A vereadora Alana Passos (PL) acionou o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara do Rio nesta terça-feira (29) após a divulgação de denúncias feitas por 11 ex-assessores contra o vereador Rick Azevedo (PSOL).
O grupo levou ao Ministério Público do Trabalho (MPT) relatos de suposto assédio moral, abuso de poder, perseguição funcional, nepotismo e possível uso da estrutura pública para atividades particulares e eleitorais.
No documento encaminhado à presidência da Casa, Alana pede que as denúncias sejam submetidas ao Conselho de Ética para análise e eventual adoção de providências. O vereador reagiu com um vídeo nas redes sociais e disparou: “uma vereadora do PL, partido ‘MEQUETREFE’ de Flavio Bolsonaro, avisou que vai tentar cassar meu mandato. Boa sorte!”
Conselho de Ética da Câmara pode analisar as denúncias
O ofício protocolado cita especificamente acusações de assédio moral, perseguição funcional, desvio de finalidade e possível utilização de servidores, materiais e da estrutura do gabinete para atividades particulares e eleitorais.
A vereadora ressalta que o pedido não representa um julgamento antecipado das acusações. Segundo ela, quem ocupa um mandato público deve prestar contas de seus atos.
“Não cabe condenação antecipada, mas também não cabe silêncio. Que tudo seja rigorosamente apurado e que a verdade prevaleça, aplicando-se ao final as penalidades pertinentes”, afirmou Alana.
Suspeita de transfobia
Entre os relatos apresentados ao MPT está o de uma ex-integrante trans do gabinete de Rick. Segundo ela, ao ser desligada, recebeu como justificativa que demorava para cumprir tarefas e não correspondia às expectativas do vereador.
A ex-assessora contesta a versão e afirma que sua condição de mulher trans e a dinâmica de trabalho da equipe teriam sido desconsideradas. O episódio foi denunciado como possível caso de transfobia.
Vereador reage e chama medida de ‘perseguição’
Rick Azevedo reagiu às acusações em vídeos publicados nas redes sociais. Na legenda da publicação, afirmou que a iniciativa de Alana seria “mais uma perseguição” política.
O vereador afirmou que os ex-funcionários deixaram o gabinete porque, segundo ele, “não conseguiam prestar um serviço para a sociedade” e desafiou os denunciantes a apresentarem publicamente provas das acusações.
Após tomar conhecimento do pedido de Alana ao Conselho de Ética, Rick também publicou um vídeo criticando a vereadora. Ele afirmou que não tem medo de uma eventual investigação e classificou as acusações como “narrativas fajutas, mentirosas, compradas para tirar votos” às vésperas das eleições.
“Não tenho medo dessa gentalha porca, escravocrata, não tenho medo. Olha só, quem poderia imaginar, agora uma vereadora do partido do Flavio Bolsonaro vai entrar no conselho de ética da Câmara do Rio para cassar o meu mandato. Sem prova, sem nada concreto contra mim, simplesmente por não suportar a minha voz fazendo política”, afirmou.
Em outro trecho, o vereador disse que suspeitava de uma articulação política por trás das denúncias. “Eu sabia que tinha dedo de vocês por trás. Não tenho medo porque tenho minha consciência tranquila”, disse.






















































