Meta, responsável pelo Instagram, de derrubar um vídeo publicado em seu perfil na rede social em que ele critica uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
Publicado na manhã deste sábado (26), o vídeo mostra Freixo comentando a decisão de Mendonça envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Nossa Senhora Aparecida.
Questionamento sobre medida do STF
A postagem em questão, feita humorista Antônio Tabet, dizia: “A família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”
Apesar de ser uma crítica ao candidato a Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), a postagem não o citava ou a sua família nominalmente.
No vídeo de Freixo, o candidato à Câmara dos Deputados questiona: “Por que, ministro André Mendonça, você considera que, quando se fala de família miliciana, está se falando de Flávio Bolsonaro? Essa decisão é reveladora. Então, quando se fala em família miliciana, está se falando, sim, dessa prática da família Bolsonaro de ser muito próxima e sempre defender as milícias”.
Ainda no vídeo, Freixo cita supostas relações de Flávio Bolsonaro com membros da milícia do Rio de Janeiro, e diz que o ministro do STF acerta em associá-lo ao crime organizado.
A gravação foi retirada do ar momentos após ser publicada. Ao tentar acessar o conteúdo, usuários encontravam um aviso de que a plataforma estava “seguindo um pedido legal para restringir esse conteúdo”. Marcelo Freixo informou que vai notificar extrajudicialmente a Meta para pedir a reconsideração da remoção.
O ex-presidente da Embratur também pretende solicitar que a empresa apresente eventual decisão judicial que tenha determinado expressamente a retirada do vídeo.
Decisão de Mendonça
Na sexta (25), Mendonça determinou que Antônio Tabet retirasse do X uma publicação que acusava a “família miliciana” de atacar Nossa Senhora Aparecida.
A decisão também proibiu a republicação da mesma acusação, sob pena de multa de R$ 30 mil em caso de descumprimento. A ordem ainda será submetida ao plenário do TSE.
A publicação de Tabet foi feita na quinta-feira (24), enquanto circulava nas redes sociais a informação de que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Segundo dados apresentados pela defesa de Flávio, a publicação alcançou mais de 195 mil visualizações, 2 mil compartilhamentos e 11 mil curtidas em poucas horas.
Em evento com apoiadores e correligionários no Arouca Barra Clube, na Barra da Tijuca, o candidato do PL ao governo do estado, Douglas Ruas, afirmou que, se eleito, pretende convocar os excedentes de concursos, não só da PM, mas também da polícias Civil e Penal. O candidato também prometeu divulgar um calendário de novas provas seletivas para alcançar o efetivo previsto em lei em todas as forças de segurança.
Segundo Ruas, a medida atende a uma reivindicação da deputada estadual e candidata à reeleição Índia Armelau (PL). A meta, na Polícia Militar, é chegar a 60 mil policiais (o efetivo atual gira em torno de 44 mil, enquanto a lei estadual 11.041/2025 autoriza pouco mais de 60 mil).
“Tem dinheiro para isso, sim. Governar é escolher as prioridades. E nós já escolhemos a nossa. A nossa prioridade é segurança pública”, afirmou.
Promessa de concurso animou encontro com candidatos a senador e deputados
O encontro, denominado “Arrastada final”, foi promovido por Índia e contou com a presença do senador Carlos Portinho, do deputado federal Dr. Flávio e do vereador Fernando Armelau, marido da deputada, todos do PL.
Em clima de contagem regressiva para o histórico primeiro jogo de temporada regular da NFL no Rio de Janeiro, a missão diplomática dos Estados Unidos no Brasil promoveu, nesta sexta-feira (25), uma noite de diplomacia esportiva e celebração na churrascaria Fogo de Chão de Botafogo.
A recepção reuniu autoridades, dirigentes da NFL, executivos e parceiros em torno do futebol americano como instrumento de aproximação e intercâmbio entre brasileiros e americanos.
O trio de ouro do jogo de amanhã: o comissário da NFL, Roger Goodell; a encarregada de negócios da Embaixada dos EUA, Kimberly Kelly; e o cônsul-geral dos Estados Unidos no Rio, Ryan Rowlands – Foto: Divulgação
Entre os presentes estavam o cônsul-geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, Ryan Rowlands, a encarregada de negócios da Embaixada dos EUA, Kimberly Kelly, e o comissário da NFL, Roger Goodell.
