Instrutor de pilotagem, Marcos Nogueira, o Marcão, acaba de assumir a presidência da Associação dos Motociclistas do Estado do Rio de Janeiro (AMO-RJ) em substituição ao advogado Fernando Maggiolo. A nova gestão, que tem como prioridade a segurança no trânsito e em eventos públicos, tem como principais metas a isenção de pedágio para motos e triciclos e a regulamentação de eventos em espaços públicos. Marcão já foi conselheiro na gestão de Aloisio Braz e, mais recentemente, atuava como diretor da AMO-RJ.
O novo presidente pretende intensificar o diálogo com autoridades sobre os riscos provocados pela crescente circulação de motos e bicicletas elétricas, especialmente no Rio e em Niterói, onde o número de acidentes tem aumentado. Segundo Marcão, a ausência de exigência de habilitação e de emplacamento desses veículos, segundo ele, agrava o problema e expõe condutores e pedestres. Um exemplo recente foi o acidente que resultou na morte de mãe e filho, na Tijuca, envolvendo uma bicicleta elétrica.
Entre as propostas defendidas pelo novo presidente estão a proibição do uso de cerol em pipas nas proximidades de rodovias; a retirada de tachões, especialmente em curvas, e a adoção de medidas mais rigorosas no combate ao roubo, furto e comércio ilegal de peças.
Marcão também defende a isenção de pedágio, a redução de alíquotas de importação para motos, peças e acessórios e a simplificação das regras para realização de eventos, sem abrir mão de critérios de segurança.
Rio de Janeiro possui frota de cerca de 1,4 milhão de motocicletas
Segundo dados do Detran, o Estado do Rio de Janeiro possui uma frota de cerca de 1,4 milhão de motocicletas, com maior concentração na Região Metropolitana. A capital lidera com cerca de 370 mil motos, seguida por São Gonçalo — 60 mil; Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Niterói — cerca de 50 mil cada; Campos dos Goytacazes — 40 mil; e Belford Roxo e Petrópolis — 30 mil cada.
“Nossa intenção, como presidente da AMO-RJ, é ampliar essas ações sociais para todo o estado, sempre com foco na segurança e com o apoio dos motoclubes”, afirmou Marcão.

