A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (5) mais uma traficante, no Aeroporto do Galeão, no Rio, enquanto tentava embarcar para Paris, na França. No domingo (1º), outra criminosa havia sido detida tentando seguir para a cidade europeia levando drogas.
Segundo a PF, a mulher transportava cerca de 2 kg de cocaína nas hastes retráteis de sua mala e em partes de seu corpo. A passageira, de 21 anos, é natural de São Paulo. Durante fiscalização, policiais da Delegacia Especial da PF no Aeroporto (Deain) e servidores da Receita Federal identificaram a droga.
Após a confirmação do auto de prisão em flagrante, a mulher foi encaminhada ao sistema prisional do estado. Ela responderá pelo crime de tráfico transnacional de drogas, cuja pena pode chegar até 25 anos de reclusão.
Considerada a casa mais cara do Brasil, a mansão avaliada em R$ 220 milhões, no Leblon, terá o último leilão de peças e acabamentos nesta segunda-feira (14). O imóvel será demolido para dar lugar a um condomínio de alto padrão.
Antes de a mansão ser demolida, mais de 50 janelas e portas, além de postes de ferro fundido, gradis, corrimãos, luminárias e outros elementos da construção serão colocados em leilão.
Entre os destaques do acervo estão a porta principal em madeira de lei, portas palacianas de quatro folhas com cristal bisotado, a porta da sala de música e o corrimão em ferro pintado de preto com detalhes em latão dourado que adorna a escadaria principal.
O leilão inclui ainda itens do dia a dia da propriedade, como o sistema de refrigeração e elétrico, vasos sanitários e bidês.
Com informações do colunista Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”.
Pix eleitoral: Eduardo Paes cola de vez em Douglas Ruas e encosta na liderança do caixa dos candidatos a governador no Rio; total chega a R$ 38,5 milhões
Nas pesquisas de intenção de voto para o governo do estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) lidera a corrida sobre Douglas Ruas (PL). Já no saldo bancário da campanha, o representante do PL, que ainda está em vantagem, viu a diferença cair drasticamente: com as novas atualizações do DivulgaCand, a plataforma da Justiça Eleitoral com informações sobre os candidatos. Paes deu uma arrancada na arrecadação e colou de vez no rival.
Até agora, Douglas acumulou R$ 18,34 milhões arrecadados, impulsionado pelo repasse de R$ 17,79 milhões da direção nacional do PL. E Paes encostou no placar financeiro: turbinado pelas verbas do PSD (R$ 13 milhões acumulados em repasses dos fundos partidário e eleitoral) e do MDB (R$ 4 milhões), além de doações privadas como a de Arminio Fraga (R$ 300 mil), o ex-prefeito já soma R$ 17,40 milhões em receitas líquidas. A diferença entre os dois no cofrinho caiu para menos de R$ 1 milhão (R$ 940,8 mil).
Atrás da dupla, a conta dos adversários segue em outra ordem de grandeza: Anthony Garotinho (Republicanos) atualizou seu caixa para R$ 1,15 milhão, William Siri (PSOL) mantém R$ 1,07 milhão e André Marinho (NOVO) registra R$ 295 mil — este último destacando-se por financiar 100% dos seus recursos via doações privadas. Mais abaixo, Juliete (UP) soma R$ 7,54 mil, puxados majoritariamente por vaquinha virtual.
Ao todo, os nove postulantes ao Palácio Guanabara já movimentaram R$ 38,51 milhões, com expressivos 96,51% dos recursos vindo do Fundo Eleitoral e partidário.
O Sofitel Ipanema, novo hotel de luxo que ocupará o endereço do antigo Caesar Park, na orla da Vieira Souto, já tem data para reabrir as portas: a partir desta segunda-feira (14) abrem as reservas online para hospedagens a partir de 1º de dezembro.
A reforma do prédio é conduzida pela AccorInvest desde julho de 2023 e já mudou completamente a fachada do edifício, um dos mais emblemáticos de Ipanema.
