O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) negou por unanimidade, nesta terça-feira (29), o recurso apresentado por Clébio Jacaré (União Brasil) para tentar reverter o indeferimento de sua candidatura a deputado federal. Mesmo com o registro barrado pela Justiça Eleitoral, o candidato já havia destinado R$ 100 mil do fundo eleitoral de sua campanha para uma empresa da qual é sócio-administrador.
O pagamento foi feito no fim de agosto à 2U Like Comunicação e Marketing Ltda., contratada para prestar serviços de “marketing e mídia”. Clébio aparece no quadro societário da empresa como sócio-administrador. A contratação foi paga com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o fundo eleitoral.
O quadro societário da 2U Like também inclui a Estrela Cadente Gestão e Participações Societárias S.A., da qual Clébio é presidente.
Procurada, a assessoria de Clébio afirmou que a empresa é referência no mercado e que a contratação foi realizada de acordo com as normas eleitorais.
O candidato ainda poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Clébio Jacaré é alvo de ação penal desde 2022
No julgamento que indefiriu sua candidatura, o Ministério Público Eleitoral sustentou que Clébio estaria ligado a uma organização criminosa estruturada para “aparelhar e capturar” a administração pública de Itatiaia. Ele foi denunciado por organização criminosa, peculato, concussão, usurpação de função pública, estelionato contra a administração pública e corrupção passiva.
Segundo o MP, Clébio seria um dos principais líderes do grupo e teria participado da idealização do esquema, além de ter sido responsável pelo primeiro acordo com a administração pública de Itatiaia.
A investigação deu origem a uma ação penal, que tramita na Justiça desde 2022. Clébio foi preso em setembro daquele ano durante a Operação Apanthropía.
A decisão da Justiça Eleitoral sobre o registro, no entanto, não equivale a uma condenação criminal. O julgamento no TRE-RJ trata da possibilidade de Clébio disputar as eleições de 2026.
A candidatura de Clébio a deputado federal já havia sido questionada pela Justiça Eleitoral em outra ocasião. Ele tentou disputar a Prefeitura de Nova Iguaçu em 2024, mas também teve o registro barrado.






















































