Mesmo com reforço financeiro, as obras da Rua da Cerveja (Rua da Carioca), seguem sob críticas por baixa produtividade, falhas técnicas e abandono de frentes de trabalho.
O Diário Oficial do último dia 15 trouxe, porém, um movimento contraditório: enquanto a Secretaria Municipal de Infraestrutura liberou mais R$ 722 mil para o projeto, o Consórcio Rua da Cerveja (formado pelas empresas Lytorânea e Elvima) recebeu uma advertência formal por irregularidades consideradas graves.
O novo aporte, oficializado por meio do 2º termo aditivo, soma R$ 722.253,69 ao contrato. Segundo a prefeitura, os recursos serão usados em ajustes técnicos e no cronograma físico-financeiro da obra, que pretende transformar a via histórica em polo cervejeiro. Na prática, porém, o cenário é outro.
Vistoria encontrou a obra paralisada
Em vistoria realizada no último dia 13, a fiscalização encontrou a obra paralisada, com sinalização precária e pedras portuguesas soltas, o que é um risco direto para pedestres. O relatório também aponta que, entre os dias 6 e 10 de abril, não havia engenheiro responsável no local, sem substituição formal indicada pelo consórcio.
Outro problema destacado foi a baixa produtividade, com equipe insuficiente para executar etapas importantes, como o assentamento de granito e a finalização da travessia elevada na Rua Ramalho Ortigão.
Não é a primeira vez que a Lytorânea entra no radar da prefeitura. A construtora, que está em recuperação judicial, já acumula notificações por atrasos e problemas de qualidade em obras na Estrada do Monteiro, e nas avenidas Cesário de Melo e Joaquim Magalhães, em Campo Grande, na Zona Oeste.
Rua da Cerveja é aposta do programa Reviver Centro
A revitalização da Rua da Cerveja é uma das apostas do Reviver Centro, que busca reocupar a região central da cidade com novos moradores e negócios. O projeto prevê incentivos de até R$ 1 mil por metro quadrado para reformas.
Apesar da chegada de estabelecimentos como a Vírus Bier e a choperia Cotovelo, o avanço do polo depende diretamente da infraestrutura urbana, hoje, travada pelos problemas na execução da obra. O atraso já ameaça o cronograma do polo, estimado para movimentar mais de R$ 220 milhões nos próximos anos dentro do Reviver Centro.
COM FÁBIO MARTINS