O hotel na Avenida Vieira Souto será o primeiro flagship da marca no país, marcando o retorno da bandeira ao bairro após cinco anos.
Com 170 quartos, o projeto tem assinatura da arquiteta Patricia Anastassiadis, que desenvolveu peças exclusivas para costurar o charme da Riviera Francesa à bossa de Ipanema.
Com informações do colunista Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”.
A Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc) sabia exatamente a data em que o contrato dos profissionais de apoio escolar chegaria ao fim. Reconheceu em diversos documentos oficiais que o atendimento a alunos com deficiência é um serviço público essencial que jamais poderia ser interrompido.
Ainda assim, permitiu que a cobertura contratual expirasse sem que uma nova estrutura estivesse pronta para entrar em operação.
Para piorar o cenário, a tentativa de fechar uma contratação emergencial de R$ 220 milhões às pressas virou alvo de auditoria do próprio Controle Interno do governo depois que foram identificados erros de cálculo, sobrecontratação de vagas e risco de sobrepreço.
A obscuridade da gestão transparece na própria consulta pública do Sistema Eletrônico de Informações (SEI). O processo administrativo original da prestação de serviços (SEI-030029/011249/2022) consta como totalmente encerrado no sistema desde abril de 2024. Já o processo do aditivo contratual de R$ 66 milhões (SEI-030001/058097/2025) sequer aparece disponível para acesso na pesquisa pública geral, impondo uma barreira de transparência sobre os termos finais do aditamento expirado.
O encerramento do contrato com o Instituto Positiva Social, no valor aditado de R$ 66 milhões, ocorreu em julho deste ano. O serviço é responsável por disponibilizar profissionais que acompanham crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista, deficiências físicas, motoras e intelectuais matriculados na rede pública estadual.
Longe de ser um apoio acessório, essa mão de obra representa a única estrutura que permite a esses estudantes frequentar a escola, garantindo suporte direto em atividades básicas de vida diária — como alimentação, higiene íntima e locomoção —, além do auxílio no aprendizado e na comunicação dentro das salas de aula.
A falta de planejamento do estado fica escancarada nos próprios papéis produzidos pela Seeduc. Em seus estudos técnicos, a pasta registrou expressamente que o apoio escolar é de natureza contínua, atende a uma necessidade pública permanente e que qualquer pausa traria sérios prejuízos pedagógicos e sociais aos alunos.
Sabia-se também o tamanho exato do desafio: a rede estadual contabilizava mais de 16 mil estudantes na Educação Especial e projetava a necessidade imediata de pelo menos 2,7 mil profissionais para o início de 2026, com meta de expansão para até quatro mil postos de trabalho.
Mesmo com todos esses dados e prazos em mãos, a solução definitiva para o problema foi deixada para depois. A licitação ordinária (processo SEI-030001/119257/2025), desenhada para criar um contrato de R$ 648 milhões válido por dois anos, sofreu sucessivos atrasos. A lentidão do processo foi tamanha que a Seeduc só agendou a audiência pública do novo edital para o mês de setembro — uma etapa preliminar que ocorreu quando o contrato antigo já havia vencido há meses e as escolas já estavam desamparadas.
Como saída de urgência, a secretaria tentou rodar a dispensa de licitação emergencial de R$ 220 milhões. No entanto, o plano de emergência esbarrou na própria burocracia e em alertas do Ministério Público do Trabalho, que já acompanhava o histórico de calotes trabalhistas e a falta de funcionários da antiga prestadora.
Ao tentar fechar o novo negócio de forma apressada, a gestão estadual embutiu uma “reserva técnica” de 622 vagas sem justificativa e apresentou planilhas com equívocos na composição do lucro da empresa e nas alíquotas de tributos. O processo acabou travado por auditoria da Assessoria de Controle Interno, que obrigou o governo a cortar a gordura do orçamento e refazer os cálculos.
