A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento da Prefeitura do Rio publicou, no Diário Oficial desta sexta-feira (06), o edital para a venda do imóvel da Rua Barão de Itambi 50, em Botafogo. O leilão presencial foi marcado para o dia 31 de março de 2026.
Em novembro do ano passado, a prefeitura desapropriou o imóvel por hasta pública, “para fins de renovação urbana”. O ato atendeu ao pedido da Fundação Getúlio Vargas, que já tem um campus na frente e outro nos fundos do prédio. Segundo a FGV, a ideia é criar um centro de tecnologia e inteligência artificial no local.
Mas a desapropriação está sendo contestada em, pelo menos, duas ações na Justiça. Daí que a convocação já avisa que o leilão será realizado “sob condição suspensiva”.
O proprietário, o grupo Pão de Açúcar, um dos principais do setor varejista, entrou com um processo questionando a legalidade da medida. O prédio estava sendo vendido ao Mundial, que se preparava para instalar uma unidade no local.
O vereador Pedro Duarte (PSD), autor da lei que autoriza o poder municipal a desapropriar e leiloar imóveis sem uso, entrou com uma ação popular contra o ato. Morador do bairro, Duarte lembra que uma academia de ginástica ainda funciona no prédio da Barão de Iguatemi — e, por isso, diz que o critério da hasta pública não pode ser aplicado.
No último sábado (28), moradores do bairro fizeram um protesto contra a desapropriação.
Enquanto isso, a prefeitura dá andamento ao processo. O leilão foi marcado para o próximo dia 31, às 16h, no auditório do Centro Administrativo São Sebastião, sede da Prefeitura do Rio. Os interessados podem retirar o edital completo no site da secretaria.
O que diz o grupo Sendas
Os proprietários originais do imóvel desapropriado — e que, agora, será levado a leilão — enviaram uma nota sobre a publicação. Eis a íntegra:
“O Grupo Sendas vem a público manifestar sua profunda indignação e perplexidade diante da tentativa da Prefeitura do Rio de Janeiro de desapropriar um imóvel comercial ativo, conservado e rigorosamente em dia com suas obrigações.
O Grupo Sendas classifica como um “absurdo” e de uma “contradição inaceitável” que uma instituição de ensino como a FGV, esteja dando um péssimo exemplo a seus alunos dos cursos empresariais de gestão, ética e negócios, governança e compliance, dedicado a formar administradores e empreendedores, queira tomar um imóvel privado para uso próprio, atropelando o direito da propriedade privada e gerando grave insegurança jurídica.
Esta medida se concretizada afastará investimentos da nossa cidade, como também ignorará a vontade soberana da população local.
O imóvel está localizado próximo ao mar onde existe maresia, condição altamente danosa o que tecnicamente não é recomendável a instalação de supercomputadores, devido a ação de corrosão e comprometimento dos equipamentos.
Além disso, no terreno existe lençol freático, o que torna inadequada, sob o ponto de vista técnico, a implantação de áreas técnicas no subsolo destinadas à geração de energia.
Mantemos nossa confiança na Justiça para proteger o patrimônio privado e os interesses dos moradores de Botafogo. O Rio de Janeiro precisa de previsibilidade e respeito às regras para prosperar, e não de medidas arbitrárias que ferem o ambiente de negócios”.



A FGV DEVERIA FAZER ESTE CENTRO DE TECNOLOGIA NO PREDIO ONDE ELA CONSTRUIU UM CENTRO CULTURAL TB NA PRAIA DE BOTAFOGO E NA BARÃO DE ITAMBI!!!
Em 1973 esse grupo Pão de Açúcar esteve envolvido em um movimento estudantil chamado “Cultura ou Verdura”, da então Faculdade Veiga de Almeida…
Parece que gostam dessa disputa!
Esse prefeito tá articulando alguma coisa por debaixo dos panos. E do feitio dele. Algum grupo vai se beneficiar com isso e não vai ser os moradores, nós trabalhadores que pagamos com o sacrifios do bem estar de nossas famílias, taxa de iluminação pública, IPTU, taxa de coleta de lixo e toda sorte de impostos que massacra o empresariado e repassado a população. Acorda carioca pra essa cidade esculhambada!
Não é a primeira vez que a FGV se envolve em negociações nebulosas.
Essa é a grande razão de empresários levarem sua empresas para o Paraguai.
O Brasil nao tem mais garantia juridica
Se o imovel está com todas as obrigaçoes em dia, nao há razao para a interferencia da prefeitura. Aí é querer administrar o bem alheio. Tem vários prédios abandonados pela cidade. Estranho querer este qué é colado na FGV. AFGV é particular nao é? Deveria entrar em negociaçao com o proprietario, assim como fez o Mundial. Sou contra a intromissao da prefeitura! Deixe o livre mercado agir!
Pouca vergonha
Vamos.pra Rua
FGV tomou conta da rua.
Tomou as calçadas com motos e carros e invade sem dar nenhuma segurança aos moradores.
Isso é pilantragem.
Queremos nosso mercado senhor PREFEITO……
Tenha dignidade…..
Vamos pra RUS e nao pra calçada
Essa desapropriação ilegal e imoral, vai render quantoao nervozinho da Odebrecht? Isso, é uma vergonha, isso é grilagem. SOCORRO!!
Bom dia ! Não sou moradora deste bairro, mais trabalho aqui no prédio ao lado o (edifício argentina ) e sempre ia no mercado que tinha nesta rua o (pão de açúcar) confesso que está me prejudicando muito o gato de terem encerrado o antigo medo e não vir um novo mercado para está imóvel e está rua…pois como trabalho fazendo compras para aonde trabalho tenho que me deslocar até a rua Marrques de Abrantes, numa caminhada muito mais longa e cansativa enquanto ali na rua, Barão de Itambi.50 . Me ajudava a gastar e se cansar menos…..sem contar que está rua Barão de Itambi , sem um comércio ali e muito perigosa mesmo…um amigo meu do trabalho ano passado uma vez estacionando seu carro ? presenciou um assalto nesta rua…estou na torcida pela volta de um novo mercado e que os moradores deste bairro desta rua tenham mais segurança pra ele….!!!