A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou, na sessão plenária desta quarta-feira (03), às vésperas do feriado de Corpus Christi, o projeto de lei que declara o Tapete de Sal de São Gonçalo como patrimônio cultural imaterial do estado do Rio de Janeiro. O projeto ainda deve passar por uma segunda discussão na Casa antes de seguir para a sanção do governador.
De autoria do presidente da Alerj Douglas Ruas (PL) — filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL) —, a proposta tem como objetivo preservar a tradição religiosa e cultural ligada à confecção dos tapetes que enfeitam as ruas do município durante as celebrações de Corpus Christi.
Segundo a justificativa do deputado, o tapete é confeccionado há cerca de 29 anos no município e é considerado o maior da América Latina. A montagem ocorre ao longo de aproximadamente dois quilômetros, reunindo mais de 6 mil voluntários e utilizando mais de 50 toneladas de sal, além de materiais como borra de café, serragem, tintas e pedrarias.
Os desenhos são distribuídos em cerca de 240 tapetes montados entre a Rua Coronel Moreira César, no bairro Zé Garoto, e a Rua Nilo Peçanha, na altura do Clube Mauá, no Centro de São Gonçalo.