Enquanto os papéis e pareceres jurídicos tramitam de mesa em mesa entre secretarias e órgãos de controle, o impacto real dessa paralisia é sentido diariamente nas salas de aula.
Milhares de estudantes com deficiência e autismo continuam privados de frequentar a escola por falta de acompanhamento adequado, impondo a famílias já vulneráveis o desespero da exclusão.
Educação é um direito assegurado pela Constituição
A documentação oficial deixa perguntas que o governo do estado precisará responder.
Se a Seeduc conhecia a data de encerramento do contrato e sabia que a interrupção traria danos irreparáveis aos alunos, por que não concluiu a nova licitação a tempo? Por que a contratação emergencial de R$ 220 milhões foi elaborada com falhas que atrasaram ainda mais a chegada dos profissionais às escolas?
E, sobretudo, quanto tempo mais esses estudantes terão de esperar para ter assegurado um direito básico garantido pela Constituição? O contrato com a empresa de apoio podia chegar ao fim, mas o direito dessas crianças e adolescentes à educação e à dignidade jamais poderia ser interrompido.
O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) determinou que ex-presidentes da Câmara Municipal de Itaboraí, ex-gestores do Legislativo e uma empresa de comunicação devolvam aos cofres públicos cerca de R$ 16,4 milhões em valores atualizados — o equivalente a 3.320.004,70 UFIR-RJ — por irregularidades em contratos de publicação de atos oficiais firmados entre 2015 e 2018.
A auditoria encontrou despesas consideradas incompatíveis com o interesse público e apontou falhas graves de planejamento, fiscalização e controle dos contratos. O tribunal também registrou que os gastos da Câmara de Itaboraí com publicações oficiais chegaram a ser cerca de 902 vezes superiores aos do exercício anterior, sem justificativa plausível para a discrepância.
Segundo o acórdão, foi identificado pelo tribunal um esquema de aumento artificial dos custos das publicações oficiais da Câmara. As irregularidades incluíam a utilização de fontes muito acima do padrão previsto, títulos desproporcionais, espaçamentos excessivos entre textos, ampliação indevida do número de colunas e o uso de brasões ocupando páginas inteiras. Como os contratos eram remunerados por centímetro de coluna publicado, a formatação elevava diretamente o valor pago pelo Legislativo.
A decisão determina a responsabilização solidária dos envolvidos em três blocos distintos. O primeiro se refere ao exercício de 2015, quando foi apontado prejuízo equivalente a 1.660.940,72 UFIR-RJ, cerca de R$ 8,2 milhões. Nesse caso, foram responsabilizados o então presidente da Câmara, Deoclécio Machado Viana, o ex-diretor-geral Paulo César Lima Ferreira, o fiscal de contratos André Rodrigues do Amarante e a Empresa Jornalística Itaboraí Ltda.
Em relação a 2016, o TCE-RJ apontou dano correspondente a 1.013.919,86 UFIR-RJ, aproximadamente R$ 5 milhões. A cobrança recai solidariamente sobre Deoclécio Machado Viana, André Rodrigues do Amarante e a Empresa Jornalística Itaboraí Ltda.
Já pelos exercícios de 2017 e 2018, o tribunal atribuiu prejuízo de 645.144,12 UFIR-RJ, cerca de R$ 3,2 milhões, responsabilizando o então presidente Alessandro Ferreira Rodrigues, André Rodrigues do Amarante e a empresa contratada.
Prazo de 15 dias
A decisão abre agora a chamada fase saneadora do processo. Os responsáveis terão prazo de 15 dias para recolher voluntariamente os valores apontados pelo tribunal, utilizando recursos próprios.
Caso o pagamento não seja realizado, o TCE-RJ poderá julgar definitivamente irregulares as contas dos envolvidos, formalizar a condenação em débito e encaminhar o caso para cobrança judicial.
