O subtenente da Polícia Militar Raphael Gomes Damasceno, denunciado pelo Ministério Público (MPRJ) pela morte da médica Andréa Marins, voltou a trabalhar nas ruas em agosto, antes de ser formalmente acusado pelo homicídio. Ele estava lotado no 9º Batalhão, em Rocha Miranda, mas passou a atuar no policiamento extraordinário do 31º BPM, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio.
Andréa Marins foi morta a tiros em março deste ano, durante uma abordagem policial. Segundo a denúncia apresentada pelo MPRJ na última sexta-feira (11), Raphael e o também PM José Jorge Ferreira Dias atiraram contra o carro da médica depois de confundirem o veículo com outro que era procurado pelos agentes.
Os dois policiais haviam sido afastados das ruas pela PM após o caso. Na época, a corporação informou que eles permaneceriam em funções administrativas enquanto as investigações estivessem em andamento. Raphael, no entanto, retornou ao policiamento ostensivo em agosto.
Após a denúncia do Ministério Público, a Polícia Militar informou que Raphael Damasceno pediu “licença para tratamento de saúde”.
Outro policial acusado de matar a médica pediu para ir para a reserva
José Jorge Ferreira Dias, o segundo PM denunciado pelo homicídio, também não estava trabalhando nas ruas. Ele exercia funções no controle de acesso da portaria do 9º BPM.
No início de setembro, poucos dias antes de a denúncia do MPRJ se tornar pública, o policial solicitou a transferência para a reserva remunerada da corporação.
Os dois agentes não respondem, até o momento, a processos administrativos disciplinares (PADs) relacionados à morte da médica.
A denúncia do MPRJ foi apresentada em 11 de setembro e tornou públicos, pela primeira vez, os nomes dos dois policiais apontados como responsáveis pela morte da médica.
PMs afirmam que confundiram carro da médica com o de um ladrão de veículos
Segundo o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública, Raphael e José Jorge faziam buscas por veículos suspeitos de envolvimento em roubos na região quando começaram a perseguir um Corolla Cross prata. Os policiais perderam o primeiro veículo de vista. Na sequência, encontraram outro Corolla Cross, desta vez branco, conduzido por Andréa Marins.
De acordo com a denúncia, os agentes atiraram contra o carro sem confirmar se aquele era o mesmo veículo que estava sendo procurado. A médica acabou atingida e morreu.
O MPRJ acusa os policiais de homicídio com dolo eventual. Para a Promotoria, os agentes assumiram o risco de matar uma pessoa ao dispararem contra o veículo sem terem certeza de que se tratava do carro envolvido na ocorrência.
A acusação é sustentada por imagens de câmeras de segurança e laudos periciais, já que as câmeras corporais utilizadas pelos dois policiais estavam descarregadas no momento da ocorrência.
Com informações do portal “Metrópoles”.


















































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