A apresentação da União da Ilha na recepção da NFL no Rio – Foto: Divulgação
A noite teve muita comida, bebida e música brasileira — e terminou em clima de carnaval, com uma apresentação surpresa da União da Ilha, que colocou os convidados para sambar.
A Netflix vai estrear agora, em outubro, uma nova série com um trama que lembra, até demais, um célebre caso das páginas policiais do Rio — uma história que mistura morte, golpe milionário e um certo flerte com o sobrenatural.
No seriado “Dom de iludir”, Marieta Severo vive a colecionadora de obras de arte Lúcia Rossetti, que tem uma relação turbulenta com a filha, Maíra (Alice Wegmann). O destino das duas se entrelaça com a misteriosa Irina (Nanda Costa), dando início a uma história de suspense. Os episódios chegam ao streaming em breve.
Alice Wegmann está no elenco da série — Foto: Divulgação
A Netflix não admite oficialmente, mas, talvez, a semelhança não seja mera coincidência entre a série e o caso de Sabine Coll Boghici, de 49 anos, que morreu após cair do quinto andar de um prédio na Zona Sul. A falecida era filha de Geneviève Boghici, de 83 anos, viúva do marchand Jean Boghici.
Sabine chegou a ser presa, acusada de ter aplicado um golpe de centenas de milhões de reais na própria mãe com a ajuda de Rosa Stanesco Nicolau, com quem se casou na prisão, no fim de 2022. O roubo envolveu obras de arte de mestres da pintura brasileira como Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral.
Toda a história real teria começado quando Geneviève foi abordada por Rosa na rua e alertada sobre “uma morte a qualquer momento na família”. Rosa se apresentava como Mãe Valéria de Oxóssi. Nas redes sociais, dizia ter “mais de 20 anos de experiência espiritual”. Ela relatava ter dado mais de 180 mil consultas espirituais.
Depois de conhecer Geneviève, Rosa a levou para se consultar com outras duas parceiras no crime. Essas foram apresentadas como cartomante e mãe de santo. Ambas confirmaram a existência do “perigo iminente” a outras duas comparsas, apresentadas como uma cartomante e uma mãe de santo, que confirmaram a previsão e sugeriram que ela pagasse por “um trabalho” para salvar a filha.
Com medo, a mãe chegou em casa e contou a história para a filha, que a essa altura já sabia de todo o plano e fingiu estar com medo. Foi quando Sabine implorou que a Geneviève pagasse pelo tal “trabalho espiritual”, que no total custou R$ 5 milhões.
A partir deste momento, Sabine começou a manter a mãe distante das pessoas. Funcionários foram demitidos, prestadores de serviço foram afastados. Só que Geneviève desconfiou e parou os pagamentos, quando então passou a ser agredida pela filha.
No fim das contas, a viúva do marchand calcula ter perdido R$ 725 milhões. Um total de 16 quadros foi roubado. Mesmo destino de joias avaliadas em R$ 6 milhões. O caso foi denunciado à polícia, que inclusive achou quadros roubados com Rosa, quando ela foi presa. A história ganhou contornos ainda mais macabros quando Sabine caiu do prédio. O caso, registrado como suicídio, foi reaberto a pedido de Geneviève. Um homem, apontado como genro de Rosa, foi preso acusado de induzir a mulher a tirar a própria vida.
Sabine caiu do prédio e polícia investiga se ela foi induzida a pular — Foto: Reprodução
Voltando à série da Netflix, a especulação é que Lúcia seria Geneviève. Maíra, inspirada em Sabine. E Irina (olha o nome do Leste Europeu aí!) seria o alter ego de Rosa Stanesco. O nome da série, além da óbvia inspiração da história, também é uma citação a um sucesso de Caetano Veloso — que, inclusive, estará na trilha sonora da atração, agora na voz da cantora Liniker.
