Um relatório divulgado pela Prefeitura do Rio indica que 241,5 mil pessoas deixaram a condição de desemprego na capital fluminense nos últimos cinco anos. O levantamento também aponta uma queda de 46,8% no número de trabalhadores em situação mais vulnerável no mercado de trabalho no mesmo período.
Os dados têm como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foram compilados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico.
Segundo o estudo, apenas em 2025, houve redução de 32,8 mil desempregados em relação ao ano anterior — o equivalente a 13,6% do total da queda registrada no recorte de cinco anos.

A taxa média de desemprego no município ficou em 7,2% no ano passado. O índice representa uma queda de 0,9 ponto percentual em comparação com 2024 (8,1%) e uma redução de 7,8 pontos percentuais em relação a 2020, quando o desemprego atingia 15%.
Para a Prefeitura, o desempenho reflete mudanças no mercado de trabalho carioca e uma trajetória de recuperação nos últimos anos. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, afirmou que a gestão pretende manter a tendência de queda nos indicadores.
“Seguiremos propondo políticas que mantenham os resultados nessa trajetória positiva”, disse.
Vulnerabilidade no mercado de trabalho cai quase 50% no Rio
A redução do desemprego no Rio de Janeiro veio acompanhada de uma queda ainda mais forte entre os trabalhadores em situação mais frágil. Segundo o estudo, o número de pessoas consideradas vulneráveis no mercado de trabalho caiu 46,8% nos últimos cinco anos, o que representa 359,7 mil cariocas a menos nessa condição.
Na comparação com o ano anterior, a baixa foi de 8,9%, o equivalente a 40 mil pessoas fora desse grupo em 2025.
Essa categoria reúne pessoas que estão sem trabalho e procurando vaga, quem trabalha poucas horas e gostaria de aumentar a jornada, quem desistiu de procurar emprego após dificuldades e também quem não pode assumir uma vaga no momento por motivos como estudo, saúde ou gravidez.
Os dados estão no Boletim Econômico do Rio, no Observatório Econômico do Rio (observatorioeconomico.rio).

