Antes de deixar a Casa Civil, o agora ex-secretário Marco Simões oficializou uma expressiva transferência de poder na pasta e elevou o protagonismo de um nome que, até então, operava longe dos holofotes.
Antes de ser remanejado para a Secretaria do Gabinete do Governador, Simões assinou a resolução 186, que delega ao subsecretário de Grandes Eventos, Rodrigo Castro, uma série de atribuições estratégicas. Na prática, a medida concede a Castro poder de decisão sobre contratos, licitações e despesas relevantes da Casa Civil.
Publicada no Diário Oficial do último dia 9, a resolução transforma o subsecretário em ordenador de despesas, considerada função-chave na engrenagem administrativa do governo. Com isso, ele passa a ter autonomia para abrir, homologar e adjudicar licitações, além de assinar contratos, convênios e termos aditivos.
Outro ponto sensível da mudança é a autorização para deliberar sobre contratações diretas, incluindo casos de dispensa e inexigibilidade de licitação, instrumentos frequentemente utilizados em situações emergenciais ou específicas.
A delegação de competências tem efeitos retroativos a 24 de março e foi comunicada aos órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e a Secretaria de Fazenda. O movimento ocorre em paralelo à reconfiguração do núcleo político do governo.
Secretaria agora tem um procurador como titular
Na última terça-feira (14), o governador em exercício, Ricardo Couto, nomeou o procurador do estado Flávio Willeman como novo secretário-chefe da Casa Civil, consolidando mais uma mudança no comando da pasta em curto intervalo de tempo. Willeman assume o lugar deixado por Simões, que, por sua vez, foi deslocado para a Secretaria do Gabinete do Governador.
A sequência de mudanças ocorre após a saída de Nicola Miccione, que deixou o cargo para disputar a eleição do mandato-tampão ao lado de Douglas Ruas (PL).
COM FÁBIO MARTINS