Nanda Costa vive a misteriosa Irina — Foto: Divulgação
A direção-geral é de Mauro Mendonça Filho. O elenco traz também José de Abreu, o Boris, que seria outro personagem fortemente inspirado na vida real, Felipe Camargo, Luciana Paes, Laila Garin, Rui Ricardo Diaz, Heloisa Jorge, Allan Souza Lima, Jonas Bloch, Giovanna de Jesus, José Mata, Thiago Justino, Hamilton Dias, Laura Vick, Yanna Lavigne e Rosanna Viegas.
“Dom de iludir” foi produzida pela Conspiração. A criação é de Diane Maia e Mirna Nogueira, que também aparece como roteirista-chefe, tendo como assistentes de roteiro Carol Rodrigues, Felipe Sholl, Josefina Trotta e Pedro Riguetti. A produção é de Renata Brandão e Luísa Barbosa. A produção executiva é de Diane Maia e Tania Pacheco. “Dom de iludir” tem direção-geral de Mauro Mendonça Filho e direção de Gabriela Amaral Almeida e Daniela Carvalho.
A Comissão Permanente de Saúde da Câmara de Japeri aprovou um Requerimento de Informações para apurar o aumento no número de profissionais contratados pelo Centro de Medicina e Projetos Especiais (Cempes), organização social responsável pela execução de serviços de saúde no município, e a evolução da folha de pagamento nos últimos meses.
O documento foi encaminhado ao secretário municipal de Saúde, Dr. Roberto Pontes, e ao presidente do Fundo Municipal de Saúde. Segundo a página oficial da Câmara de Japeri, os partidos são: Dr. Marlon (Solidariedade), Abner Madeira (MDB) e JC de Souza (PL).
Segundo o requerimento, a comissão recebeu denúncias de que algumas contratações poderiam estar relacionadas a interesses político-eleitorais, inclusive com possível favorecimento de pessoas ligadas à campanha de Caroline Ontiveros (PT), que concorre à uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nas eleições de 2026. A candidata, irmã da prefeita Fernanda Ontiveros (PT), ocupou o cargo de secretária municipal de Educação na Prefeitura de Japeri.
A comissão afirma que não antecipa qualquer conclusão sobre a veracidade ou a regularidade dos fatos relatados.
Comissão quer lista de contratados e evolução da folha
Entre as informações solicitadas estão a relação nominal de todos os profissionais contratados pelo Cempes nos seis meses anteriores à resposta, com dados como função, local de trabalho, data de admissão, tipo de vínculo, carga horária, remuneração e situação atual do contrato.
A comissão também pediu a relação de profissionais admitidos, desligados ou substituídos no período e os valores mensais da folha de pagamento. O requerimento questiona ainda se houve aumento no número de funcionários ou nas despesas com pessoal e, em caso positivo, solicita justificativas técnicas, administrativas e financeiras.
Possíveis vínculos com agentes políticos
O requerimento também questiona a existência de vínculos familiares entre os contratados e agentes políticos, ocupantes de cargos comissionados ou integrantes da estrutura da prefeitura.
A comissão solicitou informações específicas sobre eventual vínculo familiar de contratados com a prefeita Fernanda Ontiveros, Caroline Ontiveros ou integrantes das estruturas administrativa e política diretamente ligadas a elas.
Também quer saber se houve contratação de pessoas que tenham exercido funções político-eleitorais ou de campanha, desde que essa informação conste formalmente dos documentos analisados ou tenha sido declarada pelo próprio contratado.
O Executivo terá 20 dias para apresentar as informações e os documentos solicitados. O requerimento afirma que o não atendimento injustificado dentro do prazo poderá gerar as consequências previstas na legislação municipal, incluindo, quando presentes os requisitos legais, caracterização de improbidade administrativa e infração político-administrativa.
A comissão ressalta que o pedido tem caráter fiscalizatório e não representa antecipação de julgamento sobre a legalidade das contratações. Segundo o documento, o objetivo é verificar se os recursos públicos destinados à saúde estão sendo utilizados de acordo com a finalidade do contrato e com as necessidades da rede municipal.
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) instaurou uma Tomada de Contas Especial para apurar responsabilidades e quantificar os prejuízos apontados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) em um contrato de R$ 120 milhões para obras de macrodrenagem e urbanização dos rios Registro e Viegas, em Bangu e Senador Camará, na Zona Oeste do Rio.
