A 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital determinou, nesta terça-feira (7), a suspensão da Comissão Especial para Contenção de Gastos do Estado, criada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) depois que o governador em exercício Ricardo Couto começou a onda de exonerações, determinou a realização de auditorias nos gastos do estado e disse que o Legislativo “capturou” o Executivo.
.A comissão foi criada, em maio, pelo presidente da Alerj, deputado Douglas Ruas (PL).
A comissão chegou a ser questionada publicamente por Couto. O desembargador também é presidente do Tribunal de Justiça (TJRJ), um dos principais focos de requerimentos e reuniões da comissão.
Sessão desta terça terminou com as baterias voltadas contra os procuradores do estado
A toda ação corresponde uma reação — em igual intensidade e em sentido contrário. Pois a Comissão Especial se preparou, nesta terça-feira (07), para ouvir a Controladoria Geral do Estado (CGE) e a Procuradoria Geral do Estado (PGE).
A Controladoria enviou sua cúpula para o encontro com os deputados.
A PGE, nem um humilde assessor.
Relator criticou a falta de transparência
Seguindo a Terceira Lei de Newton — uma das mais famosas da Física, e da política — resposta não poderia ter sido mais rápida.
Alan Lopes (PL), relator da comissão, criticou o que chamou de falta de transparência nos ganhos dos procuradores do estado e cobrou — da CGE, inclusive — providências sobre a entrega de declarações de bens dos membros da Procuradoria.
“Vou cobrar providências sobre aqueles que não entregam a declaração de bens e valores que todos os servidores devem entregar para a CGE. É inadmissível que nós não possamos saber a evolução patrimonial dos procuradores. Não há nenhum procurador que ganhe menos de R$ 55 mil”, disparou Alan.