O Proderj estava, ao lado do Instituto Rio Metrópole e a Secretaria do Ambiente/Inea, entre os campeões de contratações e aquisições do governo Cláudio Castro (PL). Com a chegada do governador interino Ricardo Couto, a festa parou. Mas, pelo visto, não por muito tempo. As publicações recentes cobrem desde o fornecimento de licenças de software corporativo até a gestão completa do parque de impressões do estado.
O maior montante ficou por conta do pregão eletrônico PE-RP 012/2025, voltado para a subscrição e aquisição de licenças de softwares Microsoft. A grande vencedora deste contrato foi a empresa SoftwareOne Comércio e Serviços de Informática Ltda., que faturou R$ 36.413.223,17 pelo Lote 01 (subscrição de 12 meses) e mais R$ 256.492.712,15 pelo Lote 02 (subscrição de 36 meses). Já o Lote 03, focado em licenças de uso perpétuo por 36 meses, ficou com a Telefônica Brasil S/A, pelo valor de R$ 28.416.995,28.
Juntos, os três lotes de softwares atingem R$ 321.322.930,60.
O segundo processo homologado foi o pregão eletrônico PE-RP 006/2025, destinado aos serviços de impressão, cópia e digitalização corporativas, incluindo equipamentos, manutenção e insumos. Neste certame, a empresa Dady Ilha Soluções Integradas Ltda. arrematou o Lote 01 pelo valor expressivo de R$ 64.213.200,00.
Os outros dois lotes menores ficaram com a WP Sistemas Reprográficos e Impressão Ltda. EPP, que levou o Lote 02 por R$ 576.000,00 e o Lote 03 por R$ 3.778.788,00. O total deste pregão fechou em R$ 68.567.988,00.
Os campeõs das novas licitações milionárias do Proderj
No balanço geral das contratações, a SoftwareOne desponta como a principal beneficiada ao abocanhar R$ 292,9 milhões no pregão de sistemas. Na sequência aparecem a Dady Ilha Soluções com R$ 64,2 milhões, a Telefônica Brasil com R$ 28,4 milhões e a WP Sistemas Reprográficos com R$ 4,3 milhões, consolidando a marca de R$ 390 milhões investidos pela gestão estadual na infraestrutura de TI.
O que diz a Secretaria de Transformação Digital
A assessoria da pasta enviou nota sobre o assunto. Segue a íntegra:
“O governo do estado está ampliando o uso de tecnologia para reduzir custos operacionais, aumentar a segurança das informações e tornar mais ágeis processos que impactam diretamente a prestação de serviços à população. Coordenada pelo Proderj, a iniciativa permitirá que secretarias e órgãos estaduais tenham acesso a soluções tecnológicas integradas e padronizadas, evitando contratações isoladas, promovendo ganhos de escala e otimizando a aplicação dos recursos públicos.
Uma das principais novidades é a possibilidade de acesso integrado, pela primeira vez, ao ecossistema de soluções Microsoft pela administração estadual. A medida permitirá que diferentes secretarias e órgãos utilizem ferramentas atualizadas, regularizadas e compatíveis entre si. A estrutura poderá atender cerca de 40 órgãos estaduais, ampliando a integração entre equipes e a padronização dos ambientes tecnológicos.
Na prática, a iniciativa busca criar uma infraestrutura tecnológica mais integrada para o Estado, com ferramentas que podem facilitar o trabalho dos servidores, dar mais estabilidade aos sistemas e reduzir riscos relacionados à segurança da informação. A padronização também contribui para melhorar a governança de tecnologia e tornar mais eficientes processos internos que dão suporte aos serviços públicos.
Outra frente da modernização é uma solução integrada de impressão, cópia e digitalização em 36 secretarias e órgãos estaduais. A proposta prevê a modernização e padronização dos equipamentos, além de maior controle sobre a utilização dos serviços. Com a digitalização de documentos e processos administrativos, a expectativa é reduzir etapas e agilizar rotinas que ainda dependem de procedimentos manuais.