Segundo o TCE-RJ, a auditoria identificou indícios de pagamentos realizados com base em uma metodologia mais cara do que a efetivamente utilizada na execução da obra. O contrato, firmado pelo Inea com a Construtora Metropolitana S.A., tem valor atualizado de R$ 120.071.124,96.
O orçamento da obra foi elaborado considerando a utilização de fôrmas de madeira na fabricação de peças pré-moldadas de concreto. Durante a execução, porém, teriam sido empregadas fôrmas metálicas, consideradas mais eficientes e econômicas, sem que houvesse reequilíbrio econômico-financeiro do contrato.
O acórdão aprovado pelo plenário concluiu que a contratada executou os serviços com uma metodologia de menor custo, mas continuou recebendo pelos valores calculados para a metodologia mais onerosa.
Tribunal calcula prejuízo de R$ 13,1 milhões
Os cálculos homologados pela Corte apontam um dano preliminar ao erário de R$ 13.170.363,85.
Desse total, R$ 10.781.662,45 correspondem a pagamentos considerados acima do devido pelos serviços executados. Outros R$ 2.388.701,40 referem-se a reajustes contratuais que, segundo a auditoria, também teriam sido calculados em valores superiores aos que seriam aplicáveis à metodologia efetivamente utilizada.
A auditoria recalculou os preços unitários dos principais itens da obra com base na utilização de fôrmas metálicas. Com isso, o valor do item referente ao canal pré-fabricado caiu de R$ 692,35 para R$ 344,72. Já o preço da cobertura dos canais foi reduzido de R$ 773,80 para R$ 443,35.
Até a 32ª medição da obra, o Inea havia pago R$ 21,7 milhões pelos serviços analisados pela fiscalização.
Plenário determinou retenção de R$ 15 milhões
Antes mesmo do julgamento definitivo, o TCE-RJ havia determinado a retenção cautelar de R$ 15,07 milhões em parcelas vincendas do contrato para resguardar eventual ressarcimento aos cofres públicos. A medida foi mantida no processo.
O Tribunal também concluiu que havia elementos suficientes para determinar a abertura de uma Tomada de Contas Especial pelo Inea, destinada à identificação dos responsáveis e à apuração definitiva dos danos.
Comissão terá 90 dias para concluir apuração
A portaria publicada pelo Inea designou uma comissão formada por três servidores para conduzir os trabalhos. O grupo terá prazo de 90 dias para apurar os fatos, identificar responsáveis e consolidar a quantificação do dano apontado pelo Tribunal. Ao final, o resultado será encaminhado à Auditoria Interna do instituto e à Controladoria Geral do Estado (CGE).
Padrão de irregularidades atinge outros contratos do Inea
A fiscalização sobre o uso inadequado de fôrmas de madeira nos orçamentos de macrodrenagem faz parte de uma varredura ampla do TCE-RJ que atingiu outros contratos do Inea:
• Rio Calombé (Duque de Caxias): no contrato nº 02/2023 (R$ 69,79 milhões), com a Construtora Lytorânea S.A., o TCE-RJ (Proc. nº 110.824-3/2024 – Acórdão nº 026448/2026-PLEN) determinou a retenção cautelar de R$ 1,07 milhão e a abertura de outra Tomada de Contas Especial pelo Inea.
• Parque Duque e Missões (Duque de Caxias): no contrato nº 08/2024 (R$ 52,19 milhões), com a Hydra Engenharia, o Tribunal (Proc. nº 111.518-3/2024 – Acórdão nº 027552/2026-PLEN) manteve a cautelar que obriga a readequação do cálculo das medições às tabelas paradigma (R$ 423,51/m² para canal e R$ 543,99/m² para cobertura).
• Córrego Mãe D’Água (Cachoeiras de Macacu): no contrato nº 18/2024 (R$ 13,03 milhões), com a Construtora RJL2, a Corte de Contas (Proc. nº 111.639-3/2024 – Acórdão nº 027553/2026-PLEN) reduziu os preços das medições (R$ 450,87/m² para canal e R$ 581,31/m² para cobertura) e mandou notificar o orçamentista para apresentar defesa.
