A Prefeitura do Rio marcou para 3 de junho o leilão de concessão do Complexo de Arenas do Parque Olímpico e do futuro Museu Olímpico. A decisão foi publicada no Diário Oficial de 30 de março, em meio a mudanças recentes no cronograma, e depois da retificação do edital pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico.
Segundo a administração municipal, os ajustes técnicos foram necessários diante da complexidade do projeto, que envolve a gestão, operação e manutenção dos equipamentos por longo prazo.
E, apesar do incêndio que atingiu a cobertura do Velódromo no último dia 8, a Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar) esclarece que o cronograma segue mantido. A prefeitura ressalta que os reparos necessários serão de sua responsabilidade e não causarão impactos no andamento da licitação.
A entrega dos envelopes está prevista para 1º de junho de 2026, das 10h às 12h, e o leilão ocorrerá em 3 de junho, às 10h, na sede da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPAR), na Região Portuária.
O prazo adicional, de quase dois meses, deve permitir que os interessados concluam estudos de viabilidade e organizem as garantias financeiras.
A concessão, com duração de 20 anos, é tratada pela prefeitura como etapa central para consolidar o legado dos Jogos Rio 2016. O vencedor ficará responsável por manter uma agenda contínua de eventos nas arenas e por estruturar o Museu Olímpico, com a proposta de transformar o espaço em um polo de turismo esportivo e lazer.
O critério de julgamento permanece o maior valor de outorga fixa, com lance mínimo estabelecido em R$ 18,5 milhões.
A versão atualizada do edital está disponível nos portais oficiais da CCPAR, do Portal Nacional de Contratações Públicas e do sistema e-Compras Rio.
Anteriormente, a entrega das propostas estava marcada para 6 de abril, com leilão previsto para 15 de abril. Com a nova prorrogação, a prefeitura aposta em ampliar a competitividade e garantir maior segurança jurídica ao processo.
COM FÁBIO MARTINS