As duas frentes serão viabilizadas por meio de atas de registro de preços conduzidas pelo Centro de Tecnologia de Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro (Proderj). O modelo permite que diferentes órgãos utilizem uma mesma estrutura de contratação para demandas semelhantes, evitando a necessidade de realizar processos licitatórios separados e possibilitando ganhos de escala.
A adesão, no entanto, não é automática. Cada secretaria ou órgão poderá contratar as soluções de acordo com suas necessidades e disponibilidade orçamentária, pagando somente pelos serviços efetivamente utilizados. A Ata de Registro de Preços, portanto, não representa contratação nem despesa imediata.
Os processos administrativos passaram por análise técnica, controle interno e validação jurídica. O modelo permite que o Estado amplie o acesso a soluções tecnológicas sem retirar dos órgãos a autonomia para definir quando e quais serviços serão contratados, ao mesmo tempo em que contribui para uma gestão mais eficiente dos recursos públicos”.
ATUALIZAÇÃO às 19h, com nota da Prefeitura de Saquarema. A íntegra está no fim da reportagem.
O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) abriu uma apuração sobre um pregão eletrônico de R$ 13,3 milhões da Prefeitura de Saquarema após seis das sete empresas participantes serem eliminadas ainda na fase de habilitação. A disputa, destinada ao registro de preços para aquisição, instalação e manutenção de aparelhos de ar-condicionado para as secretarias municipais de Saúde e Educação, terminou com só uma licitante habilitada e desconto de apenas 1,23% sobre o valor estimado do contrato.
A análise tem como base uma representação apresentada pela empresa Inteligência Artificial Tecnologia e Refrigeração Ltda., que pede a suspensão do pregão e aponta supostas irregularidades na condução do certame. Entre os questionamentos estão a exigência de comprovante de quitação do seguro-garantia e a ausência de diligências da pregoeira para verificar a documentação apresentada pelas empresas concorrentes.
Seis empresas foram eliminadas antes da fase de lances
Segundo a representação, a combinação entre a inversão das fases do pregão — com a habilitação ocorrendo antes da etapa de disputa de preços — e a exigência do comprovante de quitação do seguro-garantia levou à eliminação de seis das sete participantes. A empresa autora da ação sustenta que as apólices apresentadas eram válidas e atendiam à legislação federal e às normas da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Ainda de acordo com a denúncia, a exclusão das concorrentes impediu uma disputa efetiva de preços. Com apenas uma empresa habilitada, não houve apresentação de novos lances, resultando em um desconto considerado reduzido para um contrato de mais de R$ 13 milhões.
Pregoeira terá três dias para explicar o caso
Ao analisar o pedido, o TCE decidiu ouvir previamente a pregoeira responsável pelo certame, Ingrid Strino da Conceição. Ela terá prazo de três dias para se manifestar sobre as irregularidades apontadas e informar a situação atual da licitação, incluindo eventual homologação ou adjudicação do resultado.
Somente após a manifestação da responsável pelo pregão o Tribunal decidirá sobre a admissibilidade da representação e sobre o pedido de medida cautelar para eventual suspensão do procedimento. Em seguida, o caso será encaminhado à Secretaria Geral de Controle Externo (SGE) para análise técnica.
TCE alerta para possível ilegalidade
Na decisão, a relatora fez um alerta expresso à Prefeitura de Saquarema sobre o fato de a contratação estar sob exame de legalidade pelo Tribunal. Segundo ela, tanto o procedimento licitatório quanto uma eventual ata de registro de preços e contratos decorrentes ainda poderão ser considerados ilegais pela Corte de Contas, dependendo do resultado da análise.
A licitação questionada tem valor estimado de R$ 13.320.172,12 e foi realizada no último dia 18 de agosto. O processo tramita sob o número 239.899-2/26 no TCE-RJ.
O que diz a Prefeitura de Saquarema
A administração municipal enviou nota sobre o assunto. Segue a íntegra.
“A Prefeitura de Saquarema informa que todas as suas licitações seguem rigorosamente a lei, priorizando a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos.