• Rios Salgado e Jacaré (Rio de Janeiro): no contrato nº 38/2023 (R$ 105,98 milhões), com a Construtora Metropolitana, o processo (Proc. nº 111.411-9/2024 – Acórdão nº 026449/2026-PLEN) foi arquivado após o Inea e a empresa realizarem um reequilíbrio voluntário que resultou na glosa/devolução de R$ 5,05 milhões nas medições 16ª, 17ª e 18ª.
A ex-vereadora Verônica Costa, conhecida como “Mãe Loira do funk”, passa por uma audiência de custódia na tarde deste sábado (26), no presídio de Benfica, Zona Norte do Rio.
Ela foi presa na noite de quinta-feira (24), em Araras, distrito de Petrópolis, após passar o dia sendo procurada pela Polícia Civil.
Condenada a 10 anos e 8 meses de prisão por tortura contra o ex-marido, Márcio Costa, ela teve a prisão decretada depois do fim dos recursos do processo.
Segundo a Polícia Civil, Verônica trocou de carro quatro vezes durante o deslocamento até Petrópolis para tentar despistar os agentes.
Além dela, também foram presos o irmão, Bruno Chaves Ribeiro, a irmã, Tatiane Chaves Ribeiro, e o cunhado, Bruno Marcelo Bahia Marques. Os quatro foram condenados pelo mesmo caso.
Crime teria ocorrido há 15 anos
O caso aconteceu em 2011 e veio à tona depois que Márcio denunciou as agressões à polícia. Segundo o relato apresentado na época, ele teria sido amarrado no banheiro, com os pés e as mãos presos por correntes, cadeado e corda.
Também teria sido vendado, amordaçado e atingido no rosto por inseticida. Márcio afirmou ainda que sofreu agressões físicas, ameaças e teve um produto químico jogado sobre o corpo, sob ameaça de ser incendiado.
A investigação apontou a participação de Verônica e de quatro parentes. A ex-vereadora sempre negou ter torturado o ex-marido e apresentou outra versão para o episódio. Na época, acusou Márcio de usar drogas, invadir sua residência e levar objetos.
Verônica foi condenada a 10 anos e 8 meses de prisão em regime fechado. Com o trânsito em julgado, a Justiça determinou o início do cumprimento da pena.
Nova defesa pede revisão da condenação
Depois da prisão, Verônica trocou de defesa. A advogada criminalista Maíra Fernandes, que passou a representar a ex-vereadora, protocolou na sexta-feira (25) um pedido de revisão criminal no Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ).
A defesa sustenta que a condenação não considerou o histórico de violência doméstica relatado por Verônica antes do episódio de 2011. O principal argumento é um boletim de ocorrência registrado por ela em 2010, quando ainda era casada com Márcio.
No documento, Verônica relatou agressões físicas e psicológicas, ameaças com arma de fogo e um episódio em que, segundo ela, o então marido teria feito uma roleta-russa apontando a arma para sua cabeça. Ela também afirmou que ele havia retirado dinheiro destinado à sua campanha eleitoral.
Na ocasião, Verônica procurou uma delegacia e pediu uma medida protetiva de urgência. Segundo os documentos apresentados pela nova defesa, o pedido foi negado. A advogada afirma que, meses depois, a ex-vereadora voltou a ser agredida e roubada pelo ex-marido.
Para a defesa, esse histórico deve ser considerado na análise do episódio que resultou na condenação. A advogada afirma que a intenção não é justificar a violência praticada pelos familiares, mas contextualizar o conflito e a ausência, à época, de mecanismos de proteção semelhantes aos disponíveis atualmente.
Enquanto a revisão criminal é analisada, Verônica permanece presa e deve prestar esclarecimentos na audiência de custódia deste sábado.
Niterói, na Região Metropolitana, ficou em primeiro lugar no ranking de municípios do estado do Rio com os melhores índices de desenvolvimento sustentável. A lista elenca as cidades de acordo com progresso total para o cumprimento de todos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Assembleia Geral das Nações Unidas.
Apesar disso, o balanço geral do estado é alarmante: nenhuma cidade teve um desempenho considerado “alto” ou acima da média.
A pontuação do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC-BR) varia de zero a cem, e as classificações — muito alto, alto, médio, baixo, muito baixo e informação não disponível — ajudam a situar o município no nível de desenvolvimento sustentável.
