No próximo domingo (25), eleitores de todo o estado — e do Brasil inteiro — escolhem o presidente no segundo turno das eleições. Lá em Itaguaí, porém, eleitores também precisarão votar para a prefeitura. Acontece neste fim de semana a eleição suplementar no município, determinada pela Justiça Eleitoral após o afastamento de Rubão (Podemos).
Apesar de ter sido eleito em 2024, Rubão teve o registro de candidatura indeferido. Desde as eleições municipais, a disputa pela cadeira de prefeito passou por diferentes fases e, agora, os itaguaienses escolhem prefeito e vice para um mandato que termina em 31 de dezembro de 2028.
São candidatos no município o atual prefeito interino Haroldinho (PDT), Luciano Mota (PT), Marcelo Cunha (Democrata) e Kelaine Goulart (Novo), que concorre sub judice.
Relembre todas as reviravoltas que marcaram esse caso.
Por que Rubão foi afastado?
Em 2020, Rubão assumiu a Prefeitura de Itaguaí em um mandato tampão, após o impeachment do prefeito e do vice. Ao todo, foram seis meses no comando da prefeitura. No mesmo ano, ele se candidatou e foi eleito prefeito nas eleições regulares.
Em 2024, ele foi candidato à reeleição e, novamente, terminou como o mais votado. Seu registro de candidatura, porém, foi barrado pelo TRE-RJ; para a Corte, o fato de ele ter ocupado o cargo em um mandato tampão configuraria a eleição em 2024 como um terceiro mandato consecutivo.
A defesa tentou assegurar a permanência no cargo por meio de liminares, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) negou o último recurso do prefeito em fevereiro deste ano.
Depois de idas e vindas, em junho o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, negar um recurso e manter indeferido o registro de candidatura do ex-prefeito de Itaguaí. A análise do caso estava suspensa após um pedido de vista do ministro Dias Toffoli.
Onde Haroldinho entra na história?
Ainda em 2025, quando Rubão assumiria a cadeira de prefeito de novo, Haroldinho Jesus (PDT), então presidente da Câmara de Itaguaí, assumiu a prefeitura por conta do indeferimento do candidato eleito. Ele era o próximo na linha sucessória e, por isso, se tornou prefeito interino.
Porém, depois de uma intensa disputa judicial, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu efeito suspensivo autorizando a diplomação e posse de Rubão no cargo.
Posteriormente, Rubão foi novamente afastado, em novembro do ano passado. Haroldinho, então, retornou ao cargo do executivo municipal e seguiu na cadeira até a decisão final do TSE determinando eleições suplementares. Com isso, Haroldinho entrou oficialmente na disputa eleitoral para permanecer no cargo.

Kelaine Goulart teve registro indeferido no TRE e disputa sub judice
Além do interino, a disputa suplementar também tem Luciano Mota, Marcelo Cunha e Kelaine Goulart. A última vai disputar sub judice após ter tido seu registro indeferido pelo TRE-RJ.
A empresária se candidatou a dois cargos ao mesmo tempo em 2026. Na teoria, se tratavam de eleições diferentes, pois um dos cargos era o de deputada federal, nas eleições gerais, enquanto o outro era o de prefeita, nas eleições suplementares.
A disputa simultânea levou Kelaine a ter sua candidatura indeferida. Ela recorreu, mas a Corte manteve a sentença de primeira instância. O relator do caso, desembargador eleitoral Bruno Bodart, argumentou que a legislação eleitoral não permite que uma mesma pessoa tenha registros de candidatura em circunscrições diferentes ao mesmo tempo.
Kelaine, agora, ainda aguarda análise de recursos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e segue com candidatura indeferida.
Além dos quatro candidatos, a disputa em Itaguaí teria, ainda, o ex-presidente da Faetec e ex-deputado federal Alexandre Valle (PL). O nome do PL para a prefeitura, porém, renunciou em setembro e saiu da corrida.
Estagiária sob supervisão de Felipe Galeno e Berenice Seara.






















