Sobre o processo de licitação citado, o município esclarece que os requisitos cobrados no edital servem para garantir que as empresas participantes tenham real capacidade de entregar os serviços contratados.
A prefeitura está à disposição para colaborar com todas as informações solicitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), demonstrando a transparência e a legalidade de todo o processo”.
A ex-ministra da Igualdade Racial e candidata à Câmara Federal, Anielle Franco (PT), pediu votos neste domingo (13) para a candidata ao Senado Monica Benicio (PSOL) durante uma caminhada de campanha de Benedita da Silva (PT) em Copacabana, que também concorre ao Senado.
O gesto ocorreu em meio à discussão sobre a falta de reciprocidade entre PT e PSD no Rio e chamou atenção pela ausência de manifestações em favor de Pedro Paulo (PSD) — e…. do próprio candidato.
Apesar do apoio formal do PT ao candidato do PSD para uma das vagas ao Senado, Pedro Paulo não participou da mobilização realizada na Zona Sul.
Com isso, Anielle teve mais tempo — e espaço — para subir e discursar no caminhão da campanha. A ex-ministra associou sua atuação política e a de Monica Benicio ao legado de sua irmã, Marielle Franco. “A família da Marielle segue e seguirá honrando o legado de Marielle”, afirmou.
A caminhada reuniu militantes e candidatos da esquerda e percorreu ruas de Copacabana durante a tarde deste domingo e terminou há pouco, por conta da chuva.
Imagine por um momento a aventura de uma vida começando na sala de espera de um consultório odontológico. Filme esquisito e improvável, né? Não para o aventureiro niteroiense Maurício Acklas, que, num estalo, enquanto ouvia do lado de fora o temido “zzzzzzzzzzz” da broca do dentista descobriu um outro Z. O da cidade perdida, objeto de busca e trágico destino do militar e aventureiro britânico Percy Fawcett.
Mas tentemos contar essa história com alguma organização, desde o começo, se é que há um, visto que fim, definitivamente, não existe. Ainda.
Maurício Acklas percorreu mais de 100 mil quilômetros pelo mundo inteiro, checando várias teorias, entrando em contato com várias culturas. Tudo por uma obsessão. Saber o que aconteceu com o coronel Fawcett, que desapareceu no Alto Xingu, no Mato Grosso, em 1925. O inglês procurava a mítica Cidade Perdida de Z, nunca encontrada. Acklas procura Fawcett. E essa busca incessante rendeu vários vídeos e outros trabalhos, entre eles o livro em quadrinhos “Decifrando Fawcett – O Homem”, primeiro de uma série em quatro episódios que vai contar a saga deste aventureiro e está sendo lançado no Bienal de São Paulo.
Anúncio da história em quadrinhos que está sendo lançada
“Li tudo que foi publicado sobre Fawcett. Livros, documentos obscuros. Viajei o mundo procurando pistas”, conta Acklas, apelidado de Indiana Jones de Niterói.
Expedições realizadas por vários lugares do mundo
As expedições de Acklas já passaram por regiões como Serra do Roncador, Xingu, Amazônia e Acre, além de países como Peru, Chile, Colômbia, Itália, Grécia, Turquia, França, Espanha, Portugal e Reino Unido.
Na última, recentemente, esteve na Turquia pesquisando ruínas de uma cidade subterrânea de 19 pavimentos. Para baixo, por supuesto.
“Era uma cidade incrível. As entradas eram estreitas, difíceis, um homem por vez podia passar. Uma excelente defesa contra invasores. Podiam mandar um exército de seis milhões. Não ia adiantar. Ia ter que entrar um de cada para encarar as lanças”, entusiasma-se Acklas, dizendo que o sítio arqueológico visitado é datado em 12.500 anos.
Teorias que envolvem até mesmo a mítica Atlântida
Mas o que uma cidade subterrânea na Turquia tem a ver com o desaparecimento de um aventureiro inglês no Mato Grosso? Para juntar essas peças, basta recorrer a um dos maiores mistérios, lenda para muitos, da humanidade. O continente perdido de Atlântida, que teria afundado no oceano após um cataclisma.