Niterói, a primeira colocada do Rio, ocupa a 282ª posição no ranking nacional, com desempenho considerado “médio”. Ao todo, foram 42 cidades com desempenho baixo no estado. A pior colocada foi Magé, na Baixada Fluminense.
Niterói fica à frente de quase todas as capitais, perdendo apenas para Brasília
O desempenho mediano do estado não apaga o destaque de Niterói, que ficou com uma pontuação de 59,95 e, por muito pouco, não ficou com a classificação “alta”. Dos 17 ODS, o município teve um desempenho alto ou muito alto em nove. Porém, três tiveram o desempenho muito baixo.
E não para por aí: das capitais brasileiras, apenas Brasília, na 122ª posição, está à frente de Niterói.
Quando comparado ao resto do top 10 do estado, somente o município fluminense tem mais de 30.986 habitantes, de acordo com o último Censo do IBGE.
Capital está fora do top 100 brasileiro — e do top 1000
O cenário é diferente na capital do estado, que ficou na 41ª posição do estado e 2827ª do país. Se Niterói beliscou a classificação alta, o Rio nem se preocupou com esses centésimos. A pontuação de 51,26 deixou a Cidade Maravilhosa muito mais próxima de um desempenho “baixo”, pontuação que varia de 40 a 49,99.
O número de ODS com desempenho muito baixo é o dobro do registrado em Niterói: seis. Dos 100 indicadores considerados, apenas 30 tiveram a meta de fato alcançada.
Estagiária sob supervisão de Felipe Galeno e Berenice Seara.
A região do Maracanã, na Zona Norte do Rio, terá um esquema especial de trânsito neste fim de semana por causa da partida de futebol americano da NFL Rio Game 2026, entre Dallas Cowboys e Baltimore Ravens, neste domingo (27), às 17h25. A abertura dos portões está prevista para 13h25.
A partir das 19h deste sábado (26), será proibido estacionar no entorno do estádio. Já os bloqueios de trânsito começam às 10h de domingo e serão ampliados ao longo da manhã.
A previsão é que as vias sejam liberadas até as 23h, cerca de duas horas após o fim da partida.
Interdições no entorno
Entre as principais interdições estão trechos das avenidas Rei Pelé e Maracanã, além de ruas como Professor Eurico Rabelo, Visconde de Itamarati, Isidro de Figueiredo e Professor Manuel de Abreu. A partir das 11h do domingo também haverá bloqueios no Viaduto Oduvaldo Cozzi, em seus acessos, e no Viaduto de São Cristóvão.
Com a interdição da Avenida Rei Pelé, motoristas que seguirem em direção ao Méier serão desviados pela Rua Ceará. No sentido Tijuca, a alternativa será a Rua Mariz e Barros.
A CET-Rio recomenda evitar a região e dar preferência ao transporte público.
Metrô terá operação especial
O MetrôRio funcionará das 7h às 23h no domingo, com reforço na oferta de trens e no efetivo de segurança e operadores nas estações próximas ao estádio. São três estações indicadas para o público, de acordo com o portão de acesso informado no ingresso:
Portões A e B: estação Maracanã/Rei Pelé, da Linha 2;
Portão C: estação São Francisco Xavier/Tijuca, da Linha 1;
Portões D e E: estação São Cristóvão, da Linha 2.
A tarifa segue o valor usual, de R$ 7,90 por viagem. A concessionária recomenda o uso de pagamento por aproximação ou a compra antecipada dos cartões Giro e Jaé.
Ônibus terão desvios
As linhas de ônibus que circulam pelo entorno também terão alterações. Durante os bloqueios, os veículos que seguem para a Zona Norte terão como principais desvios as ruas Mariz e Barros e Gonzaga Bastos. Já as linhas em direção ao Centro e à Zona Sul serão desviadas pela Rua São Francisco Xavier.
O BRT manterá a operação regular de domingo e fará integrações com trem, metrô, VLT e ônibus urbanos em diferentes terminais e estações.
O VLT também funcionará normalmente, das 5h às 23h, com intervalo médio de 20 minutos aos domingos. O sistema permite integração com metrô, trens, barcas, Rodoviária do Rio e BRT no Terminal Gentileza.