O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, começou, nesta terça (02), a depor no julgamento da morte do menino Henry Borel, que chega a seu nono dia. Réu, ele começou o relato negando denúncias de agressões feitas por suas ex-companheiras.
Enquanto comentava uma denúncia feita pela mãe de dois de seus filhos, Ana Carolina, que o acusa de violência doméstica, Jairinho disse que os relatos feitos pelas antigas namoradas são “especulação”.
“Tudo que começaram a falar de mim, tudo é especulação. Não tem nada. Não tem nem da parte dela, ou da parte da Natasha, ou da Monique e nem de tantas outras que já me relacionei. Não tem nada dizendo nem que eu dei um peteleco em ninguém”, disse o ex-vereador ao júri.
Sobre o caso que levou Ana Carolina a registrar ocorrência, Jairinho disse que apenas “segurou o braço dela” para conter agressões cometidas pela companheira. De acordo com ele, o episódio foi um caso isolado, motivado por uma discussão após a esposa descobrir uma traição. Segundo ele, o casal manteve o relacionamento por mais seis anos após o episódio.
Jairinho não deve responder perguntas de acusação e juíza
De acordo com a defesa de Jairinho, o acusado não responderá às perguntas da acusação ou da juíza durante seu depoimento, que começou no fim da tarde.
Na parte inicial do relato, o ex-vereador focou em falar detalhes sobre sua infância, trajetória pessoal e familiar. Ao contestar as investigações, o réu afirmou que o processo possui características incomuns e que a defesa obteve novas provas recentemente que, segundo ele, modificam o cenário do caso.
Logo antes do ex-político, a ré Monique Medeiros prestou depoimento e afirmou, pela primeira vez, que Jairinho pode ter sido o responsável pela morte do filho. Ela relatou supostas agressões do ex-companheiro contra a criança desde o início do namoro e declarou suspeitar que ele a dopava com comprimidos à noite para conversar com amantes sem o seu conhecimento.