“Fawcett acreditava que os criadores da Cidade de Z fossem descendentes dos atlantes”, explica Acklas.
O aventureiro niteroiense, seguindo essa pista, chegou até o celebrado “manuscrito 512”, que está na Biblioteca Nacional.
“Esse documento é um relato de bandeirantes que teriam avistado na Bahia uma cidade perdida de proporções ciclópicas (gigantes), como as grandes erguidas pelas populações do passado”, conta Acklas.
O incansável niteroiense percorreu as pistas procurando também essa cidade. Não achou nada. Assim como está longe de encontrar a Cidade Perdida de Z, em cuja busca sumiram tanto o coronel Percy Fawcett quanto seu filho, Jack, e um amigo deste, Raleigh Rimmell. Sumiram para, até agora, nunca mais.
“Na década de 50, alguns indígenas apareceram dizendo terem sido os assassinos do trio. Disseram que jogaram os corpos dos jovens no rio e mostraram uma tumba onde estariam os restos do coronel”, lembra Acklas.
Polêmica e mito da da imprensa envolvidos
Mais uma pista sem saída. O esqueleto chegou ser levado para a Inglaterra, onde foi negada de forma veemente a possibilidade de pertencer a Fawcett. O que não impediu o financiador da exposição de outrora, o não menos aventureiro (este num não tão bom sentido da palavra) Assis Chateaubriand de vender muitos jornais e revistas.
Acklas, que é somente aventureiro e está longe de possuir uma fortuna, até agora só amealhou gastos com suas andanças. Depois de onze anos gerindo bares em cruzeiros de luxo, juntou os recursos e com eles até hoje financia suas aventuras. Reserva para o futuro? Necas!
“As viagens em si já foram boas. Mudaram minha concepção de vida”, reflete Acklas, que ainda contará a história de Fawcett em mais três volumes, “O explorador”, “A caçada” e “O místico”.
Por enquanto, a Cidade Perdida de Z, esteja onde estiver, pode esperar. Porque Acklas não é de desistir fácil…
A Prefeitura do Rio entregou, neste domingo (13), mais 96 apartamentos do programa Morar Carioca do Aço, em Santa Cruz, na Zona Oeste. Com a nova etapa, o empreendimento habitacional passa a atender 496 famílias da comunidade do Aço.
As unidades entregues fazem parte dos blocos 1 a 6 da Quadra C do conjunto residencial. Segundo a administração municipal, o projeto soma R$ 300,9 milhões em investimentos e inclui, além das moradias, obras de urbanização e infraestrutura na região.
Os apartamentos têm cerca de 50 metros quadrados, com sala, dois quartos, cozinha, banheiro, varanda e área de serviço. As unidades térreas foram adaptadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Durante a cerimônia de entrega das chaves, o prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que a meta da prefeitura é concluir a transformação urbanística da comunidade.
Moradores acompanham cerimônia de entrega de mais 96 apartamentos do Morar Carioca do Aço, em Santa Cruz — Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio
Além das moradias, o projeto prevê intervenções em mais de 195 mil metros quadrados de área pública, incluindo pavimentação, drenagem, redes de água e esgoto e requalificação de vias internas da comunidade.
De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura, estão previstos cerca de 26 mil metros quadrados de asfaltamento e 23 mil metros quadrados de pavimentação em concreto, além da implantação de aproximadamente 11 quilômetros de redes de drenagem.
Na área de saneamento, o projeto contempla quase 13 quilômetros de redes de esgoto e de abastecimento de água. Um reservatório com capacidade para 3,5 milhões de litros já está em operação.
As obras também incluem uma praça de mais de 15 mil metros quadrados inaugurada em 2025, com pista de skate, ciclovia, quadras esportivas, parque infantil, bicicletários e equipamentos de ginástica.