A principal investigada da Operação Tela Falsa, deflagrada nesta quarta-feira (03) pela Polícia Civil, não permanecerá nos quadros do governo do estado. Após tomar conhecimento do caso, a gestão estadual decidiu exonerar Michele Coelho Montenegro, que ocupava cargo de assessora na secretaria de Casa Civil.
Conforme revelou o TEMPO REAL, Michele foi nomeada em 6 de outubro do ano passado sob o nome de “Mia Montenegro”, utilizando o mesmo CPF, e recebia salário bruto mensal de cerca de R$ 16 mil. Segundo a investigação, ela se apresentava como “advogada e herdeira”, utilizava documentos falsos e é apontada como peça central de um esquema milionário envolvendo obras de arte e imóveis de alto valor.
Apesar de se intutular como advogada, Michele não tem registro no sistema da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ). O Ministério Público afirma que ela constava como “estagiária” no site da OAB, mas esse registro também não está mais ativo.
Demais servidores da pasta relataram que ela costumava se apresentar como “irmã de uma desembargadora”.
A exoneração foi determinada logo após o governo tomar conhecimento das informações levantadas pela operação policial. A secretaria também esclareceu, por nota, que “Mia Montenegro” foi nomeada no Poder Executivo na gestão do governador Cláudio Castro (PL), quando ainda não existiam os procedimentos de compliance para nomeações.


