O coronel Aristheu de Goes Lopes, ex-comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), foi nomeado subsecretário adjunto de Comando e Controle da Polícia Militar nesta segunda (08). O policial é conhecido por ter sido afastado do Bope após agentes da equipe efetuarem os disparos que mataram Herus Guimarães Mendes, jovem de 24 anos, no Catete.
O ato foi assinado pelo governador em exercício, Ricardo Couto, na última edição do Diário Oficial, com efeitos retroativos a 26 de janeiro de 2026. A confirmação acontece pouco mais de um ano após a morte do jovem, que aconteceu em junho de 2025.
Herus participava de uma festa junina no Morro de Santo Amaro, no Catete, quando foi alvejado por policiais do Bope durante uma ação na comunidade. O jovem chegou a ser socorrido ao Hospital Glória D’Or, mas não resistiu.
Investigações do Ministério Público do Rio (MPRJ) apontam que a vítima não realizou nenhum gesto de ameaça ou agressão contra os agentes. Os dois policiais apontados como autores dos disparos continuam afastados das ruas e aguardam julgamento no II Tribunal do Júri. Aristheu não é acusado por atuar no caso, mas foi afastado na ocasião.
Até a nova nomeação, o coronel Aristheu ocupava o Comando de Policiamento Especializado, onde respondia pelos batalhões de áreas turísticas, vias expressas e estádios.


