O governador Cláudio Castro (PL) voltou a defender a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, que deixou mais de 120 mortos em outubro do ano passado. Nesta segunda (02), durante discurso em evento com agentes da Operação Segurança Presente, Castro disse que a ação policial, considerada a mais letal da história do país, “higienizou mais de 115 vagabundos” e poderia ter deixado um número maior de mortes.
“As pesquisas de opinião mostraram que 90% das pessoas que moram [no estado do Rio] foram favoráveis à operação policial que higienizou mais de 115 vagabundos. Se pudesse ter sido mais, teria sido. Pelo menos, foram 115 a menos subjugando a população”, disse Castro. O discurso aconteceu na cerimônia de entrega de 337 bicicletas elétricas e 140 novas viaturas para agentes do Segurança Presente.
A megaoperação, que enviou 1,5 mil agentes para as comunidades no dia 28 de novembro, deixou 122 mortos — 117 suspeitos e 5 policiais. A atuação dos policiais na ação é tema de apuração da Polícia Federal, que aguarda o governo estadual cumprir uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e enviar as gravações de câmeras corporais dos agentes.
Seis agentes de segurança que participaram da megaoperação foram presos por denúncias ligadas a imagens das câmeras corporais usadas por eles. Segundo o governo estadual, 569 câmeras corporais foram utilizadas no dia da operação — 507 da Polícia Militar e 62 da Polícia Civil. O número representa apenas 23% do efetivo mobilizado; ao todo, foram 2,5 mil policiais na ação.
Com informações do jornal “O Globo”.

