O processo sobre o assassinato do jornalista Robson Giorno, que tem o deputado estadual Renato Machado (PT) como réu, entra em nova fase no dia 6 de fevereiro. Nesta data será realizada a audiência de instrução e julgamento, etapa na qual o juiz colhe depoimentos e reúne os elementos que podem culminar com uma decisão sobre a pronúncia — condição necessária para que o caso seja levado a júri popular.
Segundo investigações da Delegacia de Homicídios de Niterói e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), o parlamentar mandou matar Giorno, “planejando, determinando e dirigindo a atividade criminosa”.
Machado nega as acusações.
MP diz que Renato Machado encomendou o assassinato por vingança contra o jornalista
O crime aconteceu em maio de 2019. O jornalista, empresário e dono do jornal “O Maricá” foi assassinado com seis tiros, na frente da mulher. Além de Renato Machado, outras três pessoas foram acusadas pela morte de Giorno: Rodrigo José Barbosa da Silva, o Rodrigo Negão; Davi de Souza Esteves, o subtenente Davi; e Vanessa da Matta Andrade, a Vanessa Alicate.
Na denúncia, o Ministério Público afirmou que Rodrigo Negão e o subtenente Davi foram os executores, e que o crime foi cometido por motivo torpe: vingança. De acordo com o texto, a morte foi encomendada por Renato Machado, irritado com ataques à sua reputação e a divulgação de uma relação extraconjugal com Vanessa Alicate e uma suposta gravidez.

